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Era

Criação e Primeiros Patriarcas

Linha do Tempo Bíblica

Da Criação à Igreja primitiva, a história inteira em uma só rolagem. O ano acompanha o seu dedo e cada era muda a cor da tela.

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Começa em Criação e Primeiros Patriarcas, ~4000–2000 a.C..
  1. Era 1 de 9

    Criação e Primeiros Patriarcas

    ~4000–2000 a.C.

    O universo surge por decreto divino. Adão e Eva são criados à imagem de Deus, mas a desobediência traz o pecado ao mundo. Da Queda ao Dilúvio e à Torre de Babel, a humanidade oscila entre graça e rebeldia — enquanto Deus já prepara o caminho para a redenção.

    7 eventos1.900 anos

  2. ~4000 a.C. (data simbólica)

    Marco

    No princípio, Deus criou os céus e a terra. Em seis dias, Ele formou a luz, o firmamento, a terra seca, as plantas, os astros, os animais e, por fim, o ser humano à Sua imagem e semelhança. Ao término da criação, Deus descansou no sétimo dia e o santificou.

    No princípio, Deus criou os céus e a terra.

    Gênesis 1:1–31
    ae
  3. ~4000 a.C. (data simbólica)

    Marco

    Adão e Eva desobedeceram a Deus ao comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, seduzidos pela serpente. Como consequência, foram expulsos do Jardim do Éden, e o pecado e a morte entraram no mundo. Mas Deus já anunciou a promessa de redenção — a semente da mulher que esmagaria a cabeça da serpente.

    Porei inimizade entre você e a mulher, e entre a sua descendência e o dela; esta te ferirá a cabeça, e você lhe ferirá o calcanhar.

    Gênesis 3:1–24
    ae
  4. ~3900 a.C. (data simbólica)

    Os primeiros filhos de Adão e Eva trouxeram ofertas ao Senhor. Deus aceitou a de Abel e não a de Caim, que, tomado de ira, matou o irmão no campo. Deus confrontou Caim e, ainda assim, o protegeu com um sinal: juízo e misericórdia na mesma cena.

    ae
  5. ≈ 900 anos se passam

  6. ~3000 a.C. (data simbólica)

    Na genealogia de Sete, Enoque se destaca: viveu 365 anos, andou com Deus e “já não era, porque Deus o tomou para si”. Foi uma das duas pessoas que, segundo a Bíblia, deixaram a terra sem passar pela morte.

  7. ≈ 650 anos se passam

  8. ~2350 a.C. (data aproximada)

    Marco

    Diante da corrupção generalizada da humanidade, Deus ordenou a Noé — único homem justo de sua geração — que construísse uma arca. O dilúvio cobriu toda a terra, mas Noé, sua família e os animais foram preservados. Após as águas baixarem, Deus estabeleceu uma aliança com Noé, simbolizada pelo arco-íris.

    n
  9. ~2349 a.C.

    Ao sair da arca, Noé construiu um altar e ofereceu holocaustos. Deus prometeu nunca mais destruir a terra com um dilúvio e firmou uma aliança com Noé e com todos os seres vivos, tendo o arco nas nuvens como sinal.

    n
  10. ≈ 150 anos se passam

  11. ~2200 a.C.

    Os descendentes de Noé, falando uma só língua, se fixaram na planície de Sinar e decidiram construir uma cidade e uma torre para fazer um nome para si. O Senhor confundiu a língua deles e os espalhou por toda a terra, e a cidade ficou conhecida como Babel.

  12. Era concluída

    Criação e Primeiros Patriarcas

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  13. Era 2 de 9

    Patriarcas da Aliança

    ~2000–1700 a.C.

    Deus chama Abraão para deixar sua terra e tornar-se pai de uma nação. A aliança é renovada em Isaque e Jacó, e os doze patriarcas nascem. José, vendido como escravo pelos próprios irmãos, sobe ao poder no Egito — preparando o cenário do próximo grande ato da história sagrada.

    17 eventos654 anos

  14. ~2091 a.C.

    Marco

    Deus chamou Abrão (mais tarde renomeado Abraão) para deixar sua terra natal Ur dos Caldeus e ir para uma terra que Ele mostraria. Com esse chamado veio uma promessa extraordinária: Abraão seria pai de uma grande nação, seu nome seria engrandecido e nele todas as famílias da terra seriam abençoadas.

    Saia da sua terra, dos seus parentes e da casa de seu pai e vá para a terra que eu lhe mostrarei.

    Gênesis 12:1–9
    as
  15. ~2091 a.C.

    Aos 75 anos, Abrão deixou Harã com Sarai, seu sobrinho Ló e todos os bens que haviam reunido, rumo à terra que Deus lhe mostraria. Ele obedeceu sem saber para onde ia, confiando apenas na palavra do Senhor.

    as
  16. ~2091 a.C.

    Ao chegar a Canaã, Abrão atravessou a terra até o carvalho de Moré, em Siquém. Ali o Senhor lhe apareceu e disse: "À tua descendência darei esta terra". Abrão respondeu edificando um altar ao Senhor.

    a
  17. ~2085 a.C.

    Depois que Ló escolheu a planície do Jordão, Deus mandou Abrão levantar os olhos para o norte, o sul, o leste e o oeste: toda aquela terra seria dele e da sua descendência. Abrão mudou suas tendas para os carvalhais de Manre, em Hebrom, e ali levantou outro altar.

    a
  18. ~2081 a.C.

    Deus estabeleceu uma aliança formal com Abraão, confirmada com um rito solene. Prometeu a ele uma descendência tão numerosa quanto as estrelas e a posse da terra de Canaã. A aliança foi ratificada novamente com a instituição da circuncisão como sinal do pacto, e Abrão recebeu o novo nome Abraão.

    a
  19. ~2067 a.C.

    No calor do dia, Abraão recebeu três visitantes à porta da tenda e os serviu com generosidade. Um deles anunciou que Sara teria um filho dentro de um ano, e ela riu por dentro. A pergunta do Senhor ficou como resposta para todas as gerações: "Acaso, para o Senhor há coisa demasiadamente difícil?"

    as
  20. ~2067 a.C.

    Por causa da maldade extrema de seus habitantes, Deus destruiu as cidades de Sodoma e Gomorra com fogo e enxofre. Antes do julgamento, Abraão intercedeu pelos justos que pudessem estar ali. Os anjos resgataram Ló e sua família, mas sua esposa olhou para trás e se tornou uma estátua de sal.

    a
  21. ~2066 a.C.

    Conforme a promessa de Deus, Sara — já com noventa anos — concebeu e deu à luz Isaque. O nascimento miraculoso confirmou que a promessa de Deus não depende das limitações humanas. Isaque é o filho da promessa, herdeiro da aliança feita com Abraão.

    asi
  22. ~2060 a.C.

    Abraão e o rei Abimeleque fizeram aliança sobre um poço que os servos de Abraão haviam cavado. O lugar recebeu o nome de Berseba, "poço do juramento". Abraão plantou ali uma tamargueira e invocou o nome do Senhor, o Deus eterno.

    a
  23. ~2050 a.C.

    Marco

    Deus testou a fé de Abraão ordenando que ele oferecesse seu filho Isaque em holocausto. No momento em que Abraão levantou o cutelo, o Anjo do Senhor o deteve. Deus proveu um carneiro para o sacrifício e confirmou a aliança. Este evento prefigura o sacrifício do próprio Filho de Deus.

    O Senhor proverá. E até hoje se diz: No monte do Senhor se provê.

    Gênesis 22:1–19
    ai
  24. ~2029 a.C.

    Sara morreu aos 127 anos em Hebrom, e Abraão chorou por ela. Ele comprou dos heteus o campo e a caverna de Macpela, diante de Manre — a primeira porção da terra prometida que a família possuiu. Ali também seriam sepultados Abraão, Isaque, Rebeca, Lia e Jacó.

    as
  25. ~1929 a.C.

    Em fuga do irmão Esaú, Jacó dormiu no deserto e teve uma visão: uma escada que alcançava o céu, com anjos subindo e descendo. Deus falou com ele, confirmando a aliança feita com Abraão e Isaque. Ao acordar, Jacó ungiu a pedra que havia usado como travesseiro e chamou o lugar Betel (casa de Deus).

    j
  26. ~1929–1909 a.C.

    Fugindo de Esaú, Jacó chegou a Harã e encontrou Raquel junto ao poço. Serviu a Labão sete anos por ela, que "lhe pareceram como poucos dias", mas foi enganado e recebeu Lia primeiro. Em vinte anos de trabalho duro, Deus o fez prosperar e lhe deu uma grande família.

    j
  27. ~1909 a.C.

    Na noite antes de reencontrar Esaú, sozinho junto ao vau do Jaboque, Jacó lutou com um homem até o romper do dia. Ferido na coxa, não o soltou sem ser abençoado e recebeu o nome Israel. Chamou o lugar de Peniel, porque viu a Deus face a face e a sua vida foi salva.

    j
  28. ~1898 a.C.

    Jacó enviou José para ver os irmãos, que pastoreavam perto de Dotã. Movidos pela inveja, eles o lançaram numa cisterna vazia e o venderam por vinte peças de prata a mercadores ismaelitas que desciam para o Egito. O que pretendiam para o mal, Deus transformaria em bem.

    j
  29. ~1898–1805 a.C.

    Marco

    José, filho favorito de Jacó, foi vendido pelos irmãos invejosos como escravo para o Egito. Apesar das injustiças sofridas, Deus estava com ele. Através do dom de interpretar sonhos, José ascendeu ao posto de segundo do Faraó, salvou o Egito da fome e, ao fim, revelou-se aos irmãos e reconciliou-se com eles, preservando toda a família de Israel.

    j
  30. ~1876 a.C.

    Em Berseba, Deus falou a Jacó em visões de noite: "Não temas descer para o Egito, porque lá eu farei de ti uma grande nação". Jacó desceu com toda a família, setenta pessoas, e se estabeleceu na terra de Gósen, onde Israel cresceu e se multiplicou.

    jj
  31. Era concluída

    Patriarcas da Aliança

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  32. Era 3 de 9

    Êxodo e Formação de Israel

    ~1446–1400 a.C.

    O povo de Israel, escravo no Egito por quatrocentos anos, é libertado por Deus através de dez pragas e da divisão do Mar Vermelho. Moisés recebe a Lei no Sinai e lidera a nação pelo deserto, forjando a identidade, a aliança e a adoração do povo de Deus.

    13 eventos46 anos

  33. ≈ 450 anos se passam

  34. ~1446 a.C.

    Moisés, refugiado no deserto após fugir do Egito, encontrou uma sarça em chamas que não se consumia. Da sarça, Deus se revelou como 'EU SOU O QUE SOU' (YHWH) e chamou Moisés para libertar o povo de Israel da escravidão no Egito. Este é o momento fundador da revelação do nome divino na Bíblia.

    m
  35. ~1446 a.C.

    Marco

    Para dobrar a resistência do Faraó e libertar Israel, Deus enviou dez pragas sobre o Egito: água transformada em sangue, rãs, piolhos, moscas, morte do gado, úlceras, granizo, gafanhotos, trevas e, por fim, a morte dos primogênitos. Cada praga demonstrou o poder de Deus sobre os deuses egípcios.

    m
  36. ~1446 a.C.

    Marco

    Na noite da décima praga, Deus ordenou que cada família israelita sacrificasse um cordeiro sem defeito e pintasse com o sangue as ombreiras das portas. O Anjo da Morte passou por cima das casas marcadas com sangue, poupando os primogênitos. Este evento fundador se tornou a festa da Páscoa, celebrada anualmente.

    O sangue servirá de sinal nas casas onde vocês estiverem; quando eu vir o sangue, passarei por cima de vocês.

    Êxodo 12:1–30
    m
  37. ~1446 a.C.

    Com o exército do Faraó em perseguição, os israelitas se viram encurralados diante do Mar Vermelho. Deus ordenou a Moisés que estendesse seu cajado sobre o mar, que se abriu formando uma muralha de água dos dois lados. Israel atravessou em terra seca; o exército egípcio foi engolido pelas águas.

    m
  38. ~1445 a.C.

    Com fome no deserto de Sim, o povo murmurou contra Moisés. Deus enviou codornizes ao entardecer e, de manhã, o maná, um alimento que aparecia no chão com o orvalho. Todos colhiam o necessário para cada dia, e no sexto dia colhiam porção dobrada para o sábado.

    m
  39. ~1445 a.C.

    Em Refidim, o povo sem água quase apedrejou Moisés. Deus mandou-o ferir a rocha em Horebe, e dela saiu água. Logo depois, Amaleque atacou Israel: enquanto Moisés mantinha as mãos erguidas no monte, Josué vencia no vale, e Arão e Hur sustentavam os braços do líder.

    mj
  40. ~1446 a.C.

    Marco

    No Monte Sinai, Deus revelou a Sua lei a Israel por meio de Moisés. Os Dez Mandamentos foram escritos por Deus em duas tábuas de pedra e abrangem os deveres do ser humano para com Deus e para com o próximo. Este momento marcou a constituição de Israel como nação teocrática sob a aliança mosaica.

    Eu sou o Senhor, o seu Deus, que o tirei do Egito, da terra da escravidão.

    Êxodo 20:1–17
    m
  41. ~1445 a.C.

    Enquanto Moisés estava quarenta dias no monte com Deus, o povo pediu um deus visível, e Arão fez um bezerro de ouro. Ao descer, Moisés quebrou as tábuas e intercedeu pelo povo. Deus renovou a aliança e se revelou como compassivo, misericordioso e tardio em irar-se.

    m
  42. ~1445 a.C.

    Deus ordenou a construção detalhada do Tabernáculo — o santuário portátil onde Ele habitaria no meio de Israel. O Tabernáculo era composto pelo Pátio, o Lugar Santo e o Santo dos Santos, onde a Arca da Aliança seria guardada. Cada detalhe de sua construção apontava para as realidades espirituais que seriam reveladas em Cristo.

    m
  43. ~1445 a.C.

    Depois da construção do tabernáculo, Moisés consagrou Arão e seus filhos ao sacerdócio com água, vestes, óleo e sangue, durante sete dias. No oitavo dia, Arão ofereceu os primeiros sacrifícios, a glória do Senhor apareceu a todo o povo e o fogo consumiu o holocausto sobre o altar.

    m
  44. ~1445 a.C.

    De Cades-Barneia, Moisés enviou doze espias a Canaã. Todos confirmaram que a terra manava leite e mel, mas dez espalharam medo dos gigantes; só Josué e Calebe disseram que o Senhor daria a vitória. O povo se rebelou, e Deus declarou que aquela geração vagaria quarenta anos no deserto.

    mj
  45. ~1407 a.C.

    Marco

    No fim dos quarenta anos no deserto, o povo desanimou e falou contra Deus e Moisés. Serpentes venenosas mataram muitos. Quando se arrependeram, Deus mandou Moisés levantar uma serpente de bronze num poste, e quem olhava para ela vivia.

    m
  46. ~1406 a.C.

    Do alto do monte Nebo, o Senhor mostrou a Moisés toda a terra prometida, de Gileade até o mar. Moisés morreu ali, aos 120 anos, e o próprio Senhor o sepultou. Josué, cheio do espírito de sabedoria, assumiu a liderança do povo.

    mj
  47. Era concluída

    Êxodo e Formação de Israel

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  48. Era 4 de 9

    Período dos Juízes

    ~1400–1050 a.C.

    Na Terra Prometida, Israel enfrenta ciclos repetidos de apostasia, opressão, clamor e libertação. Deus levanta juízes carismáticos — Débora, Gideão, Sansão — para resgatar o povo. Mas sem um rei, cada um faz o que bem entende e a nação vive à beira do colapso espiritual.

    13 eventos350 anos

  49. ~1406 a.C.

    Após quarenta anos no deserto, a nova geração de israelitas, liderada por Josué, cruzou o Rio Jordão e entrou na Terra Prometida. As águas do Jordão pararam milagrosamente enquanto os sacerdotes com a Arca da Aliança pisaram no leito do rio, lembrando a travessia do Mar Vermelho.

    j
  50. ~1406 a.C.

    Em Gilgal, o primeiro acampamento depois do Jordão, Josué ergueu as doze pedras tiradas do leito do rio, para que as gerações futuras perguntassem o seu significado. Ali o povo celebrou a Páscoa, e no dia seguinte o maná cessou: Israel passou a comer do fruto da terra prometida.

    j
  51. ~1406 a.C.

    A primeira grande batalha em Canaã foi Jericó — uma cidade murada e fortemente guarnecida. Deus ordenou uma estratégia incomum: marchar ao redor da cidade por sete dias, com sacerdotes tocando trombetas. No sétimo dia, com o brado do povo, as muralhas desabaram. Somente Raabe e sua família foram poupadas.

    j
  52. ~1406 a.C.

    Depois de Jericó, Israel foi derrotado diante da pequena cidade de Ai, porque Acã havia tomado para si coisas consagradas ao Senhor. Tratado o pecado, Deus deu a Josué uma estratégia de emboscada, e a cidade foi conquistada.

    j
  53. ~1400 a.C.

    Jabim, rei de Hazor, reuniu os reis do norte num exército "numeroso como a areia do mar". O Senhor disse a Josué que não temesse, e Israel os venceu junto às águas de Merom. Hazor, a cabeça daqueles reinos, foi tomada e queimada.

    j
  54. ~1399 a.C.

    Com a terra subjugada, toda a congregação se reuniu em Siló e ali armou a tenda da congregação. Diante do Senhor, Josué lançou sortes para repartir a terra entre as tribos que ainda não haviam recebido herança.

    j
  55. ~1380 a.C.

    No fim da vida, Josué reuniu as tribos em Siquém, recontou tudo o que Deus havia feito desde Abraão e chamou o povo a uma decisão: "Escolhei hoje a quem sirvais; eu e a minha casa serviremos ao Senhor". O povo renovou a aliança, e Josué levantou uma grande pedra como testemunha.

    j
  56. ≈ 170 anos se passam

  57. ~1209 a.C.

    Débora, profetisa e juíza de Israel, chamou Baraque para reunir dez mil homens no monte Tabor contra Sísera, comandante de Jabim. Quando desceram, o Senhor derrotou os novecentos carros de ferro junto ao ribeiro de Quisom. A vitória foi celebrada no Cântico de Débora.

  58. ~1169 a.C.

    Quando Israel era oprimido pelos midianitas, Deus chamou Gideão — que se via como o menor de sua família — para libertar o povo. Com apenas 300 homens selecionados (de um exército de 32.000), Deus derrotou o imenso exército midianita. A vitória deixou claro que a glória pertence somente a Deus.

  59. ~1100 a.C.

    Rute, a moabita, recusou-se a deixar a sogra Noemi: "O teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus". Em Belém, ela respigou nos campos de Boaz, que se tornou seu resgatador. O filho deles, Obede, foi avô do rei Davi.

  60. ~1090 a.C.

    Numa época em que a palavra do Senhor era rara, o menino Samuel servia no santuário de Siló. Deus o chamou pelo nome durante a noite, e ele respondeu: "Fala, porque o teu servo ouve". Todo Israel, de Dã até Berseba, reconheceu que Samuel era profeta do Senhor.

  61. ~1075 a.C.

    Sansão foi juiz de Israel por vinte anos, dotado de força sobrenatural como nazireno de Deus. Seduzido por Dalila, revelou que seu segredo estava em seu cabelo não cortado. Dalila o traiu entregando-o aos filisteus. Cego e humilhado, Sansão clamou a Deus uma última vez e derrubou o templo de Dagom, matando mais inimigos na morte do que em vida.

  62. ~1075 a.C.

    Derrotado pelos filisteus, Israel perdeu a Arca da Aliança, que foi levada ao templo de Dagom, em Asdode. Na manhã seguinte, a estátua de Dagom estava caída diante da Arca; no outro dia, quebrada. A mão do Senhor pesou sobre as cidades filisteias até que a Arca foi devolvida.

  63. Era concluída

    Período dos Juízes

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  64. Era 5 de 9

    Monarquia Unida e Dividida

    ~1050–586 a.C.

    Saul é ungido, Davi conquista Jerusalém e estabelece o centro da adoração, Salomão constrói o Templo — o apogeu de Israel. A divisão do reino e a apostasia crescente levam à queda de Samaria (722 a.C.) e, mais tarde, de Jerusalém para a Babilônia (586 a.C.).

    31 eventos464 anos

  65. ~1050 a.C.

    O povo de Israel exigiu um rei para ser como as outras nações. Embora isso representasse uma rejeição ao governo direto de Deus, Ele atendeu ao pedido e escolheu Saul, da tribo de Benjamim — alto, forte e impressionante. Samuel ungiu Saul como primeiro rei de Israel, inaugurando a monarquia.

    d
  66. ~1050 a.C.

    Escolhido por sorteio em Mispá, Saul voltou para casa, em Gibeá, acompanhado de homens cujo coração Deus havia tocado. Depois da vitória em Jabes-Gileade, o povo foi a Gilgal e ali o confirmou como rei diante do Senhor, com sacrifícios e grande alegria.

  67. ~1025 a.C.

    Deus enviou Samuel à casa de Jessé, em Belém, para ungir um novo rei. Os filhos mais velhos passaram diante do profeta, mas o Senhor lhe disse: "O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração". O escolhido era o caçula, Davi, que estava cuidando das ovelhas.

    d
  68. ~1025 a.C.

    Marco

    O gigante filisteu Golias desafiava o exército de Israel por quarenta dias. O jovem pastor Davi, movido por zelo pelo nome de Deus, aceitou o desafio. Com uma funda e uma pedra, Davi derrubou o guerreiro e cortou sua cabeça com a própria espada. A vitória demonstrou que a batalha pertence ao Senhor.

    Você vem a mim com espada, lança e dardo, mas eu venho a você em nome do Senhor dos Exércitos.

    1 Samuel 17:45–51
    d
  69. ~1015 a.C.

    Perseguido por Saul, Davi se escondia com seus homens nas cavernas de En-Gedi. Quando o rei entrou justamente na caverna onde eles estavam, Davi apenas cortou a orla do seu manto e se recusou a estender a mão contra o ungido do Senhor. Saul chorou e reconheceu: "Mais justo és do que eu".

    d
  70. ~1010 a.C.

    Os filisteus venceram Israel no monte Gilboa. Jônatas e seus irmãos morreram, e Saul, gravemente ferido, lançou-se sobre a própria espada. Ao receber a notícia, Davi não celebrou: compôs um lamento por Saul e por Jônatas: "Queridos e amáveis, tanto na vida como na morte não se separaram".

    d
  71. ~1010 a.C.

    Depois da morte de Saul, Davi consultou o Senhor e subiu a Hebrom. Os homens de Judá o ungiram rei sobre a casa de Judá. Ele reinou ali sete anos e seis meses, até ser reconhecido por todas as tribos e mudar a capital para Jerusalém.

    d
  72. ~1003 a.C.

    Após a morte de Saul e um período de guerra civil, Davi foi ungido rei de todo Israel com trinta anos de idade. Ele conquistou Jerusalém dos jebuseus e a estabeleceu como capital do reino unificado — 'Cidade de Davi'. Seu reinado foi o ponto alto da monarquia israelita, marcado por expansão territorial e profunda devoção a Deus.

    d
  73. ~1003 a.C.

    Davi trouxe a Arca da Aliança para Jerusalém em uma celebração exuberante. Ele dançou diante do Senhor com toda a força, despojando-se de sua dignidade real para adorar a Deus publicamente. A Arca representava a presença de Deus; Jerusalém se tornava a cidade santa de Deus.

    d
  74. ~959 a.C.

    Marco

    O filho de Davi, Salomão, realizou o sonho do pai e construiu o Templo de Jerusalém — uma das maravilhas do mundo antigo. A construção durou sete anos e foi repleta de ouro, cedro e pedra talhada. Na dedicação do Templo, a glória de Deus preencheu o lugar de forma tão intensa que os sacerdotes não conseguiam ficar de pé para ministrar.

    s
  75. ~950 a.C.

    Além do Templo e do palácio, Salomão reconstruiu o muro de Jerusalém e fortificou Hazor, Megido e Gezer, cidades que guardavam as grandes estradas do reino. Também construiu cidades para armazéns, carros e cavaleiros.

    s
  76. ~930 a.C.

    Após a morte de Salomão, seu filho Roboão recusou-se a aliviar os impostos e trabalhos forçados. As dez tribos do norte se rebelaram e coroaram Jeroboão como rei, formando o Reino de Israel (Norte). Apenas as tribos de Judá e Benjamim permaneceram fiéis a Roboão, formando o Reino de Judá (Sul). Essa divisão enfraqueceu Israel permanentemente.

  77. ~930 a.C.

    Com medo de que o povo voltasse a Jerusalém para adorar, Jeroboão fez dois bezerros de ouro e os colocou em Betel e em Dã: "Eis aqui os teus deuses, ó Israel". O que parecia estratégia política tornou-se pecado que marcou o Reino do Norte até a sua queda.

  78. ~880 a.C.

    O rei Onri comprou o monte de Semer por dois talentos de prata e ali construiu Samaria, a nova capital de Israel. Politicamente forte, Onri "fez o que era mau perante o Senhor", e seu filho Acabe iria ainda mais longe.

  79. ~860 a.C.

    Durante a seca, Deus enviou Elias a uma viúva estrangeira em Sarepta. Ela usou o último punhado de farinha para alimentar o profeta, e a farinha e o azeite não acabaram até voltar a chuva. Quando o filho dela morreu, Elias clamou ao Senhor, e o menino reviveu.

    e
  80. ~857 a.C.

    No auge da apostasia do reino do norte sob Acabe e Jezabel, o profeta Elias desafiou 450 profetas de Baal no Monte Carmelo. Enquanto os profetas pagãos clamavam em vão, Elias orou e o fogo de Deus desceu e consumiu o sacrifício encharcado de água. Israel reconheceu: 'O Senhor é Deus!' — e os profetas de Baal foram executados.

    e
  81. ~856 a.C.

    Ameaçado por Jezabel, Elias fugiu para Berseba e pediu a morte debaixo de um zimbro. Um anjo o alimentou duas vezes, e na força daquela comida ele andou quarenta dias até o Horebe. Ali Deus não se revelou no vento, no terremoto nem no fogo, mas num cicio tranquilo e suave.

    e
  82. ~855 a.C.

    Acabe cobiçou a vinha de Nabote, ao lado do seu palácio em Jezreel, mas Nabote se recusou a vender a herança de seus pais. Jezabel providenciou falsas testemunhas, e Nabote foi apedrejado. Elias confrontou o rei com a palavra do Senhor, e Acabe se humilhou.

    e
  83. ~841 a.C.

    Ungido rei por ordem de Eliseu, Jeú entrou em Jezreel. Jezabel, maquiada à janela, foi lançada abaixo pelos próprios servos. Cumpria-se a palavra que o Senhor havia falado por Elias anos antes, ali mesmo, junto à vinha de Nabote.

  84. ~760 a.C.

    Amós, um vaqueiro e cultivador de sicômoros de Tecoa, foi enviado ao santuário real de Betel. Ali denunciou a religião sem justiça: "Corra o juízo como as águas". O sacerdote Amazias mandou que ele voltasse para Judá, mas Amós respondeu que o Senhor o havia tirado de trás do gado para profetizar.

  85. ~760 a.C.

    Chamado para pregar em Nínive, Jonas desceu a Jope e embarcou num navio para Társis, na direção oposta. Uma grande tempestade ameaçou a embarcação, Jonas foi lançado ao mar, e o Senhor preparou um grande peixe que o engoliu. Ali, três dias e três noites, ele orou.

  86. ~760 a.C.

    Jonas finalmente pregou em Nínive: "Ainda quarenta dias, e Nínive será subvertida". Do rei ao menor, o povo creu em Deus, jejuou e se vestiu de pano de saco. Deus se compadeceu da cidade, e Jonas aprendeu que a misericórdia do Senhor alcança até os inimigos de Israel.

  87. ~722 a.C.

    Marco

    Depois de três anos de cerco, o rei da Assíria tomou Samaria e levou os israelitas para a Assíria, para Hala, junto ao Habor, rio de Gozã, e para as cidades dos medos. O texto explica o motivo: o povo havia rejeitado os estatutos do Senhor e as advertências dos profetas.

  88. ~701 a.C.

    No décimo quarto ano de Ezequias, Senaqueribe, rei da Assíria, tomou as cidades fortificadas de Judá. Acampado diante de Laquis, enviou mensageiros a Jerusalém para exigir a rendição. Os relevos do palácio de Nínive retratam esse cerco em detalhes.

  89. ~701 a.C.

    Ezequias estendeu a carta ameaçadora de Senaqueribe diante do Senhor, no Templo, e orou. Isaías respondeu que o rei da Assíria não entraria na cidade nem atiraria nela uma flecha. Naquela noite, o anjo do Senhor feriu o acampamento assírio, e Senaqueribe voltou para Nínive.

    i
  90. ~700–680 a.C.

    Marco

    O profeta Isaías, no século 8 a.C., proclamou profecias de julgamento e restauração que abrangem séculos de história. Os capítulos 40–55 são os mais celebrados, descrevendo um 'Servo Sofredor' que carregaria os pecados do povo, seria desprezado e rejeitado, mas que através de sua ferida traria cura. Estas profecias são cumpridas com precisão impressionante em Jesus.

    Ele foi ferido pelas nossas transgressões, foi esmagado pelas nossas iniquidades... pelo seu castigo fomos curados.

    Isaías 53:4–6
    i
  91. ~612 a.C.

    Os profetas Naum e Sofonias anunciaram o fim da cidade sanguinária que oprimira as nações: "Nínive está destruída; quem terá compaixão dela?". Em 612 a.C., babilônios e medos tomaram Nínive, e a capital assíria nunca mais se reergueu.

  92. ~609 a.C.

    Josias foi o rei que mais se voltou para o Senhor, de todo o coração, de toda a alma e com todas as forças. Ao sair contra o faraó Neco, que marchava para o Eufrates, foi ferido em Megido e morreu. Jeremias compôs lamentações por ele.

    j
  93. ~605 a.C.

    Junto ao Eufrates, em Carquemis, Nabucodonosor derrotou o exército do faraó Neco no quarto ano de Jeoaquim. Jeremias descreveu a cena: "Não fuja o ligeiro, nem escape o valente". Babilônia passou a dominar a Síria e Judá.

    j
  94. ~605 a.C.

    Nabucodonosor sitiou Jerusalém e levou para a Babilônia jovens da nobreza de Judá, entre eles Daniel, Hananias, Misael e Azarias. Na corte, Daniel resolveu não se contaminar com as iguarias do rei, e Deus deu aos quatro conhecimento e sabedoria.

    d
  95. ~593 a.C.

    Entre os exilados junto ao rio Quebar, os céus se abriram e Ezequiel teve visões de Deus: seres viventes, rodas cheias de olhos e um trono com a aparência da glória do Senhor. Longe do Templo, ele descobriu que Deus estava presente também no exílio.

  96. Era concluída

    Monarquia Unida e Dividida

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  97. Era 6 de 9

    Cativeiro e Restauração

    ~586–400 a.C.

    Babilônia destrói Jerusalém e leva o povo cativo. Nos tempos de Daniel, Ester e Esdras, Deus sustenta sua presença mesmo longe da terra prometida. Ciro, o Grande, decreta o retorno — e Neemias reconstrói os muros enquanto o profeta Malaquias anuncia o mensageiro que ainda virá.

    17 eventos186 anos

  98. ~586 a.C.

    Marco

    Após décadas de advertências dos profetas ignoradas, Nabucodonosor, rei da Babilônia, sitiou Jerusalém. Em 586 a.C., o Templo foi destruído, a cidade incendiada e a maioria do povo levada ao exílio na Babilônia. Jeremias vivenciou essa tragédia e registrou suas lamentações. O exílio foi o pior julgamento na história de Israel.

    j
  99. ~586 a.C.

    Os exilados judeus, sentados às margens dos canais da Babilônia, choravam ao se lembrar de Sião. O Salmo 137 guarda esse lamento: a harpa pendurada nos salgueiros, a recusa em cantar canções de Sião em terra estranha e o juramento de nunca esquecer Jerusalém.

    j
  100. ~585 a.C.

    Ezequiel foi levado em visão a um vale cheio de ossos secos. Deus lhe perguntou se eles podiam viver e mandou profetizar: os ossos se juntaram, vieram tendão, carne e pele, e o sopro entrou neles. A visão representa a restauração de Israel, que dizia: “Perecemos”.

  101. ~580 a.C.

    Nabucodonosor ergueu uma estátua de ouro e mandou todos adorá-la. Sadraque, Mesaque e Abede-Nego recusaram e foram lançados na fornalha. O rei viu quatro homens andando no meio do fogo, e os três saíram sem sinal de queimadura.

  102. ~539 a.C.

    Durante um banquete em que bebeu nos vasos do Templo, o rei Belsazar viu uma mão escrever na parede: “Mene, Mene, Tequel, Parsim”. Daniel interpretou o recado como o fim do reino. Naquela mesma noite, Belsazar foi morto, e a Babilônia passou aos medos e persas.

    d
  103. ~539 a.C.

    No exílio babilônico (depois persa), Daniel manteve fidelidade inabalável a Deus. Seus inimigos conseguiram um decreto proibindo orações a qualquer deus que não o rei. Daniel continuou orando três vezes ao dia. Lançado na cova dos leões, sobreviveu milagrosamente. O rei Dario reconheceu o Deus de Daniel como o Deus vivo.

    d
  104. ~539 a.C.

    Ao entender, pelos livros de Jeremias, que os setenta anos do exílio estavam acabando, Daniel orou com jejum e confessou os pecados do povo. O anjo Gabriel veio e lhe revelou setenta semanas determinadas sobre o povo e a cidade santa, uma das profecias mais debatidas da Bíblia.

    dj
  105. ~538 a.C.

    Marco

    No primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia, o Senhor despertou o seu espírito para proclamar a todo o reino que os judeus podiam voltar e reconstruir a casa do Senhor em Jerusalém. Cumpria-se a palavra dada por Jeremias, e Isaías já havia chamado Ciro pelo nome.

  106. ~536 a.C.

    Cerca de cinquenta mil pessoas voltaram com Zorobabel e o sumo sacerdote Josué. No segundo ano, lançaram os alicerces do Templo: os mais jovens gritavam de alegria, enquanto os idosos, que tinham visto a primeira casa, choravam em alta voz. Não se distinguia o som da alegria do som do choro.

  107. ~520 a.C.

    Animados por Ageu e Zacarias, os judeus retomaram a obra do Templo, e o governador Tatenai escreveu ao rei pedindo provas da autorização. Dario mandou procurar nos arquivos, e em Acmetá foi encontrado o rolo com o decreto de Ciro. O rei confirmou a ordem e ainda mandou custear a obra.

  108. ~516 a.C.

    No sexto ano de Dario, a casa de Deus foi terminada, conforme a palavra dos profetas. Os que voltaram do exílio celebraram a dedicação com alegria e, em seguida, a Páscoa. Ageu havia prometido que a glória daquela casa seria maior do que a da primeira.

  109. ~474 a.C.

    Quando Hamã conseguiu um decreto para exterminar os judeus, Mardoqueu lembrou à rainha Ester: "Quem sabe se para conjuntura como esta é que foste elevada a rainha?". Depois de três dias de jejum, ela se apresentou ao rei sem ser chamada, e o plano de Hamã foi desfeito.

  110. ~458 a.C.

    Após setenta anos de exílio, o rei persa Ciro decretou a liberdade dos judeus para retornarem a Jerusalém — cumprindo a profecia de Jeremias. Um primeiro grupo retornou com Zorobabel para reconstruir o Templo. Décadas depois, o sacerdote Esdras liderou um segundo retorno, focado na restauração espiritual e no ensino da Lei.

  111. ~445 a.C.

    Ao saber que os muros de Jerusalém continuavam derribados, Neemias, copeiro do rei Artaxerxes, chorou, jejuou e orou por dias. Quando o rei perguntou o motivo da sua tristeza, Neemias orou ao Deus dos céus e pediu para ir reconstruir a cidade. O rei atendeu, "segundo a boa mão do meu Deus sobre mim".

  112. ~445 a.C.

    Neemias, copeiro do rei persa, ficou profundamente perturbado ao saber que Jerusalém ainda estava em ruínas. Após orar e jejuar, pediu permissão ao rei para ir reconstruir. Em apenas 52 dias — apesar de oposição intensa e ameaças — os muros de Jerusalém foram reconstruídos. Neemias declarou que a mão graciosa de Deus estava com eles.

  113. ~444 a.C.

    No sétimo mês, depois da conclusão do muro, o povo se reuniu na praça diante da Porta das Águas. Esdras leu o livro da Lei da manhã até o meio-dia, e os levitas explicaram o sentido. O povo chorou, e Neemias lhe disse que a alegria do Senhor era a sua força.

  114. ~430 a.C.

    Cerca de um século depois do retorno, Malaquias denunciou ofertas desonestas, infidelidade e a descrença do povo. Anunciou um mensageiro que prepararia o caminho do Senhor e a vinda de Elias antes do grande dia. Depois dele, a Bíblia fica em silêncio por cerca de quatrocentos anos.

  115. Era concluída

    Cativeiro e Restauração

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  116. Era 7 de 9

    Período Intertestamentário

    ~400–4 a.C.

    Quatrocentos anos de silêncio profético entre Malaquias e João Batista. Persas, gregos e romanos se revezam no domínio de Israel. Os macabeus travam guerra pela pureza do Templo. O mundo helenístico e o poder romano moldam o contexto em que o Messias nascerá.

    12 eventos394 anos

  117. ~332 a.C.

    Marco

    Em poucos anos, o rei macedônio Alexandre derrotou o império persa e dominou a Síria, a Palestina e o Egito. Com ele chegaram a língua e a cultura gregas, que mudaram o mundo dos judeus e prepararam o idioma em que o Novo Testamento seria escrito.

  118. ~323 a.C.

    Depois da morte de Alexandre, em 323 a.C., seus generais disputaram o império. Os principais herdeiros foram Ptolomeu, no Egito, e Seleuco, na Síria e na Mesopotâmia. A Judeia, entre os dois, passou a ser um território disputado durante mais de um século.

  119. ~250 a.C.

    Marco

    Em Alexandria, durante o reinado de Ptolomeu II, judeus de fala grega traduziram a Lei de Moisés e, nas décadas seguintes, os demais livros da Bíblia hebraica. A Septuaginta tornou-se a Bíblia da diáspora e é a fonte de grande parte das citações do Antigo Testamento no Novo.

  120. ~198 a.C.

    Depois de vencer os ptolomeus em Paneas, perto das nascentes do Jordão, o rei selêucida Antíoco III assumiu o controle da Judeia por volta de 198 a.C. Garantiu aos judeus o direito de viver pelas leis dos pais, mas seus sucessores romperiam esse acordo.

  121. ~167 a.C.

    Antíoco IV Epifânio saqueou Jerusalém, proibiu a circuncisão, o sábado e a leitura da Lei, e instalou no Templo um altar a Zeus. Foi a pior perseguição que os judeus haviam sofrido, e Daniel 8 e 11 é lido por muitos como alusão a esse momento.

    d
  122. ~167–164 a.C.

    Antíoco IV Epifânio, rei selêucida, profanou o Templo de Jerusalém sacrificando um porco no altar e proibindo práticas judaicas. Um sacerdote chamado Matatias e seus cinco filhos — os Macabeus — lideraram uma revolta que resultou na reconquista e purificação do Templo em 164 a.C. Este evento é comemorado na festa de Chanucá.

  123. ~164 a.C.

    Em 164 a.C., Judas Macabeu retomou Jerusalém, purificou o Templo, construiu um novo altar e celebrou durante oito dias a dedicação. A festa passou a ser lembrada todos os anos como Hanucá, ou Festa da Dedicação, que Jesus frequentou em Jerusalém.

    j
  124. ~140 a.C.

    Descendentes de Matatias, os hasmoneus conquistaram a independência da Judeia e, a partir de cerca de 140 a.C., acumularam os cargos de sumo sacerdote e governante. Depois passaram a usar o título de rei. Foi nesse período que surgiram os grupos que Jesus encontraria: fariseus, saduceus e essênios.

  125. ~63 a.C.

    Chamado a arbitrar a disputa entre dois irmãos hasmoneus, o general romano Pompeu cercou Jerusalém, entrou no Templo e até no Santo dos Santos, e fez da Judeia um território tributário de Roma. Terminava a independência judaica, e começava o domínio romano em que Jesus nasceria.

  126. ~37 a.C.

    Edomita de família convertida ao judaísmo, Herodes foi nomeado rei dos judeus pelo Senado romano em 40 a.C. e tomou Jerusalém em 37 a.C. Governou até 4 a.C., construiu fortalezas, cidades e o Templo, e é o rei que, segundo Mateus, mandou matar os meninos de Belém.

  127. ~22 a.C.

    Por volta de 22 a.C., Herodes começou a transformar a antiga Torre de Estratão em uma cidade-porto com templo a Roma e Augusto, teatro, aqueduto e um porto artificial. Cesareia se tornou a capital romana da Judeia e cenário de vários episódios do livro de Atos.

  128. ~20 a.C.

    O rei Herodes, o Grande, empreendeu uma das maiores obras de construção do mundo antigo: a reconstrução e expansão grandiosa do Templo de Jerusalém. A obra começou por volta de 20 a.C. e continuou por décadas. Este foi o Templo em que Jesus ensinou, foi apresentado como bebê e expulsou os vendilhões — e que seria destruído em 70 d.C.

  129. Era concluída

    Período Intertestamentário

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  130. Era 8 de 9

    Vida e Ministério de Jesus

    ~4 a.C.–30 d.C.

    O Verbo se faz carne em Belém. Jesus é batizado, enfrenta o deserto, proclama o Reino de Deus, realiza milagres e discipula os doze. A Última Ceia, a traição, a crucificação e a ressurreição são o pivô da história da redenção — o cumprimento de toda profecia e esperança.

    29 eventos37 anos

  131. ~6 a.C.

    O anjo Gabriel foi enviado a Nazaré, a uma virgem chamada Maria, noiva de José, da casa de Davi. Anunciou que ela conceberia pelo Espírito Santo e daria à luz o Filho do Altíssimo, cujo reino não teria fim. Maria respondeu: "Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra".

  132. ~4–6 a.C.

    Marco

    O Filho de Deus se encarnou, nascendo de Maria virgem por obra do Espírito Santo, em Belém de Judá. José e Maria estavam em Belém para o recenseamento romano. Jesus nasceu em uma manjedoura, os anjos anunciaram o evento aos pastores, e magos do Oriente vieram adorá-lo guiados por uma estrela. Deus se fez homem para habitar entre nós.

    Hoje, na cidade de Davi, nasceu para vocês um Salvador, que é Cristo, o Senhor.

    Lucas 2:1–20
    jj
  133. ~5 a.C.

    Magos vindos do Oriente chegaram a Jerusalém perguntando pelo rei dos judeus que havia nascido. Os escribas apontaram Belém, conforme Miqueias. Guiados pela estrela, os magos encontraram o menino com Maria, prostraram-se e ofereceram ouro, incenso e mirra.

    j
  134. ~5–4 a.C.

    Avisado em sonho, José fugiu de noite com Maria e o menino para o Egito, escapando da matança ordenada por Herodes. Depois da morte do rei, voltaram, mas se estabeleceram na Galileia, em Nazaré. Cumpria-se a palavra: "Do Egito chamei o meu Filho".

    j
  135. ~8 d.C.

    Aos doze anos, Jesus subiu com a família a Jerusalém para a Páscoa e ficou no Templo, ouvindo e interrogando os mestres. Quando Maria e José o encontraram, depois de três dias, ele respondeu: "Não sabíeis que me cumpria estar na casa de meu Pai?". Depois, voltou a Nazaré e lhes era submisso.

    j
  136. ~27 d.C.

    Marco

    Ao iniciar Seu ministério público, Jesus foi batizado por João Batista no Rio Jordão. Ao sair da água, o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma de pomba, e a voz do Pai declarou: 'Este é o meu Filho amado, em quem me agrado.' Este é o único momento nos evangelhos em que a Trindade é manifesta simultaneamente.

    Tu és o meu Filho amado; em ti me agrado.

    Marcos 1:9–11
    jj
  137. ~27 d.C.

    Depois do batismo, Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto e jejuou quarenta dias. O diabo o tentou com pão, com espetáculo e com poder, e Jesus respondeu cada vez com as Escrituras: "Está escrito". Onde Israel havia falhado no deserto, o Filho permaneceu fiel.

    j
  138. ~27 d.C.

    Numa festa de casamento em Caná da Galileia, o vinho acabou. Maria disse aos serventes: "Fazei tudo o que ele vos disser". Jesus mandou encher de água seis talhas de pedra, e a água se tornou o melhor vinho. Foi o primeiro dos seus sinais, e os discípulos creram nele.

    j
  139. ~27 d.C.

    Cansado da viagem, Jesus sentou-se junto ao poço de Jacó, em Sicar, e pediu água a uma mulher samaritana. Ofereceu-lhe a água viva e falou de adorar o Pai em espírito e em verdade. Ela correu à cidade, e muitos samaritanos creram: "Este é verdadeiramente o Salvador do mundo".

    j
  140. ~28 d.C.

    Andando junto ao mar da Galileia, Jesus viu Simão Pedro e André lançando as redes, e depois Tiago e João consertando as suas. "Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens." Eles deixaram imediatamente as redes e o seguiram.

    jp
  141. ~28 d.C.

    Na sinagoga de Nazaré, Jesus leu Isaías: "O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres". E declarou: "Hoje se cumpriu a Escritura". Quando lembrou a viúva de Sarepta e Naamã, o sírio, a multidão se enfureceu e quis lançá-lo de um precipício, mas ele passou por entre eles.

    j
  142. ~28 d.C.

    Em Cafarnaum, a casa estava tão cheia que quatro amigos abriram o telhado para descer um paralítico até Jesus. Vendo a fé deles, Jesus disse: "Filho, os teus pecados estão perdoados". Para mostrar que tinha autoridade para perdoar, mandou o homem levantar-se, e ele saiu carregando o próprio leito.

    j
  143. ~27–28 d.C.

    O mais extenso e influente ensinamento de Jesus, proferido em uma montanha na Galileia. Jesus apresentou os valores do Reino de Deus, revisitou a Lei de Moisés com autoridade ('Ouvistes o que foi dito... mas Eu vos digo'), ensinou o Pai Nosso, condenou a hipocrisia religiosa e concluiu com a parábola dos dois construtores. É considerado a magna carta do christianismo.

    j
  144. ~28 d.C.

    À porta de Naim, Jesus encontrou o enterro do filho único de uma viúva. Movido de compaixão, disse a ela: "Não chores". Tocou o esquife e ordenou: "Jovem, eu te mando: levanta-te!". O morto se sentou e começou a falar, e o povo glorificou a Deus.

    j
  145. ~28 d.C.

    Atravessando o mar da Galileia à noite, os discípulos foram surpreendidos por um forte temporal, enquanto Jesus dormia na popa. Acordado, ele repreendeu o vento e disse ao mar: "Acalma-te, emudece!". Fez-se grande bonança, e eles perguntavam: "Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?"

    jp
  146. ~29 d.C.

    Perto de Betsaida, uma multidão seguiu Jesus até um lugar deserto. Com cinco pães e dois peixes de um menino, ele deu graças, partiu os pães e os discípulos os distribuíram. Cerca de cinco mil homens comeram, e sobraram doze cestos.

    jp
  147. ~29 d.C.

    Na região de Tiro, uma mulher grega, de origem siro-fenícia, implorou a Jesus que libertasse sua filha. Diante da resposta difícil, ela insistiu com humildade: "Os cachorrinhos, debaixo da mesa, comem das migalhas dos filhos". Jesus elogiou a sua fé, e a menina foi curada.

    j
  148. ~29 d.C.

    Marco

    Na região de Cesareia de Filipe, Jesus perguntou: "E vós, quem dizeis que eu sou?". Pedro respondeu: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo". Jesus declarou que isso fora revelado pelo Pai e que sobre essa pedra edificaria a sua igreja. A partir dali, começou a falar abertamente da cruz.

    jp
  149. ~29 d.C.

    Em uma montanha alta, diante de Pedro, Tiago e João, Jesus foi transfigurado: Seu rosto brilhou como o sol e Suas vestes ficaram brancas como a luz. Moisés e Elias apareceram conversando com Ele. Uma nuvem luminosa cobriu os discípulos e a voz do Pai declarou novamente: 'Este é o meu Filho amado.' O evento revelou a glória divina de Jesus.

    jme
  150. ~30 d.C.

    Marco

    Lázaro, amigo querido de Jesus, morreu e foi sepultado por quatro dias. Quando Jesus chegou, Martha declarou: 'Se estivesses aqui, meu irmão não teria morrido.' Jesus chorou, foi ao túmulo e mandou rolar a pedra. Então clamou em voz alta: 'Lázaro, vem para fora!' — e Lázaro saiu, ainda envolto nas faixas do sepultamento.

    Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá.

    João 11:25–26
    j
  151. ~30 d.C.

    Em Jericó, Zaqueu, chefe dos publicanos e rico, subiu num sicômoro para ver Jesus passar. Jesus parou, chamou-o pelo nome e foi à sua casa. Transformado, Zaqueu decidiu dar metade dos bens aos pobres e restituir quatro vezes o que havia tomado. "Hoje houve salvação nesta casa."

    j
  152. ~30 d.C.

    Descendo o monte das Oliveiras montado num jumentinho, como anunciara Zacarias, Jesus foi recebido com ramos e mantos: "Bendito o Rei que vem em nome do Senhor!". Ao ver a cidade, porém, chorou sobre ela, porque não reconhecera o tempo da sua visitação.

    jp
  153. ~30 d.C.

    Na véspera de Sua crucificação, Jesus celebrou a Páscoa com os doze discípulos. Nessa refeição, Ele instituiu a Ceia do Senhor: tomando o pão, declarou 'Isto é o meu corpo'; tomando o cálice, declarou 'Isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança'. Também lavou os pés dos discípulos e anunciou a traição de Judas.

    jpp
  154. ~30 d.C.

    Depois da ceia, Jesus foi com os discípulos ao Getsêmani, ao pé do monte das Oliveiras. Profundamente angustiado, orou três vezes: "Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres". Os discípulos dormiam; ali mesmo, Judas chegou com a multidão.

    jp
  155. ~30–33 d.C.

    Marco

    Jesus foi traído por Judas, preso no Getsêmani, julgado por Pilatos e crucificado no Gólgota entre dois ladrões. Durante seis horas na cruz, houve trevas sobre toda a terra. Jesus exclamou 'Está consumado!' e entregou o espírito. O véu do Templo se rasgou de alto a baixo. Sua morte voluntária foi o sacrifício definitivo pelo pecado da humanidade.

    Está consumado!

    João 19:30
    jp
  156. ~30–33 d.C.

    Marco

    No terceiro dia após a crucificação, Jesus ressuscitou dos mortos. Maria Madalena foi a primeira a encontrá-lo no jardim. Ele apareceu aos discípulos com as marcas das chagas, comeu com eles, ensinou-os durante quarenta dias sobre o Reino de Deus e, por fim, ordenou-lhes que fossem a todas as nações. A ressurreição é o fundamento e a certeza da fé cristã.

    Ele não está aqui; ressuscitou, como havia dito.

    Mateus 28:5–10
    jp
  157. ~30 d.C.

    No dia da ressurreição, dois discípulos caminhavam tristes para Emaús quando Jesus se aproximou, sem ser reconhecido. Começando por Moisés e pelos profetas, explicou-lhes o que as Escrituras diziam a seu respeito. Ao partir o pão, os olhos deles se abriram, e voltaram a Jerusalém naquela mesma hora.

    j
  158. ~30 d.C.

    Junto ao mar de Tiberíades, depois de uma noite sem peixes, os discípulos lançaram a rede à direita do barco e a encheram. Jesus os esperava com brasas e pão. Três vezes perguntou a Pedro: "Tu me amas?", e três vezes o comissionou: "Apascenta as minhas ovelhas".

    jp
  159. ~30 d.C.

    Marco

    Quarenta dias depois da ressurreição, Jesus levou os discípulos para os lados de Betânia, no monte das Oliveiras. Prometeu o poder do Espírito Santo para que fossem suas testemunhas até os confins da terra e foi elevado às alturas. Dois anjos anunciaram que ele voltaria do mesmo modo.

    jp
  160. Era concluída

    Vida e Ministério de Jesus

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  161. Era 9 de 9

    Igreja Primitiva

    ~30–100 d.C.

    O Espírito Santo desce em Pentecostes e a Igreja nasce. Pedro prega em Jerusalém, Paulo percorre o Mediterrâneo levando o Evangelho às nações. Perseguições, concílios e cartas apostólicas moldam a fé cristã enquanto o mundo aguarda o retorno do Rei.

    33 eventos71 anos

  162. ~30 d.C.

    Marco

    Cinquenta dias após a Páscoa, os discípulos estavam reunidos em Jerusalém quando um som como de vento forte encheu a casa e línguas de fogo pousaram sobre cada um. Todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas. Pedro pregou para a multidão e cerca de três mil pessoas foram batizadas naquele dia — nascimento da Igreja.

    Arrependam-se e seja cada um de vocês batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos seus pecados, e receberão o dom do Espírito Santo.

    Atos 2:1–41
    pp
  163. ~34 d.C.

    Estêvão, cheio de graça e de poder, foi levado ao Sinédrio e, depois de recontar a história de Israel, viu os céus abertos e Jesus de pé à direita de Deus. Foi apedrejado fora da cidade orando: "Senhor, não lhes imputes este pecado". Saulo consentia na sua morte.

    p
  164. ~34 d.C.

    Espalhados pela perseguição, os discípulos anunciavam a palavra por onde passavam. Filipe desceu à cidade de Samaria e pregou a Cristo; houve curas e grande alegria naquela cidade. Pedro e João foram enviados de Jerusalém, e os samaritanos receberam o Espírito Santo.

    p
  165. ~34 d.C.

    Um anjo mandou Filipe para a estrada que desce de Jerusalém a Gaza. Ali encontrou um alto oficial da rainha Candace lendo Isaías 53 em sua carruagem e, começando por aquela passagem, anunciou-lhe Jesus. O etíope foi batizado e seguiu viagem cheio de alegria, e Filipe foi achado em Azoto.

  166. ~35 d.C.

    Marco

    Saulo de Tarso era o mais fervoroso perseguidor dos cristãos. No caminho a Damasco para prender seguidores de Jesus, ele foi envolvido por uma luz do céu e caiu ao chão. Uma voz disse: 'Saulo, Saulo, por que você me persegue?' — era Jesus. Saulo ficou cego por três dias, jejuou e orou, foi batizado por Ananias e tornou-se Paulo, o maior missionário cristão.

    Saulo, Saulo, por que você me persegue?

    Atos 9:3–19
    p
  167. ~37 d.C.

    Três anos depois da conversão, Saulo subiu a Jerusalém. Os discípulos tinham medo dele, mas Barnabé o apresentou aos apóstolos. Quando os helenistas tentaram matá-lo, os irmãos o levaram a Cesareia e o enviaram para Tarso, sua cidade natal, onde ficou alguns anos.

    p
  168. ~38 d.C.

    Em Jope morreu Tabita, conhecida pelas boas obras e esmolas que fazia. Chamado às pressas, Pedro mandou todos saírem, ajoelhou-se, orou e disse: "Tabita, levanta-te!". Ela abriu os olhos, e muitos creram no Senhor.

    p
  169. ~38–40 d.C.

    Marco

    No terraço da casa de Simão, em Jope, Pedro viu um lençol com animais impuros e ouviu: "Ao que Deus purificou não consideres comum". Em Cesareia, na casa do centurião Cornélio, entendeu que "Deus não faz acepção de pessoas", e o Espírito Santo desceu sobre os gentios enquanto ele ainda falava.

    p
  170. ~43 d.C.

    Discípulos dispersos pela perseguição pregaram aos gregos em Antioquia, e muitos se converteram. Barnabé, enviado de Jerusalém, alegrou-se com a graça de Deus e foi a Tarso buscar Saulo. Durante um ano ensinaram ali, e em Antioquia os discípulos foram, pela primeira vez, chamados cristãos.

    p
  171. ~44 d.C.

    Herodes Agripa mandou matar Tiago, irmão de João, e prendeu Pedro. Enquanto a igreja orava sem cessar, um anjo despertou Pedro, as correntes caíram e o portão de ferro se abriu sozinho. Ele bateu à porta da casa de Maria, mãe de João Marcos, e a criada Rode, de tanta alegria, esqueceu de abrir.

    p
  172. ~47–57 d.C.

    Paulo realizou três grandes viagens missionárias pelo Mediterrâneo, fundando igrejas em cidades como Filipos, Tessalônica, Corinto, Éfeso e Atenas. Pregou a gentios e judeus, sofreu perseguições, prisões e naufrágio, mas nunca parou. Suas cartas às igrejas formaram grande parte do Novo Testamento e moldaram a teologia cristã.

    p
  173. ~46–48 d.C.

    Marco

    Paulo e Barnabé, enviados pelo Espírito Santo e pela Igreja de Antióquia, partem para Chipre e depois para a Ásia Menor. Em Chipre, o procônsul Sérgio Paulo se converte. Na Ásia Menor, percorrem Perge, Antióquia da Pisídia, Icônio, Listra e Derbe. Em Listra, Paulo é apedrejado e deixado por morto — e levanta-se. Ao retornar, nomeiam presbíteros em cada igreja fundada.

    O Espírito Santo disse: Separai-me Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado.

    Atos 13:2–4
    p
  174. ~46 d.C.

    Enviados pelo Espírito Santo, Barnabé e Saulo desceram a Selêucia e navegaram para Chipre. Pregaram em Salamina e atravessaram a ilha até Pafos, onde o mágico Elimas tentou afastar o procônsul da fé. Diante da palavra de Paulo, Elimas ficou cego, e o procônsul Sérgio Paulo creu.

    p
  175. ~46 d.C.

    Convidado a falar na sinagoga, Paulo recontou a história de Israel até Jesus e anunciou o perdão dos pecados por meio dele. No sábado seguinte, quase toda a cidade veio ouvir. Diante da oposição, Paulo e Barnabé se voltaram para os gentios, que se alegraram e glorificaram a palavra do Senhor.

    p
  176. ~47 d.C.

    Em Icônio, Paulo e Barnabé falaram de tal modo que uma grande multidão de judeus e gregos creu. Ficaram ali bastante tempo, falando com ousadia, e o Senhor confirmava a palavra com sinais e prodígios. Quando souberam de um plano para apedrejá-los, fugiram para Listra e Derbe.

    p
  177. ~47 d.C.

    Em Listra, Paulo curou um homem coxo de nascença, e a multidão quis oferecer sacrifícios a ele e a Barnabé como se fossem Hermes e Zeus. Pouco depois, judeus vindos de Antioquia e Icônio incitaram o povo, e Paulo foi apedrejado e dado como morto. Ele se levantou, foi a Derbe e voltou fortalecendo os discípulos: "Por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus".

    p
  178. ~49 d.C.

    Marco

    Alguns ensinavam em Antioquia que os gentios precisavam ser circuncidados para ser salvos. Apóstolos e presbíteros se reuniram em Jerusalém; Pedro lembrou que Deus purificara o coração dos gentios pela fé, e Tiago propôs uma decisão. A carta enviada às igrejas confirmou que a salvação é pela graça do Senhor Jesus.

    pp
  179. ~95 d.C.

    O apóstolo João, exilado na ilha de Patmos, recebeu visões proféticas sobre o fim dos tempos. O livro do Apocalipse descreve cartas às sete igrejas, a adoração celestial, os selos e as trombetas, a queda da Babilônia e, por fim, o retorno glorioso de Cristo, o Julgamento Final e a Nova Criação — 'Eis que faço novas todas as coisas.'

  180. ~49–52 d.C.

    Marco

    Paulo e Silas partem de Antióquia. Paulo tem uma visão noturna: um macedônio pedindo ajuda. Cruzando para a Europa pela primeira vez, chegam a Filipos, onde Lídia é batizada e Paulo e Silas são presos e libertados por terremoto. Em Tessalônica e Beréia fundam igrejas. Paulo prega no Areópago de Atenas. Em Corinto, vive 18 meses, escreve 1 e 2 Tessalonicenses e é levado ao tribunal do procônsul Gálio, que recusa o caso.

    Passou à noite uma visão a Paulo: estava diante dele um homem macedônio, pedindo: Passa à Macedônia e ajuda-nos.

    Atos 16:9–10
    p
  181. ~49 d.C.

    Impedidos pelo Espírito de pregar na Ásia e na Bitínia, Paulo e seus companheiros desceram a Trôade. De noite, Paulo viu um homem da Macedônia que lhe pedia: "Passa à Macedônia e ajuda-nos". Concluindo que Deus os chamava, partiram imediatamente, e o evangelho chegou à Europa.

    p
  182. ~49–50 d.C.

    Em Filipos, Lídia, vendedora de púrpura, ouviu Paulo junto ao rio, e o Senhor lhe abriu o coração. Depois de açoitados e presos, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos à meia-noite, quando um terremoto abriu as portas. O carcereiro perguntou: "Que devo fazer para que seja salvo?", e foi batizado com toda a sua casa.

    p
  183. ~50 d.C.

    Em Tessalônica, Paulo arrazoou com base nas Escrituras por três sábados, e muitos creram, mas a oposição alvoroçou a cidade. Em Bereia, os judeus receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram de fato assim.

    p
  184. ~50 d.C.

    Indignado com a cidade cheia de ídolos, Paulo discutia na sinagoga e na praça. Levado ao Areópago, partiu de um altar "ao Deus desconhecido" para anunciar o Criador, em quem "vivemos, e nos movemos, e existimos". Ao falar da ressurreição, alguns zombaram, mas Dionísio, Dâmaris e outros creram.

    p
  185. ~50–52 d.C.

    Em Corinto, Paulo trabalhou fazendo tendas com Áquila e Priscila e pregava todos os sábados. Quando a oposição cresceu, o Senhor lhe disse em visão: "Não temas; pelo contrário, fala e não te cales, porque eu estou contigo". Ele ficou ali um ano e meio, ensinando a palavra de Deus.

    p
  186. ~52 d.C.

    Chegou a Éfeso um judeu natural de Alexandria chamado Apolo, homem eloquente e poderoso nas Escrituras, que falava com fervor sobre Jesus, mas conhecia apenas o batismo de João. Priscila e Áquila o receberam e lhe expuseram com mais exatidão o caminho de Deus, e ele foi de grande ajuda aos crentes na Acaia.

  187. ~53–57 d.C.

    Marco

    Paulo passa três anos em Éfeso — o mais longo em qualquer cidade. Ali realiza milagres extraordinários, enfrenta a revolta dos ourives de Ártemis e discipula toda a província da Ásia. Percorre a Macedônia e Grécia, retorna por Filipos e Trôade (onde ressuscita Êutico), despede-se dos presbíteros de Éfeso em Mileto com um dos discursos mais tocantes do NT, e segue para Cesareia e Jerusalém, onde será preso.

    Mas não faço caso da minha vida, como se ela me fosse preciosa, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus.

    Atos 20:24
    p
  188. ~55 d.C.

    Durante mais de dois anos, Paulo ensinou diariamente na escola de Tirano, e toda a Ásia ouviu a palavra do Senhor. A pregação abalou o comércio de imagens, e o ourives Demétrio levantou a cidade: por duas horas a multidão gritou no teatro "Grande é a Ártemis dos efésios!", até que o escrivão da cidade a acalmou.

    p
  189. ~57 d.C.

    No primeiro dia da semana, os irmãos de Trôade se reuniram para partir o pão, e Paulo pregou até a meia-noite. O jovem Êutico, vencido pelo sono, caiu do terceiro andar e foi levantado morto. Paulo o abraçou e disse: "Não vos perturbeis, que a vida nele está". E continuaram até o amanhecer.

    p
  190. ~57 d.C.

    Em Mileto, Paulo chamou os presbíteros de Éfeso, lembrou-lhes os anos de serviço com lágrimas e os exortou a cuidar do rebanho que Cristo comprou com o próprio sangue. "Em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira." Ajoelharam-se, oraram e choraram juntos.

    p
  191. ~57 d.C.

    Acusado de levar gregos ao Templo, Paulo foi arrastado pela multidão, que tentava matá-lo, até que o comandante romano o prendeu. Das escadas da fortaleza, pediu para falar e contou em hebraico como Jesus o encontrara no caminho de Damasco.

    p
  192. ~57–59 d.C.

    Para escapar de um plano de morte, Paulo foi levado sob escolta a Cesareia. Ali falou de justiça e do juízo vindouro ao governador Félix, que adiou a decisão por dois anos. Diante de Festo, apelou para César; diante do rei Agripa, desejou que todos os ouvintes se tornassem como ele, "exceto estas cadeias".

    p
  193. ~59–60 d.C.

    Saindo de Bons Portos contra o conselho de Paulo, o navio foi arrastado por catorze dias pelo vento Euroaquilão. Paulo animou a tripulação com a promessa de Deus de que ninguém se perderia, e as 276 pessoas chegaram salvas à praia de Malta. Na ilha, Paulo sobreviveu à picada de uma víbora e curou muitos enfermos.

    p
  194. ~60–62 d.C.

    Marco

    Na Via Ápia, irmãos de Roma foram ao encontro de Paulo no Fórum de Ápio e nas Três Vendas, e ele deu graças a Deus e criou ânimo. Durante dois anos morou numa casa alugada, sob guarda, recebendo todos os que o procuravam e pregando o reino de Deus "com toda a intrepidez, sem impedimento algum".

    p
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