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Jó 7

Jó · Capítulo 7 · 21 versículos

ACF · Almeida Corrigida Fiel

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Video de apoio: Jó

Material recomendado para complementar a leitura do capitulo.

Assistir explicacao do BibleProject

Visao geral de Jo para apoiar a leitura com contexto literario e teologico.

Credito: BibleProject. Este video e incorporado diretamente do YouTube.

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1Porventura não tem o homem guerra sobre a terra? E não são os seus dias como os dias do jornaleiro?

2Como o servo que suspira pela sombra, e como o jornaleiro que espera pela sua paga,

3Assim me deram por herança meses de vaidade; e noites de trabalho me prepararam.

4Deitando-me a dormir, então digo: Quando me levantarei? Mas comprida é a noite, e farto-me de me revolver na cama até à alva.

5A minha carne se tem vestido de vermes e de torrões de pó; a minha pele está gretada, e se fez abominável.

6Os meus dias são mais velozes do que a lançadeira do tecelão, e acabam-se, sem esperança.

7Lembra-te de que a minha vida é como o vento; os meus olhos não tornarão a ver o bem.

8Os olhos dos que agora me vêem não me verão mais; os teus olhos estarão sobre mim, porém não serei mais.

9Assim como a nuvem se desfaz e passa, assim aquele que desce à sepultura nunca tornará a subir.

10Nunca mais tornará à sua casa, nem o seu lugar jamais o conhecerá.

11Por isso não reprimirei a minha boca; falarei na angústia do meu espírito; queixar-me-ei na amargura da minha alma.

12Sou eu porventura o mar, ou a baleia, para que me ponhas uma guarda?

13Dizendo eu: Consolar-me-á a minha cama; meu leito aliviará a minha ânsia;

14Então me espantas com sonhos, e com visões me assombras;

15Assim a minha alma escolheria antes a estrangulação; e antes a morte do que a vida.

16A minha vida abomino, pois não viveria para sempre; retira-te de mim; pois vaidade são os meus dias.

17Que é o homem, para que tanto o engrandeças, e ponhas nele o teu coração,

18E cada manhã o visites, e cada momento o proves?

19Até quando não apartarás de mim, nem me largarás, até que engula a minha saliva?

20Se pequei, que te farei, ó Guarda dos homens? Por que fizeste de mim um alvo para ti, para que a mim mesmo me seja pesado?

21E por que não perdoas a minha transgressão, e não tiras a minha iniqüidade? Porque agora me deitarei no pó, e de madrugada me buscarás, e não existirei mais.

Comentário de Estudo

Jó 7 é um lamento profundo onde Jó expressa a amargura de suas aflições e justifica seu desejo de morte. Ele compara a vida humana a uma labuta árdua e transitória, buscando alívio para seu sofrimento incessante. O capítulo revela a intensidade de sua dor física e emocional, levando-o a questionar a vigilância divina sobre um ser tão frágil. Jó anseia pelo fim de sua existência, vendo a morte como o único escape para sua miséria.

Versículos 1-6

A Vida Humana como Labuta e o Anseio pela Morte

Jó inicia seu lamento comparando a vida na terra a um serviço militar ou a um trabalho de diarista, cheio de dificuldades e com um tempo limitado. Ele expressa seu desejo pela morte como um trabalhador cansado anseia pela sombra do fim do dia. Jó descreve seus meses como 'meses de vaidade' e suas noites como 'noites de fadiga', sem descanso. Sua carne está coberta de vermes e crostas, e seus dias passam mais rápido que a lançadeira do tecelão, sem esperança.

Versículos 7-10

A Brevidade da Vida e a Finalidade da Morte

Jó clama a Deus, lembrando-o de que sua vida é como um sopro, fugaz e sem retorno. Ele reconhece que, uma vez que a morte chega, não há volta; seus olhos não verão mais o bem, e aqueles que o conheciam não o verão mais. A imagem da nuvem que se desfaz e desaparece ilustra a permanência da partida para a sepultura. Jó lamenta que o homem não retornará à sua casa nem será lembrado em seu lugar, enfatizando a finalidade da existência terrena.

Versículos 11-16

O Lamento Amargo e o Questionamento a Deus

Diante de tanto sofrimento, Jó declara que não conterá sua boca, mas falará na angústia de seu espírito e na amargura de sua alma. Ele questiona a Deus por que Ele o vigia tão intensamente, como se Jó fosse um monstro marinho a ser contido. Mesmo quando busca consolo no leito, Deus o assusta com sonhos e visões aterrorizantes. A dor é tão excruciante que sua alma prefere o estrangulamento e a morte à vida, que ele abomina e considera vaidade.

Temas

A Fragilidade Humana e a MortalidadeO Sofrimento Incessante e o Desejo de MorteA Soberania de Deus na AfliçãoA Brevidade e a Transitoriedade da VidaO Lamento e o Questionamento a Deus

Referências cruzadas

Salmos 115:16Salmos 130:6Eclesiastes 5:12Isaías 38:12Gálatas 6:8Jó 14:1-2

Adaptado de Matthew Henry's Commentary on the Whole Bible (domínio público)

Minhas anotações

Guarde percepções, decisões e orações ligadas a Jó 7.

Último salvamento: Ainda não salvo

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