Video de apoio: Lucas
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Visao geral de Lucas para apoiar a leitura com contexto literario e teologico.
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E aconteceu que, no segundo sábado após o primeiro, passou pelas searas, e os seus discípulos iam arrancando espigas e, esfregando-as com as mãos, as comiam.
E alguns dos fariseus lhes disseram: Por que fazeis o que não é lícito fazer nos sábados?
E Jesus, respondendo-lhes, disse: Nunca lestes o que fez Davi quando teve fome, ele e os que com ele estavam?
Como entrou na casa de Deus, e tomou os pães da proposição, e os comeu, e deu também aos que estavam com ele, os quais não é lícito comer senão só aos sacerdotes?
E dizia-lhes: O Filho do homem é Senhor até do sábado.
E aconteceu também noutro sábado, que entrou na sinagoga, e estava ensinando; e havia ali um homem que tinha a mão direita mirrada.
E os escribas e fariseus observavam-no, se o curaria no sábado, para acharem de que o acusar.
Mas ele bem conhecia os seus pensamentos; e disse ao homem que tinha a mão mirrada: Levanta-te, e fica em pé no meio. E, levantando-se ele, ficou em pé.
Então Jesus lhes disse: Uma coisa vos hei de perguntar: É lícito nos sábados fazer bem, ou fazer mal? salvar a vida, ou matar?
E, olhando para todos em redor, disse ao homem: Estende a tua mão. E ele assim o fez, e a mão lhe foi restituída sã como a outra.
E ficaram cheios de furor, e uns com os outros conferenciavam sobre o que fariam a Jesus.
E aconteceu que naqueles dias subiu ao monte a orar, e passou a noite em oração a Deus.
E, quando já era dia, chamou a si os seus discípulos, e escolheu doze deles, a quem também deu o nome de apóstolos:
Simão, ao qual também chamou Pedro, e André, seu irmão; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu;
Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelote;
E Judas, irmão de Tiago, e Judas Iscariotes, que foi o traidor.
E, descendo com eles, parou num lugar plano, e também um grande número de seus discípulos, e grande multidão de povo de toda a Judéia, e de Jerusalém, e da costa marítima de Tiro e de Sidom; os quais tinham vindo para o ouvir, e serem curados das suas enfermidades,
Como também os atormentados dos espíritos imundos; e eram curados.
E toda a multidão procurava tocar-lhe, porque saía dele virtude, e curava a todos.
E, levantando ele os olhos para os seus discípulos, dizia: Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus.
Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis fartos. Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque haveis de rir.
Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem e quando vos separarem, e vos injuriarem, e rejeitarem o vosso nome como mau, por causa do Filho do homem.
Folgai nesse dia, exultai; porque eis que é grande o vosso galardão no céu, pois assim faziam os seus pais aos profetas.
Mas ai de vós, ricos! porque já tendes a vossa consolação.
Ai de vós, os que estais fartos, porque tereis fome. Ai de vós, os que agora rides, porque vos lamentareis e chorareis.
Ai de vós quando todos os homens de vós disserem bem, porque assim faziam seus pais aos falsos profetas.
Mas a vós, que isto ouvis, digo: Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam;
Bendizei os que vos maldizem, e orai pelos que vos caluniam.
Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra; e ao que te houver tirado a capa, nem a túnica recuses;
E dá a qualquer que te pedir; e ao que tomar o que é teu, não lho tornes a pedir.
E como vós quereis que os homens vos façam, da mesma maneira lhes fazei vós, também.
E se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? Também os pecadores amam aos que os amam.
E se fizerdes bem aos que vos fazem bem, que recompensa tereis? Também os pecadores fazem o mesmo.
E se emprestardes àqueles de quem esperais tornar a receber, que recompensa tereis? Também os pecadores emprestam aos pecadores, para tornarem a receber outro tanto.
Amai, pois, a vossos inimigos, e fazei bem, e emprestai, sem nada esperardes, e será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo; porque ele é benigno até para com os ingratos e maus.
Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso.
Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; soltai, e soltar-vos-ão.
Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo.
E dizia-lhes uma parábola: Pode porventura o cego guiar o cego? Não cairão ambos na cova?
O discípulo não é superior a seu mestre, mas todo o que for perfeito será como o seu mestre.
E por que atentas tu no argueiro que está no olho de teu irmão, e não reparas na trave que está no teu próprio olho?
Ou como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o argueiro que está no teu olho, não atentando tu mesmo na trave que está no teu olho? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então verás bem para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão.
Porque não há boa árvore que dê mau fruto, nem má árvore que dê bom fruto.
Porque cada árvore se conhece pelo seu próprio fruto; pois não se colhem figos dos espinheiros, nem se vindimam uvas dos abrolhos.
O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu coração tira o mal, porque da abundância do seu coração fala a boca.
E por que me chamais, Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo?
Qualquer que vem a mim e ouve as minhas palavras, e as observa, eu vos mostrarei a quem é semelhante:
É semelhante ao homem que edificou uma casa, e cavou, e abriu bem fundo, e pôs os alicerces sobre a rocha; e, vindo a enchente, bateu com ímpeto a corrente naquela casa, e não a pôde abalar, porque estava fundada sobre a rocha.
Mas o que ouve e não pratica é semelhante ao homem que edificou uma casa sobre terra, sem alicerces, na qual bateu com ímpeto a corrente, e logo caiu; e foi grande a ruína daquela casa.
Comentário de Estudo
No capítulo 6 de Lucas, Jesus continua a revelar sua autoridade divina e a natureza do Reino de Deus. Ele confronta o legalismo dos fariseus sobre o sábado, demonstrando que a misericórdia e a necessidade superam as tradições humanas. O capítulo também destaca a importância da oração na vida de Jesus, a escolha dos doze apóstolos e o início de um sermão transformador que redefine os valores do mundo, chamando os discípulos a um amor radical e à obediência prática.
Versículos 1-11
A Autoridade de Jesus sobre o Sábado
Jesus defende seus discípulos por colherem espigas no sábado, citando o exemplo de Davi e afirmando ser o Senhor do sábado. Ele demonstra que a lei cerimonial cede lugar à necessidade humana. Em seguida, cura um homem com a mão ressequida no sábado, desafiando os fariseus com a pergunta sobre fazer o bem ou o mal. A reação dos fariseus, cheios de fúria, revela sua cegueira espiritual diante da compaixão divina.
Versículos 12-16
Oração e a Escolha dos Doze Apóstolos
Antes de uma decisão crucial, Jesus retira-se para uma montanha e passa a noite inteira em oração a Deus, estabelecendo um exemplo poderoso para todos os líderes. Ao amanhecer, Ele chama seus discípulos e, dentre eles, seleciona doze homens, a quem nomeia apóstolos. Essa escolha cuidadosa, precedida de intensa comunhão com o Pai, marca o início da formação do grupo que levaria sua mensagem ao mundo.
Versículos 17-26
Cura e as Bem-aventuranças do Reino
Descendo da montanha, Jesus encontra uma grande multidão e cura muitos de suas enfermidades e espíritos imundos, demonstrando seu poder e compaixão. Em seguida, Ele profere as Bem-aventuranças, proclamando bênçãos para os pobres, famintos, chorosos e perseguidos, e advertências para os ricos, satisfeitos e populares. Este ensinamento radical inverte os valores mundanos, revelando a verdadeira felicidade e justiça no Reino de Deus.
Versículos 27-42
O Amor Radical e o Julgamento Justo
Jesus exorta seus seguidores a amar os inimigos, fazer o bem aos que os odeiam e abençoar os que os amaldiçoam, estabelecendo um padrão de amor que transcende a retribuição. Ele ensina a Regra de Ouro e a generosidade sem esperar recompensa, convidando à misericórdia como a do Pai. Adverte contra o julgamento hipócrita, usando a parábola do cisco e da trave, e enfatiza que a qualidade do fruto revela a natureza da árvore.
Versículos 43-49
A Frutificação da Fé e os Dois Fundamentos
Continuando seu sermão, Jesus ensina que uma árvore boa não produz fruto mau, e vice-versa, ligando o caráter interior às ações e palavras. Ele questiona a validade de chamá-lo 'Senhor' sem praticar seus ensinamentos. Conclui com a parábola dos dois construtores: um sábio, que edifica sua casa sobre a rocha (ouvindo e praticando a palavra), e um insensato, que constrói sobre a terra, mostrando a importância vital da obediência para uma fé duradoura.
Temas
Referências cruzadas
Adaptado de Matthew Henry's Commentary on the Whole Bible (domínio público)
Minhas anotações
Guarde percepções, decisões e orações ligadas a Lucas 6.
Último salvamento: Ainda não salvo