"The Glorified Saints"
Pontos Principais
A glorificação dos santos é a consumação certa e inevitável do eterno propósito de Deus, não dependendo do mérito ou esforço humano.
A cadeia de graça em Romanos 8:30 — predestinado, chamado, justificado, glorificado — é indissolúvel: quem possui um elo possui todos os demais.
O estado glorificado dos santos supera infinitamente toda compreensão presente, e esta verdade deve provocar tanto consolo nos crentes quanto solene exame de consciência nos indiferentes.
"E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou." — Romanos 8:30
Há poucas passagens nas Sagradas Escrituras que contemplam, de forma tão compacta e majestosa, a totalidade da obra redentora de Deus como estas palavras do apóstolo Paulo. Em uma única sentença, o Espírito Santo nos conduz desde as profundezas da eternidade — onde Deus escolheu um povo para si antes da fundação do mundo — até os cumes da glória celestial, onde esse mesmo povo reinará na presença divina para sempre. Predestinado. Chamado. Justificado. Glorificado. Quatro elos de uma mesma corrente forjada nas mãos do Eterno, e não há força no céu, na terra ou no inferno que seja capaz de romper sequer um deles.
Quero que consideremos com toda a seriedade esta última palavra da cadeia: glorificado. Observem que Paulo não escreve "será glorificado", mas "glorificou" — o passado do verbo. Isso é notável. O apóstolo, movido pelo Espírito, descreve uma realidade futura com a certeza de algo já consumado, pois o que Deus determinou na eternidade é, para Ele, tão seguro quanto o que já foi cumprido no tempo. A glorificação dos santos é, portanto, no propósito divino, uma obra já realizada.
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Jonathan Edwards
1703–1758
Jonathan Edwards (1703–1758) foi teólogo e pregador congregacionalista americano, figura central do Primeiro Grande Despertar. Reconhecido como o maior teólogo da história norte-americana, seus sermões uniam rigor intelectual e apelo emocional profundo.