Video de apoio: 2 Reis
Material recomendado para complementar a leitura do capitulo.
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Visao geral de 2 Reis para apoiar a leitura com contexto literario e teologico.
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1Então o rei ordenou, e todos os anciãos de Judá e de Jerusalém se reuniram a ele.
2O rei subiu à casa do Senhor, e com ele todos os homens de Judá, e todos os moradores de Jerusalém, os sacerdotes, os profetas e todo o povo, desde o menor até ao maior; e leu aos ouvidos deles todas as palavras do livro da aliança, que se achou na casa do Senhor.
3E o rei se pôs em pé junto à coluna, e fez a aliança perante o Senhor, para seguirem o Senhor, e guardarem os seus mandamentos, os seus testemunhos e os seus estatutos, com todo o coração e com toda a alma, confirmando as palavras desta aliança, que estavam escritas naquele livro; e todo o povo apoiou esta aliança.
4E o rei mandou ao sumo sacerdote Hilquias, aos sacerdotes da segunda ordem, e aos guardas do umbral da porta, que tirassem do templo do Senhor todos os vasos que se tinham feito para Baal, para o bosque e para todo o exército dos céus e os queimou fora de Jerusalém, nos campos de Cedrom e levou as cinzas deles a Betel.
5Também destituiu os sacerdotes que os reis de Judá estabeleceram para incensarem sobre os altos nas cidades de Judá e ao redor de Jerusalém, como também os que queimavam incenso a Baal, ao sol, à lua, e aos planetas, e a todo o exército dos céus.
6Também tirou da casa do Senhor o ídolo do bosque levando-o para fora de Jerusalém até ao ribeiro de Cedrom, e o queimou junto ao ribeiro de Cedrom, e o desfez em pó, e lançou o seu pó sobre as sepulturas dos filhos do povo.
7Também derrubou as casas dos sodomitas que estavam na casa do Senhor, em que as mulheres teciam casinhas para o ídolo do bosque.
8E a todos os sacerdotes trouxe das cidades de Judá, e profanou os altos em que os sacerdotes queimavam incenso, desde Geba até Berseba; e derrubou os altos que estavam às portas, junto à entrada da porta de Josué, o governador da cidade, que estava à esquerda daquele que entrava pela porta da cidade.
9Mas os sacerdotes dos altos não sacrificavam sobre o altar do Senhor em Jerusalém; porém comiam pães ázimos no meio de seus irmãos.
10Também profanou a Tofete, que está no vale dos filhos de Hinom, para que ninguém fizesse passar a seu filho, ou sua filha, pelo fogo a Moloque.
11Também tirou os cavalos que os reis de Judá tinham dedicado ao sol, à entrada da casa do Senhor, perto da câmara de Natã-Meleque, o camareiro, que estava no recinto; e os carros do sol queimou a fogo.
12Também o rei derrubou os altares que estavam sobre o terraço do cenáculo de Acaz, os quais os reis de Judá tinham feito, como também o rei derrubou os altares que fizera Manassés nos dois átrios da casa do Senhor; e esmiuçados os tirou dali e lançou o pó deles no ribeiro de Cedrom.
13O rei profanou também os altos que estavam defronte de Jerusalém, à mão direita do monte de Masite, os quais edificara Salomão, rei de Israel, a Astarote, a abominação dos sidônios, e a Quemós, a abominação dos moabitas, e a Milcom, a abominação dos filhos de Amom.
14Semelhantemente quebrou as estátuas, cortou os bosques e encheu o seu lugar com ossos de homens.
15E também o altar que estava em Betel, e o alto que fez Jeroboão, filho de Nebate, com que tinha feito Israel pecar, esse altar derrubou juntamente com o alto; queimando o alto, em pó o esmiuçou, e queimou o ídolo do bosque.
16E, virando-se Josias, viu as sepulturas que estavam ali no monte; e mandou tirar os ossos das sepulturas, e os queimou sobre aquele altar, e assim o profanou, conforme a palavra do Senhor, que profetizara o homem de Deus, quando anunciou estas palavras.
17Então disse: Que é este monumento que vejo? E os homens da cidade lhe disseram: É a sepultura do homem de Deus que veio de Judá, e anunciou estas coisas que fizeste contra este altar de Betel.
18E disse: Deixai-o estar; ninguém mexa nos seus ossos. Assim deixaram estar os seus ossos com os ossos do profeta que viera de Samaria.
19Demais disto também Josias tirou todas as casas dos altos que havia nas cidades de Samaria, e que os reis de Israel tinham feito para provocarem à ira o Senhor; e lhes fez conforme todos os atos que tinha feito em Betel.
20E sacrificou todos os sacerdotes dos altos, que havia ali, sobre os altares, e queimou ossos humanos sobre eles; depois voltou a Jerusalém.
21O rei deu ordem a todo o povo, dizendo: Celebrai a páscoa ao Senhor vosso Deus, como está escrito no livro da aliança.
22Porque nunca se celebrou tal páscoa como esta desde os dias dos juízes que julgaram a Israel, nem em todos os dias dos reis de Israel, nem tampouco dos reis de Judá.
23Porém no ano décimo oitavo do rei Josias esta páscoa se celebrou ao Senhor em Jerusalém.
24E também os adivinhos, os feiticeiros, os terafins, os ídolos, e todas as abominações que se viam na terra de Judá e em Jerusalém, os extirpou Josias, para confirmar as palavras da lei, que estavam escritas no livro que o sacerdote Hilquias achara na casa do Senhor.
25E antes dele não houve rei semelhante, que se convertesse ao Senhor com todo o seu coração, com toda a sua alma e com todas as suas forças, conforme toda a lei de Moisés; e depois dele nunca se levantou outro tal.
26Todavia o Senhor não se demoveu do ardor da sua grande ira, com que ardia contra Judá, por todas as provocações com que Manassés o tinha provocado.
27E disse o Senhor: Também a Judá hei de tirar de diante da minha face, como tirei a Israel, e rejeitarei esta cidade de Jerusalém que escolhi, como também a casa de que disse: Estará ali o meu nome.
28Ora, o mais dos atos de Josias e tudo quanto fez, porventura não está escrito no livro das crônicas dos reis de Judá?
29Nos seus dias subiu Faraó Neco, rei do Egito, contra o rei da Assíria, ao rio Eufrates; e o rei Josias lhe foi ao encontro; e, vendo-o ele, o matou em Megido.
30E seus servos, num carro, o levaram morto, de Megido, e o trouxeram a Jerusalém, e o sepultaram na sua sepultura; e o povo da terra tomou a Jeoacaz, filho de Josias, e ungiram-no, e fizeram-no rei em lugar de seu pai.
31Tinha Jeoacaz vinte e três anos de idade quando começou a reinar, e três meses reinou em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Hamutal, filha de Jeremias, de Libna.
32E fez o que era mau aos olhos do Senhor, conforme tudo o que fizeram seus pais.
33Porém Faraó Neco o mandou prender em Ribla, em terra de Hamate, para que não reinasse em Jerusalém; e à terra impôs pena de cem talentos de prata e um talento de ouro.
34Também Faraó Neco constituiu rei a Eliaquim, filho de Josias, em lugar de seu pai Josias, e lhe mudou o nome para Jeoiaquim; porém a Jeoacaz tomou consigo, e foi ao Egito, e morreu ali.
35E Jeoiaquim deu aquela prata e aquele ouro a Faraó; porém tributou a terra, para dar esse dinheiro conforme o mandado de Faraó; a cada um segundo a sua avaliação exigiu a prata e o ouro do povo da terra, para o dar a Faraó Neco.
36Tinha Jeoiaquim vinte e cinco anos de idade quando começou a reinar, e reinou onze anos em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Zebida, filha de Pedaías, de Ruma.
37E fez o que era mau aos olhos do Senhor, conforme tudo quanto fizeram seus pais.
Comentário de Estudo
O capítulo 23 de 2 Reis narra a notável reforma religiosa empreendida pelo rei Josias em Judá. Após a descoberta do Livro da Lei, Josias lidera o povo em um pacto solene com Deus, erradicando a idolatria e restaurando a adoração verdadeira. Contudo, apesar de sua devoção exemplar, o capítulo também registra sua morte prematura e o início do declínio de Judá sob seus sucessores, revelando a persistência do juízo divino. Este período destaca a importância da obediência à Palavra de Deus e as consequências da infidelidade.
Versículos 1-3
A Renovação da Aliança e a Leitura da Lei
Josias, ao ouvir as palavras do Livro da Lei, convoca todo o povo, incluindo líderes e sacerdotes, para uma assembleia solene no Templo. Ele mesmo lê a Lei para eles, demonstrando sua humildade e o desejo de que todos compreendessem a vontade de Deus. Em seguida, o rei e o povo renovam a aliança com o Senhor, comprometendo-se a andar em Seus caminhos com todo o coração e alma. Este ato de compromisso público foi um passo crucial para a restauração espiritual da nação, mostrando que a verdadeira reforma começa com a Palavra de Deus.
Versículos 4-20
A Purificação Radical da Idolatria
Com fervor inabalável, Josias inicia uma purificação radical, removendo todos os vestígios de idolatria do Templo e de toda a terra de Judá e Samaria. Ele destrói altares pagãos, ídolos, postes-ídolos e os lugares altos, profanando-os para que nunca mais fossem usados. Até mesmo os ossos dos sacerdotes idólatras são queimados sobre os altares, cumprindo antigas profecias. Esta ação demonstra a seriedade do pecado da idolatria e a determinação de Josias em restaurar a pureza da adoração a Deus, eliminando tudo o que desviava o povo do Senhor.
Versículos 21-23
A Celebração Solene da Páscoa
Após a purificação da terra, Josias ordena que todo o povo celebre a Páscoa ao Senhor, conforme estava escrito no Livro da Aliança. Esta Páscoa foi a mais grandiosa e solene desde os dias dos juízes e dos reis de Israel e Judá. A celebração da Páscoa, que recordava a libertação do Egito, simbolizava a renovação da fé e da identidade do povo como nação de Deus. Foi um momento de profunda comunhão e gratidão, marcando o ápice da reforma espiritual de Josias.
Versículos 24-25
Mais Reformas e a Devoção Inigualável de Josias
Josias prossegue com suas reformas, eliminando os médiuns, feiticeiros, ídolos domésticos e todas as abominações que ainda eram encontradas em Judá e Jerusalém. Sua dedicação à Lei de Deus foi incomparável, pois nenhum rei antes ou depois dele buscou o Senhor com todo o seu coração, alma e força. Sua vida foi um testemunho de fidelidade e zelo pela vontade divina, servindo de exemplo de como um líder pode influenciar profundamente a espiritualidade de uma nação. Sua devoção era um reflexo de um coração verdadeiramente convertido.
Versículos 26-30
O Juízo Divino e a Morte de Josias
Apesar da piedade de Josias e de suas reformas, o Senhor não se desviou do furor de Sua grande ira contra Judá, por causa de todas as provocações de Manassés. A morte prematura de Josias em batalha, embora trágica, foi um sinal do juízo iminente sobre a nação, poupando-o de ver a destruição que viria. Sua partida marcou o fim de um período de esperança e o início de um declínio irreversível para Judá. A fidelidade individual de Josias não pôde reverter o destino de uma nação que havia se afastado de Deus por tanto tempo.
Versículos 31-37
Os Reinados Ímpios dos Sucessores de Josias
Após a morte de Josias, seus filhos Jeoacaz e Jeoiaquim assumem o trono, mas ambos seguem caminhos de impiedade, fazendo o que era mau aos olhos do Senhor. Seus reinados são marcados pela opressão e pela submissão a potências estrangeiras, como o Egito e a Babilônia. A rápida sucessão de reis ímpios demonstra a deterioração moral e espiritual de Judá, confirmando que a reforma de Josias, embora profunda, não havia transformado o coração da maioria do povo. O juízo de Deus se manifestava através da instabilidade política e da crescente ameaça externa.
Temas
Referências cruzadas
Adaptado de Matthew Henry's Commentary on the Whole Bible (domínio público)
Minhas anotações
Guarde percepções, decisões e orações ligadas a 2 Reis 23.
Último salvamento: Ainda não salvo