Video de apoio: Jeremias
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Visao geral de Jeremias para apoiar a leitura com contexto literario e teologico.
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No princípio do reinado de Jeoiaquim, filho de Josias, rei de Judá, veio esta palavra do SENHOR, dizendo:
Assim diz o Senhor: Põe-te no átrio da casa do Senhor e dize a todas as cidades de Judá, que vêm adorar na casa do Senhor, todas as palavras que te mandei que lhes dissesses; não omitas nenhuma palavra.
Bem pode ser que ouçam, e se convertam cada um do seu mau caminho, e eu me arrependa do mal que intento fazer-lhes por causa da maldade das suas ações.
Dize-lhes pois: Assim diz o Senhor: Se não me derdes ouvidos para andardes na minha lei, que pus diante de vós,
Para que ouvísseis as palavras dos meus servos, os profetas, que eu vos envio, madrugando e enviando, mas não ouvistes;
Então farei que esta casa seja como Siló, e farei desta cidade uma maldição para todas as nações da terra.
Os sacerdotes, e os profetas, e todo o povo, ouviram a Jeremias, falando estas palavras na casa do Senhor.
E sucedeu que, acabando Jeremias de dizer tudo quanto o Senhor lhe havia ordenado que dissesse a todo o povo, pegaram nele os sacerdotes, e os profetas, e todo o povo, dizendo: Certamente morrerás,
Por que profetizaste no nome do Senhor, dizendo: Como Siló será esta casa, e esta cidade será assolada, de sorte que não fique nenhum morador nela? E ajuntou-se todo o povo contra Jeremias, na casa do Senhor.
E, ouvindo os príncipes de Judá estas palavras, subiram da casa do rei à casa do Senhor, e se assentaram à entrada da porta nova do Senhor.
Então falaram os sacerdotes e os profetas aos príncipes e a todo o povo, dizendo: Este homem é réu de morte, porque profetizou contra esta cidade, como ouvistes com os vossos ouvidos.
E falou Jeremias a todos os príncipes e a todo o povo, dizendo: O Senhor me enviou a profetizar contra esta casa, e contra esta cidade, todas as palavras que ouvistes.
Agora, pois, melhorai os vossos caminhos e as vossas ações, e ouvi a voz do Senhor vosso Deus, e arrepender-se-á o Senhor do mal que falou contra vós.
Quanto a mim, eis que estou nas vossas mãos; fazei de mim conforme o que for bom e reto aos vossos olhos.
Sabei, porém, com certeza que, se me matardes, trareis sangue inocente sobre vós, e sobre esta cidade, e sobre os seus habitantes; porque, na verdade, o Senhor me enviou a vós, para dizer aos vossos ouvidos todas estas palavras.
Então disseram os príncipes, e todo o povo aos sacerdotes e aos profetas: Este homem não é réu de morte, porque em nome do Senhor, nosso Deus, nos falou.
Também se levantaram alguns homens dentre os anciãos da terra, e falaram a toda a congregação do povo, dizendo:
Miquéias, o morastita, profetizou nos dias de Ezequias, rei de Judá, e falou a todo o povo de Judá, dizendo: Assim disse o Senhor dos Exércitos: Sião será lavrada como um campo, e Jerusalém se tornará em montões de pedras, e o monte desta casa como os altos de um bosque.
Mataram-no, porventura, Ezequias, rei de Judá, e todo o Judá? Antes não temeu ao Senhor, e não implorou o favor do Senhor? E o Senhor não se arrependeu do mal que falara contra eles? Nós fazemos um grande mal contra as nossas almas.
Também houve outro homem que profetizava em nome do Senhor, a saber: Urias, filho de Semaías de Quiriate-Jearim, o qual profetizou contra esta cidade, e contra esta terra, conforme todas as palavras de Jeremias.
E, ouvindo o rei Jeoiaquim, e todos os seus poderosos e todos os príncipes, as suas palavras, procurou o rei matá-lo; mas ouvindo isto, Urias temeu e fugiu, e foi para o Egito;
Mas o rei Jeoiaquim enviou alguns homens ao Egito, a saber: Elnatã, filho de Acbor, e outros homens com ele, ao Egito.
Os quais tiraram a Urias do Egito, e o trouxeram ao rei Jeoiaquim, que o feriu à espada, e lançou o seu cadáver nas sepulturas dos filhos do povo.
Porém a mão de Aicão, filho de Safã, foi com Jeremias, para que o não entregassem na mão do povo, para ser morto.
Comentário de Estudo
Jeremias 26 narra a pregação corajosa do profeta em Jerusalém, onde ele advertiu o povo sobre a destruição iminente do templo e da cidade, caso não se arrependessem. Sua mensagem provocou a ira dos sacerdotes e falsos profetas, que exigiram sua morte. Contudo, a intervenção dos príncipes e anciãos, e a firme defesa de Jeremias, resultaram em sua libertação. Este capítulo destaca a fidelidade profética e a providência divina em meio à perseguição, contrastando com o destino trágico de outro profeta, Urias.
Versículos 1-6
A Mensagem de Advertência e o Chamado ao Arrependimento
Jeremias recebe a ordem divina de pregar no pátio do templo, sem omitir uma única palavra, durante o reinado de Jeoaquim. Ele deveria advertir todas as cidades de Judá que, se não se arrependessem de seus maus caminhos, Deus traria sobre eles o mal que havia planejado. A mensagem era clara: a obediência à lei e aos profetas resultaria no desvio do juízo, mas a persistência na desobediência faria com que o templo e a cidade se tornassem como Siló, um lugar de maldição. Deus, em sua misericórdia, desejava que o povo se voltasse para Ele, evitando a destruição.
Versículos 7-11
A Reação Hostil e a Acusação de Morte
Após Jeremias proferir a mensagem do Senhor, os sacerdotes, os falsos profetas e o povo o prenderam, exigindo sua morte. Eles o acusaram de profetizar contra o templo e a cidade, declarando que seriam como Siló e ficariam desolados. A multidão se reuniu contra Jeremias na casa do Senhor, demonstrando a intensidade da oposição. Ao ouvir o tumulto, os príncipes de Judá subiram do palácio real e se sentaram à entrada da Porta Nova do templo para julgar o caso. Os sacerdotes e profetas então apresentaram formalmente sua acusação aos príncipes e ao povo, afirmando que Jeremias era digno de morte por suas palavras.
Versículos 12-15
A Corajosa Defesa de Jeremias
Diante dos príncipes e de todo o povo, Jeremias defendeu-se com bravura, afirmando que o Senhor o havia enviado para profetizar contra o templo e a cidade todas as palavras que haviam ouvido. Ele não se retratou, mas reiterou o chamado ao arrependimento, exortando-os a emendar seus caminhos e obedecer à voz do Senhor, para que Deus se arrependesse do mal que havia pronunciado. O profeta declarou que estava em suas mãos para fazerem o que lhes parecesse bom e justo. Contudo, ele os advertiu solenemente que, se o matassem, trariam sangue inocente sobre si mesmos, sobre a cidade e seus habitantes, pois, de fato, o Senhor o havia enviado para lhes falar aquelas palavras.
Versículos 16-19
A Intervenção dos Príncipes e a Libertação do Profeta
Os príncipes e todo o povo, ao ouvirem a defesa de Jeremias, decidiram que ele não era digno de morte. Eles argumentaram que o profeta havia falado em nome do Senhor, seu Deus, e que matá-lo seria um erro grave. Alguns dos anciãos da terra se levantaram e lembraram o precedente do profeta Miqueias, que profetizou a destruição de Jerusalém nos dias do rei Ezequias. Ezequias e todo o Judá não o mataram, mas temeram ao Senhor e buscaram seu favor, e o Senhor se arrependeu do mal que havia pronunciado. Assim, a prudência dos príncipes e a memória histórica do povo prevaleceram, e Jeremias foi protegido e libertado da mão daqueles que queriam matá-lo.
Versículos 20-24
O Contraste: Urias e a Proteção Divina a Jeremias
O capítulo apresenta um contraste marcante com a história de Urias, outro profeta que também profetizou contra Jerusalém e Judá em nome do Senhor. O rei Jeoaquim buscou matá-lo, e Urias fugiu para o Egito, mas foi perseguido, capturado e trazido de volta para ser executado pelo rei. Seu corpo foi jogado em sepulturas comuns, sem honra. No entanto, Jeremias foi protegido pela influência de Aicão, filho de Safã, que o impediu de ser entregue nas mãos do povo para ser morto. Este episódio demonstra a soberania de Deus em proteger seus servos, mesmo em circunstâncias perigosas, e a diferença de destinos que Ele pode orquestrar.
Temas
Referências cruzadas
Adaptado de Matthew Henry's Commentary on the Whole Bible (domínio público)
Minhas anotações
Guarde percepções, decisões e orações ligadas a Jeremias 26.
Último salvamento: Ainda não salvo