Video de apoio: Mateus
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Visao geral de Mateus para apoiar a leitura com contexto literario e teologico.
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1Tendo Jesus saído de casa, naquele dia, estava assentado junto ao mar;
2E ajuntou-se muita gente ao pé dele, de sorte que, entrando num barco, se assentou; e toda a multidão estava em pé na praia.
3E falou-lhe de muitas coisas por parábolas, dizendo: Eis que o semeador saiu a semear.
4E, quando semeava, uma parte da semente caiu ao pé do caminho, e vieram as aves, e comeram-na;
5E outra parte caiu em pedregais, onde não havia terra bastante, e logo nasceu, porque não tinha terra funda;
6Mas, vindo o sol, queimou-se, e secou-se, porque não tinha raiz.
7E outra caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram e sufocaram-na.
8E outra caiu em boa terra, e deu fruto: um a cem, outro a sessenta e outro a trinta.
9Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.
10E, acercando-se dele os discípulos, disseram-lhe: Por que lhes falas por parábolas?
11Ele, respondendo, disse-lhes: Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado;
12Porque àquele que tem, se dará, e terá em abundância; mas àquele que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado.
13Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem nem compreendem.
14E neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz:Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis,e, vendo, vereis, mas não percebereis.
15Porque o coração deste povo está endurecido,E ouviram de mau grado com seus ouvidos,E fecharam seus olhos;Para que não vejam com os olhos,E ouçam com os ouvidos,e compreendam com o coração,e se convertam,e eu os cure.
16Mas, bem-aventurados os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem.
17Porque em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vós vedes, e não o viram; e ouvir o que vós ouvis, e não o ouviram.
18Escutai vós, pois, a parábola do semeador.
19Ouvindo alguém a palavra do reino, e não a entendendo, vem o maligno, e arrebata o que foi semeado no seu coração; este é o que foi semeado ao pé do caminho.
20O que foi semeado em pedregais é o que ouve a palavra, e logo a recebe com alegria;
21Mas não tem raiz em si mesmo, antes é de pouca duração; e, chegada a angústia e a perseguição, por causa da palavra, logo se ofende;
22E o que foi semeado entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo, e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera;
23Mas, o que foi semeado em boa terra é o que ouve e compreende a palavra; e dá fruto, e um produz cem, outro sessenta, e outro trinta.
24Propôs-lhes outra parábola, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao homem que semeia a boa semente no seu campo;
25Mas, dormindo os homens, veio o seu inimigo, e semeou joio no meio do trigo, e retirou-se.
26E, quando a erva cresceu e frutificou, apareceu também o joio.
27E os servos do pai de família, indo ter com ele, disseram-lhe: Senhor, não semeaste tu, no teu campo, boa semente? Por que tem, então, joio?
28E ele lhes disse: Um inimigo é quem fez isso. E os servos lhe disseram: Queres pois que vamos arrancá-lo?
29Ele, porém, lhes disse: Não; para que, ao colher o joio, não arranqueis também o trigo com ele.
30Deixai crescer ambos juntos até à ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: Colhei primeiro o joio, e atai-o em molhos para o queimar; mas, o trigo, ajuntai-o no meu celeiro.
31Outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao grão de mostarda que o homem, pegando nele, semeou no seu campo;
32O qual é, realmente, a menor de todas as sementes; mas, crescendo, é a maior das plantas, e faz-se uma árvore, de sorte que vêm as aves do céu, e se aninham nos seus ramos.
33Outra parábola lhes disse: O reino dos céus é semelhante ao fermento, que uma mulher toma e introduz em três medidas de farinha, até que tudo esteja levedado.
34Tudo isto disse Jesus, por parábolas à multidão, e nada lhes falava sem parábolas;
35Para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta, que disse: Abrirei em parábolas a minha boca; Publicarei coisas ocultas desde a fundação do mundo.
36Então, tendo despedido a multidão, foi Jesus para casa. E chegaram ao pé dele os seus discípulos, dizendo: Explica-nos a parábola do joio do campo.
37E ele, respondendo, disse-lhes: O que semeia a boa semente, é o Filho do homem;
38O campo é o mundo; e a boa semente são os filhos do reino; e o joio são os filhos do maligno;
39O inimigo, que o semeou, é o diabo; e a ceifa é o fim do mundo; e os ceifeiros são os anjos.
40Assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será na consumação deste mundo.
41Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles colherão do seu reino tudo o que causa escândalo, e os que cometem iniqüidade.
42E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá pranto e ranger de dentes.
43Então os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.
44Também o reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo, que um homem achou e escondeu; e, pelo gozo dele, vai, vende tudo quanto tem, e compra aquele campo.
45Outrossim o reino dos céus é semelhante ao homem, negociante, que busca boas pérolas;
46E, encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo quanto tinha, e comprou-a.
47Igualmente o reino dos céus é semelhante a uma rede lançada ao mar, e que apanha toda a qualidade de peixes.
48E, estando cheia, a puxam para a praia; e, assentando-se, apanham para os cestos os bons; os ruins, porém, lançam fora.
49Assim será na consumação dos séculos: virão os anjos, e separarão os maus de entre os justos,
50E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá pranto e ranger de dentes.
51E disse-lhes Jesus: Entendestes todas estas coisas? Disseram-lhe eles: Sim, Senhor.
52E ele disse-lhes: Por isso, todo o escriba instruído acerca do reino dos céus é semelhante a um pai de família, que tira do seu tesouro coisas novas e velhas.
53E aconteceu que Jesus, concluindo estas parábolas, se retirou dali.
54E, chegando à sua pátria, ensinava-os na sinagoga deles, de sorte que se maravilhavam, e diziam: De onde veio a este a sabedoria, e estas maravilhas?
55Não é este o filho do carpinteiro? e não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, e José, e Simão, e Judas?
56E não estão entre nós todas as suas irmãs? De onde lhe veio, pois, tudo isto?
57E escandalizavam-se nele. Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, a não ser na sua pátria e na sua casa.
58E não fez ali muitas maravilhas, por causa da incredulidade deles.
Comentário de Estudo
Mateus 13 é um capítulo central que revela a natureza e o progresso do Reino dos Céus através de uma série de parábolas. Jesus usa essas histórias para explicar verdades profundas sobre a semeadura da Palavra, o crescimento da igreja, os desafios enfrentados pelos crentes e o valor inestimável da salvação. Ele também esclarece por que escolheu ensinar dessa forma, revelando mistérios a alguns e ocultando-os de outros. O capítulo culmina com a rejeição de Jesus em sua própria cidade, destacando a importância da fé.
Versículos 1-23
A Parábola do Semeador e o Propósito das Parábolas
Jesus sai da casa e ensina às multidões à beira-mar, usando a parábola do semeador para ilustrar como a Palavra de Deus é recebida. Ele descreve quatro tipos de solo, representando diferentes reações ao evangelho: o caminho, o pedregal, os espinhos e a boa terra. Os discípulos perguntam por que Ele fala em parábolas, e Jesus explica que é para revelar os mistérios do Reino aos que têm ouvidos para ouvir e ocultá-los daqueles que, vendo, não veem, e ouvindo, não ouvem. Ele então interpreta a parábola, mostrando que a frutificação depende da profundidade da raiz e da remoção dos impedimentos mundanos.
Versículos 24-30
A Parábola do Trigo e do Joio
Jesus apresenta a parábola do trigo e do joio, que crescem juntos no mesmo campo até a colheita. Esta parábola ensina que, na igreja e no mundo, o bem e o mal coexistirão até o tempo do juízo final. O inimigo semeia o joio entre o trigo, mas o Senhor, em sua sabedoria, permite que ambos cresçam para evitar arrancar o trigo junto com o joio. A separação final será feita pelos anjos, no dia do juízo, quando cada um receberá sua devida recompensa ou condenação.
Versículos 31-35
O Crescimento Inesperado do Reino
As parábolas do grão de mostarda e do fermento ilustram o crescimento surpreendente e a influência transformadora do Reino dos Céus. O grão de mostarda, a menor das sementes, cresce e se torna uma grande árvore, simbolizando a expansão do evangelho a partir de um começo humilde. O fermento, por sua vez, representa a maneira como a mensagem do Reino se espalha e permeia toda a massa, transformando vidas e sociedades. Jesus ensina em parábolas para cumprir a profecia, revelando coisas ocultas desde a fundação do mundo.
Versículos 36-43
A Explicação do Trigo e do Joio
A pedido dos discípulos, Jesus explica detalhadamente a parábola do trigo e do joio. Ele revela que o semeador é o Filho do Homem, o campo é o mundo, a boa semente são os filhos do Reino, e o joio são os filhos do maligno. A colheita é o fim dos tempos, e os ceifeiros são os anjos. No juízo final, os ímpios serão lançados na fornalha de fogo, enquanto os justos resplandecerão como o sol no Reino de seu Pai. Esta explicação reforça a certeza da separação final e da justiça divina.
Versículos 44-52
O Valor Inestimável do Reino e a Sabedoria do Discípulo
As parábolas do tesouro escondido e da pérola de grande valor enfatizam a suprema importância do Reino dos Céus, que exige sacrifício total para ser adquirido. Aquele que encontra o tesouro ou a pérola vende tudo o que tem para possuí-los, ilustrando a disposição de abrir mão de tudo por Cristo. A parábola da rede lançada ao mar reitera a ideia da separação final entre justos e ímpios. Por fim, a parábola do pai de família ensina que o escriba instruído no Reino deve ser como um tesoureiro, capaz de tirar do seu depósito coisas novas e velhas para o benefício de outros.
Versículos 53-58
A Rejeição de Jesus em Sua Terra Natal
Após ensinar as parábolas, Jesus retorna à sua terra natal, Nazaré, mas encontra incredulidade e desprezo por parte de seus conterrâneos. Eles o conhecem como o filho do carpinteiro e questionam sua autoridade e sabedoria, baseando-se em sua origem humilde e na familiaridade com sua família. Devido à falta de fé deles, Jesus não realiza muitos milagres ali, demonstrando que a incredulidade pode limitar a manifestação do poder divino. Esta passagem serve como um alerta sobre os perigos da familiaridade e da falta de fé.
Temas
Referências cruzadas
Adaptado de Matthew Henry's Commentary on the Whole Bible (domínio público)
Minhas anotações
Guarde percepções, decisões e orações ligadas a Mateus 13.
Último salvamento: Ainda não salvo