Video de apoio: Isaías
Material recomendado para complementar a leitura do capitulo.
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Visao geral de Isaias para apoiar a leitura com contexto literario e teologico.
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1Agora cantarei ao meu amado o cântico do meu querido a respeito da sua vinha. O meu amado tem uma vinha num outeiro fértil.
2E cercou-a, e limpando-a das pedras, plantou-a de excelentes vides; e edificou no meio dela uma torre, e também construiu nela um lagar; e esperava que desse uvas boas, porém deu uvas bravas.
3Agora, pois, ó moradores de Jerusalém, e homens de Judá, julgai, vos peço, entre mim e a minha vinha.
4Que mais se podia fazer à minha vinha, que eu lhe não tenha feito? Por que, esperando eu que desse uvas boas, veio a dar uvas bravas?
5Agora, pois, vos farei saber o que eu hei de fazer à minha vinha: tirarei a sua sebe, para que sirva de pasto; derrubarei a sua parede, para que seja pisada;
6E a tornarei em deserto; não será podada nem cavada; porém crescerão nela sarças e espinheiros; e às nuvens darei ordem que não derramem chuva sobre ela.
7Porque a vinha do Senhor dos Exércitos é a casa de Israel, e os homens de Judá são a planta das suas delícias; e esperou que exercesse juízo, e eis aqui opressão; justiça, e eis aqui clamor.
8Ai dos que ajuntam casa a casa, reúnem campo a campo, até que não haja mais lugar, e fiquem como únicos moradores no meio da terra!
9A meus ouvidos disse o Senhor dos Exércitos: Em verdade que muitas casas ficarão desertas, e até as grandes e excelentes sem moradores.
10E dez jeiras de vinha não darão mais do que um bato; e um ômer de semente não dará mais do que um efa.
11Ai dos que se levantam pela manhã, e seguem a bebedice; e continuam até à noite, até que o vinho os esquente!
12E harpas e alaúdes, tamboris e gaitas, e vinho há nos seus banquetes; e não olham para a obra do Senhor, nem consideram as obras das suas mãos.
13Portanto o meu povo será levado cativo, por falta de entendimento; e os seus nobres terão fome, e a sua multidão se secará de sede.
14Portanto o inferno grandemente se alargou, e se abriu a sua boca desmesuradamente; e para lá descerão o seu esplendor, e a sua multidão, e a sua pompa, e os que entre eles se alegram.
15Então o plebeu se abaterá, e o nobre se humilhará; e os olhos dos altivos se humilharão.
16Porém o Senhor dos Exércitos será exaltado em juízo; e Deus, o Santo, será santificado em justiça.
17Então os cordeiros pastarão como de costume, e os estranhos comerão dos lugares devastados pelos gordos.
18Ai dos que puxam a iniqüidade com cordas de vaidade, e o pecado com tirantes de carro!
19E dizem: Avie-se, e acabe a sua obra, para que a vejamos; e aproxime-se e venha o conselho do Santo de Israel, para que o conheçamos.
20Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!
21Ai dos que são sábios a seus próprios olhos, e prudentes diante de si mesmos!
22Ai dos que são poderosos para beber vinho, e homens de poder para misturar bebida forte;
23Dos que justificam ao ímpio por suborno, e aos justos negam a justiça!
24Por isso, como a língua de fogo consome a palha, e o restolho se desfaz pela chama, assim será a sua raiz como podridão, e a sua flor se esvaecerá como pó; porquanto rejeitaram a lei do Senhor dos Exércitos, e desprezaram a palavra do Santo de Israel.
25Por isso se acendeu a ira do Senhor contra o seu povo, e estendeu a sua mão contra ele, e o feriu, de modo que as montanhas tremeram, e os seus cadáveres se fizeram como lixo no meio das ruas; com tudo isto não tornou atrás a sua ira, mas a sua mão ainda está estendida.
26E ele arvorará o estandarte para as nações de longe, e lhes assobiará para que venham desde a extremidade da terra; e eis que virão apressurada e ligeiramente.
27Não haverá entre eles cansado, nem quem tropece; ninguém tosquenejará nem dormirá; não se lhe desatará o cinto dos seus lombos, nem se lhe quebrará a correia dos seus sapatos.
28As suas flechas serão agudas, e todos os seus arcos retesados; os cascos dos seus cavalos são reputados como pederneiras, e as rodas dos seus carros como redemoinho.
29O seu rugido será como o do leão; rugirão como filhos de leão; sim, rugirão e arrebatarão a presa, e a levarão, e não haverá quem a livre.
30E bramarão contra eles naquele dia, como o bramido do mar; então olharão para a terra, e eis que só verão trevas e ânsia, e a luz se escurecerá nos céus.
Comentário de Estudo
Neste capítulo, o profeta Isaías, em nome de Deus, confronta o povo de Israel e Judá com suas transgressões. Através da parábola da vinha, Deus revela o cuidado amoroso que dedicou à sua nação escolhida e a profunda decepção com a falta de frutos esperados. O texto prossegue detalhando uma série de pecados sociais e morais que prevaleciam, como a avareza, a devassidão e a perversão da justiça. Em resposta a essa infidelidade, são anunciados severos juízos divinos, alertando para a desolação e a invasão estrangeira como consequência. O capítulo serve como um poderoso chamado ao arrependimento e um lembrete da responsabilidade de viver de acordo com a graça recebida.
Versículos 1-7
A Parábola da Vinha Infrutífera
Deus, como o "Bem-amado", canta uma canção sobre sua vinha, Israel, que foi plantada em um monte fértil com a melhor videira. Ele a cercou, limpou as pedras, construiu uma torre e fez um lagar, provendo tudo para que produzisse boas uvas. Contudo, a vinha produziu apenas "uvas bravas", simbolizando a decepção de Deus com a injustiça e a opressão de seu povo. Deus então apela aos habitantes de Jerusalém para que julguem entre Ele e sua vinha, questionando o que mais poderia ter sido feito. Como resultado da ingratidão e da falta de frutos, Deus declara que removerá a cerca, deixará a vinha ser devastada e comandará as nuvens para que não chovam sobre ela. Esta parábola é uma poderosa alegoria do cuidado divino e da falha humana em corresponder à graça.
Versículos 8-10
Avareza e Acúmulo de Riquezas
O profeta denuncia a avareza e a ganância desenfreada, onde os ricos acumulam terras e casas, deixando os pobres sem lugar para morar. Essa busca insaciável por bens materiais leva à opressão e à injustiça social, concentrando a riqueza nas mãos de poucos. Deus pronuncia um juízo sobre essa cobiça, prometendo que as grandes propriedades e casas luxuosas se tornarão desoladas e improdutivas. As colheitas serão escassas, e o trabalho árduo resultará em pouco, simbolizando a esterilidade que a ganância traz. Este trecho ressalta a importância da justiça econômica e a condenação divina à exploração e ao egoísmo.
Versículos 11-17
Devassidão, Embriaguez e Cativeiro
Isaías condena aqueles que se entregam à devassidão, buscando prazer em banquetes e bebidas desde cedo até tarde da noite, sem considerar as obras de Deus. Eles ignoram a providência divina e os sinais de sua mão, vivendo em um ciclo de festas e embriaguez. Como consequência dessa negligência espiritual e moral, o povo será levado ao cativeiro, e seus nobres sofrerão fome e sede. A glória dos poderosos será humilhada, e o inferno abrirá sua boca para receber a multidão que perecerá. Este juízo demonstra que a indiferença a Deus e a busca desenfreada por prazer trazem ruína e desgraça.
Versículos 18-21
Desafio à Justiça Divina e Confusão Moral
O profeta adverte aqueles que arrastam a iniquidade com cordas de vaidade e o pecado como com tirantes de carro, desafiando a Deus a acelerar seu juízo. Eles zombam da justiça divina, pedindo que a obra de Deus se apresse para que a vejam, mostrando total desprezo pela santidade. Pior ainda, são condenados aqueles que chamam o mal de bem e o bem de mal, trocando as trevas pela luz e a luz pelas trevas, e o amargo pelo doce. Essa inversão de valores morais corrompe a consciência e destrói os fundamentos da sociedade. Também são repreendidos os que são sábios aos seus próprios olhos e prudentes em seu próprio conceito, demonstrando arrogância e autossuficiência espiritual.
Versículos 22-30
Corrupção da Justiça e o Juízo Implacável
A condenação se estende aos que são "valentes para beber vinho" e "homens fortes para misturar bebida forte", mas que pervertem a justiça. Eles absolvem o culpado por suborno e tiram o direito do justo, mostrando uma profunda corrupção no sistema legal e moral. Por causa desses pecados, a ira de Deus se acende, e o povo será consumido como a palha pelo fogo, e suas raízes apodrecerão. Deus levantará uma nação distante e poderosa para invadir Israel, vindo com grande velocidade e força, sem cansaço ou sono. Essa invasão trará escuridão, angústia e desespero, simbolizando o juízo final e inescapável de Deus sobre a nação rebelde.
Temas
Referências cruzadas
Adaptado de Matthew Henry's Commentary on the Whole Bible (domínio público)
Minhas anotações
Guarde percepções, decisões e orações ligadas a Isaías 5.
Último salvamento: Ainda não salvo