Video de apoio: João
Material recomendado para complementar a leitura do capitulo.
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Visao geral de Joao para apoiar a leitura com contexto literario e teologico.
Credito: BibleProject. Este video e incorporado diretamente do YouTube.
1E, passando Jesus, viu um homem cego de nascença.
2E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?
3Jesus respondeu: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus.
4Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar.
5Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo.
6Tendo dito isto, cuspiu na terra, e com a saliva fez lodo, e untou com o lodo os olhos do cego.
7E disse-lhe: Vai, lava-te no tanque de Siloé (que significa o Enviado). Foi, pois, e lavou-se, e voltou vendo.
8Então os vizinhos, e aqueles que dantes tinham visto que era cego, diziam: Não é este aquele que estava assentado e mendigava?
9Uns diziam: É este. E outros: Parece-se com ele. Ele dizia: Sou eu.
10Diziam-lhe, pois: Como se te abriram os olhos?
11Ele respondeu, e disse: O homem, chamado Jesus, fez lodo, e untou-me os olhos, e disse-me: Vai ao tanque de Siloé, e lava-te. Então fui, e lavei-me, e vi.
12Disseram-lhe, pois: Onde está ele? Respondeu: Não sei.
13Levaram, pois, aos fariseus o que dantes era cego.
14E era sábado quando Jesus fez o lodo e lhe abriu os olhos.
15Tornaram, pois, também os fariseus a perguntar-lhe como vira, e ele lhes disse: Pôs-me lodo sobre os olhos, lavei-me, e vejo.
16Então alguns dos fariseus diziam: Este homem não é de Deus, pois não guarda o sábado. Diziam outros: Como pode um homem pecador fazer tais sinais? E havia dissensão entre eles.
17Tornaram, pois, a dizer ao cego: Tu, que dizes daquele que te abriu os olhos? E ele respondeu: Que é profeta.
18Os judeus, porém, não creram que ele tivesse sido cego, e que agora visse, enquanto não chamaram os pais do que agora via.
19E perguntaram-lhes, dizendo: É este o vosso filho, que vós dizeis ter nascido cego? Como, pois, vê agora?
20Seus pais lhes responderam, e disseram: Sabemos que este é o nosso filho, e que nasceu cego;
21Mas como agora vê, não sabemos; ou quem lhe tenha aberto os olhos, não sabemos. Tem idade, perguntai-lho a ele mesmo; e ele falará por si mesmo.
22Seus pais disseram isto, porque temiam os judeus. Porquanto já os judeus tinham resolvido que, se alguém confessasse ser ele o Cristo, fosse expulso da sinagoga.
23Por isso é que seus pais disseram: Tem idade, perguntai-lho a ele mesmo.
24Chamaram, pois, pela segunda vez o homem que tinha sido cego, e disseram-lhe: Dá glória a Deus; nós sabemos que esse homem é pecador.
25Respondeu ele pois, e disse: Se é pecador, não sei; uma coisa sei, é que, havendo eu sido cego, agora vejo.
26E tornaram a dizer-lhe: Que te fez ele? Como te abriu os olhos?
27Respondeu-lhes: Já vo-lo disse, e não ouvistes; para que o quereis tornar a ouvir? Quereis vós porventura fazer-vos também seus discípulos?
28Então o injuriaram, e disseram: Discípulo dele sejas tu; nós, porém, somos discípulos de Moisés.
29Nós bem sabemos que Deus falou a Moisés, mas este não sabemos de onde é.
30O homem respondeu, e disse-lhes: Nisto, pois, está a maravilha, que vós não saibais de onde ele é, e contudo me abrisse os olhos.
31Ora, nós sabemos que Deus não ouve a pecadores; mas, se alguém é temente a Deus, e faz a sua vontade, a esse ouve.
32Desde o princípio do mundo nunca se ouviu que alguém abrisse os olhos a um cego de nascença.
33Se este não fosse de Deus, nada poderia fazer.
34Responderam eles, e disseram-lhe: Tu és nascido todo em pecados, e nos ensinas a nós? E expulsaram-no.
35Jesus ouviu que o tinham expulsado e, encontrando-o, disse-lhe: Crês tu no Filho de Deus?
36Ele respondeu, e disse: Quem é ele, Senhor, para que nele creia?
37E Jesus lhe disse: Tu já o tens visto, e é aquele que fala contigo.
38Ele disse: Creio, Senhor. E o adorou.
39E disse-lhe Jesus: Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não vêem vejam, e os que vêem sejam cegos.
40E aqueles dos fariseus, que estavam com ele, ouvindo isto, disseram-lhe: Também nós somos cegos?
41Disse-lhes Jesus: Se fôsseis cegos, não teríeis pecado; mas como agora dizeis: Vemos; por isso o vosso pecado permanece.
Comentário de Estudo
O capítulo 9 de João narra um dos milagres mais notáveis de Jesus: a cura de um homem que nasceu cego. Este evento não apenas demonstra o poder divino de Cristo, mas também serve como pano de fundo para profundas discussões teológicas. A história se desenrola com a cura milagrosa, seguida por intensos interrogatórios e debates sobre a identidade de Jesus e a natureza da fé. É um testemunho da luz de Cristo que dissipa tanto a escuridão física quanto a espiritual.
Versículos 1-7
A Cura Milagrosa do Cego de Nascença
Jesus, ao passar, viu um homem cego de nascença, e seus discípulos questionaram se a cegueira era resultado de pecado. Cristo refutou essa ideia, afirmando que a condição do homem existia para que as obras de Deus fossem manifestas. Ele declarou ser a luz do mundo e, com saliva e terra, fez lodo para ungir os olhos do homem. Ao ser instruído a lavar-se no tanque de Siloé, o homem obedeceu e voltou vendo, experimentando uma transformação completa. Este milagre ressalta a compaixão de Jesus e seu poder sobre as mais desesperadoras condições humanas.
Versículos 8-12
A Reação dos Vizinhos e a Confusão
A cura do homem gerou grande espanto e confusão entre seus vizinhos e aqueles que o conheciam como mendigo. Eles debatiam se era realmente a mesma pessoa, alguns afirmando que sim, outros duvidando. O homem, por sua vez, testificou com simplicidade sobre o que Jesus havia feito por ele, descrevendo o processo da cura. A incredulidade inicial dos que o rodeavam destaca a magnitude do milagre e a dificuldade de aceitar o extraordinário.
Versículos 13-34
O Interrogatório dos Fariseus e a Cegueira Espiritual
Os fariseus, incomodados por Jesus ter realizado a cura no sábado, iniciaram um rigoroso interrogatório ao homem curado e a seus pais. Eles questionaram repetidamente como a cura havia ocorrido e quem a realizara, buscando motivos para condenar Jesus. Apesar do testemunho claro do homem e da confirmação de seus pais, os fariseus recusaram-se a crer, acusando Jesus de ser pecador. Em sua cegueira espiritual, eles expulsaram o homem da sinagoga por defender seu benfeitor, revelando sua própria dureza de coração.
Versículos 35-38
Jesus se Revela ao Homem Curado
Após ser expulso pelos fariseus, Jesus encontrou o homem que havia curado, demonstrando seu cuidado pastoral. Jesus perguntou-lhe se cria no Filho do Homem, e o homem, sem saber quem era, expressou sua disposição de crer. Então, Jesus se revelou a ele, dizendo: 'Sou eu, quem fala contigo'. Imediatamente, o homem creu e o adorou, reconhecendo Jesus não apenas como seu curador, mas como o Messias e Senhor. Este encontro é um belo exemplo de fé que nasce da experiência pessoal com Cristo.
Versículos 39-41
O Julgamento e a Cegueira dos Fariseus
Jesus então declarou que viera a este mundo para juízo, a fim de que os que não veem pudessem ver, e os que veem se tornassem cegos. Alguns fariseus que estavam presentes, percebendo a implicação de suas palavras, perguntaram se eles também eram cegos. Jesus respondeu que, se fossem cegos, não teriam pecado; mas, como afirmavam ver, seu pecado permanecia. Esta passagem revela a ironia da cegueira espiritual dos fariseus, que, apesar de sua suposta sabedoria, eram incapazes de reconhecer a verdade e a luz que estava diante deles.
Temas
Referências cruzadas
Adaptado de Matthew Henry's Commentary on the Whole Bible (domínio público)
Minhas anotações
Guarde percepções, decisões e orações ligadas a João 9.
Último salvamento: Ainda não salvo