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Isaías 59

Isaías · Capítulo 59 · 21 versículos

ACF · Almeida Corrigida Fiel

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Video de apoio: Isaías

Material recomendado para complementar a leitura do capitulo.

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Visao geral de Isaias para apoiar a leitura com contexto literario e teologico.

Credito: BibleProject. Este video e incorporado diretamente do YouTube.

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1Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem agravado o seu ouvido, para não poder ouvir.

2Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça.

3Porque as vossas mãos estão contaminadas de sangue, e os vossos dedos de iniqüidade; os vossos lábios falam falsidade, a vossa língua pronuncia perversidade.

4Ninguém há que clame pela justiça, nem ninguém que compareça em juízo pela verdade; confiam na vaidade, e falam mentiras; concebem o mal, e dão à luz a iniqüidade.

5Chocam ovos de basilisco, e tecem teias de aranha; o que comer dos ovos deles, morrerá; e, quebrando-os, sairá uma víbora.

6As suas teias não prestam para vestes nem se poderão cobrir com as suas obras; as suas obras são obras de iniqüidade, e obra de violência há nas suas mãos.

7Os seus pés correm para o mal, e se apressam para derramarem o sangue inocente; os seus pensamentos são pensamentos de iniqüidade; destruição e quebrantamento há nas suas estradas.

8Não conhecem o caminho da paz, nem há justiça nos seus passos; fizeram para si veredas tortuosas; todo aquele que anda por elas não tem conhecimento da paz.

9Por isso o juízo está longe de nós, e a justiça não nos alcança; esperamos pela luz, e eis que só há trevas; pelo resplendor, mas andamos em escuridão.

10Apalpamos as paredes como cegos, e como os que não têm olhos andamos apalpando; tropeçamos ao meio-dia como nas trevas, e nos lugares escuros como mortos.

11Todos nós bramamos como ursos, e continuamente gememos como pombas; esperamos pelo juízo, e não o há; pela salvação, e está longe de nós.

12Porque as nossas transgressões se multiplicaram perante ti, e os nossos pecados testificam contra nós; porque as nossas transgressões estão conosco, e conhecemos as nossas iniqüidades;

13Como o prevaricar, e mentir contra o Senhor, e o desviarmo-nos do nosso Deus, o falar de opressão e rebelião, o conceber e proferir do coração palavras de falsidade.

14Por isso o direito se tornou atrás, e a justiça se pôs de longe; porque a verdade anda tropeçando pelas ruas, e a eqüidade não pode entrar.

15Sim, a verdade desfalece, e quem se desvia do mal arrisca-se a ser despojado; e o Senhor viu, e pareceu mal aos seus olhos que não houvesse justiça.

16E vendo que ninguém havia, maravilhou-se de que não houvesse um intercessor; por isso o seu próprio braço lhe trouxe a salvação, e a sua própria justiça o susteve.

17Pois vestiu-se de justiça, como de uma couraça, e pôs o capacete da salvação na sua cabeça, e por vestidura pôs sobre si vestes de vingança, e cobriu-se de zelo, como de um manto.

18Conforme forem as obras deles, assim será a sua retribuição, furor aos seus adversários, e recompensa aos seus inimigos; às ilhas dará ele a sua recompensa.

19Então temerão o nome do Senhor desde o poente, e a sua glória desde o nascente do sol; vindo o inimigo como uma corrente de águas, o Espírito do Senhor arvorará contra ele a sua bandeira.

20E virá um Redentor a Sião e aos que em Jacó se converterem da transgressão, diz o Senhor.

21Quanto a mim, esta é a minha aliança com eles, diz o Senhor: o meu espírito, que está sobre ti, e as minhas palavras, que pus na tua boca, não se desviarão da tua boca nem da boca da tua descendência, nem da boca da descendência da tua descendência, diz o Senhor, desde agora e para todo o sempre.

Comentário de Estudo

Matthew Henry introduz Isaías 59 destacando a profunda pecaminosidade humana e a abundante graça divina. O capítulo revela como as iniquidades do povo impediram as bênçãos de Deus e atraíram Seus juízos. Contudo, em meio à escuridão do pecado, a promessa de um Redentor e da intervenção divina para a salvação é firmemente estabelecida. A mensagem serve como um espelho para a corrupção geral da humanidade e um farol para a esperança em Cristo, conforme aplicado em Romanos 3 e 11.

Versículos 1-2

A Iniquidade como Barreira entre Deus e o Homem

O profeta Isaías começa refutando a ideia de que Deus seria incapaz de salvar ou de ouvir as orações. A mão do Senhor não está encolhida, nem Seu ouvido pesado; Ele permanece todo-poderoso e atento. A verdadeira razão para a ausência de salvação e a falta de resposta divina reside nas iniquidades do povo. Seus pecados criaram uma separação entre eles e Deus, escondendo o rosto divino e impedindo que suas súplicas fossem ouvidas. É um lembrete solene de que o pecado é o grande obstáculo à comunhão com o Criador.

Versículos 3-8

A Profundidade da Corrupção Humana

Isaías detalha a extensão da depravação moral do povo, começando pelos pensamentos e se manifestando em palavras e ações. Suas mãos estavam manchadas de sangue e seus dedos de iniquidade, enquanto seus lábios proferiam mentiras e suas línguas murmuravam perversidade. Ninguém clamava por justiça ou defendia a verdade, confiando na vaidade e concebendo o mal. Seus pensamentos eram de iniquidade, e seus pés se apressavam para o mal e para derramar sangue inocente. Eles teciam teias de aranha e chocavam ovos de víbora, produzindo apenas obras de iniquidade e violência, desconhecendo o caminho da paz.

Versículos 9-11

As Consequências do Pecado e o Clamor por Luz

Diante de tal pecaminosidade, o povo experimentava as amargas consequências dos juízos divinos. A justiça estava distante, e a salvação parecia inatingível, como se estivessem tateando na escuridão. Eles esperavam por luz, mas encontravam trevas; por clareza, mas andavam em sombras. Lamentavam como ursos e gemiam como pombas, reconhecendo que suas transgressões eram muitas e que a justiça não os alcançava. Esta seção reflete o desespero de uma nação que colhe os frutos amargos de sua própria rebelião.

Versículos 12-15

Confissão de Pecados e a Ausência de Retidão

O profeta continua a expor a gravidade dos pecados que provocaram a ira de Deus, e o próprio povo é levado a confessar suas transgressões. Eles reconhecem que se rebelaram contra o Senhor, praticaram opressão e traição, e proferiram palavras falsas e enganosas. A verdade havia desaparecido da praça pública, e a retidão não podia ser encontrada. Quem se afastava do mal era alvo de pilhagem, mostrando a completa inversão dos valores morais e a ausência de qualquer temor a Deus na sociedade.

Versículos 16-19

A Intervenção Divina em Favor da Justiça

Vendo que não havia ninguém para intervir e que a justiça estava ausente, o próprio Senhor se indigna e decide agir. Ele se arma com a justiça como couraça e a salvação como capacete, pronto para retribuir a cada um conforme suas obras. Sua intervenção não depende da bondade humana, mas de Sua própria natureza justa e santa. Ele virá como um rio impetuoso, e Seu nome será temido desde o ocidente até o oriente, manifestando Seu poder e soberania sobre todas as nações.

Versículos 20-21

O Redentor e a Aliança Eterna

Apesar da profunda pecaminosidade, o capítulo culmina com uma gloriosa promessa de redenção. O Redentor virá a Sião, para aqueles que se arrependem e se desviam da transgressão em Jacó. Esta promessa aponta para Cristo, que traz salvação e estabelece uma nova aliança. O Espírito do Senhor e Suas palavras estarão sobre o povo e sobre sua descendência para sempre, garantindo uma aliança eterna de graça e verdade. É uma visão de esperança e restauração, onde a misericórdia de Deus prevalece sobre o juízo.

Temas

As Consequências do PecadoA Justiça e Santidade de DeusA Depravação HumanaA Soberania e Intervenção DivinaA Promessa do RedentorA Fidelidade da Aliança de Deus

Referências cruzadas

Romanos 3:15Romanos 11:26Jeremias 5:25Salmos 66:18Tiago 1:15Provérbios 30:28

Adaptado de Matthew Henry's Commentary on the Whole Bible (domínio público)

Minhas anotações

Guarde percepções, decisões e orações ligadas a Isaías 59.

Último salvamento: Ainda não salvo

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