Video de apoio: Gênesis
Material recomendado para complementar a leitura do capitulo.
Assistir explicacao do BibleProject
Visao geral de Genesis para apoiar a leitura com contexto literario e teologico.
Credito: BibleProject. Este video e incorporado diretamente do YouTube.
1E era toda a terra de uma mesma língua e de uma mesma fala.
2E aconteceu que, partindo eles do oriente, acharam um vale na terra de Sinar; e habitaram ali.
3E disseram uns aos outros: Eia, façamos tijolos e queimemo-los bem. E foi-lhes o tijolo por pedra, e o betume por cal.
4E disseram: Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus, e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra.
5Então desceu o Senhor para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens edificavam;
6E o Senhor disse: Eis que o povo é um, e todos têm uma mesma língua; e isto é o que começam a fazer; e agora, não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer.
7Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua, para que não entenda um a língua do outro.
8Assim o Senhor os espalhou dali sobre a face de toda a terra; e cessaram de edificar a cidade.
9Por isso se chamou o seu nome Babel, porquanto ali confundiu o Senhor a língua de toda a terra, e dali os espalhou o Senhor sobre a face de toda a terra.
10Estas são as gerações de Sem: Sem era da idade de cem anos e gerou a Arfaxade, dois anos depois do dilúvio.
11E viveu Sem, depois que gerou a Arfaxade, quinhentos anos, e gerou filhos e filhas.
12E viveu Arfaxade trinta e cinco anos, e gerou a Selá.
13E viveu Arfaxade depois que gerou a Selá, quatrocentos e três anos, e gerou filhos e filhas.
14E viveu Selá trinta anos, e gerou a Éber;
15E viveu Selá, depois que gerou a Éber, quatrocentos e três anos, e gerou filhos e filhas.
16E viveu Éber trinta e quatro anos, e gerou a Pelegue.
17E viveu Éber, depois que gerou a Pelegue, quatrocentos e trinta anos, e gerou filhos e filhas.
18E viveu Pelegue trinta anos, e gerou a Reú.
19E viveu Pelegue, depois que gerou a Reú, duzentos e nove anos, e gerou filhos e filhas.
20E viveu Reú trinta e dois anos, e gerou a Serugue.
21E viveu Reú, depois que gerou a Serugue, duzentos e sete anos, e gerou filhos e filhas.
22E viveu Serugue trinta anos, e gerou a Naor.
23E viveu Serugue, depois que gerou a Naor, duzentos anos, e gerou filhos e filhas.
24E viveu Naor vinte e nove anos, e gerou a Terá.
25E viveu Naor, depois que gerou a Terá, cento e dezenove anos, e gerou filhos e filhas.
26E viveu Terá setenta anos, e gerou a Abrão, a Naor, e a Harã.
27E estas são as gerações de Terá: Terá gerou a Abrão, a Naor, e a Harã; e Harã gerou a Ló.
28E morreu Harã estando seu pai Terá ainda vivo, na terra do seu nascimento, em Ur dos caldeus.
29E tomaram Abrão e Naor mulheres para si: o nome da mulher de Abrão era Sarai, e o nome da mulher de Naor era Milca, filha de Harã, pai de Milca e pai de Iscá.
30E Sarai foi estéril, não tinha filhos.
31E tomou Terá a Abrão seu filho, e a Ló, filho de Harã, filho de seu filho, e a Sarai sua nora, mulher de seu filho Abrão, e saiu com eles de Ur dos caldeus, para ir à terra de Canaã; e vieram até Harã, e habitaram ali.
32E foram os dias de Terá duzentos e cinco anos, e morreu Terá em Harã.
Comentário de Estudo
Matthew Henry destaca que Gênesis 11 revela a persistência da distinção entre os "filhos de Deus" e os "filhos dos homens" após o Dilúvio. O capítulo narra a audaciosa tentativa da humanidade de desafiar a ordem divina em Babel, resultando na confusão de línguas e na dispersão das nações. Em contraste, ele também traça a linhagem piedosa que levaria ao patriarca Abraão, preparando o palco para a história da redenção.
Versículos 1-4
A Unidade e o Plano Presunçoso de Babel
Após o Dilúvio, a humanidade, ainda unida por uma única língua, se estabeleceu na planície de Sinar. Em vez de se dispersarem e encherem a terra conforme a ordem divina, eles decidiram construir uma cidade e uma torre que alcançasse os céus. Seu objetivo era fazer um nome para si e evitar a dispersão, revelando uma profunda desconfiança em Deus e uma ambição orgulhosa. Eles usaram tijolos e betume, demonstrando engenhosidade humana voltada para a rebelião.
Versículos 5-9
A Intervenção Divina e a Dispersão da Humanidade
O Senhor "desceu" para observar a cidade e a torre que os homens construíam, uma expressão antropomórfica para Sua onisciência. Deus reconheceu a unidade e o potencial ilimitado para o mal que essa coesão representava. Para frustrar seus planos orgulhosos e garantir o cumprimento de Sua ordem de encher a terra, Ele confundiu a linguagem deles. Incapazes de se comunicar, os construtores abandonaram a obra e foram dispersos por toda a terra, dando origem ao nome "Babel", que significa confusão.
Versículos 10-26
A Genealogia da Promessa: De Sem a Abrão
Em contraste com a narrativa de rebelião e dispersão, esta seção apresenta a genealogia de Sem, filho de Noé, até Abrão. Ela detalha as gerações, idades e filhos, servindo como uma ponte crucial entre o Dilúvio e o chamado de Abraão. Esta linhagem demonstra a fidelidade de Deus em preservar um remanescente piedoso e a semente da promessa, mesmo em meio à apostasia generalizada. É um registro da continuidade da graça divina, preparando o cenário para a história da salvação.
Versículos 27-32
A Família de Terá e o Início da Jornada
A narrativa se concentra na família de Terá, pai de Abrão, Naor e Harã. Harã morre em Ur dos caldeus, sua terra natal, antes de seu pai. Terá, junto com Abrão, Ló (filho de Harã) e Sarai (esposa de Abrão), parte de Ur com a intenção de ir para a terra de Canaã. No entanto, eles se estabelecem em Harã, onde Terá morre. Este movimento inicial, embora incompleto, prefigura a jornada de fé que Abrão empreenderia, marcando o início da história patriarcal.
Temas
Referências cruzadas
Adaptado de Matthew Henry's Commentary on the Whole Bible (domínio público)
Minhas anotações
Guarde percepções, decisões e orações ligadas a Gênesis 11.
Último salvamento: Ainda não salvo