Video de apoio: João
Material recomendado para complementar a leitura do capitulo.
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Visao geral de Joao para apoiar a leitura com contexto literario e teologico.
Credito: BibleProject. Este video e incorporado diretamente do YouTube.
1Pilatos, pois, tomou então a Jesus, e o açoitou.
2E os soldados, tecendo uma coroa de espinhos, lha puseram sobre a cabeça, e lhe vestiram roupa de púrpura.
3E diziam: Salve, Rei dos Judeus. E davam-lhe bofetadas.
4Então Pilatos saiu outra vez fora, e disse-lhes: Eis aqui vo-lo trago fora, para que saibais que não acho nele crime algum.
5Saiu, pois, Jesus fora, levando a coroa de espinhos e roupa de púrpura. E disse-lhes Pilatos: Eis aqui o homem.
6Vendo-o, pois, os principais dos sacerdotes e os servos, clamaram, dizendo: Crucifica-o, crucifica-o. Disse-lhes Pilatos: Tomai-o vós, e crucificai-o; porque eu nenhum crime acho nele.
7Responderam-lhe os judeus: Nós temos uma lei e, segundo a nossa lei, deve morrer, porque se fez Filho de Deus.
8E Pilatos, quando ouviu esta palavra, mais atemorizado ficou.
9E entrou outra vez na audiência, e disse a Jesus: De onde és tu? Mas Jesus não lhe deu resposta.
10Disse-lhe, pois, Pilatos: Não me falas a mim? Não sabes tu que tenho poder para te crucificar e tenho poder para te soltar?
11Respondeu Jesus: Nenhum poder terias contra mim, se de cima não te fosse dado; mas aquele que me entregou a ti maior pecado tem.
12Desde então Pilatos procurava soltá-lo; mas os judeus clamavam, dizendo: Se soltas este, não és amigo de César; qualquer que se faz rei é contra César.
13Ouvindo, pois, Pilatos este dito, levou Jesus para fora, e assentou-se no tribunal, no lugar chamado Litóstrotos, e em hebraico Gabatá.
14E era a preparação da páscoa, e quase à hora sexta; e disse aos judeus: Eis aqui o vosso Rei.
15Mas eles bradaram: Tira, tira, crucifica-o. Disse-lhes Pilatos: Hei de crucificar o vosso Rei? Responderam os principais dos sacerdotes: Não temos rei, senão César.
16Então, consequentemente entregou-lho, para que fosse crucificado. E tomaram a Jesus, e o levaram.
17E, levando ele às costas a sua cruz, saiu para o lugar chamado Caveira, que em hebraico se chama Gólgota,
18Onde o crucificaram, e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio.
19E Pilatos escreveu também um título, e pô-lo em cima da cruz; e nele estava escrito: JESUS NAZARENO, O REI DOS JUDEUS.
20E muitos dos judeus leram este título; porque o lugar onde Jesus estava crucificado era próximo da cidade; e estava escrito em hebraico, grego e latim.
21Diziam, pois, os principais sacerdotes dos judeus a Pilatos: Não escrevas, O Rei dos Judeus, mas que ele disse: Sou o Rei dos Judeus.
22Respondeu Pilatos: O que escrevi, escrevi.
23Tendo, pois, os soldados crucificado a Jesus, tomaram as suas vestes, e fizeram quatro partes, para cada soldado uma parte; e também a túnica. A túnica, porém, tecida toda de alto a baixo, não tinha costura.
24Disseram, pois, uns aos outros: Não a rasguemos, mas lancemos sortes sobre ela, para ver de quem será. Para que se cumprisse a Escritura que diz: Repartiram entre si as minhas vestes, E sobre a minha vestidura lançaram sortes. Os soldados, pois, fizeram estas coisas.
25E junto à cruz de Jesus estava sua mãe, e a irmã de sua mãe, Maria mulher de Clopas, e Maria Madalena.
26Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho.
27Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa.
28Depois, sabendo Jesus que já todas as coisas estavam terminadas, para que a Escritura se cumprisse, disse: Tenho sede.
29Estava, pois, ali um vaso cheio de vinagre. E encheram de vinagre uma esponja, e, pondo-a num hissopo, lha chegaram à boca.
30E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.
31Os judeus, pois, para que no sábado não ficassem os corpos na cruz, visto como era a preparação (pois era grande o dia de sábado), rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas, e fossem tirados.
32Foram, pois, os soldados, e, na verdade, quebraram as pernas ao primeiro, e ao outro que como ele fora crucificado;
33Mas, vindo a Jesus, e vendo-o já morto, não lhe quebraram as pernas.
34Contudo um dos soldados lhe furou o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água.
35E aquele que o viu testificou, e o seu testemunho é verdadeiro; e sabe que é verdade o que diz, para que também vós o creiais.
36Porque isto aconteceu para que se cumprisse a Escritura, que diz: Nenhum dos seus ossos será quebrado.
37E outra vez diz a Escritura: Verão aquele que traspassaram.
38Depois disto, José de Arimatéia (o que era discípulo de Jesus, mas oculto, por medo dos judeus) rogou a Pilatos que lhe permitisse tirar o corpo de Jesus. E Pilatos lho permitiu. Então foi e tirou o corpo de Jesus.
39E foi também Nicodemos (aquele que anteriormente se dirigira de noite a Jesus), levando quase cem arráteis de um composto de mirra e aloés.
40Tomaram, pois, o corpo de Jesus e o envolveram em lençóis com as especiarias, como os judeus costumam fazer, na preparação para o sepulcro.
41E havia um horto naquele lugar onde fora crucificado, e no horto um sepulcro novo, em que ainda ninguém havia sido posto.
42Ali, pois (por causa da preparação dos judeus, e por estar perto aquele sepulcro), puseram a Jesus.
Comentário de Estudo
Matthew Henry destaca que, ao contrário de outros evangelistas, João se aprofunda nos sofrimentos e morte de Cristo, não os omitindo, mas os glorificando. Ele vê a cruz não como uma vergonha, mas como o centro da fé e da glória. Este capítulo detalha os eventos finais do julgamento de Jesus, sua crucificação e sepultamento. É um convite à meditação profunda sobre o sacrifício de Cristo, para que possamos conhecer o poder de Sua morte e a comunhão de Seus sofrimentos.
Versículos 1-15
Jesus Diante de Pilatos: Flagelação e Escárnio
Pilatos, apesar de declarar Jesus inocente, cede à pressão da multidão e o flagela, esperando apaziguar os judeus. Os soldados, então, zombam de Jesus, coroando-o com espinhos e vestindo-o com um manto de púrpura, saudando-o ironicamente como 'Rei dos Judeus'. Este tratamento cruel e humilhante, permitido por Pilatos, revela a injustiça e a malícia humana. Contudo, Jesus suporta tudo com paciência invencível, cumprindo as Escrituras e oferecendo-se como sacrifício por nossos pecados. Sua dignidade em meio ao escárnio é um testemunho de Sua realeza divina e amor redentor.
Versículos 16-18
A Sentença e a Crucifixão no Gólgota
A pressão dos judeus, que ameaçam Pilatos com a acusação de não ser amigo de César, finalmente o leva a entregar Jesus para ser crucificado. Jesus carrega sua própria cruz até o lugar chamado Gólgota, ou Calvário. Ali, Ele é crucificado entre dois ladrões, um ato que o associa aos criminosos, mas que, na verdade, o eleva como o sacrifício supremo. Este momento marca o cumprimento do plano divino, onde o Cordeiro de Deus é imolado para a redenção da humanidade. A cena é um lembrete sombrio da profundidade do pecado e da magnitude do amor de Cristo.
Versículos 19-27
Os Eventos na Cruz: O Título, as Vestes e a Mãe
Pilatos manda colocar uma inscrição na cruz: 'Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus', escrita em hebraico, grego e latim, para a irritação dos líderes judeus. Os soldados, por sua vez, dividem as vestes de Jesus, mas lançam sortes sobre sua túnica, cumprindo outra profecia. Em um ato de amor e cuidado, mesmo em meio à agonia, Jesus confia sua mãe, Maria, aos cuidados do discípulo amado, João. Este gesto revela a humanidade de Cristo e sua preocupação com os seus, mesmo em seus momentos finais. Ele demonstra que o amor e a responsabilidade familiar não são esquecidos, mesmo no auge do sofrimento redentor.
Versículos 28-37
A Sede de Jesus, Sua Morte e o Lado Perfurado
Consciente de que tudo estava cumprido, Jesus declara 'Tenho sede', e lhe é oferecido vinagre numa esponja. Após beber, Ele pronuncia 'Está consumado', e inclina a cabeça, entregando seu espírito. Sua morte não foi um fim trágico, mas o ápice de Sua obra redentora, o cumprimento perfeito de todas as profecias. Para confirmar a morte, um soldado perfura seu lado com uma lança, de onde saem sangue e água, um testemunho físico da realidade de seu sacrifício. Este evento também cumpre as Escrituras, mostrando que nenhum de seus ossos seria quebrado e que veriam Aquele a quem traspassaram.
Versículos 38-42
O Sepultamento Honroso de Jesus
José de Arimateia, um discípulo secreto de Jesus, pede a Pilatos o corpo para sepultá-lo. Nicodemos, que antes visitara Jesus à noite, junta-se a ele, trazendo uma rica mistura de mirra e aloés. Juntos, eles preparam o corpo de Jesus conforme os costumes judaicos e o colocam em um sepulcro novo, que pertencia a José, localizado em um jardim próximo ao local da crucificação. Este sepultamento, realizado por homens de posição, demonstra a honra devida a Jesus, mesmo após sua morte, e prepara o cenário para a gloriosa ressurreição. É um ato de fé e coragem em meio à escuridão daquele dia.
Temas
Referências cruzadas
Adaptado de Matthew Henry's Commentary on the Whole Bible (domínio público)
Conexões deste capítulo
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Minhas anotações
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Último salvamento: Ainda não salvo