Video de apoio: 2 Coríntios
Material recomendado para complementar a leitura do capitulo.
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Visao geral de 2 Corintios para apoiar a leitura com contexto literario e teologico.
Credito: BibleProject. Este video e incorporado diretamente do YouTube.
1Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus, e o irmão Timóteo, à igreja de Deus, que está em Corinto, com todos os santos que estão em toda a Acaia.
2Graça a vós e paz da parte de Deus nosso Pai, e da do Senhor Jesus Cristo.
3Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação;
4Que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus.
5Porque, como as aflições de Cristo são abundantes em nós, assim também é abundante a nossa consolação por meio de Cristo.
6Mas, se somos atribulados, é para vossa consolação e salvação; ou, se somos consolados, para vossa consolação é, a qual se opera suportando com paciência as mesmas aflições que nós também padecemos;
7E a nossa esperança acerca de vós é firme, sabendo que, como sois participantes das aflições, assim o sereis também da consolação.
8Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que nos sobreveio na Ásia, pois que fomos sobremaneira agravados mais do que podíamos suportar, de modo tal que até da vida desesperamos.
9Mas já em nós mesmos tínha- mos a sentença de morte, para que não confiássemos em nós, mas em Deus, que ressuscita os mortos;
10O qual nos livrou de tão grande morte, e livra; em quem esperamos que também nos livrará ainda,
11Ajudando-nos também vós com orações por nós, para que pela mercê, que por muitas pessoas nos foi feita, por muitas também sejam dadas graças a nosso respeito.
12Porque a nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência, de que com simplicidade e sinceridade de Deus, não com sabedoria carnal, mas na graça de Deus, temos vivido no mundo, e de modo particular convosco.
13Porque nenhumas outras coisas vos escrevemos, senão as que já sabeis ou também reconheceis; e espero que também até ao fim as reconhecereis.
14Como também já em parte reconhecestes em nós, que somos a vossa glória, como também vós sereis a nossa no dia do Senhor Jesus.
15E com esta confiança quis primeiro ir ter convosco, para que tivésseis uma segunda graça;
16E por vós passar à macedônia, e da macedônia ir outra vez ter convosco, e ser guiado por vós à Judéia.
17E, deliberando isto, usei porventura de leviandade? Ou o que delibero, o delibero segundo a carne, para que haja em mim sim, sim, e não, não?
18Antes, como Deus é fiel, a nossa palavra para convosco não foi sim e não.
19Porque o Filho de Deus, Jesus Cristo, que entre vós foi pregado por nós, isto é, por mim, Silvano e Timóteo, não foi sim e não; mas nele houve sim.
20Porque todas quantas promessas há de Deus, são nele sim, e por ele o Amém, para glória de Deus por nós.
21Mas o que nos confirma convosco em Cristo, e o que nos ungiu, é Deus,
22O qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações.
23Invoco, porém, a Deus por testemunha sobre a minha alma, que para vos poupar não tenho até agora ido a Corinto;
24Não que tenhamos domínio sobre a vossa fé, mas porque somos cooperadores de vosso gozo; porque pela fé estais em pé.
Comentário de Estudo
2 Coríntios 1 inicia com a saudação apostólica de Paulo e Timóteo à igreja em Corinto e a todos os santos na Acaia. O apóstolo imediatamente mergulha em um profundo testemunho de gratidão a Deus, o Pai de misericórdias e Deus de todo consolo. Ele compartilha suas intensas tribulações na Ásia, revelando como Deus o sustentou e o livrou da beira da morte. Este capítulo estabelece o tom da epístola, enfatizando a dependência de Deus e o propósito divino por trás do sofrimento.
Versículos 1-2
Saudação Apostólica e a Fonte da Graça
Paulo, apóstolo de Jesus Cristo pela vontade de Deus, e Timóteo, seu irmão, dirigem-se à igreja em Corinto e a todos os santos na Acaia. Esta saudação não é meramente formal, mas carrega a autoridade divina e a humildade apostólica. Eles desejam graça e paz, bênçãos essenciais que só podem vir de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo. A união desses dois dons é crucial, pois a verdadeira paz duradoura é inseparável da graça genuína.
Versículos 3-6
Louvor ao Pai de Misericórdias e Deus de Todo Consolo
Paulo irrompe em louvor a Deus, identificando-O como o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de misericórdias e o Deus de todo consolo. Ele testifica que Deus os conforta em todas as suas tribulações, não apenas para o benefício próprio, mas para que possam consolar outros. Assim como os sofrimentos de Cristo abundam neles, a consolação de Cristo também transborda, revelando um propósito redentor no sofrimento. Seja na aflição ou no consolo, o objetivo final é a consolação e salvação dos coríntios.
Versículos 7-11
Tribulações na Ásia e a Libertação Divina
O apóstolo expressa sua firme esperança de que os coríntios, sendo participantes dos sofrimentos, também o serão do consolo. Ele revela a gravidade de suas aflições na Ásia, que os levaram ao desespero da própria vida, sentindo a sentença de morte em si mesmos. Contudo, essa extrema provação tinha um propósito: ensiná-los a não confiar em si mesmos, mas em Deus que ressuscita os mortos. Deus os livrou e continuará a livrá-los, e as orações dos coríntios são um meio para que muitos deem graças pela graça recebida.
Versículos 12-14
A Integridade da Conduta Apostólica
Paulo afirma a pureza de sua consciência e a sinceridade de sua conduta, tanto para com os coríntios quanto para com o mundo. Ele não agiu com sabedoria carnal, mas com a graça de Deus, buscando a simplicidade e a santidade. Sua glória é o testemunho de sua consciência, e ele espera que os coríntios o reconheçam plenamente, assim como ele os reconhece como sua glória no Dia do Senhor Jesus. A transparência de suas ações visava edificar a igreja e glorificar a Deus.
Versículos 15-24
A Fidelidade de Deus e a Consistência de Paulo
Paulo defende-se da acusação de inconstância, explicando que seu plano de visitá-los duas vezes não foi alterado por leviandade, mas por considerações pastorais. Ele assegura que sua mensagem do 'sim' em Cristo é sempre 'sim', pois Deus é fiel. O Espírito Santo é a garantia das promessas de Deus em seus corações. Sua decisão de adiar a visita foi para poupá-los, não para exercer domínio sobre a fé deles, mas para cooperar com a alegria deles, pois eles permaneciam firmes pela fé.
Temas
Referências cruzadas
Adaptado de Matthew Henry's Commentary on the Whole Bible (domínio público)
Minhas anotações
Guarde percepções, decisões e orações ligadas a 2 Coríntios 1.
Último salvamento: Ainda não salvo