Video de apoio: Lamentações
Material recomendado para complementar a leitura do capitulo.
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Visao geral de Lamentacoes para apoiar a leitura com contexto literario e teologico.
Credito: BibleProject. Este video e incorporado diretamente do YouTube.
1Eu sou aquele homem que viu a aflição pela vara do seu furor.
2Ele me guiou e me fez andar em trevas e não na luz.
3Deveras fez virar e revirar a sua mão contra mim o dia todo.
4Fez envelhecer a minha carne e a minha pele, quebrou os meus ossos.
5Edificou contra mim, e me cercou de fel e trabalho.
6Assentou-me em lugares tenebrosos, como os que estavam mortos há muito.
7Cercou-me de uma sebe, e não posso sair; agravou os meus grilhões.
8Ainda quando clamo e grito, ele exclui a minha oração.
9Fechou os meus caminhos com pedras lavradas, fez tortuosas as minhas veredas.
10Fez-se-me como urso de emboscada, um leão em esconderijos.
11Desviou os meus caminhos, e fez-me em pedaços; deixou-me assolado.
12Armou o seu arco, e me pôs como alvo à flecha.
13Fez entrar nos meus rins as flechas da sua aljava.
14Fui feito um objeto de escárnio para todo o meu povo, e a sua canção todo o dia.
15Fartou-me de amarguras, embriagou-me de absinto.
16Quebrou com cascalho os meus dentes, abaixou-me na cinza.
17E afastaste da paz a minha alma; esqueci-me do bem.
18Então disse eu: Já pereceu a minha força, como também a minha esperança no Senhor.
19Lembra-te da minha aflição e do meu pranto, do absinto e do fel.
20Minha alma certamente disto se lembra, e se abate dentro de mim.
21Disto me recordarei na minha mente; por isso esperarei.
22As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim;
23Novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade.
24A minha porção é o Senhor, diz a minha alma; portanto esperarei nele.
25Bom é o Senhor para os que esperam por ele, para a alma que o busca.
26Bom é ter esperança, e aguardar em silêncio a salvação do Senhor.
27Bom é para o homem suportar o jugo na sua mocidade.
28Assente-se solitário e fique em silêncio; porquanto Deus o pôs sobre ele.
29Ponha a sua boca no pó; talvez ainda haja esperança.
30Dê a sua face ao que o fere; farte-se de afronta.
31Pois o Senhor não rejeitará para sempre.
32Pois, ainda que entristeça a alguém, usará de compaixão, segundo a grandeza das suas misericórdias.
33Porque não aflige nem entristece de bom grado aos filhos dos homens.
34Pisar debaixo dos seus pés a todos os presos da terra,
35Perverter o direito do homem perante a face do Altíssimo,
36Subverter ao homem no seu pleito, não o veria o Senhor?
37Quem é aquele que diz, e assim acontece, quando o Senhor o não mande?
38Porventura da boca do Altíssimo não sai tanto o mal como o bem?
39De que se queixa, pois, o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus pecados.
40Esquadrinhemos os nossos caminhos, e provemo-los, e voltemos para o Senhor.
41Levantemos os nossos corações com as mãos para Deus nos céus, dizendo:
42Nós transgredimos, e fomos rebeldes; por isso tu não perdoaste.
43Cobriste-te de ira, e nos perseguiste; mataste, não perdoaste.
44Cobriste-te de nuvens, para que não passe a nossa oração.
45Como escória e refugo nos puseste no meio dos povos.
46Todos os nossos inimigos abriram contra nós a sua boca.
47Temor e laço vieram sobre nós, assolação e destruição.
48Torrentes de água derramaram os meus olhos, por causa da destruição da filha do meu povo.
49Os meus olhos choram, e não cessam, porque não há descanso,
50Até que o Senhor atente e veja desde os céus.
51Os meus olhos entristecem a minha alma, por causa de todas as filhas da minha cidade.
52Como ave me caçam os que, sem causa, são meus inimigos.
53Cortaram-me a vida na masmorra, e lançaram pedras sobre mim.
54águas correram sobre a minha cabeça; eu disse: Estou cortado.
55Invoquei o teu nome, Senhor, desde a mais profunda masmorra.
56Ouviste a minha voz; não escondas o teu ouvido ao meu suspiro, ao meu clamor.
57Tu te aproximaste no dia em que te invoquei; disseste: Não temas.
58Pleiteaste, Senhor, as causas da minha alma, remiste a minha vida.
59Viste, Senhor, a injustiça que me fizeram; julga a minha causa.
60Viste toda a sua vingança, todos os seus pensamentos contra mim.
61Ouviste a sua afronta, Senhor, todos os seus pensamentos contra mim,
62Os lábios dos que se levantam contra mim e os seus desígnios me são contrários todo o dia.
63Observa-os ao assentarem-se e ao levantarem-se; eu sou a sua música.
64Tu lhes darás recompensa, Senhor, conforme a obra das suas mãos.
65Tu lhes darás ânsia de coração, maldição tua sobre eles.
66Na tua ira os perseguirás, e os destruirás de debaixo dos céus do Senhor.
Comentário de Estudo
Lamentações 3 é um capítulo central no livro, apresentando uma profunda expressão de dor e aflição, mas também um poderoso vislumbre de esperança e fé na fidelidade de Deus. O profeta, falando em nome do povo exilado ou da igreja sofredora, descreve a intensidade do sofrimento sob a mão divina, mas transita para a lembrança das misericórdias do Senhor. Este capítulo serve como um guia para a alma em angústia, mostrando o caminho da lamentação à confiança e à renovação da esperança.
Versículos 1-20
A Profundidade da Aflição e a Ira Divina
O profeta descreve sua experiência pessoal e coletiva de sofrimento extremo, sentindo-se atingido pela "vara da ira" de Deus. Ele se vê em escuridão, cercado por adversidades e perseguido como por um inimigo. A dor física e emocional é intensa, com a sensação de que Deus fechou os ouvidos às suas orações e que a esperança se desvaneceu. Esta seção detalha a angústia de uma alma que se sente completamente desamparada e esquecida.
Versículos 21-36
A Fidelidade e as Misericórdias do Senhor
Em meio à profunda lamentação, o profeta faz uma transição notável, lembrando-se da bondade e da compaixão de Deus. Ele declara que as misericórdias do Senhor são a razão pela qual não somos consumidos, pois elas se renovam a cada manhã. Esta seção é um hino de esperança, afirmando que o Senhor é bom para aqueles que esperam Nele e que Ele não rejeita para sempre, mas tem prazer em mostrar compaixão. É um lembrete de que, mesmo na adversidade, a fidelidade de Deus permanece inabalável.
Versículos 37-41
O Chamado ao Arrependimento e à Autoanálise
Reconhecendo a soberania de Deus sobre todas as coisas, o profeta questiona de onde vêm o bem e o mal, e conclui que a aflição não vem sem a permissão divina. Ele exorta o povo a examinar seus caminhos e a retornar ao Senhor com arrependimento sincero. A mensagem é clara: em vez de reclamar, devemos nos humilhar, confessar nossos pecados e levantar nossos corações e mãos a Deus no céu. Este é um chamado à responsabilidade pessoal e à busca de restauração através da penitência.
Versículos 42-54
Renovação da Lamentação e Sentimento de Abandono
Apesar dos vislumbres de esperança, a dor e o sentimento de abandono retornam com força, evidenciando a profundidade do sofrimento. O profeta lamenta que Deus não tenha perdoado, mas tenha se escondido atrás de uma nuvem, impedindo que a oração chegasse a Ele. Ele descreve a perseguição pelos inimigos, a zombaria e a sensação de estar preso em um poço, com as águas cobrindo sua cabeça. Esta parte reflete a persistência da angústia e a dificuldade de manter a fé em meio a um sofrimento prolongado e aparentemente sem fim.
Versículos 55-66
Clamor por Salvação e Justiça Divina
No clímax do capítulo, o profeta eleva um clamor desesperado a Deus desde o fundo do poço, e encontra consolo na resposta divina. Ele expressa confiança de que o Senhor ouviu sua voz e redimiu sua vida, sentindo a presença de Deus em sua angústia. Esta seção culmina em uma súplica por justiça contra os opressores e uma declaração de fé na retribuição divina. É um testemunho da capacidade de Deus de resgatar e vindicar aqueles que confiam Nele, mesmo nas circunstâncias mais sombrias, reafirmando a esperança na soberania justa do Senhor.
Temas
Referências cruzadas
Adaptado de Matthew Henry's Commentary on the Whole Bible (domínio público)
Minhas anotações
Guarde percepções, decisões e orações ligadas a Lamentações 3.
Último salvamento: Ainda não salvo