Video de apoio: Salmos
Material recomendado para complementar a leitura do capitulo.
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Visao geral de Salmos para apoiar a leitura com contexto literario e teologico.
Credito: BibleProject. Este video e incorporado diretamente do YouTube.
1Louvai ao SENHOR. Louvai ao SENHOR, porque ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre.
2Quem pode contar as obras poderosas do Senhor? Quem anunciará os seus louvores?
3Bem-aventurados os que guardam o juízo, o que pratica justiça em todos os tempos.
4Lembra-te de mim, Senhor, segundo a tua boa vontade para com o teu povo; visita-me com a tua salvação.
5Para que eu veja os bens de teus escolhidos, para que eu me alegre com a alegria da tua nação, para que me glorie com a tua herança.
6Nós pecamos como os nossos pais, cometemos a iniqüidade, andamos perversamente.
7Nossos pais não entenderam as tuas maravilhas no Egito; não se lembraram da multidão das tuas misericórdias; antes o provocaram no mar, sim no Mar Vermelho.
8Não obstante, ele os salvou por amor do seu nome, para fazer conhecido o seu poder.
9Repreendeu, também, o Mar Vermelho, e este se secou, e os fez caminhar pelos abismos como pelo deserto.
10E os livrou da mão daquele que os odiava, e os remiu da mão do inimigo.
11E as águas cobriram os seus adversários; nem um só deles ficou.
12Então creram nas suas palavras, e cantaram os seus louvores.
13Porém cedo se esqueceram das suas obras; não esperaram o seu conselho.
14Mas deixaram-se levar à cobiça no deserto, e tentaram a Deus na solidão.
15E ele lhes cumpriu o seu desejo, mas enviou magreza às suas almas.
16E invejaram a Moisés no campo, e a Arão, o santo do Senhor.
17Abriu-se a terra, e engoliu a Datã, e cobriu o grupo de Abirão.
18E um fogo se acendeu no seu grupo; a chama abrasou os ímpios.
19Fizeram um bezerro em Horebe e adoraram a imagem fundida.
20E converteram a sua glória na figura de um boi que come erva.
21Esqueceram-se de Deus, seu Salvador, que fizera grandezas no Egito,
22Maravilhas na terra de Cão, coisas tremendas no Mar Vermelho.
23Por isso disse que os destruiria, não houvesse Moisés, seu escolhido, ficado perante ele na brecha, para desviar a sua indignação, a fim de não os destruir.
24Também desprezaram a terra aprazível; não creram na sua palavra.
25Antes murmuraram nas suas tendas, e não deram ouvidos à voz do Senhor.
26Por isso levantou a sua mão contra eles, para os derrubar no deserto;
27Para derrubar também a sua semente entre as nações, e espalhá-los pelas terras.
28Também se juntaram com Baal-Peor, e comeram os sacrifícios dos mortos.
29Assim o provocaram à ira com as suas invenções; e a peste rebentou entre eles.
30Então se levantou Finéias, e fez juízo, e cessou aquela peste.
31E isto lhe foi contado como justiça, de geração em geração, para sempre.
32Indignaram-no também junto às águas da contenda, de sorte que sucedeu mal a Moisés, por causa deles;
33Porque irritaram o seu espírito, de modo que falou imprudentemente com seus lábios.
34Não destruíram os povos, como o Senhor lhes dissera.
35Antes se misturaram com os gentios, e aprenderam as suas obras.
36E serviram aos seus ídolos, que vieram a ser-lhes um laço.
37Demais disto, sacrificaram seus filhos e suas filhas aos demônios,
38E derramaram sangue inocente, o sangue de seus filhos e de suas filhas que sacrificaram aos ídolos de Canaã; e a terra foi manchada com sangue.
39Assim se contaminaram com as suas obras, e se corromperam com os seus feitos.
40Então se acendeu a ira do Senhor contra o seu povo, de modo que abominou a sua herança.
41E os entregou nas mãos dos gentios; e aqueles que os odiavam se assenhorearam deles.
42E os seus inimigos os oprimiram, e foram humilhados debaixo das suas mãos.
43Muitas vezes os livrou, mas o provocaram com o seu conselho, e foram abatidos pela sua iniqüidade.
44Contudo, atendeu à sua aflição, ouvindo o seu clamor.
45E se lembrou da sua aliança, e se arrependeu segundo a multidão das suas misericórdias.
46Assim, também fez com que deles tivessem misericórdia os que os levaram cativos.
47Salva-nos, Senhor nosso Deus, e congrega-nos dentre os gentios, para que louvemos o teu nome santo, e nos gloriemos no teu louvor.
48Bendito seja o Senhor Deus de Israel, de eternidade em eternidade, e todo o povo diga: Amém. Louvai ao Senhor.
Comentário de Estudo
O Salmo 106 é um registro histórico das rebeliões e provocações de Israel contra Deus, contrastando com a bondade divina celebrada no Salmo 105. Apesar da longa lista de pecados, o salmo começa e termina com um "Aleluia", ensinando-nos que a tristeza pelo pecado não deve silenciar nosso louvor. Ele nos convida a confessar tanto a grandeza da misericórdia de Deus quanto a profundidade de nossa própria maldade. Ao refletir sobre a história de Israel, somos levados a nos humilhar e a confiar na persistente misericórdia divina.
Versículos 1-5
Louvor a Deus e a Bem-aventurança dos Justos
Os primeiros versículos nos chamam a louvar e agradecer ao Senhor por sua bondade e misericórdia eterna, que são inesgotáveis. Ninguém pode expressar plenamente os poderosos feitos de Deus, mas somos convidados a proclamar o que pudermos. O salmista declara bem-aventurados aqueles que praticam a justiça continuamente, demonstrando uma fé genuína. Ele expressa o desejo de ser lembrado com o favor que Deus concede ao seu povo, buscando a salvação e a alegria de pertencer à nação escolhida de Deus.
Versículos 6-12
Pecados no Mar Vermelho e a Fidelidade de Deus
Aqui, o povo de Deus confessa seus próprios pecados, reconhecendo que agiram como seus antepassados, com iniquidade e perversidade. Eles lamentam a estupidez de seus pais, que não compreenderam as maravilhas de Deus no Egito e rapidamente se esqueceram de suas muitas misericórdias. No Mar Vermelho, eles provocaram a Deus com sua incredulidade e desespero. Contudo, mesmo diante de sua rebelião, Deus os salvou por amor do seu nome, demonstrando seu poder e redimindo-os de seus inimigos, levando-os a crer e louvar, ainda que temporariamente.
Versículos 13-23
Murmuração, Cobiça e Idolatria no Deserto
Apesar do livramento no Mar Vermelho, a fé de Israel foi efêmera; eles logo se esqueceram das obras de Deus e cobiçaram no deserto. Sua insatisfação e murmuração levaram a juízos divinos, como a punição de Datã e Abirão. No Sinai, eles rapidamente se desviaram, adorando um bezerro de ouro e trocando a glória de Deus por uma imagem. Essa idolatria foi uma grande provocação, e a ira de Deus teria consumido o povo se Moisés, seu escolhido, não tivesse intercedido por eles, desviando o furor divino.
Versículos 24-39
Descrença, Baal-Peor e a Mistura com as Nações
A incredulidade de Israel continuou, levando-os a desprezar a terra prometida e a murmurar em suas tendas, desobedecendo à voz do Senhor. Por isso, Deus jurou que os faria cair no deserto e espalharia sua descendência entre as nações. Mais tarde, eles se uniram aos moabitas em Baal-Peor, participando de sacrifícios pagãos e provocando a Deus com sua imoralidade e idolatria. A ira divina se acendeu, e muitos pereceram, mas a ação zelosa de Fineias trouxe um fim à praga. Eles também irritaram a Deus nas águas de Meribá, causando sofrimento a Moisés, e falharam em destruir as nações cananeias, misturando-se com elas e adotando suas práticas abomináveis, sacrificando até seus filhos a demônios.
Versículos 40-46
O Juízo Divino e a Misericórdia Restauradora
A persistente desobediência de Israel acendeu a ira de Deus, que os entregou nas mãos de seus inimigos, que os oprimiram. Muitas vezes, Deus os livrou, mas eles continuavam a se rebelar, sendo rebaixados por sua iniquidade. No entanto, mesmo em sua aflição, quando clamavam, Deus ouvia seu lamento e se lembrava de sua aliança. Sua compaixão era despertada, e Ele fazia com que seus captores tivessem misericórdia deles. Esta seção demonstra o ciclo de pecado, juízo e a misericórdia inabalável de Deus para com seu povo.
Versículos 47-48
Oração por Restauração e Louvor Final
O salmo conclui com uma oração fervorosa pela restauração do povo de Deus, pedindo que o Senhor os salve e os congregue dentre as nações. O propósito dessa reunião é que eles possam dar graças ao seu santo nome e gloriar-se em seu louvor. Esta súplica reflete a esperança de que, apesar de todas as falhas passadas, a misericórdia de Deus prevalecerá. O salmo termina com uma doxologia, bendizendo o Senhor, o Deus de Israel, de eternidade a eternidade, com todo o povo dizendo: "Amém! Aleluia!".
Temas
Referências cruzadas
Adaptado de Matthew Henry's Commentary on the Whole Bible (domínio público)
Minhas anotações
Guarde percepções, decisões e orações ligadas a Salmos 106.
Último salvamento: Ainda não salvo