Video de apoio: Daniel
Material recomendado para complementar a leitura do capitulo.
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Visao geral de Daniel para apoiar a leitura com contexto literario e teologico.
Credito: BibleProject. Este video e incorporado diretamente do YouTube.
1Nabucodonosor rei, a todos os povos, nações e línguas, que moram em toda a terra: Paz vos seja multiplicada.
2Pareceu-me bem fazer conhecidos os sinais e maravilhas que Deus, o Altíssimo, tem feito para comigo.
3Quão grandes são os seus sinais, e quão poderosas as suas maravilhas! O seu reino é um reino sempiterno, e o seu domínio de geração em geração.
4Eu, Nabucodonosor, estava sossegado em minha casa, e próspero no meu palácio.
5Tive um sonho, que me espantou; e estando eu na minha cama, as imaginações e as visões da minha cabeça me turbaram.
6Por isso expedi um decreto, para que fossem introduzidos à minha presença todos os sábios de babilônia, para que me fizessem saber a interpretação do sonho.
7Então entraram os magos, os astrólogos, os caldeus e os adivinhadores, e eu contei o sonho diante deles; mas não me fizeram saber a sua interpretação.
8Mas por fim entrou na minha presença Daniel, cujo nome é Beltessazar, segundo o nome do meu deus, e no qual há o espírito dos deuses santos; e eu lhe contei o sonho, dizendo:
9Beltessazar, mestre dos magos, pois eu sei que há em ti o espírito dos deuses santos, e nenhum mistério te é difícil, dize-me as visões do meu sonho que tive e a sua interpretação.
10Eis, pois, as visões da minha cabeça, estando eu na minha cama: Eu estava assim olhando, e vi uma árvore no meio da terra, cuja altura era grande;
11Crescia esta árvore, e se fazia forte, de maneira que a sua altura chegava até ao céu; e era vista até aos confins da terra.
12A sua folhagem era formosa, e o seu fruto abundante, e havia nela sustento para todos; debaixo dela os animais do campo achavam sombra, e as aves do céu faziam morada nos seus ramos, e toda a carne se mantinha dela.
13Estava vendo isso nas visões da minha cabeça, estando eu na minha cama; e eis que um vigia, um santo, descia do céu,
14Clamando fortemente, e dizendo assim: Derrubai a árvore, e cortai-lhe os ramos, sacudi as suas folhas, espalhai o seu fruto; afugentem-se os animais de debaixo dela, e as aves dos seus ramos.
15Mas deixai na terra o tronco com as suas raízes, atada com cadeias de ferro e de bronze, na erva do campo; e seja molhado do orvalho do céu, e seja a sua porção com os animais na erva da terra;
16Seja mudado o seu coração, para que não seja mais coração de homem, e lhe seja dado coração de animal; e passem sobre ele sete tempos.
17Esta sentença é por decreto dos vigias, e esta ordem por mandado dos santos, a fim de que conheçam os viventes que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens, e o dá a quem quer, e até ao mais humilde dos homens constitui sobre ele.
18Este sonho eu, rei Nabucodonosor vi. Tu, pois, Beltessazar, dize a interpretação, porque todos os sábios do meu reino não puderam fazer-me saber a sua interpretação, mas tu podes; pois há em ti o espírito dos deuses santos.
19Então Daniel, cujo nome era Beltessazar, esteve atônito por uma hora, e os seus pensamentos o turbavam; falou, pois, o rei, dizendo: Beltessazar, não te espante o sonho, nem a sua interpretação. Respondeu Beltessazar, dizendo: Senhor meu, seja o sonho contra os que te têm ódio, e a sua interpretação aos teus inimigos.
20A árvore que viste, que cresceu, e se fez forte, cuja altura chegava até ao céu, e que foi vista por toda a terra;
21Cujas folhas eram formosas, e o seu fruto abundante, e em que para todos havia sustento, debaixo da qual moravam os animais do campo, e em cujos ramos habitavam as aves do céu;
22És tu, ó rei, que cresceste, e te fizeste forte; a tua grandeza cresceu, e chegou até ao céu, e o teu domínio até à extremidade da terra.
23E quanto ao que viu o rei, um vigia, um santo, que descia do céu, e dizia: Cortai a árvore, e destruí-a, mas o tronco com as suas raízes deixai na terra, e atada com cadeias de ferro e de bronze, na erva do campo; e seja molhado do orvalho do céu, e a sua porção seja com os animais do campo, até que passem sobre ele sete tempos;
24Esta é a interpretação, ó rei; e este é o decreto do Altíssimo, que virá sobre o rei, meu senhor:
25Serás tirado dentre os homens, e a tua morada será com os animais do campo, e te farão comer erva como os bois, e serás molhado do orvalho do céu; e passar-se-ão sete tempos por cima de ti; até que conheças que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens, e o dá a quem quer.
26E quanto ao que foi falado, que deixassem o tronco com as raízes da árvore, o teu reino voltará para ti, depois que tiveres conhecido que o céu reina.
27Portanto, ó rei, aceita o meu conselho, e põe fim aos teus pecados, praticando a justiça, e às tuas iniqüidades, usando de misericórdia com os pobres, pois, talvez se prolongue a tua tranqüilidade.
28Todas estas coisas vieram sobre o rei Nabucodonosor.
29Ao fim de doze meses, quando passeava no palácio real de babilônia,
30Falou o rei, dizendo: Não é esta a grande babilônia que eu edifiquei para a casa real, com a força do meu poder, e para glória da minha magnificência?
31Ainda estava a palavra na boca do rei, quando caiu uma voz do céu: A ti se diz, ó rei Nabucodonosor: Passou de ti o reino.
32E serás tirado dentre os homens, e a tua morada será com os animais do campo; far-te-ão comer erva como os bois, e passar-se-ão sete tempos sobre ti, até que conheças que o Altíssimo domina sobre o reino dos homens, e o dá a quem quer.
33Na mesma hora se cumpriu a palavra sobre Nabucodonosor, e foi tirado dentre os homens, e comia erva como os bois, e o seu corpo foi molhado do orvalho do céu, até que lhe cresceu pêlo, como as penas da águia, e as suas unhas como as das aves.
34Mas ao fim daqueles dias eu, Nabucodonosor, levantei os meus olhos ao céu, e tornou-me a vir o entendimento, e eu bendisse o Altíssimo, e louvei e glorifiquei ao que vive para sempre, cujo domínio é um domínio sempiterno, e cujo reino é de geração em geração.
35E todos os moradores da terra são reputados em nada, e segundo a sua vontade ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem possa estorvar a sua mão, e lhe diga: Que fazes?
36No mesmo tempo tornou a mim o meu entendimento, e para a dignidade do meu reino tornou-me a vir a minha majestade e o meu resplendor; e buscaram-me os meus conselheiros e os meus senhores; e fui restabelecido no meu reino, e a minha glória foi aumentada.
37Agora, pois, eu, Nabucodonosor, louvo, exalço e glorifico ao Rei do céu; porque todas as suas obras são verdade, e os seus caminhos juízo, e pode humilhar aos que andam na soberba.
Comentário de Estudo
O capítulo 4 de Daniel é um testemunho notável do próprio rei Nabucodonosor, que, após uma experiência profunda, reconhece a soberania de Deus. Ele narra um sonho perturbador que o levou à loucura por sete anos, mas que culminou em sua restauração e humilde adoração ao Deus Altíssimo. Este relato serve como um poderoso lembrete da supremacia divina sobre todos os reinos e governantes da terra. É uma prova duradoura da glória de Deus e um aviso contra a soberba humana.
Versículos 1-3
A Proclamação de Nabucodonosor e o Reconhecimento da Soberania Divina
Nabucodonosor, o rei mais poderoso de sua época, inicia este capítulo com uma proclamação universal, desejando paz a todos os povos e nações. Ele sente a necessidade de compartilhar os 'sinais e maravilhas' que o Deus Altíssimo operou em sua vida. Este prefácio não é de vanglória, mas de humilde reconhecimento da grandeza e do poder de Deus. O rei, agora transformado, declara que o reino de Deus é um reino eterno e seu domínio perdura de geração em geração, contrastando com a transitoriedade dos reinos humanos.
Versículos 4-18
O Sonho da Árvore Grandiosa e a Incompetência dos Sábios da Babilônia
Enquanto desfrutava de paz e prosperidade em seu palácio, Nabucodonosor teve um sonho que o encheu de terror. As visões de uma árvore imponente que alcançava os céus e alimentava toda a terra, seguida por um decreto celestial para derrubá-la, perturbaram profundamente sua mente. Como de costume, ele convocou todos os seus magos, astrólogos e caldeus, mas nenhum deles foi capaz de interpretar o significado do sonho. Somente Daniel, em quem o rei reconhecia o 'espírito dos deuses santos', foi chamado para desvendar o mistério.
Versículos 19-27
A Revelação de Daniel: Julgamento e um Chamado ao Arrependimento
Daniel, embora perturbado pela gravidade do sonho, corajosamente revelou sua interpretação ao rei. A grande árvore representava o próprio Nabucodonosor, cuja grandeza e poder se estendiam por todo o império. O decreto para derrubar a árvore significava que o rei seria deposto de seu trono, perderia sua razão e viveria como um animal por 'sete tempos'. No entanto, a permanência do toco com uma faixa de ferro e bronze indicava que seu reino seria preservado e ele seria restaurado. Daniel, então, aconselhou o rei a se arrepender de seus pecados e praticar a justiça, mostrando misericórdia aos pobres, para que talvez sua prosperidade pudesse ser prolongada.
Versículos 28-36
O Cumprimento do Sonho e a Restauração do Rei
Doze meses após o aviso de Daniel, enquanto Nabucodonosor se vangloriava de sua própria grandeza e poder sobre a Babilônia, a palavra do céu se cumpriu. Ele foi imediatamente atingido por uma loucura divina, sendo expulso do convívio humano e vivendo como um animal, comendo capim e tendo seu corpo molhado pelo orvalho do céu. Após os 'sete tempos' determinados, sua razão foi restaurada. O rei, então, levantou os olhos para o céu e bendisse o Altíssimo, reconhecendo que o domínio de Deus é eterno e que Ele faz o que quer entre os exércitos do céu e os habitantes da terra.
Versículos 37
A Adoração e o Testemunho Final de Nabucodonosor
Com a razão e o reino restaurados, Nabucodonosor conclui seu testemunho com uma humilde adoração ao Rei do céu. Ele exalta e glorifica Aquele cujas obras são verdadeiras e cujos caminhos são justos. O rei reconhece que Deus tem poder para humilhar aqueles que andam com soberba. Este é o clímax de sua jornada espiritual, onde o orgulhoso monarca se torna um arauto da soberania divina, provando que Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.
Temas
Referências cruzadas
Adaptado de Matthew Henry's Commentary on the Whole Bible (domínio público)
Minhas anotações
Guarde percepções, decisões e orações ligadas a Daniel 4.
Último salvamento: Ainda não salvo