Video de apoio: Josué
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Visao geral de Josue para apoiar a leitura com contexto literario e teologico.
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Ora Jericó estava rigorosamente fechada por causa dos filhos de Israel; ninguém saía nem entrava.
Então disse o Senhor a Josué: Olha, tenho dado na tua mão a Jericó, ao seu rei e aos seus homens valorosos.
Vós, pois, todos os homens de guerra, rodeareis a cidade, cercando-a uma vez; assim fareis por seis dias.
E sete sacerdotes levarão sete buzinas de chifres de carneiros adiante da arca, e no sétimo dia rodeareis a cidade sete vezes, e os sacerdotes tocarão as buzinas.
E será que, tocando-se prolongadamente a buzina de carneiro, ouvindo vós o seu sonido, todo o povo gritará com grande brado; e o muro da cidade cairá abaixo, e o povo subirá por ele, cada um em frente.
Então Josué, filho de Num, chamou aos sacerdotes e disse-lhes: Levai a arca da aliança; e sete sacerdotes levem sete buzinas de chifres de carneiros, adiante da arca do Senhor.
E disse ao povo: Passai e rodeai a cidade; e quem estiver armado, passe adiante da arca do Senhor.
E assim foi que, como Josué dissera ao povo, os sete sacerdotes, levando as sete buzinas de carneiros diante do Senhor, passaram e tocaram as buzinas; e a arca da aliança do Senhor os seguia.
E os homens armados iam adiante dos sacerdotes, que tocavam as buzinas; e a retaguarda seguia após a arca; andando e tocando as buzinas iam os sacerdotes.
Porém ao povo Josué tinha dado ordem, dizendo: Não gritareis, nem fareis ouvir a vossa voz, nem sairá palavra alguma da vossa boca até ao dia que eu vos diga: Gritai. Então gritareis.
E fez a arca do Senhor rodear a cidade, contornando-a uma vez; e entraram no arraial, e ali passaram a noite.
Depois Josué se levantou de madrugada, e os sacerdotes levaram a arca do Senhor.
E os sete sacerdotes, que levavam as sete buzinas de chifres de carneiros, adiante da arca do Senhor, iam andando, e tocavam as buzinas, e os homens armados iam adiante deles e a retaguarda seguia atrás da arca do Senhor; os sacerdotes iam andando e tocando as buzinas.
Assim rodearam outra vez a cidade no segundo dia e voltaram para o arraial; e assim fizeram seis dias.
E sucedeu que, ao sétimo dia, madrugaram ao subir da alva, e da mesma maneira rodearam a cidade sete vezes; naquele dia somente rodearam a cidade sete vezes.
E sucedeu que, tocando os sacerdotes pela sétima vez as buzinas, disse Josué ao povo: Gritai, porque o Senhor vos tem dado a cidade.
Porém a cidade será anátema ao Senhor, ela e tudo quanto houver nela; somente a prostituta Raabe viverá; ela e todos os que com ela estiverem em casa; porquanto escondeu os mensageiros que enviamos.
Tão-somente guardai-vos do anátema, para que não toqueis nem tomeis alguma coisa dele, e assim façais maldito o arraial de Israel, e o perturbeis.
Porém toda a prata, e o ouro, e os vasos de metal, e de ferro são consagrados ao Senhor; irão ao tesouro do Senhor.
Gritou, pois, o povo, tocando os sacerdotes as buzinas; e sucedeu que, ouvindo o povo o sonido da buzina, gritou o povo com grande brado; e o muro caiu abaixo, e o povo subiu à cidade, cada um em frente de si, e tomaram a cidade.
E tudo quanto havia na cidade destruíram totalmente ao fio da espada, desde o homem até à mulher, desde o menino até ao velho, e até ao boi e gado miúdo, e ao jumento.
Josué, porém, disse aos dois homens que tinham espiado a terra: Entrai na casa da mulher prostituta, e tirai-a de lá com tudo quanto tiver, como lhe tendes jurado.
Então entraram os jovens espias, e tiraram a Raabe e a seu pai, e a sua mãe, e a seus irmãos, e a tudo quanto tinha; tiraram também a toda a sua parentela, e os puseram fora do arraial de Israel.
Porém a cidade e tudo quanto havia nela queimaram a fogo; tão-somente a prata, e o ouro, e os vasos de metal e de ferro, deram para o tesouro da casa do Senhor.
Assim deu Josué vida à prostituta Raabe e à família de seu pai, e a tudo quanto tinha; e habitou no meio de Israel até ao dia de hoje; porquanto escondera os mensageiros que Josué tinha enviado a espiar a Jericó.
E naquele tempo Josué os esconjurou, dizendo: Maldito diante do Senhor seja o homem que se levantar e reedificar esta cidade de Jericó; sobre seu primogênito a fundará, e sobre o seu filho mais novo lhe porá as portas.
Assim era o Senhor com Josué; e corria a sua fama por toda a terra.
Comentário de Estudo
O capítulo 6 de Josué narra a extraordinária conquista de Jericó, a primeira cidade a ser tomada por Israel na terra prometida. Diferente de qualquer batalha convencional, Deus estabelece um plano divino que exige fé, obediência e paciência do Seu povo. Esta narrativa destaca o poder soberano de Deus sobre as fortalezas humanas e a importância da fidelidade à Sua palavra. A queda de Jericó serve como um poderoso testemunho da intervenção divina na história.
Versículos 1-5
As Instruções Divinas para a Conquista de Jericó
Jericó estava fortificada e fechada, confiando em suas muralhas para resistir a Israel. Contudo, o Senhor, o Capitão do exército celestial, assegurou a Josué que a cidade já estava entregue em suas mãos. As instruções divinas eram incomuns: marchar ao redor da cidade uma vez por dia durante seis dias, com a Arca da Aliança e sacerdotes tocando trombetas de chifre de carneiro. No sétimo dia, marchariam sete vezes, e ao som de um longo toque de trombeta e um grande grito do povo, as muralhas cairiam. Este método visava glorificar o poder de Deus, honrar a Arca e os sacerdotes, e testar a fé e obediência de Israel.
Versículos 6-14
A Obediência Fiel de Israel e a Marcha Silenciosa
Josué prontamente transmitiu as ordens de Deus aos sacerdotes e ao povo. Diariamente, a procissão seguia o plano divino: homens armados à frente, seguidos pelos sete sacerdotes tocando as trombetas, a Arca da Aliança e a retaguarda. Uma ordem crucial era o silêncio absoluto do povo, sem gritos ou palavras, até o momento determinado por Josué. Por seis dias, eles marcharam uma vez ao redor da cidade, retornando ao acampamento, demonstrando uma notável disciplina e confiança na promessa de Deus, mesmo sem ver resultados imediatos.
Versículos 15-21
A Queda Milagrosa das Muralhas e a Consagração da Cidade
No sétimo dia, levantando-se ao amanhecer, o povo de Israel marchou ao redor de Jericó sete vezes, conforme as instruções. Na sétima volta, ao som prolongado das trombetas, Josué deu a ordem para que o povo gritasse. Imediatamente, as poderosas muralhas de Jericó desabaram completamente, permitindo que cada homem ascendesse diretamente à cidade. Jericó foi então consagrada ao Senhor, com todos os seus habitantes e bens, exceto Raabe e sua família, sendo destruídos, como um primícias da conquista de Canaã.
Versículos 22-25
A Salvação de Raabe e Sua Família
Antes da destruição de Jericó, Josué enviou os dois espias que haviam sido ajudados por Raabe para resgatá-la e a toda a sua família, conforme o juramento feito. Eles a tiraram, junto com seu pai, mãe, irmãos e todos os seus parentes, colocando-os em segurança fora do acampamento de Israel. Raabe e sua família foram preservados por sua fé e por ter acolhido os mensageiros de Deus. Ela e sua descendência foram incorporadas a Israel, tornando-se um testemunho da graça e da fidelidade de Deus para com aqueles que creem.
Versículos 26-27
A Maldição sobre Jericó e a Fama de Josué
Após a conquista, Josué pronunciou uma solene maldição sobre qualquer um que tentasse reconstruir a cidade de Jericó, declarando que tal pessoa lançaria seus alicerces com a perda de seu primogênito e levantaria suas portas com a perda de seu filho mais novo. Esta maldição enfatizava a santidade da cidade como 'devotada' a Deus e a seriedade da desobediência. Assim, o Senhor estava com Josué, e sua fama se espalhou por toda a terra, confirmando sua liderança divinamente aprovada e o poder de Deus em ação.
Temas
Referências cruzadas
Adaptado de Matthew Henry's Commentary on the Whole Bible (domínio público)
Conexões deste capítulo
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Minhas anotações
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