Bíblia Viva 360
Sobre
Livros//

Mateus 13

Mateus · Capítulo 13 · 58 versículos

ACF · Almeida Corrigida Fiel

12345678910111213141516171819202122232425262728

Video de apoio: Mateus

Material recomendado para complementar a leitura do capitulo.

Assistir explicacao do BibleProject

Visao geral de Mateus para apoiar a leitura com contexto literario e teologico.

Credito: BibleProject. Este video e incorporado diretamente do YouTube.

Abrir no YouTubeCanal BibleProjectSite oficial

1Tendo Jesus saído de casa, naquele dia, estava assentado junto ao mar;

2E ajuntou-se muita gente ao pé dele, de sorte que, entrando num barco, se assentou; e toda a multidão estava em pé na praia.

3E falou-lhe de muitas coisas por parábolas, dizendo: Eis que o semeador saiu a semear.

4E, quando semeava, uma parte da semente caiu ao pé do caminho, e vieram as aves, e comeram-na;

5E outra parte caiu em pedregais, onde não havia terra bastante, e logo nasceu, porque não tinha terra funda;

6Mas, vindo o sol, queimou-se, e secou-se, porque não tinha raiz.

7E outra caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram e sufocaram-na.

8E outra caiu em boa terra, e deu fruto: um a cem, outro a sessenta e outro a trinta.

9Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

10E, acercando-se dele os discípulos, disseram-lhe: Por que lhes falas por parábolas?

11Ele, respondendo, disse-lhes: Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado;

12Porque àquele que tem, se dará, e terá em abundância; mas àquele que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado.

13Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem nem compreendem.

14E neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz:Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis,e, vendo, vereis, mas não percebereis.

15Porque o coração deste povo está endurecido,E ouviram de mau grado com seus ouvidos,E fecharam seus olhos;Para que não vejam com os olhos,E ouçam com os ouvidos,e compreendam com o coração,e se convertam,e eu os cure.

16Mas, bem-aventurados os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem.

17Porque em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vós vedes, e não o viram; e ouvir o que vós ouvis, e não o ouviram.

18Escutai vós, pois, a parábola do semeador.

19Ouvindo alguém a palavra do reino, e não a entendendo, vem o maligno, e arrebata o que foi semeado no seu coração; este é o que foi semeado ao pé do caminho.

20O que foi semeado em pedregais é o que ouve a palavra, e logo a recebe com alegria;

21Mas não tem raiz em si mesmo, antes é de pouca duração; e, chegada a angústia e a perseguição, por causa da palavra, logo se ofende;

22E o que foi semeado entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo, e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera;

23Mas, o que foi semeado em boa terra é o que ouve e compreende a palavra; e dá fruto, e um produz cem, outro sessenta, e outro trinta.

24Propôs-lhes outra parábola, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao homem que semeia a boa semente no seu campo;

25Mas, dormindo os homens, veio o seu inimigo, e semeou joio no meio do trigo, e retirou-se.

26E, quando a erva cresceu e frutificou, apareceu também o joio.

27E os servos do pai de família, indo ter com ele, disseram-lhe: Senhor, não semeaste tu, no teu campo, boa semente? Por que tem, então, joio?

28E ele lhes disse: Um inimigo é quem fez isso. E os servos lhe disseram: Queres pois que vamos arrancá-lo?

29Ele, porém, lhes disse: Não; para que, ao colher o joio, não arranqueis também o trigo com ele.

30Deixai crescer ambos juntos até à ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: Colhei primeiro o joio, e atai-o em molhos para o queimar; mas, o trigo, ajuntai-o no meu celeiro.

31Outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao grão de mostarda que o homem, pegando nele, semeou no seu campo;

32O qual é, realmente, a menor de todas as sementes; mas, crescendo, é a maior das plantas, e faz-se uma árvore, de sorte que vêm as aves do céu, e se aninham nos seus ramos.

33Outra parábola lhes disse: O reino dos céus é semelhante ao fermento, que uma mulher toma e introduz em três medidas de farinha, até que tudo esteja levedado.

34Tudo isto disse Jesus, por parábolas à multidão, e nada lhes falava sem parábolas;

35Para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta, que disse: Abrirei em parábolas a minha boca; Publicarei coisas ocultas desde a fundação do mundo.

36Então, tendo despedido a multidão, foi Jesus para casa. E chegaram ao pé dele os seus discípulos, dizendo: Explica-nos a parábola do joio do campo.

37E ele, respondendo, disse-lhes: O que semeia a boa semente, é o Filho do homem;

38O campo é o mundo; e a boa semente são os filhos do reino; e o joio são os filhos do maligno;

39O inimigo, que o semeou, é o diabo; e a ceifa é o fim do mundo; e os ceifeiros são os anjos.

40Assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será na consumação deste mundo.

41Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles colherão do seu reino tudo o que causa escândalo, e os que cometem iniqüidade.

42E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá pranto e ranger de dentes.

43Então os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

44Também o reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo, que um homem achou e escondeu; e, pelo gozo dele, vai, vende tudo quanto tem, e compra aquele campo.

45Outrossim o reino dos céus é semelhante ao homem, negociante, que busca boas pérolas;

46E, encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo quanto tinha, e comprou-a.

47Igualmente o reino dos céus é semelhante a uma rede lançada ao mar, e que apanha toda a qualidade de peixes.

48E, estando cheia, a puxam para a praia; e, assentando-se, apanham para os cestos os bons; os ruins, porém, lançam fora.

49Assim será na consumação dos séculos: virão os anjos, e separarão os maus de entre os justos,

50E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá pranto e ranger de dentes.

51E disse-lhes Jesus: Entendestes todas estas coisas? Disseram-lhe eles: Sim, Senhor.

52E ele disse-lhes: Por isso, todo o escriba instruído acerca do reino dos céus é semelhante a um pai de família, que tira do seu tesouro coisas novas e velhas.

53E aconteceu que Jesus, concluindo estas parábolas, se retirou dali.

54E, chegando à sua pátria, ensinava-os na sinagoga deles, de sorte que se maravilhavam, e diziam: De onde veio a este a sabedoria, e estas maravilhas?

55Não é este o filho do carpinteiro? e não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, e José, e Simão, e Judas?

56E não estão entre nós todas as suas irmãs? De onde lhe veio, pois, tudo isto?

57E escandalizavam-se nele. Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, a não ser na sua pátria e na sua casa.

58E não fez ali muitas maravilhas, por causa da incredulidade deles.

Comentário de Estudo

Mateus 13 é um capítulo central que revela a natureza e o progresso do Reino dos Céus através de uma série de parábolas. Jesus usa essas histórias para explicar verdades profundas sobre a semeadura da Palavra, o crescimento da igreja, os desafios enfrentados pelos crentes e o valor inestimável da salvação. Ele também esclarece por que escolheu ensinar dessa forma, revelando mistérios a alguns e ocultando-os de outros. O capítulo culmina com a rejeição de Jesus em sua própria cidade, destacando a importância da fé.

Versículos 1-23

A Parábola do Semeador e o Propósito das Parábolas

Jesus sai da casa e ensina às multidões à beira-mar, usando a parábola do semeador para ilustrar como a Palavra de Deus é recebida. Ele descreve quatro tipos de solo, representando diferentes reações ao evangelho: o caminho, o pedregal, os espinhos e a boa terra. Os discípulos perguntam por que Ele fala em parábolas, e Jesus explica que é para revelar os mistérios do Reino aos que têm ouvidos para ouvir e ocultá-los daqueles que, vendo, não veem, e ouvindo, não ouvem. Ele então interpreta a parábola, mostrando que a frutificação depende da profundidade da raiz e da remoção dos impedimentos mundanos.

Versículos 24-30

A Parábola do Trigo e do Joio

Jesus apresenta a parábola do trigo e do joio, que crescem juntos no mesmo campo até a colheita. Esta parábola ensina que, na igreja e no mundo, o bem e o mal coexistirão até o tempo do juízo final. O inimigo semeia o joio entre o trigo, mas o Senhor, em sua sabedoria, permite que ambos cresçam para evitar arrancar o trigo junto com o joio. A separação final será feita pelos anjos, no dia do juízo, quando cada um receberá sua devida recompensa ou condenação.

Versículos 31-35

O Crescimento Inesperado do Reino

As parábolas do grão de mostarda e do fermento ilustram o crescimento surpreendente e a influência transformadora do Reino dos Céus. O grão de mostarda, a menor das sementes, cresce e se torna uma grande árvore, simbolizando a expansão do evangelho a partir de um começo humilde. O fermento, por sua vez, representa a maneira como a mensagem do Reino se espalha e permeia toda a massa, transformando vidas e sociedades. Jesus ensina em parábolas para cumprir a profecia, revelando coisas ocultas desde a fundação do mundo.

Versículos 36-43

A Explicação do Trigo e do Joio

A pedido dos discípulos, Jesus explica detalhadamente a parábola do trigo e do joio. Ele revela que o semeador é o Filho do Homem, o campo é o mundo, a boa semente são os filhos do Reino, e o joio são os filhos do maligno. A colheita é o fim dos tempos, e os ceifeiros são os anjos. No juízo final, os ímpios serão lançados na fornalha de fogo, enquanto os justos resplandecerão como o sol no Reino de seu Pai. Esta explicação reforça a certeza da separação final e da justiça divina.

Versículos 44-52

O Valor Inestimável do Reino e a Sabedoria do Discípulo

As parábolas do tesouro escondido e da pérola de grande valor enfatizam a suprema importância do Reino dos Céus, que exige sacrifício total para ser adquirido. Aquele que encontra o tesouro ou a pérola vende tudo o que tem para possuí-los, ilustrando a disposição de abrir mão de tudo por Cristo. A parábola da rede lançada ao mar reitera a ideia da separação final entre justos e ímpios. Por fim, a parábola do pai de família ensina que o escriba instruído no Reino deve ser como um tesoureiro, capaz de tirar do seu depósito coisas novas e velhas para o benefício de outros.

Versículos 53-58

A Rejeição de Jesus em Sua Terra Natal

Após ensinar as parábolas, Jesus retorna à sua terra natal, Nazaré, mas encontra incredulidade e desprezo por parte de seus conterrâneos. Eles o conhecem como o filho do carpinteiro e questionam sua autoridade e sabedoria, baseando-se em sua origem humilde e na familiaridade com sua família. Devido à falta de fé deles, Jesus não realiza muitos milagres ali, demonstrando que a incredulidade pode limitar a manifestação do poder divino. Esta passagem serve como um alerta sobre os perigos da familiaridade e da falta de fé.

Temas

A Natureza do Reino dos CéusA Recepção da Palavra de DeusCrescimento e Expansão do EvangelhoO Valor e o Custo do DiscipuladoJuízo Divino e Separação FinalA Revelação dos Mistérios de Deus

Referências cruzadas

Isaías 6:9-10Marcos 4:1-20Lucas 8:4-15Eclesiastes 11:6Provérbios 1:20Apocalipse 14:15

Adaptado de Matthew Henry's Commentary on the Whole Bible (domínio público)

Minhas anotações

Guarde percepções, decisões e orações ligadas a Mateus 13.

Último salvamento: Ainda não salvo

Bíblia Viva 360

Uma plataforma para ler, localizar e compreender as Escrituras em contexto, conectando eventos, personagens, lugares, doutrinas e referências em uma experiência integrada.

Referências bíblicas
Contexto histórico
Trilhas guiadas
Recursos de estudo

Explorar

  • Timeline
  • Mapa Interativo
  • Personagens
  • Tribos de Israel

Estudar

  • Bíblia
  • Planos de Leitura
  • Teologia Sistemática
  • Trilhas
  • Flashcards e quizzes

Jornada

  • Devocionais
  • Minha Jornada
  • Biblioteca
  • Sobre

© 2026Bíblia Viva 360. Conteúdo para estudo bíblico.

PrivacidadeTermos de UsoCookies
contato@bibliaviva360.com.br
Datas históricas apresentadas como aproximadas.