Video de apoio: Daniel
Material recomendado para complementar a leitura do capitulo.
Assistir explicacao do BibleProject
Visao geral de Daniel para apoiar a leitura com contexto literario e teologico.
Credito: BibleProject. Este video e incorporado diretamente do YouTube.
1E pareceu bem a Dario constituir sobre o reino cento e vinte príncipes, que estivessem sobre todo o reino;
2E sobre eles três presidentes, dos quais Daniel era um, aos quais estes príncipes dessem conta, para que o rei não sofresse dano.
3Então o mesmo Daniel sobrepujou a estes presidentes e príncipes; porque nele havia um espírito excelente; e o rei pensava constituí-lo sobre todo o reino.
4Então os presidentes e os príncipes procuravam achar ocasião contra Daniel a respeito do reino; mas não podiam achar ocasião ou culpa alguma; porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem culpa.
5Então estes homens disseram: Nunca acharemos ocasião alguma contra este Daniel, se não a acharmos contra ele na lei do seu Deus.
6Então estes presidentes e príncipes foram juntos ao rei, e disseram-lhe assim: Ó rei Dario, vive para sempre!
7Todos os presidentes do reino, os capitàes e príncipes, conselheiros e governadores, concordaram em promulgar um edito real e confirmar a proibição que qualquer que, por espaço de trinta dias, fizer uma petição a qualquer deus, ou a qualquer homem, e não a ti, ó rei, seja lançado na cova dos leões.
8Agora, pois, ó rei, confirma a proibição, e assina o edito, para que não seja mudado, conforme a lei dos medos e dos persas, que não se pode revogar.
9Por esta razão o rei Dario assinou o edito e a proibição.
10Daniel, pois, quando soube que o edito estava assinado, entrou em sua casa (ora havia no seu quarto janelas abertas do lado de Jerusalém), e três vezes no dia se punha de joelhos, e orava, e dava graças diante do seu Deus, como também antes costumava fazer.
11Então aqueles homens foram juntos, e acharam a Daniel orando e suplicando diante do seu Deus.
12Então se apresentaram ao rei e, a respeito do edito real, disseram-lhe: Porventura não assinaste o edito, pelo qual todo o homem que fizesse uma petição a qualquer deus, ou a qualquer homem, por espaço de trinta dias, e não a ti, ó rei, fosse lançado na cova dos leões? Respondeu o rei, dizendo: Esta palavra é certa, conforme a lei dos medos e dos persas, que não se pode revogar.
13Então responderam ao rei, dizendo-lhe: Daniel, que é dos filhos dos cativos de Judá, não tem feito caso de ti, ó rei, nem do edito que assinaste, antes três vezes por dia faz a sua oração.
14Ouvindo então o rei essas palavras, ficou muito penalizado, e a favor de Daniel propôs dentro do seu coração livrá-lo; e até ao pôr do sol trabalhou para salvá-lo.
15Então aqueles homens foram juntos ao rei, e disseram-lhe: Sabe, ó rei, que é lei dos medos e dos persas que nenhum edito ou decreto, que o rei estabeleça, se pode mudar.
16Então o rei ordenou que trouxessem a Daniel, e lançaram-no na cova dos leões. E, falando o rei, disse a Daniel: O teu Deus, a quem tu continuamente serves, ele te livrará.
17E foi trazida uma pedra e posta sobre a boca da cova; e o rei a selou com o seu anel e com o anel dos seus senhores, para que não se mudasse a sentença acerca de Daniel.
18Então o rei se dirigiu para o seu palácio, e passou a noite em jejum, e não deixou trazer à sua presença instrumentos de música; e fugiu dele o sono.
19Pela manhã, ao romper do dia, levantou-se o rei, e foi com pressa à cova dos leões.
20E, chegando-se à cova, chamou por Daniel com voz triste; e disse o rei a Daniel: Daniel, servo do Deus vivo, dar-se-ia o caso que o teu Deus, a quem tu continuamente serves, tenha podido livrar-te dos leões?
21Então Daniel falou ao rei: Ó rei, vive para sempre!
22O meu Deus enviou o seu anjo, e fechou a boca dos leões, para que não me fizessem dano, porque foi achada em mim inocência diante dele; e também contra ti, ó rei, não tenho cometido delito algum.
23Então o rei muito se alegrou em si mesmo, e mandou tirar a Daniel da cova. Assim foi tirado Daniel da cova, e nenhum dano se achou nele, porque crera no seu Deus.
24E ordenou o rei, e foram trazidos aqueles homens que tinham acusado a Daniel, e foram lançados na cova dos leões, eles, seus filhos e suas mulheres; e ainda não tinham chegado ao fundo da cova quando os leões se apoderaram deles, e lhes esmigalharam todos os ossos.
25Então o rei Dario escreveu a todos os povos, nações e línguas que moram em toda a terra: A paz vos seja multiplicada.
26Da minha parte é feito um decreto, pelo qual em todo o domínio do meu reino os homens tremam e temam perante o Deus de Daniel; porque ele é o Deus vivo e que permanece para sempre, e o seu reino não se pode destruir, e o seu domínio durará até o fim.
27Ele salva, livra, e opera sinais e maravilhas no céu e na terra; ele salvou e livrou Daniel do poder dos leões.
28Este Daniel, pois, prosperou no reinado de Dario, e no reinado de Ciro, o persa.
Comentário de Estudo
Daniel 6 narra a notável história de Daniel, um homem de fé inabalável em meio a um império pagão. Este capítulo destaca a providência divina na vida de seus servos fiéis, mesmo diante de perseguições e ameaças de morte. A narrativa serve como um poderoso encorajamento para a constância na obediência a Deus, independentemente do custo. Ela nos lembra que a integridade e a devoção podem silenciar até mesmo os leões.
Versículos 1-5
A Ascensão de Daniel e a Conspiração Invejosa
Dario, o novo rei, reconheceu o espírito excelente de Daniel e o elevou a uma posição de grande autoridade, planejando até mesmo colocá-lo sobre todo o reino. A integridade e a competência de Daniel eram inquestionáveis, pois ele era fiel em todas as suas responsabilidades, sem erro ou falha. Contudo, sua excelência e promoção despertaram a inveja e a malícia dos outros presidentes e príncipes. Incapazes de encontrar qualquer falha em sua administração, eles concluíram que só poderiam incriminá-lo em relação à sua devoção a Deus.
Versículos 6-10
A Armadilha da Oração e a Constância de Daniel
Os inimigos de Daniel, astutamente, persuadiram o rei Dario a emitir um decreto que proibia qualquer pessoa de fazer petições a qualquer deus ou homem, exceto ao rei, por trinta dias, sob pena de ser lançado na cova dos leões. Este plano visava diretamente Daniel, que era conhecido por sua inabalável prática de oração. Mesmo ciente do decreto real e de suas severas consequências, Daniel, com janelas abertas para Jerusalém, continuou a orar e dar graças ao seu Deus três vezes ao dia, como era seu costume. Sua fidelidade a Deus superou o medo da morte.
Versículos 11-17
A Condenação Injusta e a Confiança do Rei
Os conspiradores observaram Daniel orando e prontamente o denunciaram ao rei, exigindo a execução da lei. Dario ficou profundamente angustiado ao perceber que havia sido enganado e tentou desesperadamente salvar Daniel até o pôr do sol. No entanto, a lei dos medos e persas era imutável, e o rei foi forçado a entregar Daniel. Com um misto de tristeza e esperança, Dario disse a Daniel que o Deus a quem ele servia continuamente o livraria. Daniel foi então lançado na cova dos leões, e uma pedra foi selada sobre a entrada.
Versículos 18-24
A Intervenção Divina e o Destino dos Acusadores
O rei Dario passou a noite em jejum e insônia, preocupado com Daniel. Ao amanhecer, correu à cova dos leões e chamou Daniel, perguntando se seu Deus o havia livrado. Daniel respondeu que Deus enviara seu anjo para fechar a boca dos leões, pois ele era inocente diante de Deus e do rei. Dario ficou imensamente feliz e ordenou que Daniel fosse retirado da cova, sem nenhum ferimento. Em seguida, o rei mandou lançar os acusadores de Daniel, juntamente com suas esposas e filhos, na cova dos leões, onde foram imediatamente devorados.
Versículos 25-28
A Proclamação de Dario e a Prosperidade de Daniel
Impressionado com o milagre, o rei Dario emitiu um novo decreto para todo o seu reino, ordenando que todos temessem e reverenciassem o Deus de Daniel. Ele proclamou que o Deus de Daniel é o Deus vivo e eterno, cujo reino jamais será destruído e cujo domínio não terá fim. Dario reconheceu o poder de Deus para livrar e salvar, operando sinais e maravilhas. Daniel prosperou grandemente durante o reinado de Dario e também no reinado de Ciro, o persa, continuando a ser um testemunho da fidelidade divina.
Temas
Referências cruzadas
Adaptado de Matthew Henry's Commentary on the Whole Bible (domínio público)
Conexões deste capítulo
Continue o estudo por personagens, eventos e lugares relacionados a esta passagem.
Nenhum personagem conectado neste capítulo.
Minhas anotações
Guarde percepções, decisões e orações ligadas a Daniel 6.
Último salvamento: Ainda não salvo