"A Simple Way to Pray"
Pontos Principais
A oração deve brotar de um coração aquecido pela meditação da Palavra, não de lábios mecânicos ou devoções vazias.
O Pai Nosso, ensinado pelo próprio Cristo, é o modelo mais perfeito e suficiente para toda oração cristã genuína.
Todo crente — sem distinção de classe, erudição ou ofício — tem acesso direto ao Pai celestial e é chamado a orar com confiança filial.
*"Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá-nos hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também perdoamos aos nossos devedores; e não nos induzas à tentação, mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém."*
— Mateus 6:9-13
Deixa eu ser direto com você, irmão, irmã: a maioria das pessoas que se diz cristã não sabe orar. Não porque sejam más pessoas — mas porque ninguém as ensinou. Durante séculos, a Igreja encheu o povo de latim incompreensível, de rosários mecânicos, de orações murmuradas como fórmulas mágicas, sem que o coração fosse tocado por uma única sílaba. O resultado? Lábios que se movem enquanto a mente vaga pelo mercado, pelos problemas do dia, pelos rancores da semana.
Isso não é oração. Isso é barulho religioso.
O próprio Cristo nos avisou: *"E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque eles pensam que por muito falarem serão ouvidos"* (Mateus 6:7). Se até os gentios fazem isso, por que a Igreja haveria de imitá-los? A oração verdadeira não se mede pelo volume de palavras, pela duração da sessão ou pela sofisticação do vocabulário. Ela se mede pela sinceridade do coração e pela fé no Deus que ouve.
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Martinho Lutero
1483–1546
Martinho Lutero (1483–1546) foi o teólogo e reformador que deu início à Reforma Protestante em 1517. Sua teologia centrada na justificação pela fé somente (sola fide) e na autoridade das Escrituras (sola scriptura) transformou o cristianismo ocidental para sempre.