Video de apoio: Jó
Material recomendado para complementar a leitura do capitulo.
Assistir explicacao do BibleProject
Visao geral de Jo para apoiar a leitura com contexto literario e teologico.
Credito: BibleProject. Este video e incorporado diretamente do YouTube.
1E prosseguiu Jó no seu discurso, dizendo:
2Ah! quem me dera ser como eu fui nos meses passados, como nos dias em que Deus me guardava!
3Quando fazia resplandecer a sua lâmpada sobre a minha cabeça e quando eu pela sua luz caminhava pelas trevas.
4Como fui nos dias da minha mocidade, quando o segredo de Deus estava sobre a minha tenda;
5Quando o Todo-Poderoso ainda estava comigo, e os meus filhos em redor de mim.
6Quando lavava os meus passos na manteiga, e da rocha me corriam ribeiros de azeite;
7Quando eu saía para a porta da cidade, e na rua fazia preparar a minha cadeira,
8Os moços me viam, e se escondiam, e até os idosos se levantavam e se punham em pé;
9Os príncipes continham as suas palavras, e punham a mão sobre a sua boca;
10A voz dos nobres se calava, e a sua língua apegava-se ao seu paladar.
11Ouvindo-me algum ouvido, me tinha por bem-aventurado; vendo-me algum olho, dava testemunho de mim;
12Porque eu livrava o miserável, que clamava, como também o órfão que não tinha quem o socorresse.
13A bênção do que ia perecendo vinha sobre mim, e eu fazia que rejubilasse o coração da viúva.
14Vestia-me da justiça, e ela me servia de vestimenta; como manto e diadema era a minha justiça.
15Eu me fazia de olhos para o cego, e de pés para o coxo.
16Dos necessitados era pai, e as causas de que eu não tinha conhecimento inquiria com diligência.
17E quebrava os queixos do perverso, e dos seus dentes tirava a presa.
18E dizia: No meu ninho expirarei, e multiplicarei os meus dias como a areia.
19A minha raiz se estendia junto às águas, e o orvalho permanecia sobre os meus ramos;
20A minha honra se renovava em mim, e o meu arco se reforçava na minha mão.
21Ouviam-me e esperavam, e em silêncio atendiam ao meu conselho.
22Havendo eu falado, não replicavam, e minhas razões destilavam sobre eles;
23Porque me esperavam, como à chuva; e abriam a sua boca, como à chuva tardia.
24Se eu ria para eles, não o criam, e a luz do meu rosto não faziam abater;
25Eu escolhia o seu caminho, assentava-me como chefe, e habitava como rei entre as suas tropas; como aquele que consola os que pranteiam.
Comentário de Estudo
Após sua profunda reflexão sobre a sabedoria, Jó retoma a palavra, voltando-se para o passado. Ele descreve a glória de sua prosperidade anterior, contrastando essa fase abençoada com sua situação atual de sofrimento. Seu objetivo é mover a compaixão de seus amigos e justificar suas queixas. Ele detalha o conforto em sua casa, o respeito que recebia e as boas obras que realizava, revelando a extensão de sua antiga felicidade.
Versículos 1-6
A Nostalgia dos Dias de Prosperidade e a Presença Divina
Jó anseia pelos 'meses passados', quando Deus o preservava e Sua luz brilhava sobre sua cabeça. Ele recorda os dias de sua juventude, desfrutando da comunhão íntima com o Altíssimo e da presença de seus filhos ao seu redor. Sua prosperidade não era apenas material, mas profundamente espiritual, marcada pela proteção e favor divinos. Ele se via seguro sob a guarda de Deus, que era a fonte e a doçura de todas as suas bênçãos. Sua casa era um lugar de abundância, onde até as rochas pareciam jorrar azeite, simbolizando a generosidade de Deus.
Versículos 7-10
O Respeito e a Autoridade de Jó na Esfera Pública
Jó não se limitava ao conforto de seu lar, mas exercia uma influência significativa na vida pública. Ao sair para a praça da cidade, onde os negócios eram tratados, sua presença impunha respeito. Os jovens se retiravam em sua presença, e os idosos se levantavam em sinal de reverência. Até mesmo os príncipes e nobres silenciavam, colocando a mão sobre a boca, reconhecendo sua sabedoria e autoridade. Essa deferência universal demonstrava a alta estima em que Jó era tido por todas as camadas da sociedade.
Versículos 11-17
A Prática da Justiça e da Caridade como Magistrado
A honra de Jó não era vazia, mas fundamentada em suas ações justas e compassivas. Quem o ouvia ou via o abençoava, pois ele era um defensor incansável dos necessitados. Ele livrava o pobre que clamava, o órfão e o desamparado, trazendo alegria ao coração das viúvas. A retidão era sua vestimenta e seu julgamento, sua coroa, guiando-o a ser olhos para os cegos e pés para os coxos. Como um pai para os pobres, ele investigava as causas desconhecidas e quebrava as mandíbulas dos ímpios, resgatando a presa de seus dentes.
Temas
Referências cruzadas
Adaptado de Matthew Henry's Commentary on the Whole Bible (domínio público)
Minhas anotações
Guarde percepções, decisões e orações ligadas a Jó 29.
Último salvamento: Ainda não salvo