Video de apoio: Números
Material recomendado para complementar a leitura do capitulo.
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Visao geral de Numeros para apoiar a leitura com contexto literario e teologico.
Credito: BibleProject. Este video e incorporado diretamente do YouTube.
1E falou o SENHOR a Moisés no deserto de Sinai, no ano segundo da sua saída da terra do Egito, no primeiro mês, dizendo:
2Celebrem os filhos de Israel a páscoa a seu tempo determinado.
3No dia catorze deste mês, pela tarde, a seu tempo determinado a celebrareis; segundo todos os seus estatutos, e segundo todos os seus ritos, a celebrareis.
4Disse, pois, Moisés aos filhos de Israel que celebrassem a páscoa.
5Então celebraram a páscoa no dia catorze do primeiro mês, pela tarde, no deserto de Sinai; conforme a tudo o que o Senhor ordenara a Moisés, assim fizeram os filhos de Israel.
6E houve alguns que estavam imundos por terem tocado o corpo de um homem morto; e não podiam celebrar a páscoa naquele dia; por isso se chegaram perante Moisés e Arão naquele mesmo dia;
7E aqueles homens disseram-lhe: Imundos estamos nós pelo corpo de um homem morto; por que seríamos privados de oferecer a oferta do Senhor a seu tempo determinado no meio dos filhos de Israel?
8E disse-lhes Moisés: Esperai, e eu ouvirei o que o Senhor vos ordenará.
9Então falou o Senhor a Moisés, dizendo:
10Fala aos filhos de Israel, dizendo: Quando alguém entre vós, ou entre as vossas gerações, for imundo por tocar corpo morto, ou achar-se em jornada longe de vós, contudo ainda celebrará a páscoa ao Senhor.
11No mês segundo, no dia catorze à tarde, a celebrarão; com pães ázimos e ervas amargas a comerão.
12Dela nada deixarão até à manhã, e dela não quebrarão osso algum; segundo todo o estatuto da páscoa a celebrarão.
13Porém, quando um homem for limpo, e não estiver em viagem, e deixar de celebrar a páscoa, essa alma do seu povo será extirpada; porquanto não ofereceu a oferta do Senhor a seu tempo determinado; esse homem levará o seu pecado.
14E, quando um estrangeiro peregrinar entre vós, e também celebrar a páscoa ao Senhor, segundo o estatuto da páscoa e segundo o seu rito assim a celebrará; um mesmo estatuto haverá para vós, assim para o estrangeiro, como para o natural da terra.
15E no dia em que foi levantado o tabernáculo, a nuvem cobriu o tabernáculo sobre a tenda do testemunho; e à tarde estava sobre o tabernáculo com uma aparência de fogo até à manhã.
16Assim era de contínuo: a nuvem o cobria, e de noite havia aparência de fogo.
17Mas sempre que a nuvem se alçava de sobre a tenda, os filhos de Israel partiam; e no lugar onde a nuvem parava, ali os filhos de Israel se acampavam.
18Segundo a ordem do Senhor, os filhos de Israel partiam, e segundo a ordem do Senhor se acampavam; todos os dias em que a nuvem parava sobre o tabernáculo, ficavam acampados.
19E, quando a nuvem se detinha muitos dias sobre o tabernáculo, então os filhos de Israel cumpriam a ordem do Senhor, e não partiam.
20E, quando a nuvem ficava poucos dias sobre o tabernáculo, segundo a ordem do Senhor se alojavam, e segundo a ordem do Senhor partiam.
21Porém, outras vezes a nuvem ficava desde a tarde até à manhã, e quando ela se alçava pela manhã, então partiam; quer de dia quer de noite alçando-se a nuvem, partiam.
22Ou, quando a nuvem sobre o tabernáculo se detinha dois dias, ou um mês, ou um ano, ficando sobre ele, então os filhos de Israel se alojavam, e não partiam; e alçando-se ela, partiam.
23Segundo a ordem do Senhor se alojavam, e segundo a ordem do Senhor partiam; cumpriam o seu dever para com o Senhor, segundo a ordem do Senhor por intermédio de Moisés.
Comentário de Estudo
Números 9 marca um momento crucial na jornada de Israel pelo deserto, um ano após sua saída do Egito. O capítulo enfatiza a importância da obediência às ordenanças divinas, especialmente a Páscoa, que relembra a libertação do povo. Ele também aborda a misericórdia de Deus ao prover soluções para aqueles que, por circunstâncias imprevistas, não podiam cumprir a lei no tempo determinado. Este capítulo sublinha a fidelidade de Deus e a necessidade da santidade em Sua presença.
Versículos 1-5
A Renovação da Celebração da Páscoa
Deus instruiu Moisés para que os filhos de Israel celebrassem a Páscoa no deserto do Sinai, um ano após o êxodo. Esta observância, no décimo quarto dia do primeiro mês, era um lembrete vital da libertação divina e da aliança. A prontidão de Moisés em transmitir a ordem e a obediência do povo em cumpri-la demonstram a seriedade com que a nação encarava os mandamentos do Senhor. Mesmo em condições de deserto, a Páscoa era um pilar da identidade e fé de Israel, mostrando que a adoração a Deus não deve ser negligenciada por circunstâncias adversas.
Versículos 6-8
O Dilema da Impureza Cerimonial
Alguns homens se encontraram impuros por terem tocado um cadáver, o que os impedia de participar da Páscoa no tempo devido. Com grande angústia, eles se apresentaram a Moisés e Arão, questionando por que seriam impedidos de oferecer a oferta ao Senhor. Este incidente revela a seriedade da lei cerimonial e o desejo sincero do povo de cumprir suas obrigações religiosas. Moisés, demonstrando sabedoria e prudência, não deu uma resposta precipitada, mas buscou a orientação divina para resolver o dilema.
Versículos 9-12
A Provisão Divina para os Impedidos
Em resposta à consulta de Moisés, o Senhor estabeleceu uma provisão misericordiosa: aqueles que estivessem impuros por um cadáver ou em uma longa viagem poderiam celebrar a Páscoa no décimo quarto dia do segundo mês. Esta "segunda Páscoa" deveria ser observada com os mesmos ritos e cerimônias da primeira, incluindo pães ázimos e ervas amargas. A flexibilidade da lei demonstra a compaixão de Deus, que deseja que todos os Seus filhos tenham a oportunidade de participar de Suas ordenanças. Contudo, a santidade e a reverência permaneciam essenciais, sem quebrar ossos ou deixar sobras até a manhã.
Versículos 13-14
A Seriedade da Obediência e a Inclusão do Estrangeiro
O Senhor deixou claro que a negligência intencional da Páscoa por alguém limpo e sem impedimentos resultaria em ser "eliminado do seu povo", carregando seu próprio pecado. Isso sublinha a gravidade da obediência voluntária e a importância de não desprezar as ordenanças divinas. Além disso, a lei da Páscoa foi estendida aos estrangeiros que residissem entre Israel e desejassem celebrá-la, com as mesmas regras para nativos e forasteiros. Esta inclusão demonstra a universalidade dos princípios de Deus e a abertura de Sua aliança para todos que desejam se aproximar d'Ele com um coração obediente.
Temas
Referências cruzadas
Adaptado de Matthew Henry's Commentary on the Whole Bible (domínio público)
Minhas anotações
Guarde percepções, decisões e orações ligadas a Números 9.
Último salvamento: Ainda não salvo