Bíblia Viva 360
Sobre
Livros//

Atos 26

Atos · Capítulo 26 · 32 versículos

ACF · Almeida Corrigida Fiel

12345678910111213141516171819202122232425262728

Video de apoio: Atos

Material recomendado para complementar a leitura do capitulo.

Assistir explicacao do BibleProject

Visao geral de Atos para apoiar a leitura com contexto literario e teologico.

Credito: BibleProject. Este video e incorporado diretamente do YouTube.

Abrir no YouTubeCanal BibleProjectSite oficial

1Depois Agripa disse a Paulo: É permitido que te defendas. Então Paulo, estendendo a mão em sua defesa, respondeu:

2Tenho-me por feliz, ó rei Agripa, de que perante ti me haja hoje de defender de todas as coisas de que sou acusado pelos judeus;

3Mormente sabendo eu que tens conhecimento de todos os costumes e questões que há entre os judeus; por isso te rogo que me ouças com paciência.

4Quanto à minha vida, desde a mocidade, como decorreu desde o princípio entre os da minha nação, em Jerusalém, todos os judeus a conhecem,

5Sabendo de mim desde o princípio (se o quiserem testificar), que, conforme a mais severa seita da nossa religião, vivi fariseu.

6E agora pela esperança da promessa que por Deus foi feita a nossos pais estou aqui e sou julgado.

7À qual as nossas doze tribos esperam chegar, servindo a Deus continuamente, noite e dia. Por esta esperança, ó rei Agripa, eu sou acusado pelos judeus.

8Pois quê? julga-se coisa incrível entre vós que Deus ressuscite os mortos?

9Bem tinha eu imaginado que contra o nome de Jesus Nazareno devia eu praticar muitos atos;

10O que também fiz em Jerusalém. E, havendo recebido autorização dos principais dos sacerdotes, encerrei muitos dos santos nas prisões; e quando os matavam eu dava o meu voto contra eles.

11E, castigando-os muitas vezes por todas as sinagogas, os obriguei a blasfemar. E, enfurecido demasiadamente contra eles, até nas cidades estranhas os persegui.

12Sobre o que, indo então a Damasco, com poder e comissão dos principais dos sacerdotes,

13Ao meio-dia, ó rei, vi no caminho uma luz do céu, que excedia o esplendor do sol, cuja claridade me envolveu a mim e aos que iam comigo.

14E, caindo nós todos por terra, ouvi uma voz que me falava, e em língua hebraica dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? Dura coisa te é recalcitrar contra os aguilhões.

15E disse eu: Quem és, Senhor? E ele respondeu: Eu sou Jesus, a quem tu persegues;

16Mas levanta-te e põe-te sobre teus pés, porque te apareci por isto, para te pôr por ministro e testemunha tanto das coisas que tens visto como daquelas pelas quais te aparecerei ainda;

17Livrando-te deste povo, e dos gentios, a quem agora te envio,

18Para lhes abrires os olhos, e das trevas os converteres à luz, e do poder de Satanás a Deus; a fim de que recebam a remissão de pecados, e herança entre os que são santificados pela fé em mim.

19Por isso, ó rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial.

20Antes anunciei primeiramente aos que estão em Damasco e em Jerusalém, e por toda a terra da Judéia, e aos gentios, que se emendassem e se convertessem a Deus, fazendo obras dignas de arrependimento.

21Por causa disto os judeus lançaram mão de mim no templo, e procuraram matar-me.

22Mas, alcançando socorro de Deus, ainda até ao dia de hoje permaneço dando testemunho tanto a pequenos como a grandes, não dizendo nada mais do que o que os profetas e Moisés disseram que devia acontecer,

23Isto é, que o Cristo devia padecer, e sendo o primeiro da ressurreição dentre os mortos, devia anunciar a luz a este povo e aos gentios.

24E, dizendo ele isto em sua defesa, disse Festo em alta voz: Estás louco, Paulo; as muitas letras te fazem delirar.

25Mas ele disse: Não deliro, ó potentíssimo Festo; antes digo palavras de verdade e de um são juízo.

26Porque o rei, diante de quem também falo com ousadia, sabe estas coisas, pois não creio que nada disto lhe é oculto; porque isto não se fez em qualquer canto.

27Crês tu nos profetas, ó rei Agripa? Bem sei que crês.

28E disse Agripa a Paulo: Por pouco me queres persuadir a que me faça cristão!

29E disse Paulo: Prouvera a Deus que, ou por pouco ou por muito, não somente tu, mas também todos quantos hoje me estão ouvindo, se tornassem tais qual eu sou, exceto estas cadeias.

30E, dizendo ele isto, levantou-se o rei, o presidente, e Berenice, e os que com eles estavam assentados.

31E, apartando-se dali falavam uns com os outros, dizendo: Este homem nada fez digno de morte ou de prisões.

32E Agripa disse a Festo: Bem podia soltar-se este homem, se não houvera apelado para César.

Comentário de Estudo

O capítulo 26 de Atos registra a quinta defesa de Paulo, desta vez perante o rei Agripa, Festo e outras autoridades em Cesareia. É um testemunho poderoso de sua vida, conversão e chamado divino. Paulo narra sua jornada de perseguidor a apóstolo, explicando a base de sua fé e a razão de sua prisão. Sua defesa não é apenas legal, mas um convite à fé, culminando em um apelo direto aos seus ouvintes. Este discurso revela a essência do evangelho e a coragem inabalável de Paulo.

Versículos 1-8

A Defesa de Paulo e Sua Herança Judaica

Paulo inicia sua defesa com respeito ao rei Agripa, reconhecendo sua familiaridade com os costumes e questões judaicas. Ele expressa gratidão por ter a oportunidade de se defender perante alguém tão conhecedor. Paulo então estabelece sua credibilidade, lembrando a todos que sua vida, desde a juventude, foi a de um fariseu estrito, conhecido por todos em Jerusalém. Sua acusação, ele explica, não é por abandonar a fé judaica, mas por crer na esperança da promessa feita aos pais: a ressurreição dos mortos. Ele desafia a incredulidade, perguntando por que é considerado inacreditável que Deus ressuscite os mortos.

Versículos 9-11

O Zelo Persecutório de Saulo

Antes de sua conversão, Paulo, então Saulo, era um perseguidor ferrenho dos cristãos, acreditando sinceramente que devia fazer muitas coisas contra o nome de Jesus de Nazaré. Ele agiu com autoridade dos sumos sacerdotes, prendendo muitos santos em Jerusalém e votando contra eles em suas condenações à morte. Seu fanatismo o levou a puni-los frequentemente em sinagogas, forçando-os a blasfemar e perseguindo-os até mesmo em cidades estrangeiras. Este período de sua vida demonstra a intensidade de sua oposição ao cristianismo, antes que a graça divina o transformasse.

Versículos 12-18

A Conversão e o Chamado Divino

Paulo relata o evento transformador em sua vida: sua conversão milagrosa no caminho para Damasco. Uma luz celestial o envolveu, e Jesus Cristo lhe apareceu, comissionando-o pessoalmente para ser seu ministro e testemunha. Cristo o enviou para abrir os olhos dos gentios, tirando-os da escuridão para a luz e do poder de Satanás para Deus. O propósito era que eles recebessem o perdão dos pecados e uma herança entre os santificados pela fé. Este chamado divino foi a base de toda a sua missão apostólica subsequente.

Versículos 19-23

A Obediência à Visão Celestial e a Mensagem do Evangelho

Em obediência à visão celestial, Paulo começou a pregar o arrependimento e a conversão a Deus, com obras dignas de arrependimento, primeiro em Damasco, depois em Jerusalém, por toda a Judeia e, finalmente, aos gentios. Por causa dessa pregação, os judeus tentaram matá-lo no templo. Contudo, ele permaneceu firme, testemunhando a pequenos e grandes, sem dizer nada além do que os profetas e Moisés haviam predito. Sua mensagem central era que o Cristo deveria sofrer, ressuscitar dos mortos e proclamar luz tanto ao povo judeu quanto aos gentios.

Versículos 24-32

As Reações e o Veredito Final

A intensidade do testemunho de Paulo levou Festo a exclamar que ele estava louco, mas Paulo respondeu calmamente que falava palavras de verdade e sobriedade. Ele apelou diretamente a Agripa, que conhecia bem esses fatos, perguntando se ele acreditava nos profetas. Agripa, impressionado, admitiu estar 'quase persuadido' a se tornar cristão. Paulo expressou o desejo sincero de que todos, não apenas Agripa, pudessem ser como ele, exceto pelas correntes. Após a deliberação, as autoridades concordaram que Paulo era inocente e poderia ter sido libertado, se não tivesse apelado a César.

Temas

A Soberania da Graça na ConversãoA Continuidade da Esperança MessiânicaO Testemunho Corajoso do EvangelhoA Missão aos GentiosA Ressurreição como Fundamento da Fé

Referências cruzadas

1 Pedro 3:15Atos 9:1-19Gálatas 1:13-16Isaías 42:7Lucas 24:46-47Atos 23:6

Adaptado de Matthew Henry's Commentary on the Whole Bible (domínio público)

Minhas anotações

Guarde percepções, decisões e orações ligadas a Atos 26.

Último salvamento: Ainda não salvo

Bíblia Viva 360

Uma plataforma para ler, localizar e compreender as Escrituras em contexto, conectando eventos, personagens, lugares, doutrinas e referências em uma experiência integrada.

Referências bíblicas
Contexto histórico
Trilhas guiadas
Recursos de estudo

Explorar

  • Timeline
  • Mapa Interativo
  • Personagens
  • Tribos de Israel

Estudar

  • Bíblia
  • Planos de Leitura
  • Teologia Sistemática
  • Trilhas
  • Flashcards e quizzes

Jornada

  • Devocionais
  • Minha Jornada
  • Biblioteca
  • Sobre

© 2026Bíblia Viva 360. Conteúdo para estudo bíblico.

PrivacidadeTermos de UsoCookies
contato@bibliaviva360.com.br
Datas históricas apresentadas como aproximadas.