Video de apoio: Josué
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Visao geral de Josue para apoiar a leitura com contexto literario e teologico.
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1Ora Jericó estava rigorosamente fechada por causa dos filhos de Israel; ninguém saía nem entrava.
2Então disse o Senhor a Josué: Olha, tenho dado na tua mão a Jericó, ao seu rei e aos seus homens valorosos.
3Vós, pois, todos os homens de guerra, rodeareis a cidade, cercando-a uma vez; assim fareis por seis dias.
4E sete sacerdotes levarão sete buzinas de chifres de carneiros adiante da arca, e no sétimo dia rodeareis a cidade sete vezes, e os sacerdotes tocarão as buzinas.
5E será que, tocando-se prolongadamente a buzina de carneiro, ouvindo vós o seu sonido, todo o povo gritará com grande brado; e o muro da cidade cairá abaixo, e o povo subirá por ele, cada um em frente.
6Então Josué, filho de Num, chamou aos sacerdotes e disse-lhes: Levai a arca da aliança; e sete sacerdotes levem sete buzinas de chifres de carneiros, adiante da arca do Senhor.
7E disse ao povo: Passai e rodeai a cidade; e quem estiver armado, passe adiante da arca do Senhor.
8E assim foi que, como Josué dissera ao povo, os sete sacerdotes, levando as sete buzinas de carneiros diante do Senhor, passaram e tocaram as buzinas; e a arca da aliança do Senhor os seguia.
9E os homens armados iam adiante dos sacerdotes, que tocavam as buzinas; e a retaguarda seguia após a arca; andando e tocando as buzinas iam os sacerdotes.
10Porém ao povo Josué tinha dado ordem, dizendo: Não gritareis, nem fareis ouvir a vossa voz, nem sairá palavra alguma da vossa boca até ao dia que eu vos diga: Gritai. Então gritareis.
11E fez a arca do Senhor rodear a cidade, contornando-a uma vez; e entraram no arraial, e ali passaram a noite.
12Depois Josué se levantou de madrugada, e os sacerdotes levaram a arca do Senhor.
13E os sete sacerdotes, que levavam as sete buzinas de chifres de carneiros, adiante da arca do Senhor, iam andando, e tocavam as buzinas, e os homens armados iam adiante deles e a retaguarda seguia atrás da arca do Senhor; os sacerdotes iam andando e tocando as buzinas.
14Assim rodearam outra vez a cidade no segundo dia e voltaram para o arraial; e assim fizeram seis dias.
15E sucedeu que, ao sétimo dia, madrugaram ao subir da alva, e da mesma maneira rodearam a cidade sete vezes; naquele dia somente rodearam a cidade sete vezes.
16E sucedeu que, tocando os sacerdotes pela sétima vez as buzinas, disse Josué ao povo: Gritai, porque o Senhor vos tem dado a cidade.
17Porém a cidade será anátema ao Senhor, ela e tudo quanto houver nela; somente a prostituta Raabe viverá; ela e todos os que com ela estiverem em casa; porquanto escondeu os mensageiros que enviamos.
18Tão-somente guardai-vos do anátema, para que não toqueis nem tomeis alguma coisa dele, e assim façais maldito o arraial de Israel, e o perturbeis.
19Porém toda a prata, e o ouro, e os vasos de metal, e de ferro são consagrados ao Senhor; irão ao tesouro do Senhor.
20Gritou, pois, o povo, tocando os sacerdotes as buzinas; e sucedeu que, ouvindo o povo o sonido da buzina, gritou o povo com grande brado; e o muro caiu abaixo, e o povo subiu à cidade, cada um em frente de si, e tomaram a cidade.
21E tudo quanto havia na cidade destruíram totalmente ao fio da espada, desde o homem até à mulher, desde o menino até ao velho, e até ao boi e gado miúdo, e ao jumento.
22Josué, porém, disse aos dois homens que tinham espiado a terra: Entrai na casa da mulher prostituta, e tirai-a de lá com tudo quanto tiver, como lhe tendes jurado.
23Então entraram os jovens espias, e tiraram a Raabe e a seu pai, e a sua mãe, e a seus irmãos, e a tudo quanto tinha; tiraram também a toda a sua parentela, e os puseram fora do arraial de Israel.
24Porém a cidade e tudo quanto havia nela queimaram a fogo; tão-somente a prata, e o ouro, e os vasos de metal e de ferro, deram para o tesouro da casa do Senhor.
25Assim deu Josué vida à prostituta Raabe e à família de seu pai, e a tudo quanto tinha; e habitou no meio de Israel até ao dia de hoje; porquanto escondera os mensageiros que Josué tinha enviado a espiar a Jericó.
26E naquele tempo Josué os esconjurou, dizendo: Maldito diante do Senhor seja o homem que se levantar e reedificar esta cidade de Jericó; sobre seu primogênito a fundará, e sobre o seu filho mais novo lhe porá as portas.
27Assim era o Senhor com Josué; e corria a sua fama por toda a terra.
Comentário de Estudo
O capítulo 6 de Josué narra a extraordinária conquista de Jericó, a primeira cidade a ser tomada por Israel na terra prometida. Diferente de qualquer batalha convencional, Deus estabelece um plano divino que exige fé, obediência e paciência do Seu povo. Esta narrativa destaca o poder soberano de Deus sobre as fortalezas humanas e a importância da fidelidade à Sua palavra. A queda de Jericó serve como um poderoso testemunho da intervenção divina na história.
Versículos 1-5
As Instruções Divinas para a Conquista de Jericó
Jericó estava fortificada e fechada, confiando em suas muralhas para resistir a Israel. Contudo, o Senhor, o Capitão do exército celestial, assegurou a Josué que a cidade já estava entregue em suas mãos. As instruções divinas eram incomuns: marchar ao redor da cidade uma vez por dia durante seis dias, com a Arca da Aliança e sacerdotes tocando trombetas de chifre de carneiro. No sétimo dia, marchariam sete vezes, e ao som de um longo toque de trombeta e um grande grito do povo, as muralhas cairiam. Este método visava glorificar o poder de Deus, honrar a Arca e os sacerdotes, e testar a fé e obediência de Israel.
Versículos 6-14
A Obediência Fiel de Israel e a Marcha Silenciosa
Josué prontamente transmitiu as ordens de Deus aos sacerdotes e ao povo. Diariamente, a procissão seguia o plano divino: homens armados à frente, seguidos pelos sete sacerdotes tocando as trombetas, a Arca da Aliança e a retaguarda. Uma ordem crucial era o silêncio absoluto do povo, sem gritos ou palavras, até o momento determinado por Josué. Por seis dias, eles marcharam uma vez ao redor da cidade, retornando ao acampamento, demonstrando uma notável disciplina e confiança na promessa de Deus, mesmo sem ver resultados imediatos.
Versículos 15-21
A Queda Milagrosa das Muralhas e a Consagração da Cidade
No sétimo dia, levantando-se ao amanhecer, o povo de Israel marchou ao redor de Jericó sete vezes, conforme as instruções. Na sétima volta, ao som prolongado das trombetas, Josué deu a ordem para que o povo gritasse. Imediatamente, as poderosas muralhas de Jericó desabaram completamente, permitindo que cada homem ascendesse diretamente à cidade. Jericó foi então consagrada ao Senhor, com todos os seus habitantes e bens, exceto Raabe e sua família, sendo destruídos, como um primícias da conquista de Canaã.
Versículos 22-25
A Salvação de Raabe e Sua Família
Antes da destruição de Jericó, Josué enviou os dois espias que haviam sido ajudados por Raabe para resgatá-la e a toda a sua família, conforme o juramento feito. Eles a tiraram, junto com seu pai, mãe, irmãos e todos os seus parentes, colocando-os em segurança fora do acampamento de Israel. Raabe e sua família foram preservados por sua fé e por ter acolhido os mensageiros de Deus. Ela e sua descendência foram incorporadas a Israel, tornando-se um testemunho da graça e da fidelidade de Deus para com aqueles que creem.
Versículos 26-27
A Maldição sobre Jericó e a Fama de Josué
Após a conquista, Josué pronunciou uma solene maldição sobre qualquer um que tentasse reconstruir a cidade de Jericó, declarando que tal pessoa lançaria seus alicerces com a perda de seu primogênito e levantaria suas portas com a perda de seu filho mais novo. Esta maldição enfatizava a santidade da cidade como 'devotada' a Deus e a seriedade da desobediência. Assim, o Senhor estava com Josué, e sua fama se espalhou por toda a terra, confirmando sua liderança divinamente aprovada e o poder de Deus em ação.
Temas
Referências cruzadas
Adaptado de Matthew Henry's Commentary on the Whole Bible (domínio público)
Conexões deste capítulo
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Minhas anotações
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