Bíblia Viva 360
Sobre
Livros//

Mateus 22

Mateus · Capítulo 22 · 46 versículos

ACF · Almeida Corrigida Fiel

12345678910111213141516171819202122232425262728

Video de apoio: Mateus

Material recomendado para complementar a leitura do capitulo.

Assistir explicacao do BibleProject

Visao geral de Mateus para apoiar a leitura com contexto literario e teologico.

Credito: BibleProject. Este video e incorporado diretamente do YouTube.

Abrir no YouTubeCanal BibleProjectSite oficial

1Então Jesus, tomando a palavra, tornou a falar-lhes em parábolas, dizendo:

2O reino dos céus é semelhante a um certo rei que celebrou as bodas de seu filho;

3E enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas, e estes não quiseram vir.

4Depois, enviou outros servos, dizendo: Dizei aos convidados: Eis que tenho o meu jantar preparado, os meus bois e cevados já mortos, e tudo já pronto; vinde às bodas.

5Eles, porém, não fazendo caso, foram, um para o seu campo, outro para o seu negócio;

6E os outros, apoderando-se dos servos, os ultrajaram e mataram.

7E o rei, tendo notícia disto, encolerizou-se e, enviando os seus exércitos, destruiu aqueles homicidas, e incendiou a sua cidade.

8Então diz aos servos: As bodas, na verdade, estão preparadas, mas os convidados não eram dignos.

9Ide, pois, às saídas dos caminhos, e convidai para as bodas a todos os que encontrardes.

10E os servos, saindo pelos caminhos, ajuntaram todos quantos encontraram, tanto maus como bons; e a festa nupcial foi cheia de convidados.

11E o rei, entrando para ver os convidados, viu ali um homem que não estava trajado com veste de núpcias.

12E disse-lhe: Amigo, como entraste aqui, não tendo veste nupcial? E ele emudeceu.

13Disse, então, o rei aos servos: Amarrai-o de pés e mãos, levai-o, e lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes.

14Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos.

15Então, retirando-se os fariseus, consultaram entre si como o surpreenderiam nalguma palavra;

16E enviaram-lhe os seus discípulos, com os herodianos, dizendo: Mestre, bem sabemos que és verdadeiro, e ensinas o caminho de Deus segundo a verdade, e de ninguém se te dá, porque não olhas a aparência dos homens.

17Dize-nos, pois, que te parece? É lícito pagar o tributo a César, ou não?

18Jesus, porém, conhecendo a sua malícia, disse: Por que me experimentais, hipócritas?

19Mostrai-me a moeda do tributo. E eles lhe apresentaram um dinheiro.

20E ele diz-lhes: De quem é esta efígie e esta inscrição?

21Dizem-lhe eles: De César. Então ele lhes disse: Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.

22E eles, ouvindo isto, maravilharam-se, e, deixando-o, se retiraram.

23No mesmo dia chegaram junto dele os saduceus, que dizem não haver ressurreição, e o interrogaram,

24Dizendo: Mestre, Moisés disse: Se morrer alguém, não tendo filhos, casará o seu irmão com a mulher dele, e suscitará descendência a seu irmão.

25Ora, houve entre nós sete irmãos; e o primeiro, tendo casado, morreu e, não tendo descendência, deixou sua mulher a seu irmão.

26Da mesma sorte o segundo, e o terceiro, até ao sétimo;

27Por fim, depois de todos, morreu também a mulher.

28Portanto, na ressurreição, de qual dos sete será a mulher, visto que todos a possuíram?

29Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus.

30Porque na ressurreição nem casam nem são dados em casamento; mas serão como os anjos de Deus no céu.

31E, acerca da ressurreição dos mortos, não tendes lido o que Deus vos declarou, dizendo:

32Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó? Ora, Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos.

33E, as turbas, ouvindo isto, ficaram maravilhadas da sua doutrina.

34E os fariseus, ouvindo que ele fizera emudecer os saduceus, reuniram-se no mesmo lugar.

35E um deles, doutor da lei, interrogou-o para o experimentar, dizendo:

36Mestre, qual é o grande mandamento na lei?

37E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.

38Este é o primeiro e grande mandamento.

39E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.

40Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.

41E, estando reunidos os fariseus, interrogou-os Jesus,

42Dizendo: Que pensais vós do Cristo? De quem é filho? Eles disseram-lhe: De Davi.

43Disse-lhes ele: Como é então que Davi, em espírito, lhe chama Senhor, dizendo:

44Disse o Senhor ao meu Senhor:Assenta-te à minha direita,Até que eu ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés?

45Se Davi, pois, lhe chama Senhor, como é seu filho?

46E ninguém podia responder-lhe uma palavra; nem desde aquele dia ousou mais alguém interrogá-lo.

Comentário de Estudo

Mateus 22 continua os discursos de Jesus no templo, poucos dias antes de sua crucificação. Este capítulo é crucial, pois Jesus apresenta a parábola do banquete de casamento, que ilustra a rejeição de Israel e o chamado dos gentios, além de advertir contra a hipocrisia. Em seguida, Ele enfrenta e silencia seus oponentes – fariseus, saduceus e escribas – em debates sobre impostos, a ressurreição e o maior mandamento, revelando sua sabedoria divina.

Versículos 1-10

O Convite Real e a Recusa dos Primeiros Convidados

Jesus compara o Reino dos Céus a um rei que prepara um banquete de casamento para seu filho. Os primeiros convidados, representando Israel, recusam o convite com desprezo, priorizando seus próprios afazeres e até maltratando os mensageiros. A ira do rei se acende, e ele destrói aqueles que rejeitaram sua generosidade. Esta parábola ilustra a oferta graciosa do evangelho e a trágica recusa de muitos, especialmente os judeus, que não reconheceram a importância da salvação oferecida por Cristo.

Versículos 11-14

A Necessidade do Traje Nupcial e a Advertência à Hipocrisia

Após a rejeição dos primeiros, o rei envia seus servos para convidar a todos que encontrarem nas estradas, enchendo o salão com bons e maus. Contudo, ao inspecionar os convidados, o rei encontra um homem sem o traje nupcial, símbolo da justiça de Cristo e da santidade necessária para o Reino. Este homem é expulso para as trevas exteriores, onde há choro e ranger de dentes. A parábola conclui com a solene verdade: "Muitos são chamados, mas poucos são escolhidos", alertando sobre a superficialidade e a hipocrisia na profissão de fé.

Versículos 15-22

Sabedoria Divina Diante da Armadilha Política

Os fariseus, buscando prender Jesus em suas palavras, perguntam se é lícito pagar impostos a César. Jesus, discernindo sua malícia, pede uma moeda e pergunta de quem é a imagem e a inscrição. Ao responderem que é de César, Jesus pronuncia sua famosa frase: "Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus." Com essa resposta, Ele desarma seus inimigos, afirmando a legitimidade das autoridades civis e, mais importante, a soberania de Deus sobre todas as coisas, incluindo a vida e a devoção dos crentes.

Versículos 23-33

A Verdade da Ressurreição e a Natureza da Vida Eterna

Os saduceus, que negavam a ressurreição, tentam ridicularizar Jesus com um cenário hipotético sobre uma mulher que se casou com sete irmãos. Jesus os repreende por não conhecerem as Escrituras nem o poder de Deus. Ele explica que na ressurreição as pessoas não se casam, mas são como os anjos de Deus no céu. Citando Moisés, Ele prova a ressurreição ao afirmar que Deus é o Deus de Abraão, Isaque e Jacó, não de mortos, mas de vivos, revelando a continuidade da existência após a morte.

Versículos 34-40

O Essencial da Lei: Amor a Deus e ao Próximo

Um perito na lei, um escriba, pergunta a Jesus qual é o maior mandamento. Jesus responde que o primeiro e maior é amar a Deus de todo o coração, alma e entendimento. O segundo, semelhante a este, é amar o próximo como a si mesmo. Ele declara que toda a Lei e os Profetas dependem desses dois mandamentos. Esta síntese divina revela a essência da vontade de Deus, enfatizando que a verdadeira religião se manifesta em um amor genuíno e abrangente, tanto vertical quanto horizontal.

Versículos 41-46

A Natureza Divina e Humana do Messias

Jesus, por sua vez, pergunta aos fariseus o que eles pensam do Cristo, de quem Ele é filho. Eles respondem que é filho de Davi. Jesus então os confronta, citando o Salmo 110, onde Davi chama o Messias de "Senhor". Ele pergunta: "Se Davi o chama Senhor, como pode ser seu filho?" Essa pergunta os silencia, pois eles não conseguem conciliar a descendência davídica com a senhoria divina do Messias. Jesus revela assim a natureza dupla do Cristo: verdadeiro homem (descendente de Davi) e verdadeiro Deus (Senhor de Davi).

Temas

A Soberania e a Graça de DeusA Rejeição do Evangelho e Suas ConsequênciasA Necessidade da Verdadeira Fé e SantidadeA Autoridade e Sabedoria de CristoA Natureza da Vida Eterna e a RessurreiçãoO Amor como Essência da Lei Divina

Referências cruzadas

Apocalipse 19:7-9Isaías 25:6-82 Coríntios 5:20Marcos 12:13-37Lucas 20:20-44Deuteronômio 6:5

Adaptado de Matthew Henry's Commentary on the Whole Bible (domínio público)

Minhas anotações

Guarde percepções, decisões e orações ligadas a Mateus 22.

Último salvamento: Ainda não salvo

Bíblia Viva 360

Uma plataforma para ler, localizar e compreender as Escrituras em contexto, conectando eventos, personagens, lugares, doutrinas e referências em uma experiência integrada.

Referências bíblicas
Contexto histórico
Trilhas guiadas
Recursos de estudo

Explorar

  • Timeline
  • Mapa Interativo
  • Personagens
  • Tribos de Israel

Estudar

  • Bíblia
  • Planos de Leitura
  • Teologia Sistemática
  • Trilhas
  • Flashcards e quizzes

Jornada

  • Devocionais
  • Minha Jornada
  • Biblioteca
  • Sobre

© 2026Bíblia Viva 360. Conteúdo para estudo bíblico.

PrivacidadeTermos de UsoCookies
contato@bibliaviva360.com.br
Datas históricas apresentadas como aproximadas.