Video de apoio: Jeremias
Material recomendado para complementar a leitura do capitulo.
Assistir explicacao do BibleProject
Visao geral de Jeremias para apoiar a leitura com contexto literario e teologico.
Credito: BibleProject. Este video e incorporado diretamente do YouTube.
1A palavra que veio a Jeremias da parte do SENHOR, no ano décimo de Zedequias, rei de Judá, o qual foi o décimo oitavo de Nabucodonosor.
2Ora, nesse tempo o exército do rei de babilônia cercava Jerusalém; e Jeremias, o profeta, estava encerrado no pátio da guarda que estava na casa do rei de Judá;
3Porque Zedequias, rei de Judá, o tinha encerrado, dizendo: Por que profetizas tu, dizendo: Assim diz o SENHOR: Eis que entrego esta cidade na mão do rei de babilônia, e ele a tomará;
4E Zedequias, rei de Judá, não escapará das mãos dos caldeus; mas certamente será entregue na mão do rei de babilônia, e com ele falará boca a boca, e os seus olhos verão os dele;
5E ele levará Zedequias para babilônia, e ali estará, até que eu o visite, diz o SENHOR e, ainda que pelejeis contra os caldeus, não ganhareis?
6Disse, pois, Jeremias: Veio a mim a palavra do Senhor, dizendo:
7Eis que Hanameel, filho de Salum, teu tio, virá a ti dizendo: Compra para ti a minha herdade que está em Anatote, pois tens o direito de resgate para comprá-la.
8Veio, pois, a mim Hanameel, filho de meu tio, segundo a palavra do Senhor, ao pátio da guarda, e me disse: Compra agora a minha herdade que está em Anatote, na terra de Benjamim; porque teu é o direito de herança, e tens o resgate; compra-a para ti. Então entendi que isto era a palavra do Senhor.
9Comprei, pois, a herdade de Hanameel, filho de meu tio, a qual está em Anatote; e pesei-lhe o dinheiro, dezessete siclos de prata.
10E assinei a escritura, e selei-a, e fiz confirmar por testemunhas; e pesei-lhe o dinheiro numa balança.
11E tomei a escritura da compra, selada segundo a lei e os estatutos, e a cópia aberta.
12E dei a escritura da compra a Baruque, filho de Nerias, filho de Maaséias, na presença de Hanameel, filho de meu tio e na presença das testemunhas, que subscreveram a escritura da compra, e na presença de todos os judeus que se assentavam no pátio da guarda.
13E dei ordem a Baruque, na presença deles, dizendo:
14Assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Toma estas escrituras, este auto de compra, tanto a selada, como a aberta, e coloca-as num vaso de barro, para que se possam conservar muitos dias.
15Porque assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Ainda se comprarão casas, e campos, e vinhas nesta terra.
16E depois que dei a escritura da compra a Baruque, filho de Nerias, orei ao Senhor, dizendo:
17Ah Senhor DEUS! Eis que tu fizeste os céus e a terra com o teu grande poder, e com o teu braço estendido; nada há que te seja demasiado difícil;
18Tu que usas de benignidade com milhares, e retribuis a maldade dos pais ao seio dos filhos depois deles; o grande, o poderoso Deus cujo nome é o Senhor dos Exércitos;
19Grande em conselho, e magnífico em obras; porque os teus olhos estão abertos sobre todos os caminhos dos filhos dos homens, para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas obras;
20Tu puseste sinais e maravilhas na terra do Egito até ao dia de hoje, tanto em Israel, como entre os outros homens, e te fizeste um nome, o qual tu tens neste dia.
21E tiraste o teu povo Israel da terra do Egito, com sinais e com maravilhas, e com mão forte, e com braço estendido, e com grande espanto,
22E lhes deste esta terra, que juraste a seus pais que lhes havias de dar, terra que mana leite e mel.
23E entraram nela, e a possuíram, mas não obedeceram à tua voz, nem andaram na tua lei; tudo o que lhes mandaste que fizessem, eles não o fizeram; por isso ordenaste lhes sucedesse todo este mal.
24Eis aqui os valados; já vieram contra a cidade para tomá-la, e a cidade está entregue na mão dos caldeus, que pelejam contra ela, pela espada, pela fome e pela pestilência; e o que disseste se cumpriu, e eis aqui o estás presenciando.
25Contudo tu me disseste, ó Senhor DEUS: Compra para ti o campo por dinheiro, e faze que o confirmem testemunhas, embora a cidade já esteja entregue na mão dos caldeus.
26Então veio a palavra do Senhor a Jeremias, dizendo:
27Eis que eu sou o Senhor, o Deus de toda a carne; acaso haveria alguma coisa demasiado difícil para mim?
28Portanto assim diz o SENHOR: Eis que eu entrego esta cidade na mão dos caldeus, e na mão de Nabucodonosor, rei de babilônia, e ele a tomará.
29E os caldeus, que pelejam contra esta cidade, entrarão nela, e pôr-lhe-ão fogo, e queimarão, as casas sobre cujos terraços queimaram incenso a Baal e ofereceram libações a outros deuses, para me provocarem à ira.
30Porque os filhos de Israel e os filhos de Judá não fizeram senão mal aos meus olhos, desde a sua mocidade; porque os filhos de Israel nada fizeram senão provocar-me à ira com as obras das suas mãos, diz o Senhor.
31Porque para a minha ira e para o meu furor me tem sido esta cidade, desde o dia em que a edificaram, e até ao dia de hoje, para que a tirasse da minha presença;
32Por causa de toda a maldade dos filhos de Israel, e dos filhos de Judá, que fizeram, para me provocarem à ira, eles e os seus reis, os seus príncipes, os seus sacerdotes, e os seus profetas, como também os homens de Judá e os moradores de Jerusalém.
33E viraram-me as costas, e não o rosto; ainda que eu os ensinava, madrugando e ensinando-os, contudo eles não deram ouvidos, para receberem o ensino.
34Antes puseram as suas abominações na casa que se chama pelo meu nome, para a profanarem.
35E edificaram os altos de Baal, que estão no Vale do Filho de Hinom, para fazerem passar seus filhos e suas filhas pelo fogo a Moloque; o que nunca lhes ordenei, nem veio ao meu coração, que fizessem tal abominação, para fazerem pecar a Judá.
36E por isso agora assim diz o SENHOR, o Deus de Israel, acerca desta cidade, da qual vós dizeis: Já está dada na mão do rei de babilônia, pela espada, pela fome, e pela pestilência:
37Eis que eu os congregarei de todas as terras, para onde os tenho lançado na minha ira, e no meu furor, e na minha grande indignação; e os tornarei a trazer a este lugar, e farei que habitem nele seguramente.
38E eles serão o meu povo, e eu lhes serei o seu Deus;
39E lhes darei um mesmo coração, e um só caminho, para que me temam todos os dias, para seu bem, e o bem de seus filhos, depois deles.
40E farei com eles uma aliança eterna de não me desviar de fazer-lhes o bem; e porei o meu temor nos seus corações, para que nunca se apartem de mim.
41E alegrar-me-ei deles, fazendo-lhes bem; e plantá-los-ei nesta terra firmemente, com todo o meu coração e com toda a minha alma.
42Porque assim diz o Senhor: Como eu trouxe sobre este povo todo este grande mal, assim eu trarei sobre ele todo o bem que lhes tenho declarado.
43E comprar-se-ão campos nesta terra, da qual vós dizeis: Está desolada, sem homens, sem animais; está entregue na mão dos caldeus.
44Comprarão campos por dinheiro, e assinarão as escrituras, e as selarão, e farão que confirmem testemunhas, na terra de Benjamim, e nos contornos de Jerusalém, e nas cidades de Judá, e nas cidades das montanhas, e nas cidades das planícies, e nas cidades do sul; porque os farei voltar do seu cativeiro, diz o Senhor.
Comentário de Estudo
O capítulo 32 de Jeremias narra um período de grande aflição para Judá, com Jerusalém sob cerco babilônico e o profeta Jeremias aprisionado por sua mensagem. Em meio a essa crise, Deus instrui Jeremias a realizar um ato simbólico de esperança: a compra de um campo. Este capítulo intercala profecias de destruição iminente com promessas firmes de restauração futura, demonstrando a soberania divina sobre o juízo e a fidelidade de Deus à sua aliança, mesmo em tempos de desespero. A narrativa destaca a obediência do profeta e a certeza da promessa divina, apesar das circunstâncias desfavoráveis. É um testemunho da fé que vê além da calamidade presente, para a esperança futura.
Versículos 1-2
Jeremias Aprisionado em Meio ao Cerco
O profeta Jeremias encontra-se detido no pátio da prisão, dentro do palácio real, enquanto o exército babilônico de Nabucodonosor aperta o cerco sobre Jerusalém. Este cenário de guerra e cativeiro iminente serve como pano de fundo para as revelações divinas. A prisão de Jeremias não é por crime comum, mas por sua fidelidade em proclamar a palavra do Senhor. Mesmo sob custódia, a voz profética de Deus não pode ser silenciada, ecoando em um tempo de desespero nacional.
Versículos 3-5
A Profecia que Incomodou o Rei Zedequias
O rei Zedequias havia aprisionado Jeremias por causa de suas profecias diretas e impopulares. Jeremias anunciou que Jerusalém seria entregue nas mãos do rei da Babilônia e que o próprio Zedequias não escaparia, mas seria levado cativo para a Babilônia, onde encontraria seu fim. Esta mensagem, que confrontava a falsa esperança de resistência, era vista como traição pelo rei. Contudo, era a pura verdade divina, revelando a futilidade de lutar contra o juízo estabelecido por Deus.
Versículos 6-8
A Ordem Divina para Comprar um Campo
Em um ato surpreendente e aparentemente ilógico, Deus instrui Jeremias a comprar um campo de seu primo Hanameel em Anatote. A ordem divina vem em um momento em que a terra estava prestes a ser devastada e ocupada pelos babilônios. O direito de resgate pertencia a Jeremias, e a vinda de Hanameel confirmou a origem divina da instrução. Este comando testava a fé do profeta, exigindo obediência a um ato que humanamente parecia sem sentido.
Versículos 9-12
A Compra Meticulosa do Campo
Obedecendo à palavra do Senhor, Jeremias procede com a compra do campo, pagando dezessete siclos de prata. Ele realiza a transação com toda a formalidade legal, assinando e selando a escritura na presença de testemunhas. Este cuidado com os detalhes legais, mesmo em meio ao caos da guerra, é notável. A transação foi pública, realizada no pátio da prisão, diante de muitos judeus, para que não houvesse dúvidas sobre sua validade.
Versículos 13-15
O Símbolo da Esperança na Restauração Futura
Após a compra, Jeremias instrui seu escriba Baruque a guardar as escrituras em um vaso de barro, para que pudessem durar muitos dias. Este ato simbolizava a promessa inabalável de Deus de que, no futuro, casas, campos e vinhas seriam novamente possuídos na terra de Israel. Mesmo diante da destruição iminente, a compra do campo era um penhor da restauração divina. Era um sinal tangível de que o cativeiro não seria o fim, mas um prelúdio para um novo começo.
Temas
Referências cruzadas
Adaptado de Matthew Henry's Commentary on the Whole Bible (domínio público)
Minhas anotações
Guarde percepções, decisões e orações ligadas a Jeremias 32.
Último salvamento: Ainda não salvo