Video de apoio: Jeremias
Material recomendado para complementar a leitura do capitulo.
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Visao geral de Jeremias para apoiar a leitura com contexto literario e teologico.
Credito: BibleProject. Este video e incorporado diretamente do YouTube.
1Era Zedequias da idade de vinte e um anos quando começou a reinar, e reinou onze anos em Jerusalém; e o nome de sua mãe era Hamutal, filha de Jeremias, de Libna.
2E fez o que era mau aos olhos do Senhor, conforme tudo o que fizera Jeoiaquim.
3Assim, por causa da ira do SENHOR, contra Jerusalém e Judá, ele os lançou de diante dele, e Zedequias se rebelou contra o rei de babilônia.
4E aconteceu, que no ano nono do seu reinado, no décimo mês, no décimo dia do mês, veio Nabucodonosor, rei de babilônia, contra Jerusalém, ele e todo o seu exército, e se acamparam contra ela, e levantaram contra ela trincheiras ao redor.
5Assim esteve cercada a cidade, até ao undécimo ano do rei Zedequias.
6No quarto mês, aos nove dias do mês, quando já a fome prevalecia na cidade, e o povo da terra não tinha pão,
7Então foi aberta uma brecha na cidade, e todos os homens de guerra fugiram, e saíram da cidade de noite, pelo caminho da porta entre os dois muros, a qual estava perto do jardim do rei (porque os caldeus cercavam a cidade ao redor), e foram pelo caminho da campina.
8Mas o exército dos caldeus perseguiu o rei, e alcançou a Zedequias nas campinas de Jericó, e todo o seu exército se espalhou, abandonando-o.
9E prenderam o rei, e o fizeram subir ao rei de babilônia, a Ribla, na terra de Hamate, o qual lhe pronunciou a sentença.
10E o rei de babilônia degolou os filhos de Zedequias à sua vista, e também degolou a todos os príncipes de Judá em Ribla.
11E cegou os olhos a Zedequias, e o atou com cadeias; e o rei de babilônia o levou para babilônia, e o conservou na prisão até o dia da sua morte.
12E no quinto mês, no décimo dia do mês, que era o décimo nono ano do rei Nabucodonosor, rei de babilônia, Nebuzaradã, capitão da guarda, que assistia na presença do rei de babilônia, veio a Jerusalém.
13E queimou a casa do Senhor, e a casa do rei; e também a todas as casas de Jerusalém, e a todas as casas dos grandes ele as incendiou.
14E todo o exército dos caldeus, que estava com o capitão da guarda, derrubou a todos os muros em redor de Jerusalém.
15E dos mais pobres do povo, e a parte do povo, que tinha ficado na cidade, e os rebeldes que se haviam passado para o rei de babilônia, e o mais da multidão, Nebuzaradã, capitão da guarda, levou presos.
16Mas dos mais pobres da terra Nebuzaradã, capitão da guarda, deixou ficar alguns, para serem vinhateiros e lavradores.
17Quebraram mais os caldeus as colunas de bronze, que estavam na casa do SENHOR, e as bases, e o mar de bronze, que estavam na casa do SENHOR, e levaram todo o bronze para babilônia.
18Também tomaram os caldeirões, e as pás, e as espevitadeiras, e as bacias, e as colheres, e todos os utensílios de bronze, com que se ministrava.
19E tomou o capitão da guarda as bacias, e os braseiros, e as tigelas, e os caldeirões, e os castiçais, e as colheres, e os copos; tanto o que era de puro ouro, como o que era de prata maciça.
20Quanto às duas colunas, ao único mar, e aos doze bois de bronze, que estavam debaixo das bases, que fizera o rei Salomão para a casa do Senhor, o peso do bronze de todos estes utensílios era incalculável.
21Quanto às colunas, a altura de cada uma era de dezoito côvados, e um fio de doze côvados a cercava; e era a sua espessura de quatro dedos, e era oca.
22E havia sobre ela um capitel de bronze; e a altura do capitel era de cinco côvados; a rede e as romãs ao redor do capitel eram de bronze; e semelhante a esta era a segunda coluna, com as romãs.
23E havia noventa e seis romãs em cada lado; as romãs todas, em redor da rede, eram cem.
24Levou também o capitão da guarda a Seraías, o sacerdote chefe, e a Sofonias, o segundo sacerdote, e aos três guardas da porta.
25E da cidade tomou a um eunuco que tinha a seu cargo os homens de guerra, e a sete homens que estavam próximos à pessoa do rei, que se achavam na cidade, como também o escrivão-mor do exército, que alistava o povo da terra para a guerra, e a sessenta homens do povo da terra, que se achavam no meio da cidade.
26Tomando-os, pois, Nebuzaradã, capitão da guarda, levou-os ao rei de babilônia, a Ribla.
27E o rei de babilônia os feriu e os matou em Ribla, na terra de Hamate; assim Judá foi levado cativo para fora da sua terra.
28Este é o povo que Nabucodonosor levou cativo, no sétimo ano: três mil e vinte e três judeus.
29No ano décimo oitavo de Nabucodonosor, ele levou cativas de Jerusalém oitocentas e trinta e duas pessoas.
30No ano vinte e três de Nabucodonosor, Nebuzaradã, capitão da guarda, levou cativas, dos judeus, setecentas e quarenta e cinco pessoas; todas as pessoas foram quatro mil e seiscentas.
31Sucedeu, pois, no ano trigésimo sétimo do cativeiro de Jeoiaquim, rei de Judá, no duodécimo mês, aos vinte e cinco dias do mês, que Evil-Merodaque, rei de babilônia, no primeiro ano do seu reinado, levantou a cabeça de Jeoiaquim, rei de Judá, e tirou-o do cárcere;
32E falou com ele benignamente, e pôs o seu trono acima dos tronos dos reis que estavam com ele em babilônia;
33E lhe fez mudar as vestes da sua prisão; e passou a comer pão sempre na presença do rei, todos os dias da sua vida.
34E, quanto à sua alimentação, foi-lhe dada refeição contínua do rei de babilônia, porção cotidiana, no seu dia, até o dia da sua morte, todos os dias da sua vida.
Comentário de Estudo
Jeremias 52 serve como um epílogo histórico para o livro, detalhando a queda de Jerusalém e o exílio babilônico. Este capítulo, que ecoa narrativas de 2 Reis 24-25, oferece uma compreensão crucial das profecias de Jeremias e serve como chave para o Livro de Lamentações. Ele não apenas registra os eventos trágicos, mas também sublinha as consequências da desobediência de Judá. Embora alguns sugiram que não foi escrito por Jeremias, sua inclusão é vital para contextualizar o juízo divino e a fidelidade de Deus.
Versículos 1-3
O Reinado de Zedequias e a Ira Divina
Zedequias, com vinte e um anos, ascendeu ao trono de Judá, reinando por onze anos em Jerusalém. Infelizmente, seu reinado foi marcado pela prática do mal aos olhos do Senhor, seguindo os passos de Jeoaquim. Sua rebelião contra o rei da Babilônia não foi apenas um erro político, mas uma manifestação da ira divina contra Jerusalém e Judá. A persistência no pecado levou Deus a determinar a expulsão de seu povo de Sua presença, um castigo severo por sua infidelidade.
Versículos 4-11
O Cerco de Jerusalém e o Destino de Zedequias
No nono ano do reinado de Zedequias, Nabucodonosor e seu exército cercaram Jerusalém, mantendo a cidade sob sítio por dezoito meses. A fome severa devastou a população, enfraquecendo as defesas e levando à ruptura das muralhas. Zedequias e seus guerreiros tentaram fugir à noite, mas foram capturados nas planícies de Jericó. O rei da Babilônia proferiu um julgamento cruel: os filhos de Zedequias e os príncipes de Judá foram executados diante de seus olhos, e ele mesmo foi cegado, acorrentado e levado para Babilônia, onde permaneceu na prisão até sua morte.
Versículos 12-27
A Destruição da Cidade, do Templo e a Captividade
No décimo nono ano de Nabucodonosor, Nebuzaradã, capitão da guarda, entrou em Jerusalém e incendiou o Templo do Senhor, o palácio real e todas as casas importantes da cidade. As muralhas de Jerusalém foram completamente derrubadas, simbolizando a total aniquilação da cidade. Uma parte da população, incluindo os pobres e os que haviam desertado para os babilônios, foi levada cativa, enquanto alguns dos mais pobres foram deixados para cultivar a terra. Além disso, muitos sacerdotes e oficiais foram sumariamente executados em Ribla, consolidando o juízo divino sobre Judá.
Versículos 28-34
As Levas de Exílio e a Esperança para Jeoaquim
O capítulo detalha as três levas principais de exilados para a Babilônia: a primeira no sétimo ano de Nabucodonosor, a segunda no décimo oitavo ano, e a terceira no vigésimo terceiro ano. Esses números sublinham a extensão da devastação e a dispersão do povo de Judá. Contudo, o capítulo conclui com um vislumbre de esperança: no trigésimo sétimo ano do exílio de Jeoaquim, o rei da Babilônia, Evil-Merodaque, libertou-o da prisão e o elevou a uma posição de honra. Jeoaquim recebeu uma pensão diária e comeu à mesa do rei, um sinal de que, mesmo na adversidade, a misericórdia de Deus pode surgir.
Temas
Referências cruzadas
Adaptado de Matthew Henry's Commentary on the Whole Bible (domínio público)
Minhas anotações
Guarde percepções, decisões e orações ligadas a Jeremias 52.
Último salvamento: Ainda não salvo