Video de apoio: Deuteronômio
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Visao geral de Deuteronomio para apoiar a leitura com contexto literario e teologico.
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Depois viramo-nos, e caminhamos ao deserto, caminho do Mar Vermelho, como o SENHOR me tinha dito, e muitos dias rodeamos o monte Seir.
Então o Senhor me falou, dizendo:
Tendes rodeado bastante esta montanha; virai-vos para o norte.
E dá ordem ao povo, dizendo: Passareis pelos termos de vossos irmãos, os filhos de Esaú, que habitam em Seir; e eles terão medo de vós; porém guardai-vos bem.
Não vos envolvais com eles, porque não vos darei da sua terra nem ainda a pisada da planta de um pé; porquanto a Esaú tenho dado o monte Seir por herança.
Comprareis deles, por dinheiro, comida para comerdes; e também água para beber deles comprareis por dinheiro.
Pois o Senhor teu Deus te abençoou em toda a obra das tuas mãos; ele sabe que andas por este grande deserto; estes quarenta anos o Senhor teu Deus esteve contigo, coisa nenhuma te faltou.
Passando, pois, por nossos irmãos, os filhos de Esaú, que habitavam em Seir, desde o caminho da planície de Elate e de Eziom-Geber, nos viramos e passamos o caminho do deserto de Moabe.
Então o Senhor me disse: Não molestes aos de Moabe, e não contendas com eles em peleja, porque não te darei herança da sua terra; porquanto tenho dado a Ar por herança aos filhos de Ló.
(Os emins dantes habitaram nela; um povo grande e numeroso, e alto como os gigantes.
Também estes foram considerados gigantes como os anaquins; e os moabitas os chamavam emins.
Outrora os horeus também habitaram em Seir; porém os filhos de Esaú os lançaram fora, e os destruíram de diante de si, e habitaram no seu lugar, assim como Israel fez à terra da sua herança, que o Senhor lhes tinha dado).
Levantai-vos agora, e passai o ribeiro de Zerede. Assim passamos o ribeiro de Zerede.
E os dias que caminhamos, desde Cades-Barnéia até que passamos o ribeiro de Zerede, foram trinta e oito anos, até que toda aquela geração dos homens de guerra se consumiu do meio do arraial, como o Senhor lhes jurara.
Assim também foi contra eles a mão do Senhor, para os destruir do meio do arraial até os haver consumido.
E sucedeu que, sendo já consumidos todos os homens de guerra, pela morte, do meio do povo,
O Senhor me falou, dizendo:
Hoje passarás a Ar, pelos termos de Moabe;
E chegando até defronte dos filhos de Amom, não os molestes, e com eles não contendas; porque da terra dos filhos de Amom não te darei herança, porquanto aos filhos de Ló a tenho dado por herança.
(Também essa foi considerada terra de gigantes; antes nela habitavam gigantes, e os amonitas os chamavam zamzumins;
Um povo grande, e numeroso, e alto, como os gigantes; e o Senhor os destruiu de diante dos amonitas, e estes os lançaram fora, e habitaram no seu lugar;
Assim como fez com os filhos de Esaú, que habitavam em Seir, de diante dos quais destruiu os horeus, e eles os lançaram fora, e habitaram no lugar deles até este dia;
Também os caftorins, que saíram de Caftor, destruíram os aveus, que habitavam em Cazerim até Gaza, e habitaram no lugar deles).
Levantai-vos, parti e passai o ribeiro de Arnom; eis aqui na tua mão tenho dado a Siom, amorreu, rei de Hesbom, e a sua terra; começa a possuí-la, e contende com eles em peleja.
Neste dia começarei a pôr um terror e um medo de ti diante dos povos que estão debaixo de todo o céu; os que ouvirem a tua fama tremerão diante de ti e se angustiarão.
Então mandei mensageiros desde o deserto de Quedemote a Siom, rei de Hesbom, com palavras de paz, dizendo:
Deixa-me passar pela tua terra; somente pela estrada irei; não me desviarei para a direita nem para a esquerda.
A comida, para que eu coma, vender-me-ás por dinheiro, e dar-me-ás por dinheiro a água para que eu beba; tão-somente deixa-me passar a pé;
Como fizeram comigo os filhos de Esaú, que habitam em Seir, e os moabitas que habitam em Ar; até que eu passe o Jordão, à terra que o Senhor nosso Deus nos há de dar.
Mas Siom, rei de Hesbom, não nos quis deixar passar por sua terra, porquanto o Senhor teu Deus endurecera o seu espírito, e fizera obstinado o seu coração para to dar na tua mão, como hoje se vê.
E o Senhor me disse: Eis aqui, tenho começado a dar-te Siom, e a sua terra; começa, pois, a possuí-la para que herdes a sua terra.
E Siom saiu-nos ao encontro, ele e todo o seu povo, à peleja, em Jaza;
E o Senhor nosso Deus no-lo entregou, e o ferimos a ele, e a seus filhos, e a todo o seu povo.
E naquele tempo tomamos todas as suas cidades, e cada uma destruímos com os seus homens, mulheres e crianças; não deixamos a ninguém.
Somente tomamos por presa o gado para nós, e o despojo das cidades que tínhamos tomado.
Desde Aroer, que está à margem do ribeiro de Arnom, e a cidade que está junto ao ribeiro, até Gileade, nenhuma cidade houve que de nós escapasse; tudo isto o Senhor nosso Deus nos entregou.
Somente à terra dos filhos de Amom não chegastes; nem a toda a margem do ribeiro de Jaboque, nem às cidades da montanha, nem a coisa alguma que nos proibira o Senhor nosso Deus.
Comentário de Estudo
Deuteronômio capítulo 2 retoma a narrativa da jornada de Israel pelo deserto, após um longo período de peregrinação. Moisés relembra as diretrizes divinas que guiaram o povo, destacando a paciência de Deus e o fim da geração que pereceu no deserto devido à incredulidade. O capítulo enfatiza a soberania de Deus sobre as nações e as fronteiras estabelecidas, instruindo Israel a não hostilizar os edomitas, moabitas e amonitas, povos relacionados a eles. Finalmente, prepara o cenário para a primeira conquista significativa, a do rei Seom dos amorreus.
Versículos 1-7
O Fim da Peregrinação e a Instrução sobre Edom
Após quase quarenta anos de peregrinação no deserto, circundando o monte Seir, Deus finalmente instrui Israel a seguir para o norte, em direção a Canaã. Durante esse tempo, Deus não apenas disciplinou o povo por sua incredulidade, mas também os preparou para a conquista e permitiu que a iniquidade dos cananeus se completasse. O Senhor adverte Israel a não provocar os edomitas, descendentes de Esaú, pois a terra de Seir lhes havia sido dada por herança divina. Mesmo tendo sido maltratados pelos edomitas no passado, Israel deveria tratá-los como irmãos, comprando alimentos e água, e não buscando vingança ou usurpação. Deus havia abençoado Israel, e eles não tinham necessidade de roubar ou mendigar.
Versículos 8-12
A Passagem por Edom e as Fronteiras de Moabe
Israel prosseguiu sua jornada, passando pacificamente pela terra dos edomitas, conforme as instruções divinas. Em seguida, o Senhor ordenou que não hostilizassem os moabitas, descendentes de Ló, pois a terra de Ar também lhes havia sido concedida por Deus como possessão. Moisés aproveita para registrar que, no passado, gigantes chamados Emins, tão altos quanto os anaquins, habitavam a terra de Moabe, mas os moabitas os desapossaram. Da mesma forma, os edomitas haviam expulsado os horeus de Seir, mostrando que Deus estabelece e remove nações conforme Sua vontade soberana.
Versículos 13-16
A Travessia do Ribeirão Zerede e o Juízo Divino
Chegou o momento de Israel atravessar o ribeirão Zerede, um marco significativo em sua jornada. Este evento assinalou o fim dos trinta e oito anos desde a saída de Cades-Barneia, período em que toda a geração de homens de guerra, que duvidou da promessa de Deus, pereceu no deserto. A mão do Senhor estava contra eles, cumprindo o juramento divino de que não veriam a Terra Prometida. Esta passagem serve como um solene lembrete das consequências da incredulidade e da fidelidade de Deus em cumprir Suas palavras, tanto de promessa quanto de juízo.
Versículos 17-23
As Ordens para Amom e Mais Histórias de Gigantes
Após a travessia do Zerede e a consumação da geração incrédula, Deus instruiu Moisés a passar pela fronteira de Moabe e, em seguida, a não hostilizar os amonitas. Assim como os moabitas, os amonitas eram descendentes de Ló, e sua terra lhes havia sido dada por Deus. Moisés novamente destaca a soberania divina sobre a história das nações, mencionando que os amonitas haviam desapossado os zamzummins, um povo de gigantes. Ele também lembra como os caftorins expulsaram os avins, ilustrando que Deus move e estabelece povos conforme Seu propósito, e Israel não deveria interferir nas possessões que Ele já havia designado a outros.
Versículos 24-37
A Conquista de Seom, Rei dos Amorreus
Finalmente, Deus ordena a Israel que comece a conquista, atacando Seom, rei dos amorreus, cuja terra seria entregue em suas mãos. Deus prometeu incutir medo e terror de Israel em todas as nações debaixo do céu, preparando o caminho para a vitória. Moisés enviou mensageiros a Seom com uma proposta de passagem pacífica, prometendo pagar por água e comida, mas Seom, endurecido pelo Senhor para ser destruído, recusou e saiu para a batalha. O Senhor entregou Seom e todo o seu exército nas mãos de Israel, que conquistou todas as suas cidades, não deixando nenhum sobrevivente. Esta vitória marcou o início das conquistas de Israel na Transjordânia, demonstrando o poder e a fidelidade de Deus em cumprir Suas promessas.
Temas
Referências cruzadas
Adaptado de Matthew Henry's Commentary on the Whole Bible (domínio público)
Minhas anotações
Guarde percepções, decisões e orações ligadas a Deuteronômio 2.
Último salvamento: Ainda não salvo