Video de apoio: Mateus
Material recomendado para complementar a leitura do capitulo.
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Visao geral de Mateus para apoiar a leitura com contexto literario e teologico.
Credito: BibleProject. Este video e incorporado diretamente do YouTube.
1Não julgueis, para que não sejais julgados.
2Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós.
3E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho?
4Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu?
5Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão.
6Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas, não aconteça que as pisem com os pés e, voltando-se, vos despedacem.
7Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á.
8Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á.
9E qual dentre vós é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra?
10E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente?
11Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem?
12Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas.
13Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela;
14E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem.
15Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores.
16Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos?
17Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus.
18Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons.
19Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo.
20Portanto, pelos seus frutos os conhecereis.
21Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.
22Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas?
23E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.
24Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha;
25E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha.
26E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia;
27E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda.
28E aconteceu que, concluindo Jesus este discurso, a multidão se admirou da sua doutrina;
29Porquanto os ensinava como tendo autoridade; e não como os escribas.
Comentário de Estudo
Este capítulo finaliza o Sermão da Montanha, uma das mais importantes exposições de Jesus sobre a vida no Reino de Deus. Ele nos orienta sobre como viver de forma justa e piedosa, tanto em nossa relação com Deus quanto com o próximo. A ênfase recai sobre a prática da fé, transformando o coração e as ações. Jesus nos convida a uma vida de integridade, discernimento e obediência genuína.
Versículos 1-6
Não Julgueis para Não Serdes Julgados
Jesus nos adverte contra o julgamento precipitado e hipócrita dos outros, lembrando-nos que seremos julgados com a mesma medida que usamos. Ele nos exorta a examinar nossas próprias falhas significativas ("trave") antes de tentar corrigir as pequenas falhas ("cisco") nos outros. A hipocrisia é severamente condenada, pois a verdadeira reforma começa em nós mesmos. Além disso, somos instruídos a não oferecer o que é sagrado àqueles que o desprezarão, protegendo a santidade da mensagem divina.
Versículos 7-11
A Eficácia da Oração Persistente
Cristo nos encoraja a uma vida de oração persistente e confiante, prometendo que quem pede, recebe; quem busca, encontra; e a quem bate, a porta se abrirá. Ele usa a analogia de pais terrenos que dão boas coisas aos filhos para ilustrar a generosidade e a bondade de Deus. Nosso Pai celestial, sendo perfeito, certamente concederá o que é bom e necessário àqueles que o buscam com fé. Esta passagem é um poderoso incentivo à dependência divina e à comunicação constante com Deus.
Versículos 12-14
A Regra de Ouro e os Dois Caminhos
O versículo 12 apresenta a célebre 'Regra de Ouro', um princípio ético fundamental que resume o amor ao próximo: fazer aos outros o que gostaríamos que nos fizessem. Em seguida, Jesus contrasta dois caminhos distintos: o estreito e difícil, que conduz à vida eterna, e o largo e espaçoso, que leva à perdição. Ele nos exorta a escolher conscientemente o caminho da retidão, que exige esforço, renúncia e uma vida de compromisso com Seus ensinamentos. A porta estreita simboliza a dificuldade de viver uma vida de fé genuína, mas a recompensa é a vida.
Versículos 15-20
Cuidado com os Falsos Profetas
Jesus adverte Seus discípulos sobre os falsos profetas, que se apresentam com aparência de piedade, mas são enganadores perigosos. Ele ensina que o verdadeiro caráter de uma pessoa ou de um ensino é revelado por seus 'frutos', ou seja, por suas ações, seu comportamento e o impacto de suas palavras. Assim como uma árvore boa produz bons frutos e uma árvore má produz maus frutos, o mesmo princípio se aplica aos líderes espirituais. O discernimento é crucial para proteger a fé e a comunidade dos enganos.
Versículos 21-29
A Necessidade da Obediência Genuína e a Autoridade de Cristo
Esta seção conclui o Sermão da Montanha, enfatizando que a verdadeira fé vai além de meras palavras ou rituais; ela se manifesta na obediência prática à vontade de Cristo. Jesus ilustra isso com a parábola dos dois construtores: aquele que ouve Suas palavras e as pratica edifica sua casa sobre a rocha, resistindo às tempestades da vida. Por outro lado, quem apenas ouve, mas não obedece, constrói sobre a areia, e sua casa ruirá. A multidão ficou admirada com o ensino de Jesus, pois Ele falava com uma autoridade divina, diferente dos escribas, demonstrando o poder transformador de Sua mensagem.
Temas
Referências cruzadas
Adaptado de Matthew Henry's Commentary on the Whole Bible (domínio público)
Minhas anotações
Guarde percepções, decisões e orações ligadas a Mateus 7.
Último salvamento: Ainda não salvo