Video de apoio: Lucas
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Visao geral de Lucas para apoiar a leitura com contexto literario e teologico.
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1E Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto;
2E quarenta dias foi tentado pelo diabo, e naqueles dias não comeu coisa alguma; e, terminados eles, teve fome.
3E disse-lhe o diabo: Se tu és o Filho de Deus, dize a esta pedra que se transforme em pão.
4E Jesus lhe respondeu, dizendo: Está escrito que nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra de Deus.
5E o diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os reinos do mundo.
6E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória; porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero.
7Portanto, se tu me adorares, tudo será teu.
8E Jesus, respondendo, disse-lhe: Vai-te para trás de mim, Satanás; porque está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás.
9Levou-o também a Jerusalém, e pô-lo sobre o pináculo do templo, e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo;
10Porque está escrito: Mandará aos seus anjos, acerca de ti, que te guardem,
11E que te sustenham nas mãos, Para que nunca tropeces com o teu pé em alguma pedra.
12E Jesus, respondendo, disse-lhe: Dito está: Não tentarás ao Senhor teu Deus.
13E, acabando o diabo toda a tentação, ausentou-se dele por algum tempo.
14Então, pela virtude do Espírito, voltou Jesus para a Galiléia, e a sua fama correu por todas as terras em derredor.
15E ensinava nas suas sinagogas, e por todos era louvado.
16E, chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga, e levantou-se para ler.
17E foi-lhe dado o livro do profeta Isaías; e, quando abriu o livro, achou o lugar em que estava escrito:
18O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados de coração,
19A pregar liberdade aos cativos, E restauração da vista aos cegos, A pôr em liberdade os oprimidos, A anunciar o ano aceitável do Senhor.
20E, cerrando o livro, e tornando-o a dar ao ministro, assentou-se; e os olhos de todos na sinagoga estavam fitos nele.
21Então começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos.
22E todos lhe davam testemunho, e se maravilhavam das palavras de graça que saíam da sua boca; e diziam: Não é este o filho de José?
23E ele lhes disse: Sem dúvida me direis este provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo; faze também aqui na tua pátria tudo que ouvimos ter sido feito em Cafarnaum.
24E disse: Em verdade vos digo que nenhum profeta é bem recebido na sua pátria.
25Em verdade vos digo que muitas viúvas existiam em Israel nos dias de Elias, quando o céu se cerrou por três anos e seis meses, de sorte que em toda a terra houve grande fome;
26E a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a Sarepta de Sidom, a uma mulher viúva.
27E muitos leprosos havia em Israel no tempo do profeta Eliseu, e nenhum deles foi purificado, senão Naamã, o siro.
28E todos, na sinagoga, ouvindo estas coisas, se encheram de ira.
29E, levantando-se, o expulsaram da cidade, e o levaram até ao cume do monte em que a cidade deles estava edificada, para dali o precipitarem.
30Ele, porém, passando pelo meio deles, retirou-se.
31E desceu a Cafarnaum, cidade da Galiléia, e os ensinava nos sábados.
32E admiravam a sua doutrina porque a sua palavra era com autoridade.
33E estava na sinagoga um homem que tinha o espírito de um demônio imundo, e exclamou em alta voz,
34Dizendo: Ah! que temos nós contigo, Jesus Nazareno? Vieste a destruir-nos? Bem sei quem és: O Santo de Deus.
35E Jesus o repreendeu, dizendo: Cala-te, e sai dele. E o demônio, lançando-o por terra no meio do povo, saiu dele sem lhe fazer mal.
36E veio espanto sobre todos, e falavam uns com os outros, dizendo: Que palavra é esta, que até aos espíritos imundos manda com autoridade e poder, e eles saem?
37E a sua fama divulgava-se por todos os lugares, em redor daquela comarca.
38Ora, levantando-se Jesus da sinagoga, entrou em casa de Simão; e a sogra de Simão estava enferma com muita febre, e rogaram-lhe por ela.
39E, inclinando-se para ela, repreendeu a febre, e esta a deixou. E ela, levantando-se logo, servia-os.
40E, ao pôr do sol, todos os que tinham enfermos de várias doenças lhos traziam; e, pondo as mãos sobre cada um deles, os curava.
41E também de muitos saíam demônios, clamando e dizendo: Tu és o Cristo, o Filho de Deus. E ele, repreendendo-os, não os deixava falar, pois sabiam que ele era o Cristo.
42E, sendo já dia, saiu, e foi para um lugar deserto; e a multidão o procurava, e chegou junto dele; e o detinham, para que não se ausentasse deles.
43Ele, porém, lhes disse: Também é necessário que eu anuncie a outras cidades o evangelho do reino de Deus; porque para isso fui enviado.
44E pregava nas sinagogas da Galiléia.
Comentário de Estudo
Lucas 4 narra o início do ministério público de Jesus após seu batismo e a descida do Espírito Santo. O capítulo começa com a tentação de Jesus no deserto, um período crucial de preparação para sua missão. Em seguida, descreve sua poderosa entrada em Cafarnaum e outras cidades da Galileia, onde pregou com autoridade, expulsou demônios e curou enfermos. Contudo, também registra a rejeição de Jesus em sua própria cidade natal, Nazaré, revelando a complexidade de sua recepção.
Versículos 1-13
A Provação de Jesus no Deserto
Após ser cheio do Espírito Santo, Jesus foi conduzido ao deserto para ser tentado pelo diabo por quarenta dias, sem comer. Esta provação, semelhante às de Moisés e Elias, demonstrou sua total dependência de Deus e sua indiferença ao mundo e ao corpo. O diabo o tentou a duvidar do cuidado do Pai, a buscar glória mundana e a testar a proteção divina. Jesus, porém, resistiu a cada tentação com a Palavra de Deus, mostrando que a verdadeira vida não depende apenas de pão, mas de toda palavra que procede de Deus. Sua vitória sobre Satanás, o 'conquistador' da humanidade, marcou o início de sua missão de resgate.
Versículos 14-15
O Poderoso Retorno à Galileia
Cheio do poder do Espírito, Jesus retornou à Galileia, e sua fama se espalhou por toda a região. Ele começou a ensinar nas sinagogas, sendo glorificado por todos. Este período marcou o início de seu ministério público, onde sua autoridade e sabedoria eram evidentes. A presença do Espírito Santo em Jesus era a fonte de seu poder e a garantia de sua eficácia na proclamação do Reino de Deus.
Versículos 16-30
Jesus Rejeitado em Sua Cidade Natal
Em Nazaré, sua cidade natal, Jesus entrou na sinagoga e leu o texto de Isaías 61, proclamando-se o cumprimento da profecia sobre o Ungido que traria boas novas aos pobres e liberdade aos cativos. Inicialmente, todos se maravilhavam com suas palavras, mas logo a familiaridade gerou desprezo. Eles questionaram sua origem humilde, e Jesus os confrontou com a verdade de que um profeta não é honrado em sua própria terra. A incredulidade e o preconceito os levaram a tentar matá-lo, mas Jesus passou ileso por entre eles, demonstrando sua soberania.
Versículos 31-41
Autoridade de Jesus em Cafarnaum
Jesus desceu a Cafarnaum e ensinava com grande autoridade, diferente dos escribas. Na sinagoga, ele expulsou um demônio de um homem, silenciando o espírito imundo e demonstrando seu poder sobre as forças das trevas. Em seguida, curou a sogra de Simão de uma febre severa, e ao pôr do sol, muitos enfermos e possessos foram trazidos a ele e curados. Sua compaixão e poder eram manifestos, e os demônios o reconheciam como o Filho de Deus, mas ele os proibia de falar.
Versículos 42-44
A Missão de Proclamar o Reino de Deus
Ao amanhecer, Jesus retirou-se para um lugar deserto, buscando comunhão com o Pai. As multidões o procuravam, mas ele lhes disse que precisava pregar o evangelho do Reino de Deus também em outras cidades, pois para isso havia sido enviado. Ele continuou a pregar nas sinagogas da Galileia, estabelecendo o padrão de seu ministério itinerante. Sua prioridade era a proclamação da mensagem do Reino, levando esperança e salvação a todos.
Temas
Referências cruzadas
Adaptado de Matthew Henry's Commentary on the Whole Bible (domínio público)
Conexões deste capítulo
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Minhas anotações
Guarde percepções, decisões e orações ligadas a Lucas 4.
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