Video de apoio: Cantares
Material recomendado para complementar a leitura do capitulo.
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Visao geral de Cantico dos Canticos para apoiar a leitura com contexto literario e teologico.
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Já entrei no meu jardim, minha irmã, minha esposa; colhi a minha mirra com a minha especiaria, comi o meu favo com o meu mel, bebi o meu vinho com o meu leite; comei, amigos, bebei abundantemente, ó amados.
Eu dormia, mas o meu coração velava; e eis a voz do meu amado que está batendo: abre-me, minha irmã, meu amor, pomba minha, imaculada minha, porque a minha cabeça está cheia de orvalho, os meus cabelos das gotas da noite.
Já despi a minha roupa; como a tornarei a vestir? Já lavei os meus pés; como os tornarei a sujar?
O meu amado pôs a sua mão pela fresta da porta, e as minhas entranhas estremeceram por amor dele.
Eu me levantei para abrir ao meu amado, e as minhas mãos gotejavam mirra, e os meus dedos mirra com doce aroma, sobre as aldravas da fechadura.
Eu abri ao meu amado, mas já o meu amado tinha se retirado, e tinha ido; a minha alma desfaleceu quando ele falou; busquei-o e não o achei, chamei-o e não me respondeu.
Acharam-me os guardas que rondavam pela cidade; espancaram-me, feriram-me, tiraram-me o manto os guardas dos muros.
Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, que, se achardes o meu amado, lhe digais que estou enferma de amor.
Que é o teu amado mais do que outro amado, ó tu, a mais formosa entre as mulheres? Que é o teu amado mais do que outro amado, que tanto nos conjuras?
O meu amado é branco e rosado; ele é o primeiro entre dez mil.
A sua cabeça é como o ouro mais apurado, os seus cabelos são crespos, pretos como o corvo.
Os seus olhos são como os das pombas junto às correntes das águas, lavados em leite, postos em engaste.
As suas faces são como um canteiro de bálsamo, como flores perfumadas; os seus lábios são como lírios gotejando mirra com doce aroma.
As suas mãos são como anéis de ouro engastados de berilo; o seu ventre como alvo marfim, coberto de safiras.
As suas pernas como colunas de mármore, colocadas sobre bases de ouro puro; o seu aspecto como o Líbano, excelente como os cedros.
A sua boca é muitíssimo suave; sim, ele é totalmente desejável. Tal é o meu amado, e tal o meu amigo, ó filhas de Jerusalém.
Comentário de Estudo
O Cântico dos Cânticos 5 inicia com a resposta amorosa de Cristo ao convite de Sua amada, celebrando a comunhão. Contudo, o capítulo rapidamente se volta para um momento de falha espiritual da noiva, que hesita em abrir a porta para Ele. Essa negligência leva à dolorosa ausência do Amado, impulsionando a noiva a uma busca angustiante. A narrativa explora a profundidade do amor divino e as consequências da nossa própria indolência espiritual.
Versículos 1
A Chegada e a Generosidade do Amado
Matthew Henry destaca a prontidão de Cristo em responder ao convite da igreja. Ele não apenas vem ao seu jardim, mas a reconhece como "irmã e esposa", validando seu relacionamento íntimo. O Amado celebra os frutos do jardim e, com grande generosidade, traz suas próprias provisões abundantes – mel, vinho e leite – convidando todos os amigos a se banquetearem. Isso ilustra a alegria de Cristo em estar com Seu povo e Sua disposição em nos abençoar ricamente. Sua vinda é um convite à comunhão plena e à satisfação espiritual.
Versículos 2-3
A Indolência da Noiva e o Chamado de Cristo
A narrativa muda para a noiva, que se encontra em um estado de sono espiritual, embora seu coração esteja vigilante. Ela ouve a voz do Amado batendo à porta, com a cabeça molhada pelo orvalho da noite, um sinal de Sua perseverança e sacrifício. Contudo, a noiva hesita, apresentando desculpas mundanas sobre já ter se desnudado e lavado os pés, relutante em se levantar e abrir. Essa cena representa a nossa própria tendência à preguiça espiritual e à priorização do conforto pessoal sobre a comunhão com Cristo. É um alerta sobre os perigos da complacência na fé.
Versículos 4-8
A Busca Dolorosa e o Anseio Pelo Amado Ausente
Movida pela persistência do Amado, que estende a mão pela fresta da porta, a noiva finalmente se levanta para abrir, com as mãos perfumadas de mirra. No entanto, ao abrir, descobre que Ele já se retirou, deixando-a em profunda angústia e desespero. Sua alma desfalece, e ela O procura pela cidade, mas não O encontra, nem recebe resposta ao Seu chamado. Os guardas a maltratam, simbolizando as consequências dolorosas da negligência espiritual e a confusão que pode advir da ausência divina. Desesperada, ela implora às filhas de Jerusalém que, se O encontrarem, digam-Lhe que ela está "doente de amor".
Temas
Referências cruzadas
Adaptado de Matthew Henry's Commentary on the Whole Bible (domínio público)
Minhas anotações
Guarde percepções, decisões e orações ligadas a Cantares 5.
Último salvamento: Ainda não salvo