Video de apoio: 2 Reis
Material recomendado para complementar a leitura do capitulo.
Assistir explicacao do BibleProject
Visao geral de 2 Reis para apoiar a leitura com contexto literario e teologico.
Credito: BibleProject. Este video e incorporado diretamente do YouTube.
1E sucedeu que, no terceiro ano de Oséias, filho de Elá, rei de Israel, começou a reinar Ezequias, filho de Acaz, rei de Judá.
2Tinha vinte e cinco anos de idade quando começou a reinar, e vinte e nove anos reinou em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Abi, filha de Zacarias.
3E fez o que era reto aos olhos do Senhor, conforme tudo o que fizera Davi, seu pai.
4Ele tirou os altos, quebrou as estátuas, deitou abaixo os bosques, e fez em pedaços a serpente de metal que Moisés fizera; porquanto até àquele dia os filhos de Israel lhe queimavam incenso, e lhe chamaram Neustã.
5No Senhor Deus de Israel confiou, de maneira que depois dele não houve quem lhe fosse semelhante entre todos os reis de Judá, nem entre os que foram antes dele.
6Porque se chegou ao Senhor, não se apartou dele, e guardou os mandamentos que o Senhor tinha dado a Moisés.
7Assim foi o Senhor com ele; para onde quer que saía se conduzia com prudência; e se rebelou contra o rei da Assíria, e não o serviu.
8Ele feriu os filisteus até Gaza, como também os seus termos, desde a torre dos atalaias até à cidade fortificada.
9E sucedeu, no quarto ano do rei Ezequias (que era o sétimo ano de Oséias, filho de Elá, rei de Israel), que Salmaneser, rei da Assíria, subiu contra Samaria, e a cercou.
10E a tomaram ao fim de três anos, no ano sexto de Ezequias, que era o ano nono de Oséias, rei de Israel, quando tomaram Samaria.
11E o rei da Assíria transportou a Israel para a Assíria; e os fez levar a Hala e a Habor, junto ao rio de Gozã, e às cidades dos medos;
12Porquanto não obedeceram à voz do Senhor seu Deus, antes transgrediram a sua aliança; e tudo quanto Moisés, servo do Senhor, tinha ordenado, nem o ouviram nem o fizeram.
13Porém no ano décimo quarto do rei Ezequias subiu Senaqueribe, rei da Assíria, contra todas as cidades fortificadas de Judá, e as tomou.
14Então Ezequias, rei de Judá, enviou ao rei da Assíria, a Laquis, dizendo: Pequei; retira-te de mim; tudo o que me impuseres suportarei. Então o rei da Assíria impôs a Ezequias, rei de Judá, trezentos talentos de prata e trinta talentos de ouro.
15Assim deu Ezequias toda a prata que se achou na casa do Senhor e nos tesouros da casa do rei.
16Naquele tempo cortou Ezequias o ouro das portas do templo do Senhor, e das ombreiras, de que ele, rei de Judá, as cobrira, e o deu ao rei da Assíria.
17Contudo enviou o rei da Assíria a Tartã, e a Rabe-Saris, e a Rabsaqué, de Laquis, com grande exército ao rei Ezequias, a Jerusalém; subiram, e vieram a Jerusalém. E, subindo e vindo eles, pararam ao pé do aqueduto da piscina superior, que está junto ao caminho do campo do lavandeiro.
18E chamaram o rei; e saíram a eles Eliaquim, filho de Hilquias, o mordomo, e Sebna, o escrivão, e Joá, filho de Asafe, o cronista.
19E Rabsaqué lhes disse: Ora, dizei a Ezequias: Assim diz o grande rei, o rei da Assíria: Que confiança é esta em que te estribas?
20Dizes tu (porém são palavras só de lábios): Há conselho e poder para a guerra. Em quem, pois, agora confias, que contra mim te rebelas?
21Eis que agora tu confias naquele bordão de cana quebrada, no Egito, no qual, se alguém se encostar, entrar-lhe-á pela mão e a furará; assim é Faraó, rei do Egito, para com todos os que nele confiam.
22Se, porém, me disserdes: No Senhor nosso Deus confiamos; porventura não é esse aquele cujos altos e cujos altares Ezequias tirou, dizendo a Judá e a Jerusalém: Perante este altar vos inclinareis em Jerusalém?
23Ora, pois, dá agora reféns ao meu senhor, o rei da Assíria, e dar-te-ei dois mil cavalos, se tu puderes dar cavaleiros para eles.
24Como, pois, farias virar o rosto de um só capitão dos menores servos de meu senhor, quando tu confias no Egito, por causa dos carros e cavaleiros?
25Agora, pois, subi eu porventura sem o Senhor contra este lugar, para o destruir? O Senhor me disse: Sobe contra esta terra, e destrói-a.
26Então disse Eliaquim, filho de Hilquias, e Sebna e Joá, a Rabsaqué: Rogamos-te que fales aos teus servos em siríaco; porque bem o entendemos; e não nos fales em judaico, aos ouvidos do povo que está em cima do muro.
27Porém Rabsaqué lhes disse: Porventura mandou-me meu senhor somente a teu senhor e a ti, para falar estas palavras e não antes aos homens, que estão sentados em cima do muro, para que juntamente convosco comam o seu excremento e bebam a sua urina?
28Rabsaqué, pois, se pôs em pé, e clamou em alta voz em judaico, e respondeu, dizendo: Ouvi a palavra do grande rei, do rei da Assíria.
29Assim diz o rei: Não vos engane Ezequias; porque não vos poderá livrar da sua mão;
30Nem tampouco vos faça Ezequias confiar no Senhor, dizendo: Certamente nos livrará o Senhor, e esta cidade não será entregue na mão do rei da Assíria.
31Não deis ouvidos a Ezequias; porque assim diz o rei da Assíria: Contratai comigo por presentes, e saí a mim, e coma cada um da sua vide e da sua figueira, e beba cada um a água da sua cisterna;
32Até que eu venha, e vos leve para uma terra como a vossa, terra de trigo e de mosto, terra de pão e de vinhas, terra de oliveiras, de azeite e de mel; e assim vivereis, e não morrereis; e não deis ouvidos a Ezequias; porque vos incita, dizendo: O Senhor nos livrará.
33Porventura os deuses das nações puderam livrar, cada um a sua terra, das mãos do rei da Assíria?
34Que é feito dos deuses de Hamate e de Arpade? Que é feito dos deuses de Sefarvaim, Hena e Iva? Porventura livraram a Samaria da minha mão?
35Quais são eles, dentre todos os deuses das terras, que livraram a sua terra da minha mão, para que o Senhor livrasse a Jerusalém da minha mão?
36Porém calou-se o povo, e não lhe respondeu uma só palavra; porque mandado do rei havia, dizendo: Não lhe respondereis.
37Então Eliaquim, filho de Hilquias, o mordomo, e Sebna, o escrivão, e Joá, filho de Asafe, o cronista, vieram a Ezequias com as vestes rasgadas, e lhe fizeram saber as palavras de Rabsaqué.
Comentário de Estudo
O capítulo 18 de 2 Reis nos apresenta o reinado de Ezequias, um farol de esperança para Judá em meio à desolação de Israel. Enquanto o reino do Norte caía devido à sua idolatria, Ezequias liderou uma profunda reforma religiosa, restaurando a fidelidade a Deus. Contudo, seu reinado também foi marcado por um grande desafio: a invasão assíria sob Senaqueribe, testando a fé de Judá e a soberania do Senhor. Este capítulo demonstra que, mesmo em tempos difíceis, Deus preserva um remanescente fiel.
Versículos 1-8
O Bom Reinado de Ezequias e Suas Reformas
Ezequias ascendeu ao trono de Judá aos 25 anos, reinando por 29 anos em Jerusalém, e fez o que era reto aos olhos do Senhor, seguindo o exemplo de Davi. Ele empreendeu uma zelosa reforma, removendo os altos, quebrando as imagens e derrubando os postes-ídolos. Notavelmente, ele destruiu a serpente de bronze que Moisés havia feito, pois os israelitas a estavam adorando, chamando-a de 'Neustã' (um pedaço de bronze). Sua confiança no Senhor Deus de Israel foi incomparável, e por isso, o Senhor estava com ele, e ele prosperou em tudo o que fazia, chegando a se rebelar contra o rei da Assíria e a derrotar os filisteus.
Versículos 9-12
A Queda de Samaria como Advertência
Durante o quarto ano do reinado de Ezequias, o rei assírio Salmaneser sitiou Samaria, a capital de Israel, e a conquistou três anos depois. O povo de Israel foi levado cativo para a Assíria, disperso por diversas cidades. Esta calamidade ocorreu porque os israelitas não obedeceram à voz do Senhor, seu Deus, e violaram Sua aliança e todos os mandamentos de Moisés. A queda de Samaria serviu como um sombrio lembrete para Judá das consequências da infidelidade e da idolatria, reforçando a urgência das reformas de Ezequias.
Versículos 13-16
A Invasão de Senaqueribe e o Tributo de Ezequias
No décimo quarto ano do reinado de Ezequias, Senaqueribe, rei da Assíria, invadiu Judá e conquistou todas as cidades fortificadas. Ezequias, em um ato de desespero, enviou uma mensagem a Senaqueribe, admitindo sua culpa e oferecendo pagar o que fosse imposto. O rei assírio exigiu um pesado tributo de trezentos talentos de prata e trinta talentos de ouro. Para cumprir essa exigência, Ezequias teve que esvaziar os tesouros do templo do Senhor e do palácio real, chegando a cortar o ouro das portas e dos batentes que ele mesmo havia revestido.
Versículos 17-37
A Blaspêmia de Rabsaqué e a Fé de Judá
Apesar do tributo, Senaqueribe enviou um grande exército a Jerusalém, liderado por Tartã, Rabsaris e Rabsaqué. Rabsaqué, em uma linguagem provocadora e blasfema, dirigiu-se ao povo de Jerusalém, zombando da confiança de Ezequias no Egito e, principalmente, no Senhor. Ele tentou minar a fé do povo, sugerindo que Deus não poderia livrá-los, assim como não livrou outras nações. Os oficiais de Ezequias pediram que ele falasse em aramaico, mas Rabsaqué insistiu em hebraico para desmoralizar o povo, proferindo ameaças e promessas vazias. Contudo, o povo permaneceu em silêncio, conforme a ordem do rei, aguardando a resposta divina.
Temas
Referências cruzadas
Adaptado de Matthew Henry's Commentary on the Whole Bible (domínio público)
Minhas anotações
Guarde percepções, decisões e orações ligadas a 2 Reis 18.
Último salvamento: Ainda não salvo