Video de apoio: Atos
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Visao geral de Atos para apoiar a leitura com contexto literario e teologico.
Credito: BibleProject. Este video e incorporado diretamente do YouTube.
1E, pondo Paulo os olhos no conselho, disse: Homens irmãos, até ao dia de hoje tenho andado diante de Deus com toda a boa consciência.
2Mas o sumo sacerdote, Ananias, mandou aos que estavam junto dele que o ferissem na boca.
3Então Paulo lhe disse: Deus te ferirá, parede branqueada; tu estás aqui assentado para julgar-me conforme a lei, e contra a lei me mandas ferir?
4E os que ali estavam disseram: Injurias o sumo sacerdote de Deus?
5E Paulo disse: Não sabia, irmãos, que era o sumo sacerdote; porque está escrito: Não dirás mal do príncipe do teu povo.
6E Paulo, sabendo que uma parte era de saduceus e outra de fariseus, clamou no conselho: Homens irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseu; no tocante à esperança e ressurreição dos mortos sou julgado.
7E, havendo dito isto, houve dissensão entre os fariseus e saduceus; e a multidão se dividiu.
8Porque os saduceus dizem que não há ressurreição, nem anjo, nem espírito; mas os fariseus reconhecem uma e outra coisa.
9E originou-se um grande clamor; e, levantando-se os escribas da parte dos fariseus, contendiam, dizendo: Nenhum mal achamos neste homem, e, se algum espírito ou anjo lhe falou, não lutemos contra Deus.
10E, havendo grande dissensão, o tribuno, temendo que Paulo fosse despedaçado por eles, mandou descer a soldadesca, para que o tirassem do meio deles, e o levassem para a fortaleza.
11E na noite seguinte, apresentando-se-lhe o Senhor, disse: Paulo, tem ânimo; porque, como de mim testificaste em Jerusalém, assim importa que testifiques também em Roma.
12E, quando já era dia, alguns dos judeus fizeram uma conspiração, e juraram, dizendo que não comeriam nem beberiam enquanto não matassem a Paulo.
13E eram mais de quarenta os que fizeram esta conjuração.
14E estes foram ter com os principais dos sacerdotes e anciãos, e disseram: Conjuramo-nos, sob pena de maldição, a nada provarmos até que matemos a Paulo.
15Agora, pois, vós, com o conselho, rogai ao tribuno que vo-lo traga amanhã, como que querendo saber mais alguma coisa de seus negócios, e, antes que chegue, estaremos prontos para o matar.
16E o filho da irmã de Paulo, tendo ouvido acerca desta cilada, foi, e entrou na fortaleza, e o anunciou a Paulo.
17E Paulo, chamando a si um dos centuriões, disse: Leva este jovem ao tribuno, porque tem alguma coisa que lhe comunicar.
18Tomando-o ele, pois, o levou ao tribuno, e disse: O preso Paulo, chamando-me a si, rogou-me que trouxesse este jovem, que tem alguma coisa para dizer-te.
19E o tribuno, tomando-o pela mão, e pondo-se à parte, perguntou-lhe em particular: Que tens que me contar?
20E disse ele: Os judeus se concertaram rogar-te que amanhã leves Paulo ao conselho, como que tendo de inquirir dele mais alguma coisa ao certo.
21Mas tu não os creias; porque mais de quarenta homens de entre eles lhe andam armando ciladas; os quais se obrigaram, sob pena de maldição, a não comer nem beber até que o tenham morto; e já estão apercebidos, esperando de ti promessa.
22Então o tribuno despediu o jovem, mandando-lhe que a ninguém dissesse que lhe havia contado aquilo.
23E, chamando dois centuriões, lhes disse: Aprontai para as três horas da noite duzentos soldados, e setenta de cavalaria, e duzentos archeiros para irem até Cesaréia;
24E aparelhai animais, para que, pondo neles a Paulo, o levem salvo ao presidente Félix.
25E escreveu uma carta, que continha isto:
26Cláudio Lísias, a Félix, potentíssimo presidente, saúde.
27Esse homem foi preso pelos judeus; e, estando já a ponto de ser morto por eles, sobrevim eu com a soldadesca, e o livrei, informado de que era romano.
28E, querendo saber a causa por que o acusavam, o levei ao seu conselho.
29E achei que o acusavam de algumas questões da sua lei; mas que nenhum crime havia nele digno de morte ou de prisão.
30E, sendo-me notificado que os judeus haviam de armar ciladas a esse homem, logo to enviei, mandando também aos acusadores que perante ti digam o que tiverem contra ele. Passa bem.
31Tomando, pois, os soldados a Paulo, como lhe fora mandado, o trouxeram de noite a Antipátride.
32E no dia seguinte, deixando aos de cavalo irem com ele, tornaram à fortaleza.
33Os quais, logo que chegaram a Cesaréia, e entregaram a carta ao presidente, lhe apresentaram Paulo.
34E o presidente, lida a carta, perguntou de que província era; e, sabendo que era da Cilícia,
35Disse: Ouvir-te-ei, quando também aqui vierem os teus acusadores. E mandou que o guardassem no pretório de Herodes.
Comentário de Estudo
O capítulo 23 de Atos narra a continuação do julgamento de Paulo perante o Sinédrio em Jerusalém. Após ser resgatado da multidão, Paulo se defende diante do sumo sacerdote e dos anciãos. Enfrentando grande oposição e um complô para matá-lo, ele experimenta a providência divina e o conforto de Cristo. Este capítulo destaca a integridade de Paulo, sua astúcia estratégica e a proteção sobrenatural em meio à perseguição.
Versículos 1-5
A Defesa de Paulo e a Repreensão ao Sumo Sacerdote
Paulo, com boa consciência, declara sua integridade diante do concílio, afirmando ter vivido irrepreensivelmente perante Deus. Em resposta, o sumo sacerdote Ananias ordena que o esmurrem na boca, um ato ilegal e ultrajante. Paulo, então, repreende Ananias, chamando-o de 'parede caiada', por julgar contra a lei. Ao ser questionado, Paulo se desculpa, explicando que não sabia que era o sumo sacerdote, citando a Escritura sobre não falar mal de uma autoridade. Este incidente revela a hipocrisia e a injustiça da liderança religiosa.
Versículos 6-10
Estratégia de Paulo e Intervenção Romana
Percebendo a divisão entre fariseus e saduceus no concílio, Paulo inteligentemente declara ser fariseu e estar sendo julgado por sua esperança na ressurreição dos mortos. Essa declaração provoca uma intensa discórdia entre os dois grupos, que tinham visões opostas sobre a ressurreição e a existência de anjos e espíritos. A contenda se torna tão violenta que o comandante romano teme que Paulo seja despedaçado. Ele ordena que os soldados o resgatem e o levem de volta à fortaleza, protegendo-o da fúria do Sinédrio.
Versículos 11-22
Conforto Divino e Descoberta da Conspiração
Na noite seguinte, o próprio Senhor aparece a Paulo, encorajando-o e garantindo que, assim como testemunhou em Jerusalém, também testemunharia em Roma. Enquanto isso, mais de quarenta judeus conspiram para matar Paulo, jurando não comer nem beber até que o fizessem, e buscam o apoio dos principais sacerdotes e anciãos. O sobrinho de Paulo, no entanto, ouve sobre a emboscada e informa o apóstolo, que prontamente o envia ao comandante romano. O comandante, ao ouvir os detalhes do plano, assegura a proteção de Paulo e instrui o jovem a não revelar que o havia informado.
Versículos 23-35
Paulo é Enviado a Cesareia sob Forte Guarda
Para garantir a segurança de Paulo contra a conspiração, o comandante Cláudio Lísias organiza uma escolta impressionante: duzentos soldados, setenta cavaleiros e duzentos lanceiros. Ele envia Paulo durante a noite para Cesareia, onde seria apresentado ao governador Félix, acompanhado de uma carta explicando a situação. A carta de Lísias descreve como resgatou Paulo da multidão e o enviou ao governador para um julgamento justo. Paulo chega em segurança a Cesareia, onde é recebido por Félix e mantido sob custódia no pretório de Herodes, aguardando seus acusadores.
Temas
Referências cruzadas
Adaptado de Matthew Henry's Commentary on the Whole Bible (domínio público)
Minhas anotações
Guarde percepções, decisões e orações ligadas a Atos 23.
Último salvamento: Ainda não salvo