Video de apoio: Marcos
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E outra vez entrou na sinagoga, e estava ali um homem que tinha uma das mãos mirrada.
E estavam observando-o securaria no sábado, para o acusarem.
E disse ao homem que tinha a mão mirrada: Levanta-te e vem para o meio.
E perguntou-lhes: É lícito no sábado fazer bem, ou fazer mal? salvar a vida, ou matar? E eles calaram-se.
E, olhando para eles em redor com indignação, condoendo-se da dureza do seu coração, disse ao homem: Estende a tua mão. E ele a estendeu, e foi-lhe restituída a sua mão, sã como a outra.
E, tendo saído os fariseus, tomaram logo conselho com os herodianos contra ele, procurando ver como o matariam.
E retirou-se Jesus com os seus discípulos para o mar, e seguia-o uma grande multidão da Galiléia e da Judéia,
E de Jerusalém, e da Iduméia, e de além do Jordão, e de perto de Tiro e de Sidom; uma grande multidão que, ouvindo quão grandes coisas fazia, vinha ter com ele.
E ele disse aos seus discípulos que lhe tivessem sempre pronto um barquinho junto dele, por causa da multidão, para que o não oprimisse,
Porque tinha curado a muitos, de tal maneira que todos quantos tinham algum mal se arrojavam sobre ele, para lhe tocarem.
E os espíritos imundos vendo-o, prostravam-se diante dele, e clamavam, dizendo: Tu és o Filho de Deus.
E ele os ameaçava muito, para que não o manifestassem.
E subiu ao monte, e chamou para si os que ele quis; e vieram a ele.
E nomeou doze para que estivessem com ele e os mandasse a pregar,
E para que tivessem o poderde curar as enfermidades e expulsar os demônios:
A Simão, a quem pôs o nome de Pedro,
E a Tiago, filho de Zebedeu, e a João, irmão de Tiago, aos quais pôs o nome de Boanerges, que significa: Filhos do trovão;
E a André, e a Filipe, e a Bartolomeu, e a Mateus, e a Tomé, e a Tiago, filho de Alfeu, e a Tadeu, e a Simão, o Cananita,
E a Judas Iscariotes, o que o entregou.
E foram para uma casa. E afluiu outra vez a multidão, de tal maneira que nem sequer podiam comer pão.
E, quando os seus ouviram isto, saíram para o prender; porque diziam: Está fora de si.
E os escribas, que tinham descido de Jerusalém, diziam: Tem Belzebu, e pelo príncipe dos demônios expulsa os demônios.
E, chamando-os a si, disse-lhes por parábolas: Como pode Satanás expulsar Satanás?
E, se um reino se dividir contra si mesmo, tal reino não pode subsistir;
E, se uma casa se dividir contra si mesma, tal casa não pode subsistir.
E, se Satanás se levantar contra si mesmo, e for dividido, não pode subsistir; antes tem fim.
Ninguém pode roubar os bens do valente, entrando-lhe em sua casa, se primeiro não maniatar o valente; e então roubará a sua casa.
Na verdade vos digo que todos os pecados serão perdoados aos filhos dos homens, e toda a sorte de blasfêmias, com que blasfemarem;
Qualquer, porém, que blasfemar contra o Espírito Santo, nunca obterá perdão, mas será réu do eterno juízo
(Porque diziam: Tem espírito imundo).
Chegaram, então, seus irmãos e sua mãe; e, estando fora, mandaram-no chamar.
E a multidão estava assentada ao redor dele, e disseram-lhe: Eis que tua mãe e teus irmãos te procuram, e estão lá fora.
E ele lhes respondeu, dizendo: Quem é minha mãe e meus irmãos?
E, olhando em redor para os que estavam assentados junto dele, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos.
Porquanto, qualquer que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, e minha irmã, e minha mãe.
Comentário de Estudo
O capítulo 3 de Marcos revela a autoridade e a compaixão de Jesus, que cura um homem com a mão ressequida no sábado, desafiando as tradições farisaicas e provocando a ira de seus inimigos. Em meio à crescente oposição, Jesus atrai grandes multidões e escolhe seus doze apóstolos para uma missão específica. O capítulo também aborda a grave acusação de que Jesus expulsava demônios pelo poder de Belzebu, culminando na poderosa declaração sobre a verdadeira família de Cristo.
Versículos 1-6
A Cura da Mão Ressequida e a Oposição dos Fariseus
Jesus, novamente na sinagoga, encontra um homem com a mão ressequida, sob o olhar vigilante dos fariseus que buscavam uma acusação. Com compaixão, Jesus desafia a hipocrisia deles, perguntando se é lícito fazer o bem ou o mal no sábado. Diante do silêncio e da dureza de seus corações, Ele cura o homem instantaneamente. Este ato de misericórdia, porém, não amolece seus inimigos, mas os leva a conspirar com os herodianos para destruí-Lo. A prioridade de Jesus é sempre o bem-estar humano, mesmo que isso confronte tradições rígidas.
Versículos 7-12
A Fama de Jesus e a Afluência das Multidões
Após a conspiração, Jesus se retira para o mar com seus discípulos, mas sua fama já se espalhara por toda parte. Grandes multidões de diversas regiões, incluindo Galileia, Judeia, Jerusalém, Idumeia e até Tiro e Sidom, o seguiam, atraídas pelos grandes feitos que ouviam. Muitos se apertavam para tocá-lo, buscando cura para suas enfermidades, que eram vistas como 'pragas' ou castigos. Os espíritos imundos, ao vê-lo, prostravam-se e o proclamavam Filho de Deus, mas Jesus os repreendia, ordenando que não o revelassem publicamente.
Versículos 13-21
A Escolha dos Doze Apóstolos e o Início da Missão
Jesus sobe a um monte e chama para si aqueles que Ele mesmo desejava, estabelecendo um grupo de doze, a quem chamou apóstolos. O propósito era que estivessem com Ele, aprendendo e sendo preparados para pregar o evangelho e expulsar demônios. Ele lhes deu autoridade para essa missão, nomeando-os um a um, incluindo Simão (Pedro), Tiago e João (Filhos do Trovão), e Judas Iscariotes. A escolha desses homens simples para uma tarefa tão grandiosa demonstra a soberania de Cristo e o poder transformador de seu chamado.
Versículos 22-30
A Acusação de Blaspêmia e o Pecado Imperdoável
Escribas vindos de Jerusalém acusam Jesus de estar possuído por Belzebu, o príncipe dos demônios, e de expulsar demônios por seu poder. Jesus refuta essa lógica absurda, explicando que um reino dividido contra si mesmo não pode subsistir, nem Satanás pode expulsar Satanás. Ele então adverte sobre a gravidade da blasfêmia contra o Espírito Santo, um pecado que não tem perdão, pois atribui a obra divina do Espírito ao poder demoníaco. Esta passagem sublinha a seriedade de rejeitar deliberadamente a verdade e a obra de Deus.
Versículos 31-35
A Verdadeira Família de Jesus
Enquanto Jesus ensinava, sua mãe e seus irmãos chegam, chamando-o para fora. A multidão informa Jesus sobre a presença de seus familiares, mas Ele aproveita a ocasião para redefinir o conceito de família. Olhando para os que estavam sentados ao seu redor, Jesus declara que sua verdadeira mãe e seus verdadeiros irmãos são aqueles que fazem a vontade de Deus. Esta afirmação eleva a comunhão espiritual e a obediência a Deus acima dos laços de parentesco carnal, convidando todos a fazer parte de sua família.
Temas
Referências cruzadas
Adaptado de Matthew Henry's Commentary on the Whole Bible (domínio público)
Minhas anotações
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Último salvamento: Ainda não salvo