Video de apoio: Jeremias
Material recomendado para complementar a leitura do capitulo.
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Visao geral de Jeremias para apoiar a leitura com contexto literario e teologico.
Credito: BibleProject. Este video e incorporado diretamente do YouTube.
1Naquele tempo, diz o SENHOR, serei o Deus de todas as famílias de Israel, e elas serão o meu povo.
2Assim diz o Senhor: O povo dos que escaparam da espada achou graça no deserto. Israel mesmo, quando eu o fizer descansar.
3Há muito que o Senhor me apareceu, dizendo: Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí.
4Ainda te edificarei, e serás edificada, ó virgem de Israel! Ainda serás adornada com os teus tamboris, e sairás nas danças dos que se alegram.
5Ainda plantarás vinhas nos montes de Samaria; os plantadores as plantarão e comerão como coisas comuns.
6Porque haverá um dia em que gritarão os vigias sobre o monte de Efraim: Levantai-vos, e subamos a Sião, ao Senhor nosso Deus.
7Porque assim diz o Senhor: Cantai sobre Jacó com alegria, e exultai por causa do chefe das nações; proclamai, cantai louvores, e dizei: Salva, Senhor, ao teu povo, o restante de Israel.
8Eis que os trarei da terra do norte, e os congregarei das extremidades da terra; entre os quais haverá cegos e aleijados, grávidas e as de parto juntamente; em grande congregação voltarão para aqui.
9Virão com choro, e com súplicas os levarei; guiá-los-ei aos ribeiros de águas, por caminho direito, no qual não tropeçarão, porque sou um pai para Israel, e Efraim é o meu primogênito.
10Ouvi a palavra do Senhor, ó nações, e anunciai-a nas ilhas longínquas, e dizei: Aquele que espalhou a Israel o congregará e o guardará, como o pastor ao seu rebanho.
11Porque o Senhor resgatou a Jacó, e o livrou da mão do que era mais forte do que ele.
12Assim que virão, e exultarão no alto de Sião, e correrão aos bens do Senhor, ao trigo, e ao mosto, e ao azeite, e aos cordeiros e bezerros; e a sua alma será como um jardim regado, e nunca mais andarão tristes.
13Então a virgem se alegrará na dança, como também os jovens e os velhos juntamente; e tornarei o seu pranto em alegria, e os consolarei, e lhes darei alegria em lugar de tristeza.
14E saciarei a alma dos sacerdotes com gordura, e o meu povo se fartará dos meus bens, diz o Senhor.
15Assim diz o Senhor: Uma voz se ouviu em Ramá, lamentação, choro amargo; Raquel chora seus filhos; não quer ser consolada quanto a seus filhos, porque já não existem.
16Assim diz o Senhor: Reprime a tua voz de choro, e as lágrimas de teus olhos; porque há galardão para o teu trabalho, diz o Senhor, pois eles voltarão da terra do inimigo.
17E há esperança quanto ao teu futuro, diz o Senhor, porque teus filhos voltarão para os seus termos.
18Bem ouvi eu que Efraim se queixava, dizendo: Castigaste-me e fui castigado, como novilho ainda não domado; converte-me, e converter-me-ei, porque tu és o Senhor meu Deus.
19Na verdade que, depois que me converti, tive arrependimento; e depois que fui instruído, bati na minha coxa; fiquei confuso, e também me envergonhei; porque suportei o opróbrio da minha mocidade.
20Não é Efraim para mim um filho precioso, criança das minhas delícias? Porque depois que falo contra ele, ainda me lembro dele solicitamente; por isso se comovem por ele as minhas entranhas; deveras me compadecerei dele, diz o Senhor.
21Levanta para ti sinais, faze para ti altos marcos, aplica o teu coração à vereda, ao caminho por onde andaste; volta, pois, ó virgem de Israel, regressa a estas tuas cidades.
22Até quando andarás errante, ó filha rebelde? Porque o Senhor criou uma coisa nova sobre a terra; uma mulher cercará a um homem.
23Assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Ainda dirão esta palavra na terra de Judá, e nas suas cidades, quando eu vos restaurar do seu cativeiro: O Senhor te abençoe, ó morada de justiça, ó monte de santidade!
24E nela habitarão Judá, e todas as suas cidades juntamente; como também os lavradores e os que pastoreiam o rebanho.
25Porque satisfiz a alma cansada, e toda a alma entristecida saciei.
26Nisto despertei, e olhei, e o meu sono foi doce para mim.
27Eis que dias vêm, diz o Senhor, em que semearei a casa de Israel, e a casa de Judá, com a semente de homens, e com a semente de animais.
28E será que, como velei sobre eles, para arrancar, e para derrubar, e para transtornar, e para destruir, e para afligir, assim velarei sobre eles, para edificar e para plantar, diz o Senhor.
29Naqueles dias nunca mais dirão: Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos se embotaram.
30Mas cada um morrerá pela sua iniqüidade; de todo o homem que comer as uvas verdes os dentes se embotarão.
31Eis que dias vêm, diz o Senhor, em que farei uma aliança nova com a casa de Israel e com a casa de Judá.
32Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porque eles invalidaram a minha aliança apesar de eu os haver desposado, diz o Senhor.
33Mas esta é a aliança que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.
34E não ensinará mais cada um a seu próximo, nem cada um a seu irmão, dizendo: Conhecei ao Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o Senhor; porque lhes perdoarei a sua maldade, e nunca mais me lembrarei dos seus pecados.
35Assim diz o Senhor, que dá o sol para luz do dia, e as ordenanças da lua e das estrelas para luz da noite, que agita o mar, bramando as suas ondas; o Senhor dos Exércitos é o seu nome.
36Se falharem estas ordenanças de diante de mim, diz o Senhor, deixará também a descendência de Israel de ser uma nação diante de mim para sempre.
37Assim disse o Senhor: Se puderem ser medidos os céus lá em cima, e sondados os fundamentos da terra cá em baixo, também eu rejeitarei toda a descendência de Israel, por tudo quanto fizeram, diz o Senhor.
38Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que esta cidade será reedificada para o Senhor, desde a torre de Hananeel até à porta da esquina.
39E a linha de medir estender-se-á para diante dela, até ao outeiro de Garebe, e virar-se-á para Goa.
40E todo o vale dos cadáveres e da cinza, e todos os campos até ao ribeiro de Cedrom, até à esquina da porta dos cavalos para o oriente, serão consagrados ao Senhor; não se arrancará nem se derrubará mais eternamente.
Comentário de Estudo
Este capítulo prossegue com as palavras de conforto de Deus aos cativos, assegurando-lhes uma futura restauração à sua terra e uma renovada identidade nacional. Ele destaca o amor inabalável e a fidelidade divina, prometendo não apenas o retorno físico e a prosperidade, mas também uma profunda renovação espiritual através do Messias e de uma nova aliança. Essas promessas servem como um fundamento de esperança e alegria para o povo de Israel.
Versículos 1-9
A Restauração da Aliança e o Retorno Alegre
Deus reafirma Sua aliança com todas as famílias de Israel, prometendo ser seu Deus e restaurá-las. Ele recorda Sua graça no deserto, comparando o retorno do cativeiro à libertação do Egito, e assegura um amor eterno e inabalável. Israel será reconstruído e adornado, desfrutando de paz e prosperidade na terra, com plantações abundantes. O povo será reunido de todas as partes, incluindo os mais vulneráveis, e guiado com compaixão, como um pai a seu filho, para adorar em Sião.
Versículos 10-14
Alegria e Prosperidade na Terra Restaurada
O Senhor promete reunir Seu povo e guardá-lo como um pastor guarda seu rebanho, trazendo-os de volta com cânticos de alegria. Eles desfrutarão da bondade de Deus, com abundância de trigo, vinho, azeite e rebanhos, e suas almas serão como um jardim regado. Nunca mais desfalecerão, e a alegria e o consolo serão manifestos em todas as esferas da vida. Jovens e idosos participarão da celebração, pois Deus saciará a alma cansada e fartará a alma faminta.
Versículos 15-20
Consolo na Dor e o Arrependimento Sincero
Deus consola Raquel, que chora por seus filhos levados ao cativeiro, prometendo que sua dor terá fim e seus filhos retornarão de terras distantes. Ele ouve o lamento de Efraim, que se arrepende de seus caminhos errados e busca o perdão. O Senhor, com ternura, reconhece Efraim como Seu filho amado, demonstrando compaixão e misericórdia ao perdoar seu arrependimento sincero. Este é um convite à volta e à restauração da comunhão com Deus.
Versículos 21-30
Multiplicação e Crescimento do Povo de Deus
O Senhor exorta Israel a marcar o caminho de volta e a retornar à sua terra, prometendo uma nova criação onde a mulher rodeará o homem, simbolizando uma nova ordem e segurança. A terra de Judá e suas cidades serão novamente habitadas por lavradores e pastores. Deus promete semear a casa de Israel e a casa de Judá com semente de homens e de animais, e não mais os desarraigará, mas os edificará e plantará, garantindo prosperidade e estabilidade.
Versículos 31-34
A Nova Aliança e Suas Bênçãos Espirituais
O Senhor anuncia uma nova aliança, diferente daquela feita com seus pais, que eles quebraram. Esta nova aliança será escrita em seus corações, e Deus será seu Deus, e eles serão Seu povo. Não será mais necessário ensinar uns aos outros, pois todos, do menor ao maior, O conhecerão. Deus perdoará suas iniquidades e não se lembrará mais de seus pecados, estabelecendo uma relação íntima e transformadora baseada na graça.
Versículos 35-40
A Firmeza das Promessas e a Reconstrução de Jerusalém
Deus reafirma a permanência de Suas promessas, comparando-as à estabilidade das leis da natureza – o sol, a lua e as estrelas. Enquanto o sol e a lua existirem, a descendência de Israel jamais deixará de ser uma nação diante dEle. Como garantia dessas promessas, Jerusalém será reconstruída, desde a Torre de Hananeel até a Porta da Esquina. A cidade será santa ao Senhor e nunca mais será derrubada ou destruída, simbolizando a fidelidade eterna de Deus.
Temas
Referências cruzadas
Adaptado de Matthew Henry's Commentary on the Whole Bible (domínio público)
Conexões deste capítulo
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Último salvamento: Ainda não salvo