Video de apoio: Cantares
Material recomendado para complementar a leitura do capitulo.
Assistir explicacao do BibleProject
Visao geral de Cantico dos Canticos para apoiar a leitura com contexto literario e teologico.
Credito: BibleProject. Este video e incorporado diretamente do YouTube.
1Já entrei no meu jardim, minha irmã, minha esposa; colhi a minha mirra com a minha especiaria, comi o meu favo com o meu mel, bebi o meu vinho com o meu leite; comei, amigos, bebei abundantemente, ó amados.
2Eu dormia, mas o meu coração velava; e eis a voz do meu amado que está batendo: abre-me, minha irmã, meu amor, pomba minha, imaculada minha, porque a minha cabeça está cheia de orvalho, os meus cabelos das gotas da noite.
3Já despi a minha roupa; como a tornarei a vestir? Já lavei os meus pés; como os tornarei a sujar?
4O meu amado pôs a sua mão pela fresta da porta, e as minhas entranhas estremeceram por amor dele.
5Eu me levantei para abrir ao meu amado, e as minhas mãos gotejavam mirra, e os meus dedos mirra com doce aroma, sobre as aldravas da fechadura.
6Eu abri ao meu amado, mas já o meu amado tinha se retirado, e tinha ido; a minha alma desfaleceu quando ele falou; busquei-o e não o achei, chamei-o e não me respondeu.
7Acharam-me os guardas que rondavam pela cidade; espancaram-me, feriram-me, tiraram-me o manto os guardas dos muros.
8Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, que, se achardes o meu amado, lhe digais que estou enferma de amor.
9Que é o teu amado mais do que outro amado, ó tu, a mais formosa entre as mulheres? Que é o teu amado mais do que outro amado, que tanto nos conjuras?
10O meu amado é branco e rosado; ele é o primeiro entre dez mil.
11A sua cabeça é como o ouro mais apurado, os seus cabelos são crespos, pretos como o corvo.
12Os seus olhos são como os das pombas junto às correntes das águas, lavados em leite, postos em engaste.
13As suas faces são como um canteiro de bálsamo, como flores perfumadas; os seus lábios são como lírios gotejando mirra com doce aroma.
14As suas mãos são como anéis de ouro engastados de berilo; o seu ventre como alvo marfim, coberto de safiras.
15As suas pernas como colunas de mármore, colocadas sobre bases de ouro puro; o seu aspecto como o Líbano, excelente como os cedros.
16A sua boca é muitíssimo suave; sim, ele é totalmente desejável. Tal é o meu amado, e tal o meu amigo, ó filhas de Jerusalém.
Comentário de Estudo
O Cântico dos Cânticos 5 inicia com a resposta amorosa de Cristo ao convite de Sua amada, celebrando a comunhão. Contudo, o capítulo rapidamente se volta para um momento de falha espiritual da noiva, que hesita em abrir a porta para Ele. Essa negligência leva à dolorosa ausência do Amado, impulsionando a noiva a uma busca angustiante. A narrativa explora a profundidade do amor divino e as consequências da nossa própria indolência espiritual.
Versículos 1
A Chegada e a Generosidade do Amado
Matthew Henry destaca a prontidão de Cristo em responder ao convite da igreja. Ele não apenas vem ao seu jardim, mas a reconhece como "irmã e esposa", validando seu relacionamento íntimo. O Amado celebra os frutos do jardim e, com grande generosidade, traz suas próprias provisões abundantes – mel, vinho e leite – convidando todos os amigos a se banquetearem. Isso ilustra a alegria de Cristo em estar com Seu povo e Sua disposição em nos abençoar ricamente. Sua vinda é um convite à comunhão plena e à satisfação espiritual.
Versículos 2-3
A Indolência da Noiva e o Chamado de Cristo
A narrativa muda para a noiva, que se encontra em um estado de sono espiritual, embora seu coração esteja vigilante. Ela ouve a voz do Amado batendo à porta, com a cabeça molhada pelo orvalho da noite, um sinal de Sua perseverança e sacrifício. Contudo, a noiva hesita, apresentando desculpas mundanas sobre já ter se desnudado e lavado os pés, relutante em se levantar e abrir. Essa cena representa a nossa própria tendência à preguiça espiritual e à priorização do conforto pessoal sobre a comunhão com Cristo. É um alerta sobre os perigos da complacência na fé.
Versículos 4-8
A Busca Dolorosa e o Anseio Pelo Amado Ausente
Movida pela persistência do Amado, que estende a mão pela fresta da porta, a noiva finalmente se levanta para abrir, com as mãos perfumadas de mirra. No entanto, ao abrir, descobre que Ele já se retirou, deixando-a em profunda angústia e desespero. Sua alma desfalece, e ela O procura pela cidade, mas não O encontra, nem recebe resposta ao Seu chamado. Os guardas a maltratam, simbolizando as consequências dolorosas da negligência espiritual e a confusão que pode advir da ausência divina. Desesperada, ela implora às filhas de Jerusalém que, se O encontrarem, digam-Lhe que ela está "doente de amor".
Temas
Referências cruzadas
Adaptado de Matthew Henry's Commentary on the Whole Bible (domínio público)
Minhas anotações
Guarde percepções, decisões e orações ligadas a Cantares 5.
Último salvamento: Ainda não salvo