Video de apoio: Atos
Material recomendado para complementar a leitura do capitulo.
Assistir explicacao do BibleProject
Visao geral de Atos para apoiar a leitura com contexto literario e teologico.
Credito: BibleProject. Este video e incorporado diretamente do YouTube.
1E aconteceu que, separando-nos deles, navegamos e fomos correndo caminho direito, e chegamos a Cós, e no dia seguinte a Rodes, de onde passamos a Pátara.
2E, achando um navio, que ia para a Fenícia, embarcamos nele, e partimos.
3E, indo já à vista de Chipre, deixando-a à esquerda, navegamos para a Síria e chegamos a Tiro; porque o navio havia de ser descarregado ali.
4E, achando discípulos, ficamos ali sete dias; e eles pelo Espírito diziam a Paulo que não subisse a Jerusalém.
5E, havendo passado ali aqueles dias, saímos, e seguimos nosso caminho, acompanhando-nos todos, com suas mulheres e filhos até fora da cidade; e, postos de joelhos na praia, oramos.
6E, despedindo-nos uns dos outros, subimos ao navio; e eles voltaram para suas casas.
7E nós, concluída a navegação de Tiro, viemos a Ptolemaida; e, havendo saudado os irmãos, ficamos com eles um dia.
8E no dia seguinte, partindo dali Paulo, e nós que com ele estávamos, chegamos a Cesaréia; e, entrando em casa de Filipe, o evangelista, que era um dos sete, ficamos com ele.
9E tinha este quatro filhas virgens, que profetizavam.
10E, demorando-nos ali por muitos dias, chegou da Judéia um profeta, por nome Ágabo;
11E, vindo ter conosco, tomou a cinta de Paulo, e ligando-se os seus próprios pés e mãos, disse: Isto diz o Espírito Santo: Assim ligarão os judeus em Jerusalém o homem de quem é esta cinta, e o entregarão nas mãos dos gentios.
12E, ouvindo nós isto, rogamos-lhe, tanto nós como os que eram daquele lugar, que não subisse a Jerusalém.
13Mas Paulo respondeu: Que fazeis vós, chorando e magoando-me o coração? Porque eu estou pronto não só a ser ligado, mas ainda a morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus.
14E, como não podíamos convencê-lo, nos aquietamos, dizendo: Faça-se a vontade do Senhor.
15E depois daqueles dias, havendo feito os nossos preparativos, subimos a Jerusalém.
16E foram também conosco alguns discípulos de Cesaréia, levando consigo um certo Mnasom, chíprio, discípulo antigo, com quem havíamos de hospedar-nos.
17E, logo que chegamos a Jerusalém, os irmãos nos receberam de muito boa vontade.
18E no dia seguinte, Paulo entrou conosco em casa de Tiago, e todos os anciãos vieram ali.
19E, havendo-os saudado, contou-lhes por miúdo o que por seu ministério Deus fizera entre os gentios.
20E, ouvindo-o eles, glorificaram ao Senhor, e disseram-lhe: Bem vês, irmão, quantos milhares de judeus há que crêem, e todos são zeladores da lei.
21E já acerca de ti foram informados de que ensinas todos os judeus que estão entre os gentios a apartarem-se de Moisés, dizendo que não devem circuncidar seus filhos, nem andar segundo o costume da lei.
22Que faremos pois? em todo o caso é necessário que a multidão se ajunte; porque terão ouvido que já és vindo.
23Faze, pois, isto que te dizemos: Temos quatro homens que fizeram voto.
24Toma estes contigo, e santifica-te com eles, e faze por eles os gastos para que rapem a cabeça, e todos ficarão sabendo que nada há daquilo de que foram informados acerca de ti, mas que também tu mesmo andas guardando a lei.
25Todavia, quanto aos que creem dos gentios, já nós havemos escrito, e achado por bem, que nada disto observem; mas que só se guardem do que se sacrifica aos ídolos, e do sangue, e do sufocado e da fornicação.
26Então Paulo, tomando consigo aqueles homens, entrou no dia seguinte no templo, já santificado com eles, anunciando serem já cumpridos os dias da purificação; e ficou ali até se oferecer por cada um deles a oferta.
27E quando os sete dias estavam quase a terminar, os judeus da Ásia, vendo-o no templo, alvoroçaram todo o povo e lançaram mão dele,
28Clamando: Homens israelitas, acudi; este é o homem que por todas as partes ensina a todos contra o povo e contra a lei, e contra este lugar; e, demais disto, introduziu também no templo os gregos, e profanou este santo lugar.
29Porque tinham visto com ele na cidade a Trófimo de Éfeso, o qual pensavam que Paulo introduzira no templo.
30E alvoroçou-se toda a cidade, e houve grande concurso de povo; e, pegando Paulo, o arrastaram para fora do templo, e logo as portas se fecharam.
31E, procurando eles matá-lo, chegou ao tribuno da coorte o aviso de que Jerusalém estava toda em confusão;
32O qual, tomando logo consigo soldados e centuriões, correu para eles. E, quando viram o tribuno e os soldados, cessaram de ferir a Paulo.
33Então, aproximando-se o tribuno, o prendeu e o mandou atar com duas cadeias, e lhe perguntou quem era e o que tinha feito.
34E na multidão uns clamavam de uma maneira, outros de outra; mas, como nada podia saber ao certo, por causa do alvoroço, mandou conduzi-lo para a fortaleza.
35E sucedeu que, chegando às escadas, os soldados tiveram de lhe pegar por causa da violência da multidão.
36Porque a multidão do povo o seguia, clamando: Mata-o!
37E, quando iam a introduzir Paulo na fortaleza, disse Paulo ao tribuno: É-me permitido dizer-te alguma coisa? E ele disse: Sabes o grego?
38Não és tu porventura aquele egípcio que antes destes dias fez uma sedição e levou ao deserto quatro mil salteadores?
39Mas Paulo lhe disse: Na verdade que sou um homem judeu, cidadão de Tarso, cidade não pouco célebre na Cilícia; rogo-te, porém, que me permitas falar ao povo.
40E, havendo-lho permitido, Paulo, pondo-se em pé nas escadas, fez sinal com a mão ao povo; e, feito grande silêncio, falou-lhes em língua hebraica, dizendo:
Comentário de Estudo
Matthew Henry introduz Atos 21 como um ponto de virada na jornada de Paulo. Após extensas viagens missionárias entre os gentios, marcadas por grande colheita de almas e perseguições superadas, o apóstolo agora se dirige a Jerusalém para enfrentar "laços duradouros". Seus dias de serviço ativo parecem dar lugar a um período de sofrimento, mas Henry enfatiza que Paulo na prisão e no tribunal glorifica a Deus e serve aos interesses de Cristo tanto quanto no púlpito. Este capítulo detalha sua viagem, os avisos proféticos, sua chegada a Jerusalém e o início de sua prisão.
Versículos 1-7
A Viagem Marítima de Paulo e a Comunhão em Tiro
Paulo e seus companheiros partem de Éfeso, navegando por Cós, Rodes e Patara, onde encontram um navio para a Fenícia. A providência divina é evidente na facilidade da viagem e na conexão oportuna. Ao desembarcar em Tiro, Paulo encontra discípulos e permanece com eles por sete dias, aproveitando a oportunidade para pregar e passar um domingo com a igreja local. Os irmãos em Tiro, movidos pelo Espírito, advertem Paulo a não ir a Jerusalém, prevendo seus sofrimentos, mas ele permanece firme em seu propósito. A despedida é emocionante, com a comunidade, incluindo esposas e filhos, acompanhando-os à praia para uma oração conjunta.
Versículos 8-14
Advertências Proféticas em Cesareia
Após deixar Tiro, Paulo chega a Ptolemaida e depois a Cesareia, onde se hospeda na casa de Filipe, o evangelista, que tinha quatro filhas profetisas. Durante sua estadia, o profeta Ágabo chega de Jerusalém e, usando um cinto de Paulo, amarra seus próprios pés e mãos, profetizando que assim os judeus em Jerusalém prenderiam Paulo e o entregariam aos gentios. Esta profecia, que ecoa avisos anteriores, intensifica a angústia dos irmãos, que imploram a Paulo para não prosseguir. No entanto, Paulo demonstra sua inabalável resolução, afirmando estar pronto não apenas para ser preso, mas para morrer por amor ao nome do Senhor Jesus. Diante de sua firmeza, os irmãos se resignam, dizendo: "Faça-se a vontade do Senhor".
Versículos 15-26
Acolhimento em Jerusalém e a Estratégia de Conciliação
Depois de Cesareia, Paulo e seus companheiros, acompanhados por alguns discípulos, chegam a Jerusalém, sendo calorosamente recebidos pelos irmãos. No dia seguinte, Paulo visita Tiago e todos os presbíteros, relatando detalhadamente o que Deus havia feito entre os gentios por meio de seu ministério. Eles glorificam a Deus, mas também expressam preocupação com a percepção dos judeus convertidos, que eram zelosos da Lei e haviam ouvido rumores de que Paulo ensinava os judeus da Diáspora a abandonar Moisés. Para evitar escândalo e demonstrar respeito pela Lei, os presbíteros aconselham Paulo a participar de um rito de purificação com quatro homens que tinham um voto, pagando suas despesas e cumprindo os requisitos cerimoniais. Paulo concorda, buscando a unidade e a paz.
Versículos 27-30
Tumulto no Templo e Prisão de Paulo
Ao final dos sete dias de purificação, judeus da Ásia, que haviam visto Paulo no templo, incitaram a multidão contra ele. Eles o acusaram falsamente de ensinar contra o povo, a Lei e o Templo, e de ter introduzido gentios no lugar sagrado, uma transgressão capital. A acusação de ter levado Trófimo, um efésio, para dentro do Templo, baseava-se apenas em tê-lo visto com Paulo na cidade. A cidade inteira se agitou, e Paulo foi arrastado para fora do Templo, cujas portas foram imediatamente fechadas. A multidão, enfurecida, tentava matá-lo, demonstrando a intensidade do ódio e da incompreensão.
Versículos 31-40
Intervenção Romana e Discurso de Paulo
Enquanto a multidão tentava linchar Paulo, a notícia chegou ao tribuno da coorte, Cláudio Lísias, que rapidamente reuniu soldados e centuriões. Sua intervenção impediu que Paulo fosse morto, e ele foi preso e acorrentado. O tribuno tentou descobrir a causa do tumulto, mas a confusão da multidão impedia qualquer resposta clara. Paulo foi levado para a fortaleza, mas a violência da turba era tanta que os soldados tiveram que carregá-lo. Ao chegar à escadaria, Paulo pediu permissão ao tribuno para falar ao povo. Surpreso com o grego fluente de Paulo, o tribuno permitiu, e Paulo, de pé na escadaria, fez sinal à multidão para que se calasse, preparando-se para sua defesa em hebraico.
Temas
Referências cruzadas
Adaptado de Matthew Henry's Commentary on the Whole Bible (domínio público)
Minhas anotações
Guarde percepções, decisões e orações ligadas a Atos 21.
Último salvamento: Ainda não salvo