Video de apoio: 1 Samuel
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Visao geral de 1 Samuel para apoiar a leitura com contexto literario e teologico.
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1E vieram os zifeus a Saul, a Gibeá, dizendo: Não está Davi escondido no outeiro de Haquilá, defronte de Jesimom?
2Então Saul se levantou e desceu ao deserto de Zife, e com ele três mil homens escolhidos de Israel, a buscar a Davi no deserto de Zife.
3E acampou-se Saul no outeiro de Haquilá, que está defronte de Jesimom, junto ao caminho; porém Davi ficou no deserto, e viu que Saul vinha seguindo-o no deserto.
4Pois Davi enviou espias, e soube que Saul tinha vindo.
5E Davi se levantou, e foi ao lugar onde Saul se tinha acampado; viu Davi o lugar onde se tinha deitado Saul, e Abner, filho de Ner, capitão do seu exército; e Saul estava deitado dentro do lugar dos carros, e o povo estava acampado ao redor dele.
6E dirigindo-se Davi a Aimeleque, o heteu, e a Abisai, filho de Zeruia, irmão de Joabe, disse: Quem descerá comigo a Saul ao arraial? E respondeu Abisai: Eu descerei contigo.
7Foram, pois, Davi e Abisai de noite ao povo, e eis que Saul estava deitado dormindo dentro do lugar dos carros, e a sua lança estava fincada na terra à sua cabeceira; e Abner e o povo deitavam-se ao redor dele.
8Então disse Abisai a Davi: Deus te entregou hoje nas mãos o teu inimigo; deixa-me, pois, agora encravá-lo com a lança de uma vez na terra, e não o ferirei segunda vez.
9E disse Davi a Abisai: Nenhum dano lhe faças; porque quem estendeu a sua mão contra o ungido do Senhor, e ficou inocente?
10Disse mais Davi: Vive o Senhor que o Senhor o ferirá, ou o seu dia chegará em que morra, ou descerá para a batalha e perecerá.
11O Senhor me guarde, de que eu estenda a mão contra o ungido do Senhor; agora, porém, toma a lança que está à sua cabeceira e a bilha de água, e vamo-nos.
12Tomou, pois, Davi a lança e a bilha de água, da cabeceira de Saul, e foram-se; e ninguém houve que o visse, nem que o advertisse, nem que acordasse; porque todos estavam dormindo, porque da parte do Senhor havia caído sobre eles um profundo sono.
13E Davi, passando ao outro lado, pôs-se no cume do monte ao longe, de maneira que entre eles havia grande distância.
14E Davi bradou ao povo, e a Abner, filho de Ner, dizendo: Não responderás, Abner? Então Abner respondeu e disse: Quem és tu, que bradas ao rei?
15Então disse Davi a Abner: Porventura não és homem? E quem há em Israel como tu? Por que, pois, não guardaste o rei, teu senhor? Porque um do povo veio para destruir o rei, teu senhor.
16Não é bom isso, que fizeste; vive o SENHOR, que sois dignos de morte, vós que não guardastes a vosso senhor, o ungido do SENHOR; vede, pois, agora onde está a lança do rei, e a bilha de água, que tinha à sua cabeceira.
17Então conheceu Saul a voz de Davi, e disse: Não é esta a tua voz, meu filho Davi? E disse Davi: É minha voz, ó rei meu senhor.
18Disse mais: Por que persegue o meu senhor tanto o seu servo? Que fiz eu? E que maldade se acha nas minhas mãos?
19Ouve, pois, agora, te rogo, rei meu senhor, as palavras de teu servo: Se o SENHOR te incita contra mim, receba ele a oferta de alimentos; se, porém, são os filhos dos homens, malditos sejam perante o SENHOR; pois eles me têm expulsado hoje para que eu não tenha parte na herança do SENHOR, dizendo: Vai, serve a outros deuses.
20Agora, pois, não se derrame o meu sangue na terra diante do Senhor; pois saiu o rei de Israel em busca de uma pulga, como quem persegue uma perdiz nos montes.
21Então disse Saul: Pequei; volta, meu filho Davi, porque não tornarei a fazer-te mal; porque foi hoje preciosa a minha vida aos teus olhos; eis que procedi loucamente, e errei grandissimamente.
22Davi então respondeu, e disse: Eis aqui a lança do rei; venha cá um dos moços, e leve-a.
23O Senhor, porém, pague a cada um a sua justiça e a sua lealdade; pois o Senhor te entregou hoje na minha mão, porém não quis estender a minha mão contra o ungido do Senhor.
24E eis que, assim como foi a tua vida hoje de tanta estima aos meus olhos, assim seja a minha vida de muita estima aos olhos do Senhor, e ele me livre de toda a tribulação.
25Então Saul disse a Davi: Bendito sejas tu, meu filho Davi; pois grandes coisas farás e também prevalecerás. Então Davi se foi pelo seu caminho e Saul voltou para o seu lugar.
Comentário de Estudo
O capítulo 26 de 1 Samuel narra o retorno da perseguição de Saul a Davi, apesar de um arrependimento anterior. Os zifitas novamente traem Davi, levando Saul a mobilizar um exército. Contudo, Davi demonstra sua integridade e confiança em Deus ao se recusar a ferir o rei ungido, mesmo tendo a oportunidade perfeita. Este episódio reitera a paciência de Davi e a soberania divina sobre os eventos.
Versículos 1-5
A Perseguição Renovada de Saul e a Vigilância de Davi
Os zifitas, mais uma vez, informam Saul sobre o paradeiro de Davi, reacendendo a chama da perseguição. Saul, rapidamente esquecendo suas convicções anteriores, mobiliza três mil homens para caçar Davi no deserto. Davi, por sua vez, age com prudência, enviando espias para confirmar a aproximação do rei. Ele observa o acampamento inimigo, preparando-se defensivamente e evitando um confronto direto. Este incidente revela a persistência da malícia de Saul e a necessidade de vigilância constante de Davi.
Versículos 6-7
A Infiltração Audaciosa de Davi no Acampamento de Saul
Davi, impulsionado por coragem ou inspiração divina, propõe uma ousada incursão noturna ao acampamento de Saul. Abisai, seu parente e um de seus homens de confiança, prontamente se oferece para acompanhá-lo. Sob a escuridão, eles se aproximam e encontram Saul e todo o seu exército profundamente adormecidos. A lança de Saul estava fincada ao lado de sua cabeça, e Abner, o capitão, dormia com todos os soldados ao redor. Este sono profundo, claramente vindo do Senhor, demonstra a providência divina protegendo Davi e expondo a vulnerabilidade de seus inimigos.
Versículos 8-12
A Recusa de Davi em Ferir o Ungido do Senhor
Diante da oportunidade perfeita, Abisai insiste para que Davi mate Saul com sua própria lança, argumentando que Deus o havia entregue em suas mãos. Contudo, Davi repreende Abisai, recusando-se veementemente a estender a mão contra o ungido do Senhor. Ele reafirma sua fé de que Deus mesmo lidaria com Saul, seja por doença, batalha ou morte natural. Em vez de vingança, Davi apenas leva a lança e a bilha de água de Saul como prova de sua presença e inocência. Este ato heroico de Davi sublinha sua lealdade e sua confiança na justiça divina, mesmo em face da perseguição.
Versículos 13-20
Davi Confronta Saul e Prova Sua Inocência
Após deixar o acampamento, Davi clama a Abner e a Saul de uma distância segura, questionando a negligência da guarda do rei. Ele apresenta a lança e a bilha de água como evidência irrefutável de que esteve próximo a Saul e poderia tê-lo matado. Davi confronta Saul sobre a injustiça de sua perseguição, comparando-se a uma pulga ou a uma perdiz caçada. Ele apela à consciência de Saul, reiterando que não busca o mal para o rei, mas apenas a sua própria segurança. Este confronto serve como um testemunho poderoso da integridade de Davi e da futilidade da perseguição de Saul.
Versículos 21-25
O Arrependimento de Saul e a Confiança de Davi em Deus
Ao ouvir as palavras de Davi e ver as provas, Saul é novamente convencido de seu erro e reconhece sua loucura. Ele admite ter pecado e promete não mais prejudicar Davi, reconhecendo a justiça e a bondade de Davi. Saul abençoa Davi, profetizando que ele fará grandes coisas e prevalecerá. Davi, por sua vez, parte, confiando que o Senhor o livraria de toda a tribulação. Este desfecho, embora temporário, demonstra a capacidade de Davi de influenciar até mesmo seus inimigos e sua inabalável fé na proteção divina.
Temas
Referências cruzadas
Adaptado de Matthew Henry's Commentary on the Whole Bible (domínio público)
Minhas anotações
Guarde percepções, decisões e orações ligadas a 1 Samuel 26.
Último salvamento: Ainda não salvo