"Sovereign Grace and Man's Responsibility"
Pontos Principais
A eleição soberana de Deus garante que todos os que foram dados ao Filho virão a Ele sem falta
A promessa incondicional de Cristo de não rejeitar ninguém que venha a Ele é o maior incentivo ao arrependimento e à fé
Graça soberana e responsabilidade humana são duas verdades bíblicas que devem ser pregadas juntas, sem sacrificar nenhuma delas
"Tudo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de modo algum o lançarei fora."
— João 6:37
Meu texto de hoje é como uma moeda de ouro: tem duas faces distintas, mas é uma só peça. De um lado, reluz a doutrina da graça soberana de Deus — *"Tudo o que o Pai me dá virá a mim."* Do outro lado, brilha com igual esplendor a promessa da livre recepção de Cristo a todo pecador — *"o que vem a mim de modo algum o lançarei fora."* Há teólogos que querem ficar com apenas uma das faces e jogar a outra fora. Mas eu digo a vocês: a Bíblia guarda as duas, e o pregador fiel deve proclamar as duas com igual convicção e igual fervor.
Não venho hoje fazer as pazes entre Calvino e Armínio. Venho proclamar o que Cristo disse. E Cristo disse as duas coisas na mesma frase, sem hesitação, sem pedir desculpas a nenhum sistema filosófico. Se a lógica humana não consegue abraçar as duas verdades ao mesmo tempo, o problema está na lógica, não na Escritura.
Considerem, em primeiro lugar, esta declaração magnífica: *"Tudo o que o Pai me dá virá a mim."* Aqui está a rocha da eleição eterna. Antes da fundação do mundo, o Pai contemplou uma multidão incontável de almas — pecadores arruinados, filhos da ira por natureza — e os deu ao seu Filho amado como herança, como recompensa pelo sofrimento que Ele viria a padecer no Calvário. *"Pedirei, e te darei as nações por herança"* (Salmo 2:8). Esse dom foi eterno, definitivo e irrevogável.
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Charles Spurgeon
1834–1892
Charles Haddon Spurgeon (1834–1892), conhecido como "O Príncipe dos Pregadores", foi pastor batista do Metropolitan Tabernacle em Londres. Sua pregação rica em ilustrações, profundamente calvinista e evangelística, alcançou milhares semanalmente e continua influenciando o protestantismo global.