Video de apoio: Jeremias
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Visao geral de Jeremias para apoiar a leitura com contexto literario e teologico.
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No ano nono de Zedequias, rei de Judá, no décimo mês, veio Nabucodonosor, rei de babilônia, e todo o seu exército, contra Jerusalém, e a cercaram.
No ano undécimo de Zedequias, no quarto mês, aos nove do mês, fez-se uma brecha na cidade.
Entraram nela todos os príncipes do rei de babilônia, e pararam na porta do meio, a saber: Nergal-Sarezer, Sangar-Nebo, Sarsequim, Rabe-Saris, Nergal-Sarezer, Rabe-Mague, e todos os outros príncipes do rei de babilônia.
E sucedeu que, vendo-os Zedequias, rei de Judá, e todos os homens de guerra, fugiram, saindo de noite da cidade, pelo caminho do jardim do rei, pela porta que está entre os dois muros; e seguiram pelo caminho da campina.
Mas o exército dos caldeus os perseguiu, e alcançou a Zedequias nas campinas de Jericó; e eles o prenderam, e fizeram-no subir a Nabucodonosor, rei de babilônia, a Ribla, na terra de Hamate, e o rei o sentenciou.
E o rei de babilônia matou em Ribla os filhos de Zedequias, diante dos seus olhos; também matou o rei de babilônia a todos os nobres de Judá.
E cegou os olhos de Zedequias, e o atou com duas cadeias de bronze, para levá-lo a babilônia.
E os caldeus incendiaram a casa do rei e as casas do povo, e derrubaram os muros de Jerusalém.
E o restante do povo, que ficou na cidade, e os desertores que se tinham passado para ele, e o restante do povo que ficou, Nebuzaradã, capitão da guarda, levou cativo para a babilônia.
Porém os pobres dentre o povo, que não tinham nada, Nebuzaradã, capitão da guarda, deixou na terra de Judá; e deu-lhes vinhas e campos naquele dia.
Mas Nabucodonosor, rei de babilônia, havia ordenado acerca de Jeremias, a Nebuzaradã, capitão da guarda, dizendo:
Toma-o, e põe sobre ele os teus olhos, e não lhe faças nenhum mal; antes como ele te disser, assim procederás com ele.
Por isso mandou Nebuzaradã, capitão da guarda, e Nebusazbã, Rabe-Saris, Nergal-Sarezer, Rabe-Mague, e todos os príncipes do rei de babilônia,
Mandaram retirar a Jeremias do átrio da guarda, e o entregaram a Gedalias, filho de Aicão, filho de Safã, para que o levassem à casa; e ele habitou entre o povo.
Ora, tinha vindo a Jeremias a palavra do Senhor, estando ele ainda encarcerado no átrio da guarda, dizendo:
Vai, e fala a Ebede-Meleque, o etíope, dizendo: Assim diz o Senhor dos Exércitos, Deus de Israel: Eis que eu trarei as minhas palavras sobre esta cidade para mal e não para bem; e cumprir-se-ão diante de ti naquele dia.
A ti, porém, eu livrarei naquele dia, diz o Senhor, e não serás entregue na mão dos homens, a quem temes.
Porque certamente te livrarei, e não cairás à espada; mas a tua alma terás por despojo, porquanto confiaste em mim, diz o Senhor.
Comentário de Estudo
Matthew Henry observa que, assim como Isaías narrou a libertação de Jerusalém, Jeremias detalha sua queda para mostrar a exatidão das profecias. Este capítulo sombrio serve para desmascarar os falsos profetas e confirmar a palavra dos mensageiros de Deus. Ele relata a tomada de Jerusalém após um longo cerco, a captura e o destino trágico do rei Zedequias, e a destruição da cidade. A narrativa enfatiza as consequências da desobediência e a soberania divina sobre os eventos históricos.
Versículos 1-3
A Tomada de Jerusalém pelos Caldeus
Após um cerco de dezoito meses, iniciado no nono ano do rei Zedequias, Jerusalém finalmente sucumbiu ao exército babilônico. A cidade, outrora uma fortaleza inexpugnável, foi invadida no décimo primeiro ano de Zedequias, com seus soldados enfraquecidos pela fome e sem resistência. Os príncipes de Babilônia, com seus nomes estrangeiros e pagãos, tomaram posse do portão do meio, simbolizando a completa subjugação da cidade. Este evento trágico cumpriu as profecias de Jeremias, demonstrando que a proteção divina havia sido retirada devido ao pecado do povo.
Versículos 4-7
A Captura e o Destino Cruel do Rei Zedequias
Ao ver a cidade invadida, o rei Zedequias e seus homens de guerra tentaram uma fuga desesperada à noite, buscando escapar pelo caminho do jardim do rei. Contudo, foram perseguidos e alcançados nas planícies de Jericó pelo exército caldeu. Zedequias foi levado a Ribla, onde Nabucodonosor proferiu um julgamento severo contra ele. Diante de seus olhos, seus filhos foram mortos, e todos os nobres de Judá foram executados. Por fim, Zedequias teve seus olhos vazados e foi acorrentado para ser levado cativo para Babilônia, um fim miserável para quem fechou os olhos à palavra de Deus.
Versículos 8-10
A Devastação de Jerusalém e a Dispersão do Povo
Pouco tempo depois da captura do rei, os caldeus incendiaram o palácio real, as casas do povo e o próprio Templo, reduzindo Jerusalém a cinzas. As muralhas da cidade foram derrubadas, marcando o fim de sua glória e segurança. O restante do povo que sobreviveu à guerra e à fome foi levado cativo para Babilônia, forçado a deixar sua terra natal e enfrentar a servidão em uma terra estrangeira. No entanto, os mais pobres, aqueles que nada tinham, foram deixados na terra de Judá, e o capitão da guarda lhes concedeu vinhas e campos, revelando uma reviravolta providencial onde os humildes foram elevados e os orgulhosos, abatidos.
Temas
Referências cruzadas
Adaptado de Matthew Henry's Commentary on the Whole Bible (domínio público)
Minhas anotações
Guarde percepções, decisões e orações ligadas a Jeremias 39.
Último salvamento: Ainda não salvo