Video de apoio: Eclesiastes
Material recomendado para complementar a leitura do capitulo.
Assistir explicacao do BibleProject
Visao geral de Eclesiastes para apoiar a leitura com contexto literario e teologico.
Credito: BibleProject. Este video e incorporado diretamente do YouTube.
1Há um mal que tenho visto debaixo do sol, e é mui freqüente entre os homens:
2Um homem a quem Deus deu riquezas, bens e honra, e nada lhe falta de tudo quanto a sua alma deseja, e Deus não lhe dá poder para daí comer, antes o estranho lho come; também isto é vaidade e má enfermidade.
3Se o homem gerar cem filhos, e viver muitos anos, e os dias dos seus anos forem muitos, e se a sua alma não se fartar do bem, e além disso não tiver sepultura, digo que um aborto é melhor do que ele.
4Porquanto debalde veio, e em trevas se vai, e de trevas se cobre o seu nome.
5E ainda que nunca viu o sol, nem conheceu nada, mais descanso tem este do que aquele.
6E, ainda que vivesse duas vezes mil anos e não gozasse o bem, não vão todos para um mesmo lugar?
7Todo o trabalho do homem é para a sua boca, e contudo nunca se satisfaz o seu apetite.
8Porque, que mais tem o sábio do que o tolo? E que mais tem o pobre que sabe andar perante os vivos?
9Melhor é a vista dos olhos do que o vaguear da cobiça; também isto é vaidade e aflição de espírito.
10Seja qualquer o que for, já o seu nome foi nomeado, e sabe-se que é homem, e que não pode contender com o que é mais forte do que ele.
11Na verdade que há muitas coisas que multiplicam a vaidade; que mais tem o homem de melhor?
12Pois, quem sabe o que é bom nesta vida para o homem, por todos os dias da sua vida de vaidade, os quais gasta como sombra? Quem declarará ao homem o que será depois dele debaixo do sol?
Comentário de Estudo
Este capítulo de Eclesiastes aprofunda a reflexão sobre a vaidade da riqueza material quando o coração humano deposita nela sua felicidade. Salomão observa um mal comum: a acumulação de bens sem a capacidade ou o desejo de desfrutá-los. Ele expõe a insensatez de quem vive para amontoar, mas não para usufruir das bênçãos de Deus. A verdadeira satisfação não reside na quantidade de posses, mas na maneira como elas são usadas, revelando que uma vida sem contentamento é pior que a não-existência.
Versículos 1-2
A Tragédia da Riqueza Não Desfrutada
Matthew Henry destaca um "mal comum" sob o sol: a riqueza abundante concedida por Deus, mas sem o poder de desfrutá-la. O homem possui bens, honra e tudo o que deseja para si, mas Deus lhe nega a capacidade de usufruir, permitindo que estranhos consumam sua fortuna. Esta é uma vaidade profunda e uma "doença maligna", pois a bênção se torna um fardo e uma fonte de frustração. A incapacidade de desfrutar é um castigo divino pela avareza e pelo mau uso dos dons, mostrando que a prosperidade sem gratidão é vazia.
Versículos 3-6
A Vida do Avaro Comparada ao Natimorto
Salomão eleva a comparação, afirmando que mesmo que um homem tenha cem filhos e viva por muitos anos, se sua alma não for saciada com o bem e ele não tiver um sepultamento digno, um natimorto é melhor do que ele. O natimorto vem e vai na escuridão, sem conhecer a luz, mas encontra um repouso que o avarento nunca experimenta. O avarento, mesmo vivendo uma vida longa e próspera, nunca vê o verdadeiro "bem", pois sua alma permanece insatisfeita e vazia. A vida sem contentamento e propósito espiritual é pior que a não-existência, pois a busca incessante por mais anula qualquer alegria presente.
Temas
Referências cruzadas
Adaptado de Matthew Henry's Commentary on the Whole Bible (domínio público)
Minhas anotações
Guarde percepções, decisões e orações ligadas a Eclesiastes 6.
Último salvamento: Ainda não salvo