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Jeremias 14

Jeremias · Capítulo 14 · 22 versículos

ACF · Almeida Corrigida Fiel

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Video de apoio: Jeremias

Material recomendado para complementar a leitura do capitulo.

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Visao geral de Jeremias para apoiar a leitura com contexto literario e teologico.

Credito: BibleProject. Este video e incorporado diretamente do YouTube.

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1A palavra do SENHOR, que veio a Jeremias, a respeito da grande seca.

2Anda chorando Judá, e as suas portas estão enfraquecidas; andam de luto até ao chão, e o clamor de Jerusalém vai subindo.

3E os seus mais ilustres enviam os seus pequenos a buscar água; vão às cisternas, e não acham água; voltam com os seus cântaros vazios; envergonham-se e confundem-se, e cobrem as suas cabeças.

4Por causa da terra que se fendeu, porque não há chuva sobre a terra, os lavradores se envergonham e cobrem as suas cabeças.

5Porque até as cervas no campo têm as suas crias, e abandonam seus filhos, porquanto não há erva.

6E os jumentos monteses se põem nos lugares altos, sorvem o vento como os chacais; desfalecem os seus olhos, porquanto não há erva.

7Posto que as nossas maldades testificam contra nós, ó Senhor, age por amor do teu nome; porque as nossas rebeldias se multiplicaram; contra ti pecamos.

8Ó esperança de Israel, e Redentor seu no tempo da angústia, por que serias como um estrangeiro na terra e como o viandante que se retira a passar a noite?

9Por que serias como homem surpreendido, como poderoso que não pode livrar? Mas tu estás no meio de nós, ó Senhor, e nós somos chamados pelo teu nome; não nos desampares.

10Assim diz o Senhor, acerca deste povo: Pois que tanto gostaram de andar errantes, e não retiveram os seus pés, por isso o Senhor não se agrada deles, mas agora se lembrará da iniqüidade deles, e visitará os seus pecados.

11Disse-me mais o Senhor: Não rogues por este povo para seu bem.

12Quando jejuarem, não ouvirei o seu clamor, e quando oferecerem holocaustos e ofertas de alimentos, não me agradarei deles; antes eu os consumirei pela espada, e pela fome e pela peste.

13Então disse eu: Ah! Senhor DEUS, eis que os profetas lhes dizem: Não vereis espada, e não tereis fome; antes vos darei paz verdadeira neste lugar.

14E disse-me o Senhor: Os profetas profetizam falsamente no meu nome; nunca os enviei, nem lhes dei ordem, nem lhes falei; visão falsa, e adivinhação, e vaidade, e o engano do seu coração é o que eles vos profetizam.

15Portanto assim diz o Senhor acerca dos profetas que profetizam no meu nome, sem que eu os tenha mandado, e que dizem: Nem espada, nem fome haverá nesta terra: À espada e à fome, serão consumidos esses profetas.

16E o povo a quem eles profetizam será lançado nas ruas de Jerusalém, por causa da fome e da espada; e não haverá quem os sepultem, tanto a eles, como as suas mulheres, e os seus filhos e as suas filhas; porque derramarei sobre eles a sua maldade.

17Portanto lhes dirás esta palavra: Os meus olhos derramem lágrimas de noite e de dia, e não cessem; porque a virgem, filha do meu povo, está gravemente ferida, de chaga mui dolorosa.

18Se eu saio ao campo, eis ali os mortos à espada, e, se entro na cidade, estão ali os debilitados pela fome; e até os profetas e os sacerdotes percorrem uma terra, que não conhecem.

19Porventura já de todo rejeitaste a Judá? Ou repugna a tua alma a Sião? Por que nos feriste de tal modo que já não há cura para nós? Aguardamos a paz, e não aparece o bem; e o tempo da cura, e eis aqui turbação.

20Ah! Senhor! conhecemos a nossa impiedade e a maldade de nossos pais; porque pecamos contra ti.

21Não nos rejeites por amor do teu nome; não abatas o trono da tua glória; lembra-te, e não anules a tua aliança conosco.

22Porventura há, entre as vaidades dos gentios, alguém que faça chover? Ou podem os céus dar chuvas? Não és tu, ó Senhor nosso Deus? Portanto em ti esperamos, pois tu fazes todas estas coisas.

Comentário de Estudo

O capítulo 14 de Jeremias descreve uma severa seca que assolou Judá, servindo como um poderoso juízo divino. Essa calamidade, que começou no reinado de Josias e persistiu no de Jeoaquim, era um alerta para a necessidade urgente de arrependimento. Através da linguagem da natureza e da oração do profeta, Deus confronta a nação com suas iniquidades. O texto revela a profundidade do sofrimento e a recusa divina em intervir devido à persistência do povo no pecado.

Versículos 1-6

A Desolação da Seca em Judá

O profeta Jeremias inicia o capítulo descrevendo a devastadora seca que assola Judá. A terra chora, as cidades definham e até os nobres enviam seus servos em busca de água, apenas para retornarem com vasos vazios e corações envergonhados. Os lavradores, incapazes de arar a terra rachada, cobrem suas cabeças em desespero. A calamidade é tão profunda que até as corças abandonam seus filhotes recém-nascidos por falta de pasto, e os jumentos selvagens buscam o ar nas alturas, com os olhos falhando pela sede.

Versículos 7-9

A Súplica do Profeta por Misericórdia

Diante de tamanha aflição, o profeta eleva uma oração sincera a Deus, confessando humildemente os pecados da nação. Ele reconhece que as iniquidades de Judá testificam contra eles, mas apela à fidelidade e ao nome do Senhor. Jeremias questiona por que o "Esperança de Israel" e "Salvador em tempo de angústia" agiria como um estranho na terra. Ele clama para que Deus não os abandone, lembrando que o Senhor está no meio deles e são chamados pelo Seu nome.

Versículos 10-12

O Juízo Divino e a Recusa de Intercessão

Em resposta à súplica, o Senhor revela a Jeremias que não aceitará a intercessão em favor de um povo que se desviou tanto. Deus declara que se lembra da maldade de Judá e que não ouvirá seus clamores, nem aceitará seus sacrifícios. A nação havia se entregado à idolatria e à apostasia, e por isso, o juízo da espada, da fome e da peste os alcançaria. A recusa divina em perdoar demonstra a seriedade do pecado e a necessidade de um arrependimento genuíno.

Versículos 13-16

A Advertência Contra os Falsos Profetas

Jeremias, em sua compaixão, tenta justificar o povo, argumentando que foram enganados por falsos profetas que lhes prometiam paz e prosperidade. Contudo, o Senhor condena veementemente esses enganadores, que profetizavam mentiras em Seu nome, sem terem sido enviados. Deus decreta que esses falsos profetas pereceriam pela espada e pela fome. Além disso, aqueles que os ouviam e se deixavam enganar também sofreriam as consequências, sendo lançados nas ruas de Jerusalém sem sepultura.

Versículos 17-22

O Lamento do Profeta e a Esperança em Deus

Apesar da ordem divina para não interceder, mas apenas lamentar a sorte do povo, Jeremias continua a derramar seu coração em oração. Ele expressa sua profunda tristeza e dor pela destruição e sofrimento de Judá, chorando amargamente pela calamidade que se abateu sobre a nação. Mesmo diante da recusa de Deus em ouvir, o profeta não desiste, mas apela à aliança e à fidelidade do Senhor, clamando por restauração e perdão, reconhecendo que somente em Deus há esperança.

Temas

Juízo Divino e Consequências do PecadoA Necessidade de ArrependimentoA Intercessão e o Lamento ProféticoO Perigo dos Falsos ProfetasA Soberania de Deus sobre a NaturezaA Esperança na Misericórdia Divina

Referências cruzadas

Deuteronômio 28:23-241 Reis 18:5-6Oséias 2:11-12Lamentações 4:8Ezequiel 14:13-14Amós 4:7-8

Adaptado de Matthew Henry's Commentary on the Whole Bible (domínio público)

Minhas anotações

Guarde percepções, decisões e orações ligadas a Jeremias 14.

Último salvamento: Ainda não salvo

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