Video de apoio: João
Material recomendado para complementar a leitura do capitulo.
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Visao geral de Joao para apoiar a leitura com contexto literario e teologico.
Credito: BibleProject. Este video e incorporado diretamente do YouTube.
1Tendo Jesus dito isto, saiu com os seus discípulos para além do ribeiro de Cedrom, onde havia um horto, no qual ele entrou e seus discípulos.
2E Judas, que o traía, também conhecia aquele lugar, porque Jesus muitas vezes se ajuntava ali com os seus discípulos.
3Tendo, pois, Judas recebido a coorte e oficiais dos principais sacerdotes e fariseus, veio para ali com lanternas, e archotes e armas.
4Sabendo, pois, Jesus todas as coisas que sobre ele haviam de vir, adiantou-se, e disse-lhes: A quem buscais?
5Responderam-lhe: A Jesus Nazareno. Disse-lhes Jesus: Sou eu. E Judas, que o traía, estava com eles.
6Quando, pois, lhes disse: Sou eu, recuaram, e caíram por terra.
7Tornou-lhes, pois, a perguntar: A quem buscais? E eles disseram: A Jesus Nazareno.
8Jesus respondeu: Já vos disse que sou eu; se, pois, me buscais a mim, deixai ir estes;
9Para que se cumprisse a palavra que tinha dito: Dos que me deste nenhum deles perdi.
10Então Simão Pedro, que tinha espada, desembainhou-a, e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. E o nome do servo era Malco.
11Mas Jesus disse a Pedro: Põe a tua espada na bainha; não beberei eu o cálice que o Pai me deu?
12Então a coorte, e o tribuno, e os servos dos judeus prenderam a Jesus e o maniataram.
13E conduziram-no primeiramente a Anás, por ser sogro de Caifás, que era o sumo sacerdote daquele ano.
14Ora, Caifás era quem tinha aconselhado aos judeus que convinha que um homem morresse pelo povo.
15E Simão Pedro e outro discípulo seguiam a Jesus. E este discípulo era conhecido do sumo sacerdote, e entrou com Jesus na sala do sumo sacerdote.
16E Pedro estava da parte de fora, à porta. Saiu então o outro discípulo que era conhecido do sumo sacerdote, e falou à porteira, levando Pedro para dentro.
17Então a porteira disse a Pedro: Não és tu também dos discípulos deste homem? Disse ele: Não sou.
18Ora, estavam ali os servos e os servidores, que tinham feito brasas, e se aquentavam, porque fazia frio; e com eles estava Pedro, aquentando-se também.
19E o sumo sacerdote interrogou Jesus acerca dos seus discípulos e da sua doutrina.
20Jesus lhe respondeu: Eu falei abertamente ao mundo; eu sempre ensinei na sinagoga e no templo, onde os judeus sempre se ajuntam, e nada disse em oculto.
21Para que me perguntas a mim? Pergunta aos que ouviram o que é que lhes ensinei; eis que eles sabem o que eu lhes tenho dito.
22E, tendo dito isto, um dos servidores que ali estavam, deu uma bofetada em Jesus, dizendo: Assim respondes ao sumo sacerdote?
23Respondeu-lhe Jesus: Se falei mal, dá testemunho do mal; e, se bem, por que me feres?
24E Anás mandou-o, maniatado, ao sumo sacerdote Caifás.
25E Simão Pedro estava ali, e aquentava-se. Disseram-lhe, pois: Não és também tu um dos seus discípulos? Ele negou, e disse: Não sou.
26E um dos servos do sumo sacerdote, parente daquele a quem Pedro cortara a orelha, disse: Não te vi eu no horto com ele?
27E Pedro negou outra vez, e logo o galo cantou.
28Depois levaram Jesus da casa de Caifás para a audiência. E era pela manhã cedo. E não entraram na audiência, para não se contaminarem, mas poderem comer a páscoa.
29Então Pilatos saiu fora e disse-lhes: Que acusação trazeis contra este homem?
30Responderam, e disseram-lhe: Se este não fosse malfeitor, não to entregaríamos.
31Disse-lhes, pois, Pilatos: Levai-o vós, e julgai-o segundo a vossa lei. Disseram-lhe então os judeus: A nós não nos é lícito matar pessoa alguma.
32(Para que se cumprisse a palavra que Jesus tinha dito, significando de que morte havia de morrer).
33Tornou, pois, a entrar Pilatos na audiência, e chamou a Jesus, e disse-lhe: Tu és o Rei dos Judeus?
34Respondeu-lhe Jesus: Tu dizes isso de ti mesmo, ou disseram-to outros de mim?
35Pilatos respondeu: Porventura sou eu judeu? A tua nação e os principais dos sacerdotes entregaram-te a mim. Que fizeste?
36Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui.
37Disse-lhe, pois, Pilatos: Logo tu és rei? Jesus respondeu: Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz.
38Disse-lhe Pilatos: Que é a verdade? E, dizendo isto, tornou a ir ter com os judeus, e disse-lhes: Não acho nele crime algum.
39Mas vós tendes por costume que eu vos solte alguém pela páscoa. Quereis, pois, que vos solte o Rei dos Judeus?
40Então todos tornaram a clamar, dizendo: Este não, mas Barrabás. E Barrabás era um salteador.
Comentário de Estudo
O capítulo 18 de João marca uma transição significativa, focando intensamente nos eventos que culminam na crucificação de Jesus. Longe de envergonhar-se da cruz, os evangelistas, e João em particular, detalham as circunstâncias dos sofrimentos de Cristo, incluindo suas palavras e ações, muitas vezes omitidas por outros. Este capítulo narra a prisão de Jesus no Getsêmani, seu julgamento inicial perante os sumos sacerdotes e a dolorosa negação de Pedro. Finalmente, descreve o início de seu processo perante Pôncio Pilatos, culminando na escolha popular por Barrabás.
Versículos 1-12
A Prisão de Jesus no Getsêmani
Após suas últimas palavras e orações, Jesus, com seus discípulos, atravessa o ribeiro de Cedrom e entra no jardim do Getsêmani, um lugar familiar. Judas, conhecendo o local, chega com uma coorte de soldados e oficiais para prendê-lo. Jesus, ciente de tudo o que estava para acontecer, voluntariamente se apresenta, e ao pronunciar "Eu Sou", os soldados recuam e caem por terra, revelando seu poder divino mesmo em sua humilhação. Pedro, em um ato impetuoso, tenta defendê-lo com uma espada, mas Jesus o repreende, aceitando o cálice de sofrimento que o Pai lhe deu. Ele se entrega, sendo amarrado e levado, cumprindo as Escrituras e o plano redentor.
Versículos 13-27
Jesus Diante do Sumo Sacerdote e a Negação de Pedro
Jesus é primeiramente levado a Anás, sogro de Caifás, o sumo sacerdote daquele ano, para um interrogatório preliminar. Ali, ele é questionado sobre seus discípulos e sua doutrina, respondendo com dignidade e verdade, apontando para seu ensino público. Enquanto isso, Pedro, que havia seguido Jesus de longe, é confrontado por três vezes e nega conhecer o Mestre, cumprindo a profecia de Jesus e revelando a fragilidade da fé humana sob pressão. Jesus é então enviado a Caifás, onde o conselho se reúne para selar seu destino.
Versículos 28-40
Jesus Perante Pilatos e a Escolha de Barrabás
Os líderes judeus levam Jesus a Pilatos, o governador romano, mas recusam-se a entrar no pretório para não se contaminarem e poderem participar da Páscoa. Pilatos interroga Jesus sobre a acusação de ser "Rei dos Judeus", e Jesus esclarece que seu reino não é deste mundo, não se baseando em poder político ou militar. Pilatos, não encontrando culpa em Jesus, tenta libertá-lo, oferecendo a escolha entre Jesus e Barrabás, um notório criminoso. No entanto, a multidão, incitada pelos sacerdotes, clama pela libertação de Barrabás e pela crucificação de Jesus, selando seu destino.
Temas
Referências cruzadas
Adaptado de Matthew Henry's Commentary on the Whole Bible (domínio público)
Minhas anotações
Guarde percepções, decisões e orações ligadas a João 18.
Último salvamento: Ainda não salvo