Video de apoio: Ezequiel
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Visao geral de Ezequiel para apoiar a leitura com contexto literario e teologico.
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E veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
Filho do homem, propõe um enigma, e profere uma parábola para com a casa de Israel.
E disse: Assim diz o Senhor DEUS: Uma grande águia, de grandes asas, de plumagem comprida, e cheia de penas de várias cores, veio ao Líbano e levou o mais alto ramo de um cedro.
E arrancou a ponta mais alta dos seus renovos, e a levou a uma terra de mercancia; numa cidade de mercadores a pôs.
Tomou da semente da terra, e a lançou num solo frutífero; tomando-a, colocou-a junto às muitas águas, plantando-a como salgueiro.
E brotou, e tornou-se numa videira muito larga, de pouca altura, virando-se para ela os seus ramos, porque as suas raízes estavam debaixo dela; e tornou-se numa videira, e produzia sarmentos, e brotava renovos.
E houve mais uma grande águia, de grandes asas, e cheia de penas; e eis que esta videira lançou para ela as suas raízes, e estendeu para ela os seus ramos, desde as covas do seu plantio, para que a regasse.
Num bom campo, junto a muitas águas, estava ela plantada, para produzir ramos, e para dar fruto, a fim de que fosse videira excelente.
Dize: Assim diz o Senhor DEUS: Porventura há de prosperar? Não lhe arrancará as suas raízes, e não cortará o seu fruto, para que se seque? Para que sequem todas as folhas de seus renovos, e isto não com grande força, nem muita gente, para arrancá-la pelas suas raízes.
Mas, estando plantada, prosperará? Porventura, tocando-lhe vento oriental, de todo não se secará? Nas covas do seu plantio se secará.
Então veio a mim a palavra do Senhor, dizendo:
Dize agora à casa rebelde: Não sabeis o que significam estas coisas? Dize: Eis que veio o rei de babilônia a Jerusalém, e tomou o seu rei e os seus príncipes, e os levou consigo para babilônia.
E tomou um da descendência real, e fez aliança com ele, e o fez prestar juramento; e tomou consigo os poderosos da terra,
Para que o reino ficasse humilhado, e não se levantasse, embora, guardando a sua aliança, pudesse subsistir.
Mas rebelou-se contra ele, enviando os seus mensageiros ao Egito, para que se lhe mandassem cavalos e muita gente. Porventura prosperará ou escapará aquele que faz tais coisas, ou quebrará a aliança, e ainda escapará?
Vivo eu, diz o Senhor DEUS, que no lugar em que habita o rei que o fez reinar, cujo juramento desprezou, e cuja aliança quebrou, sim, com ele no meio de babilônia certamente morrerá.
E Faraó, nem com grande exército, nem com uma companhia numerosa, fará coisa alguma com ele em guerra, levantando trincheiras e edificando baluartes, para destruir muitas vidas.
Porque desprezou o juramento, quebrando a aliança; eis que ele tinha dado a sua mão; contudo fez todas estas coisas; não escapará.
Portanto, assim diz o Senhor DEUS: Vivo eu, que o meu juramento, que desprezou, e a minha aliança, que quebrou, isto farei recair sobre a sua cabeça.
E estenderei sobre ele a minha rede, e ficará preso no meu laço; e o levarei a babilônia, e ali entrarei em juízo com ele por causa da rebeldia que praticou contra mim.
E todos os seus fugitivos, com todas as suas tropas, cairão à espada, e os que restarem serão espalhados a todo o vento; e sabereis que eu, o Senhor, o disse.
Assim diz o Senhor DEUS: Também eu tomarei um broto do topo do cedro, e o plantarei; do principal dos seus renovos cortarei o mais tenro, e o plantarei sobre um monte alto e sublime.
No monte alto de Israel o plantarei, e produzirá ramos, e dará fruto, e se fará um cedro excelente; e habitarão debaixo dele aves de toda plumagem, à sombra dos seus ramos habitarão.
Assim saberão todas as árvores do campo que eu, o Senhor, abati a árvore alta, elevei a árvore baixa, sequei a árvore verde, e fiz reverdecer a árvore seca; eu, o Senhor, o disse, e o fiz.
Comentário de Estudo
Ezequiel 17 apresenta uma parábola intrigante sobre duas águias e uma videira, que serve como uma acusação divina contra o rei Zedequias de Judá. O capítulo revela a traição de Zedequias ao rei da Babilônia, a quem ele havia jurado lealdade, buscando aliança com o Egito. Deus condena essa quebra de aliança, que também era uma quebra de sua própria soberania e um desprezo pelo juramento feito em Seu nome. Assim, o Senhor anuncia o juízo inevitável sobre o rei e seu reino. Contudo, em meio à condenação, o capítulo termina com uma promessa de restauração futura através do Messias.
Versículos 1-10
A Parábola das Duas Águias e da Videira
O profeta Ezequiel é instruído a apresentar um enigma ao povo de Israel, uma parábola que capturaria sua atenção. Ela descreve uma grande águia, com asas longas e muitas penas coloridas, que vem ao Líbano e corta o topo de um cedro, levando-o para uma terra de comércio. Em seguida, a águia planta uma semente da terra em um campo fértil, junto a grandes águas, que cresce e se torna uma videira de baixa estatura. Uma segunda grande águia aparece, e a videira, em sua busca por água, inclina suas raízes e ramos para ela. A parábola questiona se a videira prosperará, prevendo seu murchamento e destruição total, mesmo sem grande esforço para arrancá-la.
Versículos 11-14
A Interpretação Divina e a Aliança Quebrada
Deus revela o significado da parábola à casa rebelde de Israel, para que não houvesse desculpas para a ignorância. A primeira águia representa Nabucodonosor, o rei da Babilônia, que levou o rei Jeoaquim e os príncipes de Jerusalém para o cativeiro. Ele então estabeleceu Zedequias, um membro da família real, como rei em Judá, fazendo-o jurar lealdade e dependência. O objetivo de Nabucodonosor era manter o reino de Judá humilde e estável, sob a condição de que Zedequias mantivesse sua aliança e juramento.
Versículos 15-21
A Rebelião de Zedequias e o Juízo Inevitável
Zedequias, no entanto, rebelou-se contra Nabucodonosor, quebrando seu juramento e enviando embaixadores ao Egito em busca de cavalos e um grande exército. Deus declara que Zedequias não prosperará nem escapará por quebrar seu juramento e aliança, pois tal ato é uma afronta direta ao Senhor. O próprio Deus jura que Zedequias morrerá na Babilônia, no lugar onde o rei que o fez rei habita, e que o Faraó não o ajudará na guerra. A quebra do juramento, feito em nome de Deus, é vista como uma transgressão grave, e o Senhor promete retribuir essa deslealdade sobre a cabeça de Zedequias. Deus espalhará sua rede sobre ele, o levará à Babilônia para julgamento e dispersará seus seguidores pela espada.
Versículos 22-24
A Promessa de Restauração e o Reino Messiânico
Apesar do iminente julgamento sobre Zedequias e Judá, Deus conclui o capítulo com uma poderosa promessa de esperança e restauração futura. O Senhor anuncia que Ele mesmo pegará um broto tenro do topo do cedro, representando a linhagem real de Davi, e o plantará em um monte alto e sublime de Israel. Este broto crescerá e se tornará um cedro majestoso, oferecendo abrigo e sombra a todas as aves, simbolizando a proteção e a extensão de seu domínio. Esta é uma clara profecia messiânica, apontando para o levantamento da casa real de Davi através do Messias e o estabelecimento de seu reino eterno, que trará vida e bênção a todas as nações.
Temas
Referências cruzadas
Adaptado de Matthew Henry's Commentary on the Whole Bible (domínio público)
Minhas anotações
Guarde percepções, decisões e orações ligadas a Ezequiel 17.
Último salvamento: Ainda não salvo