Video de apoio: 1 Coríntios
Material recomendado para complementar a leitura do capitulo.
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Visao geral de 1 Corintios para apoiar a leitura com contexto literario e teologico.
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1Segui o amor, e procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar.
2Porque o que fala em língua desconhecida não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende, e em espírito fala mistérios.
3Mas o que profetiza fala aos homens, para edificação, exortação e consolação.
4O que fala em língua desconhecida edifica-se a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja.
5E eu quero que todos vós faleis em línguas, mas muito mais que profetizeis; porque o que profetiza é maior do que o que fala em línguas, a não ser que também interprete para que a igreja receba edificação.
6E agora, irmãos, se eu for ter convosco falando em línguas, que vos aproveitaria, se não vos falasse ou por meio da revelação, ou da ciência, ou da profecia, ou da doutrina?
7Da mesma sorte, se as coisas inanimadas, que fazem som, seja flauta, seja cítara, não formarem sons distintos, como se conhecerá o que se toca com a flauta ou com a cítara?
8Porque, se a trombeta der sonido incerto, quem se preparará para a batalha?
9Assim também vós, se com a língua não pronunciardes palavras bem inteligíveis, como se entenderá o que se diz? porque estareis como que falando ao ar.
10Há, por exemplo, tanta espécie de vozes no mundo, e nenhuma delas é sem significação.
11Mas, se eu ignorar o sentido da voz, serei bárbaro para aquele a quem falo, e o que fala será bárbaro para mim.
12Assim também vós, como desejais dons espirituais, procurai abundar neles, para edificação da igreja.
13Por isso, o que fala em língua desconhecida, ore para que a possa interpretar.
14Porque, se eu orar em língua desconhecida, o meu espírito ora bem, mas o meu entendimento fica sem fruto.
15Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento.
16De outra maneira, se tu bendisseres com o espírito, como dirá o que ocupa o lugar de indouto, o Amém, sobre a tua ação de graças, visto que não sabe o que dizes?
17Porque realmente tu dás bem as graças, mas o outro não é edificado.
18Dou graças ao meu Deus, porque falo mais línguas do que vós todos.
19Todavia eu antes quero falar na igreja cinco palavras na minha própria inteligência, para que possa também instruir os outros, do que dez mil palavras em língua desconhecida.
20Irmãos, não sejais meninos no entendimento, mas sede meninos na malícia, e adultos no entendimento.
21Está escrito na lei: Por gente de outras línguas, e por outros lábios, falarei a este povo; e ainda assim me não ouvirão, diz o Senhor.
22De sorte que as línguas são um sinal, não para os fiéis, mas para os infiéis; e a profecia não é sinal para os infiéis, mas para os fiéis.
23Se, pois, toda a igreja se congregar num lugar, e todos falarem em línguas, e entrarem indoutos ou infiéis, não dirão porventura que estais loucos?
24Mas, se todos profetizarem, e algum indouto ou infiel entrar, de todos é convencido, de todos é julgado.
25E, portanto, os segredos do seu coração ficam manifestos, e assim, lançando-se sobre o seu rosto, adorará a Deus, publicando que Deus está verdadeiramente entre vós.
26Que fareis pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação.
27E, se alguém falar em língua desconhecida, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e por sua vez, e haja intérprete.
28Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus.
29E falem dois ou três profetas, e os outros julguem.
30Mas, se a outro, que estiver assentado, for revelada alguma coisa, cale-se o primeiro.
31Porque todos podereis profetizar, uns depois dos outros; para que todos aprendam, e todos sejam consolados.
32E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas.
33Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos.
34As vossas mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei.
35E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é vergonhoso que as mulheres falem na igreja.
36Porventura saiu dentre vós a palavra de Deus? Ou veio ela somente para vós?
37Se alguém cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor.
38Mas, se alguém ignora isto, que ignore.
39Portanto, irmãos, procurai, com zelo, profetizar, e não proibais falar línguas.
40Mas faça-se tudo decentemente e com ordem.
Comentário de Estudo
Neste capítulo, o apóstolo Paulo orienta os coríntios sobre o uso adequado dos dons espirituais, enfatizando a primazia daqueles que mais edificam a igreja. Ele compara a profecia com o falar em línguas, mostrando que a primeira é superior por sua capacidade de instruir e consolar. Paulo argumenta que a comunicação clara é essencial no culto público, para que todos possam compreender e ser edificados. O objetivo é que os dons sirvam ao bem comum e promovam a ordem e a decência na assembleia.
Versículos 1-5
A Primazia da Profecia sobre o Falar em Línguas
Matthew Henry enfatiza a caridade como a mais alta virtude, mas entre os dons espirituais, a profecia deve ser preferida. Falar em línguas, se não interpretado, edifica apenas o orador, pois ninguém mais entende os mistérios comunicados. A profecia, contudo, edifica, exorta e consola a igreja, tornando-se um instrumento de benefício mútuo. O apóstolo deseja que todos falem em línguas, mas ainda mais que profetizem, pois a utilidade para a comunidade é o critério principal. O dom que mais serve ao propósito da caridade e ao bem comum é o mais desejável.
Versículos 6-14
A Inutilidade da Linguagem Ininteligível no Culto
Paulo continua a argumentar sobre a futilidade de falar em línguas desconhecidas sem interpretação. Ele ilustra que, assim como uma flauta ou harpa sem distinção de sons não serve para guiar uma dança, ou uma trombeta com som incerto não prepara para a batalha, a fala ininteligível é inútil. Se a mensagem não é compreendida, o orador e o ouvinte se tornam 'bárbaros' um para o outro. O objetivo dos dons espirituais é edificar a igreja, e para isso, a clareza da comunicação é indispensável. Portanto, quem fala em línguas deve orar para ter o dom de interpretar, para que seu entendimento também seja frutífero para os outros.
Versículos 15-20
O Culto Racional e a Edificação Mútua
Matthew Henry destaca a importância de um culto que seja compreensível para todos, inclusive para os mais simples. Paulo exorta os coríntios a orar e cantar com o espírito, mas também com o entendimento, para que a mente possa acompanhar e a congregação possa dizer 'Amém'. A oração em uma língua desconhecida impede a participação e a edificação dos ouvintes. O apóstolo usa seu próprio exemplo para mostrar que prefere falar poucas palavras compreensíveis para instruir a igreja do que muitas em uma língua ininteligível. A maturidade espiritual se manifesta na busca pela edificação coletiva, não na ostentação de dons.
Versículos 21-25
O Propósito das Línguas e da Profecia
Paulo esclarece que o falar em línguas serve como um sinal para os incrédulos, conforme a profecia de Isaías, indicando a intervenção divina por meio de um povo estrangeiro. Contudo, para os crentes, a profecia é o dom mais benéfico, pois edifica e convence. Se um incrédulo entra na assembleia e ouve todos falando em línguas sem interpretação, ele pode concluir que estão loucos. Mas se ele ouve a profecia, ele é confrontado com a verdade de seu coração, convencido de seus pecados e levado a adorar a Deus, reconhecendo a presença divina entre eles.
Versículos 26-33
Ordem e Decoro no Uso dos Dons
O apóstolo repreende a desordem e a confusão nas reuniões dos coríntios, causadas pela vaidade e ostentação dos dons. Ele estabelece diretrizes claras para o uso das línguas e da profecia: apenas dois ou três devem falar, um de cada vez, e deve haver um intérprete para as línguas. Se não houver intérprete, o falante deve permanecer em silêncio na igreja. Os profetas também devem falar dois ou três, e os outros devem julgar. Deus não é Deus de confusão, mas de paz, e essa ordem deve ser observada em todas as igrejas dos santos.
Versículos 34-40
O Papel das Mulheres e a Ordem Final
Matthew Henry, seguindo Paulo, aborda a questão das mulheres falarem na igreja, instruindo-as a permanecerem em silêncio e a se submeterem, buscando esclarecimento em casa. Esta instrução visa manter a ordem e a decência no culto público, evitando a confusão. O apóstolo enfatiza que essas diretrizes não são meras opiniões humanas, mas mandamentos do Senhor. Ele conclui o capítulo reiterando a importância de desejar a profecia e não proibir o falar em línguas, mas que tudo seja feito com decência e ordem. A edificação da igreja e a glória de Deus são os objetivos supremos.
Temas
Referências cruzadas
Adaptado de Matthew Henry's Commentary on the Whole Bible (domínio público)
Minhas anotações
Guarde percepções, decisões e orações ligadas a 1 Coríntios 14.
Último salvamento: Ainda não salvo