Video de apoio: Êxodo
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Visao geral de Exodo para apoiar a leitura com contexto literario e teologico.
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1Depois disse o SENHOR a Moisés: Vai a Faraó, porque tenho endurecido o seu coração, e o coração de seus servos, para fazer estes meus sinais no meio deles,
2E para que contes aos ouvidos de teus filhos, e dos filhos de teus filhos, as coisas que fiz no Egito, e os meus sinais, que tenho feito entre eles; para que saibais que eu sou o Senhor.
3Assim foram Moisés e Arão a Faraó, e disseram-lhe: Assim diz o Senhor Deus dos hebreus: Até quando recusarás humilhar-te diante de mim? Deixa ir o meu povo para que me sirva;
4Porque se ainda recusares deixar ir o meu povo, eis que trarei amanhã gafanhotos aos teus termos.
5E cobrirão a face da terra, de modo que não se poderá ver a terra; e eles comerão o restante que escapou, o que vos ficou da saraiva; também comerão toda a árvore que vos cresce no campo;
6E encherão as tuas casas, e as casas de todos os teus servos e as casas de todos os egípcios, quais nunca viram teus pais, nem os pais de teus pais, desde o dia em que se acharam na terra até o dia de hoje. E virou-se, e saiu da presença de Faraó.
7E os servos de Faraó disseram-lhe: Até quando este homem nos há de ser por laço? Deixa ir os homens, para que sirvam ao Senhor seu Deus; ainda não sabes que o Egito está destruído?
8Então Moisés e Arão foram levados outra vez a Faraó, e ele disse-lhes: Ide, servi ao Senhor vosso Deus. Quais são os que hão de ir?
9E Moisés disse: Havemos de ir com os nossos jovens, e com os nossos velhos; com os nossos filhos, e com as nossas filhas, com as nossas ovelhas, e com os nossos bois havemos de ir; porque temos de celebrar uma festa ao Senhor.
10Então ele lhes disse: Seja o Senhor assim convosco, como eu vos deixarei ir a vós e a vossos filhos; olhai que há mal diante da vossa face.
11Não será assim; agora ide vós, homens, e servi ao Senhor; pois isso é o que pedistes. E os expulsaram da presença de Faraó.
12Então disse o Senhor a Moisés: Estende a tua mão sobre a terra do Egito para que os gafanhotos venham sobre a terra do Egito, e comam toda a erva da terra, tudo o que deixou a saraiva.
13Então estendeu Moisés sua vara sobre a terra do Egito, e o Senhor trouxe sobre a terra um vento oriental todo aquele dia e toda aquela noite; e aconteceu que pela manhã o vento oriental trouxe os gafanhotos.
14E vieram os gafanhotos sobre toda a terra do Egito, e assentaram-se sobre todos os termos do Egito; tão numerosos foram que, antes destes nunca houve tantos, nem depois deles haverá.
15Porque cobriram a face de toda a terra, de modo que a terra se escureceu; e comeram toda a erva da terra, e todo o fruto das árvores, que deixara a saraiva; e não ficou verde algum nas árvores, nem na erva do campo, em toda a terra do Egito.
16Então Faraó se apressou a chamar a Moisés e a Arão, e disse: Pequei contra o Senhor vosso Deus, e contra vós.
17Agora, pois, peço-vos que perdoeis o meu pecado somente desta vez, e que oreis ao Senhor vosso Deus que tire de mim somente esta morte.
18E saiu da presença de Faraó, e orou ao Senhor.
19Então o Senhor trouxe um vento ocidental fortíssimo, o qual levantou os gafanhotos e os lançou no Mar Vermelho; não ficou um só gafanhoto em todos os termos do Egito.
20O Senhor, porém, endureceu o coração de Faraó, e este não deixou ir os filhos de Israel.
21Então disse o Senhor a Moisés: Estende a tua mão para o céu, e virão trevas sobre a terra do Egito, trevas que se apalpem.
22E Moisés estendeu a sua mão para o céu, e houve trevas espessas em toda a terra do Egito por três dias.
23Não viu um ao outro, e ninguém se levantou do seu lugar por três dias; mas todos os filhos de Israel tinham luz em suas habitações.
24Então Faraó chamou a Moisés, e disse: Ide, servi ao Senhor; somente fiquem vossas ovelhas e vossas vacas; vão também convosco as vossas crianças.
25Moisés, porém, disse: Tu também darás em nossas mãos sacrifícios e holocaustos, que ofereçamos ao Senhor nosso Deus.
26E também o nosso gado há de ir conosco, nem uma unha ficará; porque daquele havemos de tomar, para servir ao Senhor nosso Deus; porque não sabemos com que havemos de servir ao Senhor, até que cheguemos lá.
27O Senhor, porém, endureceu o coração de Faraó, e este não os quis deixar ir.
28E disse-lhe Faraó: Vai-te de mim, guarda-te que não mais vejas o meu rosto; porque no dia em que vires o meu rosto, morrerás.
29E disse Moisés: Bem disseste; eu nunca mais verei o teu rosto.
Comentário de Estudo
O capítulo 10 de Êxodo narra a imposição da oitava e nona pragas sobre o Egito: a praga dos gafanhotos e a praga das trevas. Estas calamidades demonstram a soberania inquestionável de Deus sobre a criação e a teimosia persistente de Faraó. Através desses eventos, Deus não apenas busca a libertação de Israel, mas também revela Sua glória e poder para todas as gerações. A narrativa culmina no endurecimento final do coração de Faraó, preparando o cenário para o juízo derradeiro.
Versículos 1-6
Ameaça dos Gafanhotos e o Propósito Divino
Deus instrui Moisés sobre o propósito de endurecer o coração de Faraó e de seus servos: manifestar Seus sinais poderosos para que as futuras gerações de Israel conheçam o Senhor. Moisés e Arão confrontam Faraó, exigindo a libertação do povo para servir a Deus, e o advertem sobre a iminente e devastadora praga de gafanhotos. Esta praga consumiria o que restou da destruição causada pelo granizo, cobrindo a terra e invadindo as casas. A recusa de Faraó em se humilhar diante de Deus sela o destino do Egito para mais um juízo.
Versículos 7-11
A Negociação Frustrada e a Oposição de Faraó
Os servos de Faraó, alarmados com a ruína do Egito, imploram ao rei que permita a partida dos israelitas, reconhecendo que Moisés era uma armadilha para eles. Faraó tenta negociar, oferecendo a libertação apenas dos homens, mas Moisés insiste que todos, incluindo mulheres, crianças e rebanhos, devem ir para celebrar uma festa ao Senhor. Em um acesso de raiva, Faraó recusa-se a deixar as crianças partirem, vendo-as como reféns para garantir o retorno. Esta intransigência revela a tática de Satanás em impedir que as famílias sirvam a Deus plenamente.
Versículos 12-20
A Praga dos Gafanhotos e o Arrependimento Superficial
Conforme a ordem divina, Moisés estende sua vara sobre o Egito, e um forte vento oriental traz uma nuvem sem precedentes de gafanhotos que cobrem toda a terra. Eles devoram cada folha e fruto que o granizo havia poupado, deixando o Egito em completa desolação. Desesperado, Faraó chama Moisés e Arão, confessa seu pecado e implora que a praga seja removida. Deus atende à oração de Moisés, enviando um vento ocidental que lança os gafanhotos no Mar Vermelho, mas, mais uma vez, o coração de Faraó permanece endurecido, recusando-se a libertar Israel.
Versículos 21-29
A Praga das Trevas e o Rompimento Final
Deus instrui Moisés a estender a mão, e uma escuridão densa e palpável desce sobre todo o Egito por três dias, impedindo qualquer atividade, enquanto os israelitas desfrutam de luz em suas habitações. Faraó, sob a pressão da escuridão, tenta uma nova negociação, permitindo que o povo vá, mas exigindo que o gado permaneça. Moisés recusa categoricamente, afirmando que nem um casco ficaria para trás, pois os animais seriam necessários para os sacrifícios ao Senhor. A recusa de Faraó leva a um rompimento final, com ameaças de morte, e Moisés declara que não o veria mais, selando o fim de suas interações.
Temas
Referências cruzadas
Adaptado de Matthew Henry's Commentary on the Whole Bible (domínio público)
Minhas anotações
Guarde percepções, decisões e orações ligadas a Êxodo 10.
Último salvamento: Ainda não salvo