Video de apoio: Deuteronômio
Material recomendado para complementar a leitura do capitulo.
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Visao geral de Deuteronomio para apoiar a leitura com contexto literario e teologico.
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1Ouve, ó Israel, hoje passarás o Jordão, para entrares a possuir nações maiores e mais fortes do que tu; cidades grandes, e muradas até aos céus;
2Um povo grande e alto, filhos de gigantes, que tu conheces, e de que já ouviste. Quem resistiria diante dos filhos dos gigantes?
3Sabe, pois, hoje que o Senhor teu Deus, que passa adiante de ti, é um fogo consumidor, que os destruirá, e os derrubará de diante de ti; e tu os lançarás fora, e cedo os desfarás, como o Senhor te tem falado.
4Quando, pois, o Senhor teu Deus os lançar fora de diante de ti, não fales no teu coração, dizendo: Por causa da minha justiça é que o Senhor me trouxe a esta terra para a possuir; porque pela impiedade destas nações é que o Senhor as lança fora de diante de ti.
5Não é por causa da tua justiça, nem pela retidão do teu coração que entras a possuir a sua terra, mas pela impiedade destas nações o Senhor teu Deus as lança fora, de diante de ti, e para confirmar a palavra que o Senhor jurou a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó.
6Sabe, pois, que não é por causa da tua justiça que o Senhor teu Deus te dá esta boa terra para possuí-la, pois tu és povo obstinado.
7Lembra-te, e não te esqueças, de que muito provocaste à ira ao Senhor teu Deus no deserto; desde o dia em que saístes do Egito, até que chegastes a esse lugar, rebeldes fostes contra o Senhor;
8Pois em Horebe provocastes à ira o Senhor, tanto que o Senhor se indignou contra vós para vos destruir.
9Subindo eu ao monte a receber as tábuas de pedra, as tábuas da aliança que o Senhor fizera convosco, então fiquei no monte quarenta dias e quarenta noites; pão não comi, e água não bebi;
10E o Senhor me deu as duas tábuas de pedra, escritas com o dedo de Deus; e nelas estava escrito conforme a todas aquelas palavras que o Senhor tinha falado convosco no monte, do meio do fogo, no dia da assembléia.
11Sucedeu, pois, que ao fim dos quarenta dias e quarenta noites, o Senhor me deu as duas tábuas de pedra, as tábuas da aliança.
12E o Senhor me disse: Levanta-te, desce depressa daqui, porque o teu povo, que tiraste do Egito, já se tem corrompido; cedo se desviaram do caminho que eu lhes tinha ordenado; fizeram para si uma imagem de fundição.
13Falou-me ainda o Senhor, dizendo: Atentei para este povo, e eis que ele é povo obstinado;
14Deixa-me que os destrua, e apague o seu nome de debaixo dos céus; e te faça a ti nação mais poderosa e mais numerosa do que esta.
15Então virei-me, e desci do monte; o qual ardia em fogo e as duas tábuas da aliança estavam em ambas as minhas mãos.
16E olhei, e eis que havíeis pecado contra o Senhor vosso Deus; vós tínheis feito um bezerro de fundição; cedo vos desviastes do caminho que o Senhor vos ordenara.
17Então peguei das duas tábuas, e as arrojei das minhas mãos, e as quebrei diante dos vossos olhos.
18E me lancei perante o Senhor, como antes, quarenta dias, e quarenta noites; não comi pão e não bebi água, por causa de todo o vosso pecado que havíeis cometido, fazendo mal aos olhos do Senhor, para o provocar à ira.
19Porque temi por causa da ira e do furor, com que o Senhor tanto estava irado contra vós para vos destruir; porém ainda por esta vez o Senhor me ouviu.
20Também o Senhor se irou muito contra Arão para o destruir; mas também orei por Arão ao mesmo tempo.
21Porém eu tomei o vosso pecado, o bezerro que tínheis feito, e o queimei a fogo, e o pisei, moendo-o bem, até que se desfez em pó; e o seu pó lancei no ribeiro que descia do monte.
22Também em Taberá, e em Massá, e em Quibrote-Hataavá provocastes muito a ira do Senhor.
23Quando também o Senhor vos enviou de Cades-Barnéia, dizendo: Subi, e possuí a terra, que vos tenho dado: rebeldes fostes ao mandado do Senhor vosso Deus, e não o crestes, e não obedecestes à sua voz.
24Rebeldes fostes contra o Senhor desde o dia em que vos conheci.
25E prostrei-me perante o Senhor; aqueles quarenta dias e quarenta noites estive prostrado, porquanto o Senhor dissera que vos queria destruir.
26E orei ao SENHOR, dizendo: Senhor DEUS, não destruas o teu povo e a tua herança, que resgataste com a tua grandeza, que tiraste do Egito com mão forte.
27Lembra-te dos teus servos, Abraão, Isaque, e Jacó. Não atentes para a dureza deste povo, nem para a sua impiedade, nem para o seu pecado;
28Para que o povo da terra donde nos tiraste não diga: Porquanto o Senhor não os pôde introduzir na terra de que lhes tinha falado, e porque os odiava, os tirou para matá-los no deserto;
29Todavia são eles o teu povo e a tua herança, que tiraste com a tua grande força e com o teu braço estendido.
Comentário de Estudo
Neste capítulo, Moisés busca profundamente convencer o povo de Israel de sua total indignidade diante dos grandes favores que Deus estava prestes a conceder-lhes. Ele enfatiza que a conquista da Terra Prometida não seria por mérito próprio, mas pela fidelidade de Deus e pela iniquidade dos cananeus. O propósito é humilhar Israel, lembrando-os de suas constantes rebeliões, e direcionar sua confiança unicamente para a graça e o poder divinos. Este capítulo serve como um poderoso lembrete da soberania de Deus e da necessidade contínua de arrependimento e dependência d'Ele.
Versículos 1-3
A Vitória Prometida por Deus
Moisés assegura a Israel que eles estão prestes a cruzar o Jordão para possuir nações mais poderosas e cidades fortificadas, habitadas por gigantes como os anaquins. Contudo, ele imediatamente direciona a atenção do povo para a verdadeira fonte de sua vitória: o Senhor seu Deus. É o próprio Deus que irá adiante deles como um fogo consumidor, destruindo os inimigos e entregando-os em suas mãos. Esta promessa visa fortalecer a fé de Israel, mostrando que a conquista não dependerá de sua força, mas do poder irresistível de Deus.
Versículos 4-6
Não por Vossa Retidão, mas pela Graça de Deus
Moisés adverte Israel veementemente para que não atribuam suas futuras vitórias à sua própria justiça ou retidão de coração. Ele esclarece que a expulsão das nações cananeias se deve à maldade delas, e não a qualquer mérito de Israel. Além disso, a posse da terra é um cumprimento da palavra que o Senhor jurou aos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó. Moisés reitera que Israel é um povo de dura cerviz, enfatizando que a herança é puramente um ato da graça e fidelidade de Deus, não de suas obras.
Versículos 7-21
A Rebelião do Bezerro de Ouro em Horebe
Moisés recorda ao povo sua persistente provocação a Deus desde a saída do Egito, destacando a rebelião do bezerro de ouro em Horebe. Enquanto Moisés recebia as tábuas da aliança no monte, o povo se corrompeu rapidamente, fazendo um ídolo e provocando a ira divina. Moisés descreve a quebra das tábuas como um símbolo da aliança quebrada e sua intercessão fervorosa de quarenta dias e quarenta noites para aplacar a ira de Deus. Ele também relata a destruição do bezerro, moído até virar pó e lançado na torrente, simbolizando a anulação daquele pecado abominável.
Versículos 22-24
Outros Atos de Rebeldia no Deserto
Para reforçar a mensagem de sua indignidade, Moisés lista outras ocasiões em que Israel provocou o Senhor à ira. Ele menciona os incidentes em Taberá, Massá e Quibrote-Hataavá, onde o povo murmurou e cobiçou. A rebelião em Cades-Barneia é destacada como um ato de desobediência e incredulidade, quando se recusaram a entrar na terra prometida. Moisés conclui esta seção afirmando que Israel foi rebelde contra o Senhor desde o dia em que ele os conheceu. Esses exemplos servem para solidificar a verdade de que a herança da terra é um dom imerecido da graça de Deus.
Versículos 25-29
A Intercessão de Moisés pelo Povo Pecador
Moisés retorna à sua intercessão de quarenta dias e quarenta noites, reiterando a profundidade de sua súplica a Deus após o pecado do bezerro de ouro. Ele implorou ao Senhor, lembrando-O de que Israel era Sua herança, redimida do Egito com grande poder e mão forte. Moisés apelou à aliança de Deus com Abraão, Isaque e Jacó, pedindo que Ele não destruísse Seu povo escolhido. Sua oração persistente demonstra a importância da mediação e a misericórdia divina diante da pecaminosidade humana. Esta intercessão foi crucial para que Deus poupasse Israel da destruição, evidenciando a fidelidade de Deus em ouvir a oração de Seu servo.
Temas
Referências cruzadas
Adaptado de Matthew Henry's Commentary on the Whole Bible (domínio público)
Minhas anotações
Guarde percepções, decisões e orações ligadas a Deuteronômio 9.
Último salvamento: Ainda não salvo