Video de apoio: Jó
Material recomendado para complementar a leitura do capitulo.
Assistir explicacao do BibleProject
Visao geral de Jo para apoiar a leitura com contexto literario e teologico.
Credito: BibleProject. Este video e incorporado diretamente do YouTube.
1Sabes tu o tempo em que as cabras montesas têm filhos, ou observastes as cervas quando dão suas crias?
2Contarás os meses que cumprem, ou sabes o tempo do seu parto?
3Quando se encurvam, produzem seus filhos, e lançam de si as suas dores.
4Seus filhos enrijam, crescem com o trigo; saem, e nunca mais tornam para elas.
5Quem despediu livre o jumento montês, e quem soltou as prisões ao jumento bravo,
6Ao qual dei o ermo por casa, e a terra salgada por morada?
7Ri-se do ruído da cidade; não ouve os muitos gritos do condutor.
8A região montanhosa é o seu pasto, e anda buscando tudo que está verde.
9Ou, querer-te-á servir o boi selvagem? Ou ficará no teu curral?
10Ou com corda amarrarás, no arado, ao boi selvagem? Ou escavará ele os vales após ti?
11Ou confiarás nele, por ser grande a sua força, ou deixarás a seu cargo o teu trabalho?
12Ou fiarás dele que te torne o que semeaste e o recolha na tua eira?
13A avestruz bate alegremente as suas asas, porém, são benignas as suas asas e penas?
14Ela deixa os seus ovos na terra, e os aquenta no pó,
15E se esquece de que algum pé os pode pisar, ou que os animais do campo os podem calcar.
16Endurece-se para com seus filhos, como se não fossem seus; debalde é seu trabalho, mas ela está sem temor,
17Porque Deus a privou de sabedoria, e não lhe deu entendimento.
18A seu tempo se levanta ao alto; ri-se do cavalo, e do que vai montado nele.
19Ou darás tu força ao cavalo, ou revestirás o seu pescoço com crinas?
20Ou espantá-lo-ás, como ao gafanhoto? Terrível é o fogoso respirar das suas ventas.
21Escarva a terra, e folga na sua força, e sai ao encontro dos armados.
22Ri-se do temor, e não se espanta, e não torna atrás por causa da espada.
23Contra ele rangem a aljava, o ferro flamante da lança e do dardo.
24Agitando-se e indignando-se, serve a terra, e não faz caso do som da buzina.
25Ao soar das buzinas diz: Eia! E cheira de longe a guerra, e o trovão dos capitàes, e o alarido.
26Ou voa o gavião pela tua inteligência, e estende as suas asas para o sul?
27Ou se remonta a águia ao teu mandado, e põe no alto o seu ninho?
28Nas penhas mora e habita; no cume das penhas, e nos lugares seguros.
29Dali descobre a presa; seus olhos a avistam de longe.
30E seus filhos chupam o sangue, e onde há mortos, ali está ela.
Comentário de Estudo
Matthew Henry inicia o capítulo 39 de Jó destacando a soberania e compaixão de Deus para com todas as criaturas, mesmo as mais selvagens e indomáveis. Ele confronta Jó com sua própria ignorância sobre a natureza e o controle desses animais, questionando sua capacidade de julgar a providência divina. O objetivo é humilhar Jó, mostrando-lhe a vastidão do conhecimento e poder de Deus, e a dependência de toda a criação Nele. Este capítulo nos convida a reconhecer a sabedoria divina manifesta na ordem natural e a submeter-nos ao Criador. Ele enfatiza que a liberdade e o sustento de cada criatura estão sob o cuidado de Deus.
Versículos 1-4
A Providência Divina no Nascimento dos Animais Selvagens
Deus questiona Jó sobre seu conhecimento do tempo de gestação e parto das cabras monteses e corças. Ele enfatiza que, embora o homem ignore esses detalhes, a providência divina garante o nascimento e o crescimento seguro de seus filhotes, mesmo em meio a dificuldades e sem auxílio humano. Os filhotes, após um breve período de amamentação, tornam-se independentes, buscando seu próprio sustento. Isso ilustra a perfeita ordem estabelecida por Deus na natureza e o cuidado que Ele tem por cada espécie.
Versículos 5-8
A Liberdade Incontrolável do Jumento Selvagem
Deus descreve o jumento selvagem como uma criatura que Ele mesmo libertou, concedendo-lhe uma vida sem amarras no deserto. Diferente do jumento domesticado, ele despreza a agitação da cidade e o controle humano, preferindo a vastidão das montanhas e terras áridas como seu lar e pasto. Sua liberdade, contudo, vem com a necessidade de buscar seu próprio alimento em um ambiente hostil. Essa descrição serve para mostrar a Jó a incapacidade humana de controlar até mesmo um animal, e a soberania de Deus em conceder diferentes destinos às suas criaturas.
Versículos 9-12
A Força Indomável e a Inutilidade do Unicórnio para o Serviço Humano
Deus desafia Jó a domesticar o unicórnio (ou búfalo selvagem), uma criatura de grande força, mas indomável. Ele pergunta se Jó conseguiria fazê-lo servir em seu celeiro ou arar seus campos, ou se confiaria a ele a tarefa de recolher a colheita. A resposta implícita é um claro 'não', pois o homem não pode forçar a natureza de uma criatura que Deus não designou para o serviço. Este exemplo ressalta a incapacidade de Jó de controlar até mesmo os animais mais poderosos, contrastando com a expectativa de Jó de que Deus deveria agir conforme sua vontade. A disposição para o trabalho é um dom de Deus, e a falta dela torna uma criatura 'selvagem' e inútil para o serviço humano.
Versículos 13-18
A Natureza Peculiar e a Falta de Sabedoria da Avestruz
Deus descreve a avestruz, uma ave majestosa com asas, mas incapaz de voar, e com um comportamento reprodutor peculiar. Ela abandona seus ovos na areia, esquecendo-se dos perigos que podem esmagá-los ou destruí-los. Sua aparente indiferença para com seus filhotes é atribuída por Deus à privação de sabedoria e entendimento. Contudo, apesar dessa 'falta', a avestruz possui uma velocidade e força que zombam do cavalo e seu cavaleiro. Este exemplo serve para ilustrar a diversidade da criação de Deus e como Ele distribui dons e características de maneiras que o homem não compreende plenamente.
Temas
Referências cruzadas
Adaptado de Matthew Henry's Commentary on the Whole Bible (domínio público)
Minhas anotações
Guarde percepções, decisões e orações ligadas a Jó 39.
Último salvamento: Ainda não salvo