Video de apoio: Jó
Material recomendado para complementar a leitura do capitulo.
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Visao geral de Jo para apoiar a leitura com contexto literario e teologico.
Credito: BibleProject. Este video e incorporado diretamente do YouTube.
1Sobre isto também treme o meu coração, e salta do seu lugar.
2Atentamente ouvi a indignação da sua voz, e o sonido que sai da sua boca.
3Ele o envia por debaixo de todos os céus, e a sua luz até aos confins da terra.
4Depois disto ruge uma voz; ele troveja com a sua voz majestosa; e ele não os detém quando a sua voz é ouvida.
5Com a sua voz troveja Deus maravilhosamente; faz grandes coisas, que nós não podemos compreender.
6Porque à neve diz: Cai sobre a terra; como também à garoa e à sua forte chuva.
7Ele sela as mãos de todo o homem, para que conheçam todos os homens a sua obra.
8E as feras entram nos seus esconderijos e ficam nas suas cavernas.
9Da recâmara do sul sai o tufão, e do norte o frio.
10Pelo sopro de Deus se dá a geada, e as largas águas se congelam.
11Também de umidade carrega as grossas nuvens, e esparge as nuvens com a sua luz.
12Então elas, segundo o seu prudente conselho, se espalham em redor, para que façam tudo quanto lhes ordena sobre a superfície do mundo na terra.
13Seja que por vara, ou para a sua terra, ou por misericórdia as faz vir.
14A isto, ó Jó, inclina os teus ouvidos; para, e considera as maravilhas de Deus.
15Porventura sabes tu como Deus as opera, e faz resplandecer a luz da sua nuvem?
16Tens tu notícia do equilíbrio das grossas nuvens e das maravilhas daquele que é perfeito nos conhecimentos?
17Ou de como as tuas roupas aquecem, quando do sul há calma sobre a terra?
18Ou estendeste com ele os céus, que estão firmes como espelho fundido?
19Ensina-nos o que lhe diremos: porque nós nada poderemos pôr em boa ordem, por causa das trevas.
20Contar-lhe-ia alguém o que tenho falado? Ou desejaria um homem que ele fosse devorado?
21E agora não se pode olhar para o sol, que resplandece nas nuvens, quando o vento, tendo passado, o deixa limpo.
22O esplendor de ouro vem do norte; pois, em Deus há uma tremenda majestade.
23Ao Todo-Poderoso não podemos alcançar; grande é em poder; porém a ninguém oprime em juízo e grandeza de justiça.
24Por isso o temem os homens; ele não respeita os que se julgam sábios de coração.
Comentário de Estudo
Eliú continua a exaltar o poder de Deus nas mudanças climáticas, usando fenômenos naturais como trovões, relâmpagos, neve e chuva. Ele ilustra a soberania divina, buscando que Jó reconheça sua própria ignorância diante dessas obras da natureza. O objetivo é que Jó admita sua incapacidade de julgar a providência de Deus. Eliú conclui afirmando que Deus é grande e deve ser temido, um princípio fundamental para a fé.
Versículos 1-5
O Poder Aterrorizante de Deus no Trovão e Relâmpago
Eliú expressa seu próprio tremor diante da majestade de Deus manifestada no trovão e relâmpago, convidando Jó a ouvir atentamente a voz divina. Ele descreve como Deus dirige esses fenômenos por todo o céu, mostrando sua soberania e controle absoluto sobre a criação. O relâmpago precede o estrondo do trovão, que é a voz da excelência de Deus, proclamando seu poder transcendente. Esses eventos servem como um lembrete vívido da grandeza de Deus e de que suas obras são incompreensíveis para nós. Eles nos convidam a temer o Senhor e reconhecer sua autoridade sobre toda a criação, mesmo em meio ao terror.
Versículos 6-13
A Soberania Divina nas Estações e Fenômenos Climáticos
Eliú prossegue, destacando a autoridade de Deus sobre a neve, a chuva e o gelo, que Ele comanda para a terra. Ele "sela a mão de todo homem", fazendo com que as atividades humanas cessem, para que todos reconheçam a obra divina em sua plenitude. As bestas se recolhem em suas tocas, e os ventos vêm do sul e o frio do norte, tudo sob o comando soberano de Deus. Ele controla as nuvens, direcionando-as para correção, para sua terra ou para misericórdia, demonstrando que cada aspecto do clima serve aos seus propósitos. Assim, a providência divina se manifesta nas mais comuns revoluções do tempo, revelando a glória do Criador.
Versículos 14-22
A Incompreensibilidade das Obras de Deus e a Humildade Humana
Eliú desafia Jó a considerar as maravilhas de Deus, perguntando se ele pode explicar como Deus ordena a luz ou controla as nuvens espessas. Ele enfatiza a ignorância humana diante dos fenômenos naturais, como o brilho do firmamento e o calor do vento sul, que são mistérios para nós. A incapacidade de Jó de compreender esses detalhes da natureza deveria levá-lo a reconhecer sua limitação em questionar os caminhos da providência divina. Eliú sugere que a sabedoria humana é insignificante e inadequada comparada à majestade e ao conhecimento insondável de Deus.
Versículos 23-24
A Grandeza Inquestionável e o Temor Devido a Deus
Eliú conclui sua exortação afirmando a grandeza inquestionável de Deus, que é excelente em poder, juízo e abundante em justiça, sem oprimir ninguém. Por essa razão, os homens o temem e o reverenciam, pois Ele não faz acepção de pessoas. Esta é a essência de sua mensagem: Deus é soberano, justo e poderoso, e sua sabedoria é insondável e perfeita. Portanto, é apropriado que a humanidade o reverencie e confie em seus desígnios, mesmo quando não os compreende plenamente, reconhecendo sua majestade.
Temas
Referências cruzadas
Adaptado de Matthew Henry's Commentary on the Whole Bible (domínio público)
Minhas anotações
Guarde percepções, decisões e orações ligadas a Jó 37.
Último salvamento: Ainda não salvo