Video de apoio: Ester
Material recomendado para complementar a leitura do capitulo.
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Visao geral de Ester para apoiar a leitura com contexto literario e teologico.
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1E, no duodécimo mês, que é o mês de Adar, no dia treze do mesmo mês em que chegou a palavra do rei e a sua ordem para se executar, no dia em que os inimigos dos judeus esperavam assenhorear-se deles, sucedeu o contrário, porque os judeus foram os que se assenhorearam dos que os odiavam.
2Porque os judeus nas suas cidades, em todas as províncias do rei Assuero, se ajuntaram para pôr as mãos naqueles que procuravam o seu mal; e ninguém podia resistir-lhes, porque o medo deles caíra sobre todos aqueles povos.
3E todos os líderes das províncias, e os sátrapas, e os governadores, e os que faziam a obra do rei, auxiliavam os judeus; porque tinha caído sobre eles o temor de Mardoqueu.
4Porque Mardoqueu era grande na casa do rei, e a sua fama crescia por todas as províncias, porque o homem Mardoqueu ia sendo engrandecido.
5Feriram, pois, os judeus a todos os seus inimigos, a golpes de espada, com matança e com destruição; e fizeram dos seus inimigos o que quiseram.
6E na fortaleza de Susã os judeus mataram e destruíram quinhentos homens;
7Como também a Parsandata, e a Dalfom e a Aspata,
8E a Porata, e a Adalia, e a Aridata,
9E a Farmasta, e a Arisai, e a Aridai, e a Vaisata; ú
10Os dez filhos de Hamã, filho de Hamedata, o inimigo dos judeus, mataram, porém ao despojo não estenderam a sua mão.
11No mesmo dia foi comunicado ao rei o número dos mortos na fortaleza de Susã.
12E disse o rei à rainha Ester: Na fortaleza de Susã os judeus mataram e destruíram quinhentos homens, e os dez filhos de Hamã; nas mais províncias do rei que teriam feito? Qual é, pois, a tua petição? E dar-se-te-á. Ou qual é ainda o teu requerimento? E far-se-á.
13Então disse Ester: Se bem parecer ao rei, conceda-se aos judeus que se acham em Susã que também façam amanhã conforme ao mandado de hoje; e pendurem numa forca os dez filhos de Hamã.
14Então disse o rei que assim se fizesse; e publicou-se um edito em Susã, e enforcaram os dez filhos de Hamã.
15E reuniram-se os judeus que se achavam em Susã também no dia catorze do mês de Adar, e mataram em Susã trezentos homens; porém ao despojo não estenderam a sua mão.
16Também os demais judeus que se achavam nas províncias do rei se reuniram e se dispuseram em defesa das suas vidas, e tiveram descanso dos seus inimigos; e mataram dos seus inimigos setenta e cinco mil; porém ao despojo não estenderam a sua mão.
17Sucedeu isto no dia treze do mês de Adar; e descansaram no dia catorze, e fizeram, daquele dia, dia de banquetes e de alegria.
18Também os judeus, que se achavam em Susã se ajuntaram nos dias treze e catorze do mesmo; e descansaram no dia quinze, e fizeram, daquele dia, dia de banquetes e de alegria.
19Os judeus, porém, das aldeias, que habitavam nas vilas, fizeram do dia catorze do mês de Adar dia de alegria e de banquetes, e dia de folguedo, e de mandarem presentes uns aos outros.
20E Mardoqueu escreveu estas coisas, e enviou cartas a todos os judeus que se achavam em todas as províncias do rei Assuero, aos de perto, e aos de longe,
21Ordenando-lhes que guardassem o dia catorze do mês de Adar, e o dia quinze do mesmo, todos os anos,
22Como os dias em que os judeus tiveram repouso dos seus inimigos, e o mês que se lhes mudou de tristeza em alegria, e de luto em dia de festa, para que os fizessem dias de banquetes e de alegria, e de mandarem presentes uns aos outros, e dádivas aos pobres.
23E os judeus encarregaram-se de fazer o que já tinham começado, como também o que Mardoqueu lhes tinha escrito.
24Porque Hamã, filho de Hamedata, o agagita, inimigo de todos os judeus, tinha intentado destruir os judeus, e tinha lançado Pur, isto é, a sorte, para os assolar e destruir.
25Mas, vindo isto perante o rei, mandou ele por cartas que o mau intento que Hamã formara contra os judeus, se tornasse sobre a sua cabeça; pelo que penduraram a ele e a seus filhos numa forca.
26Por isso àqueles dias chamam Purim, do nome Pur; assim também por causa de todas as palavras daquela carta, e do que viram sobre isso, e do que lhes tinha sucedido,
27Confirmaram os judeus, e tomaram sobre si, e sobre a sua descendência, e sobre todos os que se achegassem a eles, que não se deixaria de guardar estes dois dias conforme ao que se escrevera deles, e segundo o seu tempo determinado, todos os anos.
28E que estes dias seriam lembrados e guardados em cada geração, família, província e cidade, e que esses dias de Purim não fossem revogados entre os judeus, e que a memória deles nunca teria fim entre os de sua descendência.
29Então a rainha Ester, filha de Abiail, e Mardoqueu, o judeu, escreveram com toda autoridade uma segunda vez, para confirmar a carta a respeito de Purim.
30E mandaram cartas a todos os judeus, às cento e vinte e sete províncias do reino de Assuero, com palavras de paz e verdade.
31Para confirmarem estes dias de Purim nos seus tempos determinados, como Mardoqueu, o judeu, e a rainha Ester lhes tinham estabelecido, e como eles mesmos já o tinham estabelecido sobre si e sobre a sua descendência, acerca do jejum e do seu clamor.
32E o mandado de Ester estabeleceu os sucessos daquele Purim; e escreveu-se no livro.
Comentário de Estudo
O capítulo 9 de Ester narra o clímax da dramática virada na sorte dos judeus. Após dois decretos reais — um para sua aniquilação e outro para sua autodefesa — o dia fatídico finalmente chegou. O que parecia ser um dia de destruição para o povo de Deus transformou-se, pela providência divina, em um dia de vitória e triunfo. Este capítulo detalha a execução da justiça e o estabelecimento de uma celebração duradoura, o Purim.
Versículos 1-5
A Virada Divina e a Vitória dos Judeus
No dia treze do décimo segundo mês, o dia planejado para a aniquilação dos judeus, a situação se inverteu milagrosamente. Os inimigos esperavam prevalecer, mas os judeus se reuniram em suas cidades para se defender. Um temor inexplicável caiu sobre todos os povos, e até mesmo os oficiais do rei, influenciados pela crescente autoridade de Mordecai, auxiliaram os judeus. Assim, o povo de Deus pôde golpear seus adversários, que haviam planejado sua destruição.
Versículos 6-10
A Justiça Executada em Susã e a Integridade dos Judeus
Na cidade-fortaleza de Susã, os judeus mataram quinhentos homens, incluindo os dez filhos de Hamã, o arqui-inimigo. Esta execução dos filhos de Hamã simbolizou a completa derrota da linhagem que buscava a destruição de Israel. É notável que, em todas as suas vitórias, os judeus não estenderam as mãos sobre os despojos, demonstrando que sua luta não era por ganho material, mas por justiça e sobrevivência, em contraste com a ganância de Hamã.
Versículos 11-15
O Pedido de Ester e a Continuação da Justiça
Ao saber do número de mortos em Susã, o rei Assuero perguntou a Ester se ela tinha mais algum pedido. Ester, com sabedoria, solicitou que os judeus de Susã tivessem permissão para continuar a defesa no dia seguinte e que os corpos dos dez filhos de Hamã fossem pendurados em forcas. O rei concedeu seu pedido, e no décimo quarto dia do mês de Adar, mais trezentos homens foram mortos em Susã. A execução dos filhos de Hamã serviu como um aviso público e uma demonstração da justiça divina.
Versículos 16-19
Vitória nas Províncias e o Estabelecimento do Purim
Enquanto isso, os judeus nas outras províncias do rei também se reuniram e se defenderam, matando setenta e cinco mil de seus inimigos, sem tocar nos despojos. Eles descansaram no décimo quarto dia de Adar, celebrando com festa e alegria. Os judeus de Susã, por terem lutado por dois dias, descansaram no décimo quinto dia. Por isso, os judeus das aldeias e cidades sem muros estabeleceram o décimo quarto dia de Adar como um dia de alegria, festa e troca de presentes, em memória de sua grande libertação.
Temas
Referências cruzadas
Adaptado de Matthew Henry's Commentary on the Whole Bible (domínio público)
Minhas anotações
Guarde percepções, decisões e orações ligadas a Ester 9.
Último salvamento: Ainda não salvo