Video de apoio: Apocalipse
Material recomendado para complementar a leitura do capitulo.
Assistir explicacao do BibleProject
Visao geral de Apocalipse para apoiar a leitura com contexto literario e teologico.
Credito: BibleProject. Este video e incorporado diretamente do YouTube.
1E depois destas coisas vi descer do céu outro anjo, que tinha grande poder, e a terra foi iluminada com a sua glória.
2E clamou fortemente com grande voz, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia, e se tornou morada de demônios, e coito de todo espírito imundo, e coito de toda ave imunda e odiável.
3Porque todas as nações beberam do vinho da ira da sua fornicação, e os reis da terra fornicaram com ela; e os mercadores da terra se enriqueceram com a abundância de suas delícias.
4E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas.
5Porque já os seus pecados se acumularam até ao céu, e Deus se lembrou das iniqüidades dela.
6Tornai-lhe a dar como ela vos tem dado, e retribuí-lhe em dobro conforme as suas obras; no cálice em que vos deu de beber, dai-lhe a ela em dobro.
7Quanto ela se glorificou, e em delícias esteve, foi-lhe outro tanto de tormento e pranto; porque diz em seu coração: Estou assentada como rainha, e não sou viúva, e não verei o pranto.
8Portanto, num dia virão as suas pragas, a morte, e o pranto, e a fome; e será queimada no fogo; porque é forte o Senhor Deus que a julga.
9E os reis da terra, que fornicaram com ela, e viveram em delícias, a chorarão, e sobre ela prantearão, quando virem a fumaça do seu incêndio;
10Estando de longe pelo temor do seu tormento, dizendo: Ai! ai daquela grande cidade de Babilônia, aquela forte cidade! pois em uma hora veio o seu juízo.
11E sobre ela choram e lamentam os mercadores da terra; porque ninguém mais compra as suas mercadorias:
12Mercadorias de ouro, e de prata, e de pedras preciosas, e de pérolas, e de linho fino, e de púrpura, e de seda, e de escarlata; e toda a madeira odorífera, e todo o vaso de marfim, e todo o vaso de madeira preciosíssima, de bronze e de ferro, e de mármore;
13E canela, e perfume, e mirra, e incenso, e vinho, e azeite, e flor de farinha, e trigo, e gado, e ovelhas; e cavalos, e carros, e corpos e almas de homens.
14E o fruto do desejo da tua alma foi-se de ti; e todas as coisas gostosas e excelentes se foram de ti, e não mais as acharás.
15Os mercadores destas coisas, que dela se enriqueceram, estarão de longe, pelo temor do seu tormento, chorando e lamentando,
16E dizendo: Ai, ai daquela grande cidade! que estava vestida de linho fino, de púrpura, de escarlata; e adornada com ouro e pedras preciosas e pérolas! porque numa hora foram assoladas tantas riquezas.
17E todo piloto, e todo o que navega em naus, e todo marinheiro, e todos os que negociam no mar se puseram de longe;
18E, vendo a fumaça do seu incêndio, clamaram, dizendo: Que cidade é semelhante a esta grande cidade?
19E lançaram pó sobre as suas cabeças, e clamaram, chorando, e lamentando, e dizendo: Ai, ai daquela grande cidade! na qual todos os que tinham naus no mar se enriqueceram em razão da sua opulência; porque numa hora foi assolada.
20Alegra-te sobre ela, ó céu, e vós, santos apóstolos e profetas; porque já Deus julgou a vossa causa quanto a ela.
21E um forte anjo levantou uma pedra como uma grande mó, e lançou-a no mar, dizendo: Com igual ímpeto será lançada babilônia, aquela grande cidade, e não será jamais achada.
22E em ti não se ouvirá mais a voz de harpistas, e de músicos, e de flautistas, e de trombeteiros, e nenhum artífice de arte alguma se achará mais em ti; e ruído de mó em ti não se ouvirá mais;
23E luz de candeia não mais luzirá em ti, e voz de esposo e de esposa não mais em ti se ouvirá; porque os teus mercadores eram os grandes da terra; porque todas as nações foram enganadas pelas tuas feitiçarias.
24E nela se achou o sangue dos profetas, e dos santos, e de todos os que foram mortos na terra.
Comentário de Estudo
Apocalipse 18 revela a queda espetacular e irreversível da grande Babilônia, um símbolo do sistema mundial oposto a Deus. Um anjo poderoso proclama sua ruína total, detalhando as razões de sua condenação. O capítulo também serve como um alerta para o povo de Deus se separar de suas práticas pecaminosas. A lamentação dos que se beneficiaram de sua opulência contrasta com a alegria celestial pela justiça divina.
Versículos 1-3
A Proclamação da Queda de Babilônia e Suas Razões
Um anjo majestoso, cuja glória ilumina a terra, desce do céu para anunciar a queda definitiva da grande Babilônia. Com uma voz poderosa, ele declara que ela se tornou morada de demônios e de todo espírito imundo, um lugar de desolação e abominação. A razão para essa ruína é clara: todas as nações foram seduzidas pelo vinho de sua fornicação espiritual, e os reis da terra se corromperam com ela. Os mercadores do mundo enriqueceram-se com sua luxúria e abundância, evidenciando sua profunda depravação e influência maligna.
Versículos 4-8
Um Chamado à Separação e a Justiça de Deus
Uma voz do céu adverte o povo de Deus a sair de Babilônia, para não participar de seus pecados e não receber suas pragas. Os pecados de Babilônia se acumularam até o céu, e Deus se lembrou de suas iniquidades, garantindo que a justiça será executada. A ordem é retribuir a ela o dobro do que fez, pois ela se glorificou e viveu em luxo, pensando-se rainha invulnerável. Contudo, suas pragas virão em um único dia – morte, luto e fome – e ela será consumida pelo fogo, pois forte é o Senhor Deus que a julga.
Versículos 9-19
O Lamento dos Aliados de Babilônia
Os reis e mercadores da terra, que se beneficiaram da fornicação e do luxo de Babilônia, lamentam profundamente sua queda. Eles observam de longe, tomados pelo medo de seu tormento, chorando a perda da grande cidade que em uma hora foi julgada. Os mercadores se lamentam porque ninguém mais compra suas mercadorias preciosas, que incluíam ouro, prata, pedras, especiarias e até almas de homens. Sua tristeza não é pelo pecado, mas pela perda de sua riqueza e poder, demonstrando um espírito mundano e egoísta.
Versículos 20-24
A Alegria Celestial e a Ruína Irreversível
Em contraste com o lamento terreno, o céu, os santos apóstolos e profetas são convidados a se alegrar, pois Deus vingou nela o sangue de seus servos. Um anjo poderoso lança uma pedra de moinho no mar, simbolizando a violência e a irreversibilidade da queda de Babilônia, que nunca mais será encontrada. As vozes de alegria, música, trabalho e celebração nupcial cessarão completamente nela. Sua ruína é final porque seus mercadores eram os grandes da terra, e por suas feitiçarias todas as nações foram enganadas, e nela foi encontrado o sangue dos profetas e santos.
Temas
Referências cruzadas
Adaptado de Matthew Henry's Commentary on the Whole Bible (domínio público)
Minhas anotações
Guarde percepções, decisões e orações ligadas a Apocalipse 18.
Último salvamento: Ainda não salvo