Video de apoio: João
Material recomendado para complementar a leitura do capitulo.
Assistir explicacao do BibleProject
Visao geral de Joao para apoiar a leitura com contexto literario e teologico.
Credito: BibleProject. Este video e incorporado diretamente do YouTube.
1Foi, pois, Jesus seis dias antes da páscoa a betânia, onde estava Lázaro, o que falecera, e a quem ressuscitara dentre os mortos.
2Fizeram-lhe, pois, ali uma ceia, e Marta servia, e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele.
3Então Maria, tomando um arrátel de ungüento de nardo puro, de muito preço, ungiu os pés de Jesus, e enxugou-lhe os pés com os seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do ungüento.
4Então, um dos seus discípulos, Judas Iscariotes, filho de Simão, o que havia de traí-lo, disse:
5Por que não se vendeu este ungüento por trezentos dinheiros e não se deu aos pobres?
6Ora, ele disse isto, não pelo cuidado que tivesse dos pobres, mas porque era ladrão e tinha a bolsa, e tirava o que ali se lançava.
7Disse, pois, Jesus: Deixai-a; para o dia da minha sepultura guardou isto;
8Porque os pobres sempre os tendes convosco, mas a mim nem sempre me tendes.
9E muita gente dos judeus soube que ele estava ali; e foram, não só por causa de Jesus, mas também para ver a Lázaro, a quem ressuscitara dentre os mortos.
10E os principais dos sacerdotes tomaram deliberação para matar também a Lázaro;
11Porque muitos dos judeus, por causa dele, iam e criam em Jesus.
12No dia seguinte, ouvindo uma grande multidão, que viera à festa, que Jesus vinha a Jerusalém,
13Tomaram ramos de palmeiras, e saíram-lhe ao encontro, e clamavam: Hosana! Bendito o Rei de Israel que vem em nome do Senhor.
14E achou Jesus um jumentinho, e assentou-se sobre ele, como está escrito:
15Não temas, ó filha de Sião; eis que o teu Rei vem assentado sobre o filho de uma jumenta.
16Os seus discípulos, porém, não entenderam isto no princípio; mas, quando Jesus foi glorificado, então se lembraram de que isto estava escrito dele, e que isto lhe fizeram.
17A multidão, pois, que estava com ele quando Lázaro foi chamado da sepultura, testificava que ele o ressuscitara dentre os mortos.
18Por isso a multidão lhe saiu ao encontro, porque tinham ouvido que ele fizera este sinal.
19Disseram, pois, os fariseus entre si: Vedes que nada aproveitais? Eis que toda a gente vai após ele.
20Ora, havia alguns gregos, entre os que tinham subido a adorar no dia da festa.
21Estes, pois, dirigiram-se a Filipe, que era de Betsaida da Galiléia, e rogaram-lhe, dizendo: Senhor, queríamos ver a Jesus.
22Filipe foi dizê-lo a André, e então André e Filipe o disseram a Jesus.
23E Jesus lhes respondeu, dizendo: É chegada a hora em que o Filho do homem há de ser glorificado.
24Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto.
25Quem ama a sua vida perdê-la-á, e quem neste mundo odeia a sua vida, guardá-la-á para a vida eterna.
26Se alguém me serve, siga-me, e onde eu estiver, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, meu Pai o honrará.
27Agora a minha alma está perturbada; e que direi eu? Pai, salva-me desta hora; mas para isto vim a esta hora.
28Pai, glorifica o teu nome. Então veio uma voz do céu que dizia: Já o tenho glorificado, e outra vez o glorificarei.
29Ora, a multidão que ali estava, e que a ouvira, dizia que havia sido um trovão. Outros diziam: Um anjo lhe falou.
30Respondeu Jesus, e disse: Não veio esta voz por amor de mim, mas por amor de vós.
31Agora é o juízo deste mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo.
32E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim.
33E dizia isto, significando de que morte havia de morrer.
34Respondeu-lhe a multidão: Nós temos ouvido da lei, que o Cristo permanece para sempre; e como dizes tu que convém que o Filho do homem seja levantado? Quem é esse Filho do homem?
35Disse-lhes, pois, Jesus: A luz ainda está convosco por um pouco de tempo. Andai enquanto tendes luz, para que as trevas não vos apanhem; pois quem anda nas trevas não sabe para onde vai.
36Enquanto tendes luz, crede na luz, para que sejais filhos da luz. Estas coisas disse Jesus e, retirando-se, escondeu-se deles.
37E, ainda que tinha feito tantos sinais diante deles, não criam nele;
38Para que se cumprisse a palavra do profeta Isaías, que diz: Senhor, quem creu na nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor?
39Por isso não podiam crer, entào Isaías disse outra vez:
40Cegou-lhes os olhos, e endureceu-lhes o coração, A fim de que não vejam com os olhos, e compreendam no coração, E se convertam, E eu os cure.
41Isaías disse isto quando viu a sua glória e falou dele.
42Apesar de tudo, até muitos dos principais creram nele; mas não o confessavam por causa dos fariseus, para não serem expulsos da sinagoga.
43Porque amavam mais a glória dos homens do que a glória de Deus.
44E Jesus clamou, e disse: Quem crê em mim, crê, não em mim, mas naquele que me enviou.
45E quem me vê a mim, vê aquele que me enviou.
46Eu sou a luz que vim ao mundo, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas.
47E se alguém ouvir as minhas palavras, e não crer, eu não o julgo; porque eu vim, não para julgar o mundo, mas para salvar o mundo.
48Quem me rejeitar a mim, e não receber as minhas palavras, já tem quem o julgue; a palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último dia.
49Porque eu não tenho falado de mim mesmo; mas o Pai, que me enviou, ele me deu mandamento sobre o que hei de dizer e sobre o que hei de falar.
50E sei que o seu mandamento é a vida eterna. Portanto, o que eu falo, falo-o como o Pai mo tem dito.
Comentário de Estudo
O capítulo 12 de João marca um ponto crucial na narrativa do ministério de Jesus, apenas seis dias antes da Páscoa. Ele contrasta a crescente hostilidade das autoridades religiosas com a demonstração de amor e reconhecimento por parte de seus seguidores e até de gentios. Vemos Jesus recebendo honra em meio à sua humilhação iminente, preparando-se para o sacrifício final. Este capítulo revela a soberania divina e o propósito de Cristo, mesmo diante da incredulidade e da conspiração.
Versículos 1-8
A Unção em Betânia e a Repreensão a Judas
Seis dias antes da Páscoa, Jesus visita Betânia, a casa de Lázaro, Marta e Maria. Ali, Maria expressa sua profunda devoção ao ungir os pés de Jesus com um perfume caríssimo de nardo puro, enxugando-os com seus cabelos. Judas Iscariotes, movido por sua avareza e não por preocupação com os pobres, critica o ato, sugerindo que o perfume deveria ser vendido. Jesus defende Maria, interpretando seu gesto como uma preparação para seu sepultamento, afirmando que os pobres sempre estariam com eles, mas Ele não.
Versículos 9-11
A Conspiração Contra Lázaro e Jesus
A notícia da presença de Jesus em Betânia atrai uma grande multidão de judeus, que vêm não apenas para vê-lo, mas também para ver Lázaro, que havia sido ressuscitado. A ressurreição de Lázaro era uma prova irrefutável do poder de Jesus, levando muitos a crerem Nele. Diante disso, os principais sacerdotes, em sua cegueira e temor de perder o controle, conspiram para matar também Lázaro. Eles viam Lázaro como uma ameaça à sua autoridade, pois seu testemunho estava convertendo muitos a Jesus, revelando a profundidade de sua oposição ao Messias.
Versículos 12-19
A Entrada Triunfal em Jerusalém
No dia seguinte, uma grande multidão que viera para a festa da Páscoa, sabendo que Jesus estava chegando a Jerusalém, sai ao seu encontro. Eles o recebem com ramos de palmeiras, aclamando-o como o Rei de Israel que vem em nome do Senhor. Jesus entra na cidade montado em um jumentinho, cumprindo a profecia de Zacarias 9:9. Este evento, conhecido como a Entrada Triunfal, demonstra o reconhecimento popular de Jesus como Messias, apesar da incredulidade das autoridades, e prefigura sua realeza espiritual.
Versículos 20-26
A Busca dos Gregos e a Parábola do Grão de Trigo
Alguns gregos, que subiram para adorar na festa, procuram Filipe e André, expressando o desejo de ver Jesus. Jesus responde a essa busca com uma profunda verdade sobre sua missão e o custo do discipulado. Ele declara que a hora de sua glorificação havia chegado, mas que, para dar muito fruto, um grão de trigo precisa cair na terra e morrer. Esta parábola ilustra que a vida abundante e a salvação vêm através de seu sacrifício, e que aqueles que desejam segui-lo devem estar dispostos a perder suas vidas por Ele.
Versículos 27-36
A Voz do Céu e a Exaltação do Filho do Homem
Jesus expressa sua angústia diante da iminência de sua paixão, mas submete-se à vontade do Pai, pedindo que seu nome seja glorificado. Uma voz do céu responde, dizendo: 'Já o glorifiquei e ainda o glorificarei', confirmando a aprovação divina de sua missão. Jesus explica que essa voz não era para Ele, mas para a multidão, e que sua elevação na cruz atrairia todos a Si. Ele exorta a crer na luz enquanto a têm, para que se tornem filhos da luz, antes que as trevas os alcancem.
Versículos 37-50
A Incredulidade e a Autoridade de Jesus
Apesar de tantos sinais realizados por Jesus, muitos não creram Nele, cumprindo a profecia de Isaías sobre a cegueira espiritual. Até mesmo alguns líderes, embora cressem, não o confessavam publicamente por medo dos fariseus e de serem expulsos da sinagoga, amando mais a glória dos homens do que a de Deus. Jesus, então, reafirma sua autoridade divina, declarando que quem crê Nele crê no Pai que o enviou. Ele veio como luz ao mundo para que ninguém permaneça nas trevas, e suas palavras serão o critério de julgamento no último dia.
Temas
Referências cruzadas
Adaptado de Matthew Henry's Commentary on the Whole Bible (domínio público)
Minhas anotações
Guarde percepções, decisões e orações ligadas a João 12.
Último salvamento: Ainda não salvo