"True Grace Distinguished from the Experience of Devils"
Pontos Principais
Os demônios possuem conhecimento teológico correto e até crença especulativa em Deus, o que prova que esses elementos, isoladamente, não são marcas de salvação.
A diferença essencial entre a experiência dos demônios e a dos verdadeiros crentes reside não no que se sabe ou se teme, mas na transformação amorosa do coração operada pelo Espírito Santo.
Todo ouvinte deve examinar a si mesmo com rigor, pois uma religião que não vai além do que os demônios experimentam é uma religião morta e sem poder para salvar.
*"Tu crês que Deus é um só; fazes bem. Até os demônios creem e tremem."*
— Tiago 2:19
Há poucas passagens nas Escrituras que deveriam causar maior inquietação à alma do que esta. O apóstolo Tiago, ao confrontar uma fé que se contenta com o mero assentimento intelectual, recorre a um exemplo devastador: os demônios creem. Eles afirmam a existência de Deus. Reconhecem sua soberania. Estremeceram diante da presença de Cristo quando ele andava entre os homens. E, no entanto, nenhum deles possui qualquer participação na salvação.
A questão que este texto coloca diante de nós é, portanto, urgente e impossível de ser evitada: *o que há em sua experiência religiosa que vai além do que os demônios possuem?*
Antes de identificar o que distingue a graça verdadeira, devemos examinar com honestidade o que os demônios, de fato, possuem — pois é precisamente contra esse patamar que Edwards nos chama a nos medir.
Primeiro, os demônios possuem um conhecimento correto de Deus. Eles não são ateus. Não são agnósticos. Sabem que Deus existe, que Ele é soberano, santo e justo. Quando os demônios em Gerasa gritaram diante de Jesus — *"Que temos nós contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo?"* (Marcos 5:7) — eles confessaram a identidade do Filho de Deus com precisão teológica que muitos na sinagoga não possuíam.
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Jonathan Edwards
1703–1758
Jonathan Edwards (1703–1758) foi teólogo e pregador congregacionalista americano, figura central do Primeiro Grande Despertar. Reconhecido como o maior teólogo da história norte-americana, seus sermões uniam rigor intelectual e apelo emocional profundo.